Sword Art Online Alicization – Awakening – Capítulo 21 – Parte 1

Arco: Sword Art Online Alicization Underword – Awakening

Capítulo 21 – Despertar (07 de julho / 8º dia do 11º mês do calendário do Mundo Humano do ano 380)

Sword Art Online Alicization - Higa, Rinko, Ichiemon, Yanai

Parte 1

“Conseguimos… não é…?”

Higa Takeru sussurrou enquanto seus braços, endurecidos pelo excesso de carga, caiam pesadamente ao lado do corpo.

Apesar de todas as dificuldades, havia conseguido converter com sucesso cerca de dois mil pacotes de dados transferidos de diversas contas para o Ocean Turtle diretamente da rede The Seed do Japão para dentro de Underworld em menos de uma hora.

A ação foi em um ritmo tão furioso que a sensação de estar martelando as teclas do teclado ainda perdurava na ponta de seus dedos.

“É claro que conseguimos!”

A doutora Koujiro Rinko lhe respondeu com firmeza enquanto lhe alcançava uma bebida.

Aceitando a garrafa, Higa torceu cuidadosamente a tampa com sua frágil mão direita e bebeu o líquido em grandes porções. O conteúdo descia quente pela sua garganta, porém, servia para encher o seu estômago que parecia haver um buraco.

Depois de beber metade da garrafa, Higa suspirou e sacudiu a cabeça lentamente.

“Sim… certo….

Contudo, fui muito descuidado…”

Ao ser contatado por duas estudantes que diziam se chamar Leafa e Sinon, que surgiram repentinamente na filial do RATH em Roppongi, lhe informando que os intrusos que haviam ingressado em Underworld eram na verdade jogadores do mundo real de vários VRMMOs americanos e possivelmente coreanos, sua mente tinha ficado imediatamente anestesiada por mais ou menos cinco segundos.

Todas essas revelações tinham saído completamente do controle. Se fosse alguém mais cético ou mesmo fechado para as possibilidades infinitas nesse seu ramo, com toda a certeza teria tido um colapso.

Contudo, ele não era assim…

Se toda a situação que ocorreu foi mesmo organizada e planejada pela I.A. conectada ao dispositivo portátil de Yuuki Asuna, então, ele não podia deixar de aceitar que sua base de cálculos e previsões estava cheias de buracos.

E, pervertendo todo o protocolo, havia permitido que estas mesmas estudantes, que se disseram conhecidas do Tenente Coronel Kikuoka, entrassem em Underworld com as supercontas restantes utilizando o STL de Roppongi, seguindo de uma enorme operação de conversão que enviou um reforço de dois mil efetivos do mundo real para as coordenadas atuais de Yuuki Asuna.

Se falhassem em eliminar os mais de 50 mil jogadores estadunidenses e, segundo os logs, provavelmente sul coreanos, era quase que certo que Alice caísse em mãos inimigas.

Na realidade, o Tenene Coronel Kikuoka e o Capitão Nakanishi, de antemão, já haviam compreendido a situação e estavam considerando escalar a parede externa do Ocean Turtle para destruir a antena do satélite da enorme embarcação e com isso, isolar todas as comunicações.

Porém, para se chegar a essa parede, era necessário romper o bloqueio da barreira pressurizada que separava os dois eixos, superior e inferior, da instalação por algumas dezenas de minutos.

Se os atacantes se dessem conta desse plano, no melhor dos cenários, isso implicaria na perda da sala secundária de controle e no pior… bem… ninguém sobreviveria.

Devido a isso, que Kikuoka e Higa acabaram decidindo por deixar tudo nas mãos dessas três estudantes que acessaram Underworld com os nomes das deidades da criação, aceitando o ingresso dos jogadores japoneses que decidiram por conta própria unirem-se nessa batalha como reforços, apesar de estarem cientes de que poderiam perder suas preciosas contas.

Desde o momento em que as primeiras conexões externas foram estabelecidas, mais da metade da informação confidencial relacionada com o Projeto Alicization já havia se tornada pública.

Porém, a essa altura, isso já não era o problema crucial.

O perigo real mesmo estava no fato de que se Alice fosse capturada pelos invasores e levada para alguma base militar nos Estados Unidos, onde certamente a fariam ficar sob seu total controle, uma nova era de maquinário bélico totalmente autônomo desestabilizaria o mundo como era conhecido.

“De fato…”

Higa sussurrou praticamente inaudível enquanto soltava todo o corpo na cadeira.

“Alice não é uma simples I.A. que serve para controlar um UAV[1]. Ela é agora um novo ser humano nascida em um mundo diferente, mas ainda assim, igual a todos nós… E você sempre soube disso, não é… Kirigaya?”

Seus olhos se moveram do monitor principal que mostrava a situação de Underworld e foram até uma pequena janela ao lado que mostrava o Fluctlight de Kirigaya Kazuto.

Sua energia tremeluzia levemente, como de costume, abraçando o vazio de seu núcleo. Este, totalmente deteriorado, com seu cerne ausente… inexistindo sua própria imagem.

Quando se tornou insuportável continuar olhando para aquilo, Higa moveu o cursor do mouse com a intenção de minimizar a janela.

Porém, justo quando estava a ponto de dar o click com o botão esquerdo do dispositivo, seu dedo se deteve bruscamente.

“Hã…!?”

Ajustando a armação de seus óculos, se concentrou no registro de atividade do Fluctlight que estava na parte inferior daquela janelinha.

Há mais ou menos quarenta e cinco minutos atrás, no gráfico de linhas que até o momento tinha se mantido completamente inalterado, um solitário vértice agudo surgiu.

Puxando a linha do tempo freneticamente para o lado esquerdo, viu outro vértice ainda mais alto, com a marca de dez horas atrás.

“Eh… hum… senhorita Rinko… Poderia ver isso aqui um instante?”

“Poderia não me chamar assim?”

A doutora Koujiro se queixava do tratamento tão formal que recebia enquanto se aproximava da tela.

“É o monitor de status do Fluctlight do Kirigaya, não é?… O que tem ele?”

“Sim. Ele deveria estar completamente sem consciência, mas olhe só! Por uns instantes mostrou essa atividade…

E não foi apenas esse, tem mais um pico aqui!

Contudo,… é impossível que isso possa acontecer”

“Bom, como estamos vendo aqui, claramente não é impossível. Será que, de alguma forma, ele recebeu algum estímulo externo?”

“Não tenho certeza, tampouco o circuito não me parece com problemas…

Vejamos a hora em que isso aconteceu…”

Higa clicou no ponto mais alto do gráfico e a hora correspondente surgiu. Porém, mesmo vendo o horário, não conseguia saber o que houve em Underworld naquele momento.

Ficou olhando o indicador por alguns instantes até que…

“Espere aí…!”

A doutoura Koujiro falou com crescente ansiedade na voz.

“Nesse período de tempo… não foi quando… aquelas garotas entraram no STL? E o primeiro bate com o acesso de Asuna, o seguinte pode ter sido quando as duas, Sinon e Leafa, se conectaram em Roppongi…

“Hã!? Sério?… Deixe-me confirmar…. sim, é isso mesmo…!”

Higa deu um grande suspiro. De fato, as horas em que ocorreram os dois picos de atividades só podiam coincidir com a entrada das estudantes em Underworld.

Definitivamente era isso.

“Mas então… o que exatamente aconteceu lá…?

Essas reações enormes foram causadas apenas com o aparecimento de pessoas conhecidas? Não… os danos de Kirigaya não são algo curável através de meios fantásticos…

Tem que haver alguma explicação… algo plausível, lógico e mensurável…”

Higa se levantou e começou a caminhar em círculos em frente ao console.

Notando o repentino ânimo, estranho para a situação e seu recente comportamento de alguém que parecia estar prestes a desabar ao chão, os demais técnicos que haviam se retirado para o canto da sala para descansar um pouco, começaram a ficar intrigados.

Contudo, Higa não prestou atenção e continuou a caminhar com mais rapidez de um lado para o outro.

“O ‘EU’… o sujeito… uma imagem precisa de mim mesmo… a cópia de segurança encriptada nesse padrão quântico, onde ela estava…? Não, isso é impossível… o Fluctlight de Kirito nunca foi duplicado antes. E mesmo que tivéssemos uma cópia dessas, não temos condições de separar o núcleo da imagem inteira…

E outra, será que é possível conectar um padrão quântico no seu Fluctlight…? E se for… onde estaria esse padrão?…

Onde!?”

“Ei!…Ei!! Higa!!”

Após ter seu nome chamado algumas vezes, finalmente Higa voltou a si.

“O que foi?”

“O que exatamente você quis dizer àquela hora com: ‘perder o eu, o sujeito’? ”

“Hum… bem…”

Levou alguns segundos para organizar os pensamentos antes de começar a responder de maneira acelerada.

“É o que é visto e reconhecido… o eu mais profundo de seu coração. Em termos filosóficos, o sujeito é o oposto do objeto. O processador principal que se ocupa de toda a informação recebida através dos sentidos.”

“Certo, se eu entendi… estão fundidos, através do STL, o conceito de materialismo e dualidade. Isso estando correto, resta a pergunta:

É possível realmente separar o sujeito do objeto de maneira fácil?”.

“…Ah..!?”

Higa piscou uma quantidade de vezes ao escutar aquela inesperada pergunta.

Kikuoka e os técnicos não disseram nada.

A sala se encheu apenas com o zumbido do sistema de resfriamento até que a voz rouca da doutora Koujiro quebrou o impasse.

“O sujeito, o que é reconhecido. O objeto é o que se reconhece.

Estes são conceitos meramente filosóficos utilizados para expressar relações. Não creio que se possa aplicar essa teoria em nossas consciências, que são representadas como Fluctlights.

Os seres humanos são animais sociáveis e não existências solitárias que se afastam dos outros.

Um com todos e todos com um… estamos inteiramente conectados, como uma rede, de certa forma.

É isso, não concorda?”

“Um mesmo ser… nos demais…”

Depois de dizer essas palavras, Higa deu-se conta que esse conceito foi uma das coisas as quais ele passou por alto, pois de fato, queria evitá-lo por tomar como abstrato demais para o projeto.

“Como sou visto? Como me comparo com os demais?

Como Koujiro Rinko me vê?

Como me vejo em relação à Kayaba Akihiko?”

Sim…

Nem sequer recordo de meu rosto em detalhes. Se tivesse que me descrever, o resultado seria algo relativamente diferente do que de fato eu sou. Isso se deve pois tenho evitado encarar certas nuances minhas, melhor dizendo, evitado de encarar meu verdadeiro ‘eu’, o ser inútil que mal chega ou chegará aos pés do senhor Kayaba Akihiko, tanto mental quanto fisicamente.

Agora compreendo… esse é meu estado real, meu nível.

Sou tão patético e superficial que se duvidar, consigo emular meu eu só com as impressões que as pessoas ao redor tem de ‘Higa Takeru’.

Tomando isso como verdade, é certo de que ela o tem dentro de si…

O pensamento promissor passou pela memória de Higa enquanto formava um leve sorriso cheio de autocrítica.

Ao fim,  conseguiu entender onde Koujiro Rinko estava querendo chegar.

“…Uma cópia de segurança da imagem de si mesmo.”

Enquanto sussurrava essas palavras, a vergonha pelo seu complexo de inferioridade desapareceu enquanto prosseguia abandonando a cautela.

“Entendi… aí estão!

Os dados capazes de restaurar a imagem de Kirigaya!! A resposta está dentro dos Fluctlights das pessoas próximas a ele…!”

Falou quase gritando com visível agitação.

“Contudo, necessitamos de um STL para extrair esses dados…

Sem contar que capturar de apenas uma pessoa resultaria em informações incompletas…

Precisamos no mínimo duas… não, três pessoas…!”

E após respirar fundo, ficou completamente imóvel.

Quem compreendia e conservava uma imagem mais detalhada de Kirigaya Kazuto, sem dúvida alguma, era Yuuki Asuna e ela estava justamente conectada a um STL ao lado do rapaz.

Por outro lado, dentro dos STLs de Roppongi, havia mais duas garotas que possivelmente teriam relações estreitas com ele.

Higa olhou para o Tenente Coronel Kikuoka e falou com a voz rouca:

“Kiku, essas pessoas que fizeram a imersão em Roppongi… têm alguma relação com Kirigaya?”

“Ah! Com certeza que sim.”

Kikuoka assentiu enquanto seus olhos pareciam brilhar por trás das lentes.

“Sinon foi a parceira de Kirito no caso do incidente com o Death Gun meio ano atrás e a outra, Leafa, é sua irmã mais nova.”

Por um momento, a sala ficou no mais completo silêncio até que Higa, ajustando os óculos, falou entusiasmado:

“EXCELENTE!

Isso é perfeito!! Podemos… sim, podemos fazer acontecer…! Finalmente seremos capazes de restaurar a imagem perdida de Kirito!

Creio que será necessário separar as impressões de Kirigaya armazenadas em seus Fluctlights e depois… juntá-las e tentar encaixar na lacuna ausente da alma do rapaz.

Com isso… deve ser o suficiente para restaurar o ‘sujeito’ perdido…”

Impulsionado por ondas de calor que brotavam de seu corpo, juntou os dedos e estalou-os.

Porém…

Logo sentiu como se recebesse um balde de água fria, extinguindo toda a caloria antes gerada.

“Ah… nnn…

Não! Não pode ser…

Aaaaahhh…!!!”

“M-Mas… o que houve, Higa!?”

O homem tentou responder da melhor forma possível.

“Para fazer isso… teremos que… ir até a sala de controle principal…”

Kikuoka deixou escapar um suspiro profundo.

“Bem…

Não fique tão desapontado, Higa. Podemos nos dar por felizes por finalmente ver um caminho para o tratamento de Kirito. Quanto a operação em curso aqui, creio que logo essas pessoas estarão longe do Ocean Turtle e…-”

“Nesse momento, já será… tarde demais…”

Higa interrompeu as palavras de Kikuoka.

“Quando o Nagato iniciar seu ataque e uma batalha eclodir no eixo principal, seguindo o protocolo de unidades sitiadas, a primeira medida a ser tomada é o corte de energia. Sem contar nos danos físicos que a sala provavelmente sofrerá.

Levando isso em conta, o STL onde Kirigaya se encontra será definitivamente desligado o desconectando de Underworld sem haver desperto aqui e… e…

Provavelmente ele nunca mais será capaz de se conectar novamente em um STL.

Em seu estado atual, receio que nem conseguirá passar pelas etapas básicas de login

Para que esse tratamento dê certo, não temos alternativa, devemos confiar que essas três garotas o façam pelo lado de dentro, ou seja, no próprio mundo de Underworld.”

Conforme ia falando, Higa inconscientemente foi sentindo algum tipo de determinação.

O que deveria fazer para mudar essa situação?

Antes de conseguir raciocinar, seu eu interior respondeu prontamente: ‘– Não há nada que se possa fazer, não sou o senhor Kayaba…

Contudo, essa não é minha verdadeira opinião, não é como me vejo. Uso isso como desculpa, como uma muleta para fugir das decisões críticas.

Este verdadeiro Higa Takeru, o gênio que desenvolveu o STL e criou Underworld, sem sombras de dúvidas diria o seguinte:’.

“…Eu vou lá… Kiku.”

“…Onde você vai?”

Olhando fixamente o comandante em sua camisa havaiana diretamente em sua frente, Higa respirou fundo e falou:

“É óbvio que não entrarei na sala de controle principal. Ao invés disso…

Ao lado da popa do eixo principal que divide o Ocean Turtle, há um duto por onde passa o cabo de conexão do STL da sala dois, onde está Kirigaya e logo após, a conexão com o controle central.  Se lembro bem, deve haver um acesso nesse cabo. Se conseguir entrar nesse lugar com ajuda de uma escada e conecto um computador ali, serei capaz de operar o STL de Kirigaya diretamente.”

Ao escutar a ideia de Higa, os olhos de Kikuoka por trás das lentes dos óculos, pela primeira vez, se abriram totalmente em surpresa genuína por alguns breves instantes, porém, logo voltou à expressão usual enquanto respondia.

“Todavia, esse acesso, que é por onde trafegam os suprimentos, está do outro lado da parede pressurizada e que também abriga os invasores estadunidenses. Para chegar até lá, indubitavelmente, teremos que abrir a porta.

A segunda alternativa é acessar esse duto pela sala um, que está ao lado da sala de controle principal. Em ambos os casos, a abertura da porta pressurizada poderá ser facilmente detectada, nos deixando a mercê de um ataque. ”

“Para isso, só temos que usar um chamariz.”

“Um chamariz…!?”

Os olhos de Kikuoka apertaram com desconfiança.

Higa rapidamente sacudiu a cabeça e respondeu:

“Claro que não podemos usar nossos preciosos recursos humanos daqui. Tão logo liberemos a passagem, temos que correr o máximo que der para ir até o lado oposto… dessa forma, o que necessitamos é do…”

“Entendo… Ichiemom, certo? Felizmente, ele está no depósito desse lado do eixo.

Alguém pode trazê-lo aqui?”

Obedecendo a ordem de Kikuoka, dois dos membros de sua equipe que estavam encostados na parede lateral rapidamente saíram pela porta.

Enquanto isso acontecia, a doutora Koujiro falou de modo preocupado:

“Mas espere aí… vamos mesmo usar Ichiemon como isca? Aquela coisa mal consegue se mover pelas escadas. Pode até chamar a atenção do inimigo, porém, eles o alcançarão rapidamente.”

Ichiemon, ou sendo mais exato, Electroactive Muscled Operative Machine 1, era um robô humanoide experimental criado para comportar primariamente Fluctlights Artificiais. Por utilizar músculos de polímero para mover seu esqueleto metálico, era o que se poderia chamar de robô humanoide.

Contudo, exatamente por ser experimental, tinha várias partes descobertas, com seu miolo robótico, como cabos e ligações, totalmente expostos, lhe conferindo uma aparência estética nada agradável e, obviamente, não possuía nenhum tipo de blindagem tecnológica que lhe proporcionasse proteção.

Mesmo que Rinko houvesse anteriormente solicitado para Higa instalar um dispositivo de estabilização e sintonia em Ichiemon (algo que o cientista pareceu não ter gostado ou talvez estivesse com sua mente em outra coisa que deixava transparecer certo descontentamento), com o intuito de que o robô tivesse mais fluidez em seus movimentos, fazê-lo parte essencial de uma operação arriscada como aquela era de fato algo preocupante.

Higa também lamentava ter que usar a ‘Operação Ichiemon’ como estratégia, entretanto, não estava em uma posição favorável para descartar esse tipo de recurso.

“Me sinto mal por Ichiemon, porém, creio que ele fará o seu melhor. Mesmo porque… devido ao cenário presente… e como todos devem ter imaginado, é provável de que nossos inimigos não irão atacá-lo imediatamente temendo de que possa explodir.”

“…Isso é uma verdade…”

Enquanto dialogavam, a porta se abriu e um enorme carrinho adentrou a sala.

Sentado sobre o transporte, com suas pernas e braços balançantes, estava uma sombria figura mecânica com três lentes dispostas de maneira tosca no que representava uma cabeça.

Koujiro ficou observando Ichiemon com uma expressão incerta por um breve instante e depois disse ao se virar para os demais:

“…Bem, ele realmente tem um aspecto beeeem chamativo. Provavelmente irão pensar que temos de fato um grande plano…”

“Sim, eles não irão ignorá-lo. E enquanto estiverem tratando com Ichiemon, vou me esgueirar até o tubo dos cabos e operar o STL de Kirigaya diretamente.

O único problema nisso tudo é a quantidade de tempo que esse amigão aqui pode me comprar…”

Diante das palavras de Higa, Kikuoka perguntou enquanto sacudia os chinelos em seus pés:

“Nesse caso, não podemos usar o Niemon como isca também?”

“Infelizmente não.”

Higa respondeu dando de ombros.

“Apesar de ter uma constituição muito forte, totalmente superior ao seu antecessor, Niemon foi criado para testar o comportamento de um Fluctlight Artificial em campo, por isso, diferentemente de Ichiemon, não está com um estabilizador equipado. Em seu estado atual, ele vai desabar no chão tão logo tente subir ou descer pelas escadas.”

“Compreendo…”

A doutora Rinko olhou para sua direita, desviando a atenção para longe do rosto do comandante que assentia lentamente com a cabeça se fixando no chão com uma expressão estranha. Ficou alguns instantes assim até que pareceu acordar de um breve sonho e perguntou:

“Mas Higa, mesmo que tenhamos êxito em camuflar a abertura da passagem, todavia, ainda existe o risco de que você seja visto. Acho melhor levar um segurança junto, pelo menos até a entrada do tubo, não concorda?”

“Não, nesse momento o pessoal de defesa é importantíssimo para compor nossa última linha de resistência aqui. Além disso, sou o único suficientemente pequeno e rápido que pode se mover naquele duto estreito. Em todo o caso, levarei apenas alguns instantes para entrar e sair.”

Apesar de responder em seu tom habitual despreocupado, seu coração batia cada vez mais forte ao ponto de escutá-lo em seus ouvidos. E embora não quisesse, sua mente trabalhava nas chances de sucesso e fracasso do que estava prestes a fazer.

Se fosse descoberto pelo inimigo e este começasse a atirar em sua direção, ali, dentro do do duto do compartimento de suprimentos, não teria nenhuma escapatória. E tal e qual aconteceu no momento em que o Ocean Turtle foi invadido, Higa paralisou. Era o tipo de pessoa que não tinha nenhuma condição de reação em um cenário como esse. Ao ouvir tiros, ele simplesmente perdia todo o ímpeto.

Porém…

Eu… não, toda a organização de RATH tem uma dívida imensa com Kirigaya.

Higa Takeru marcou esse pensamento em seu coração e mente.

Deixando temporariamente a culpa pelo fato de selarem as memórias do rapaz e o submergirem a força durante três dias, que equivaleram dez anos em Underworld, Kirito acabou se transformando na luz mais importante dos Fluctlights Artificiais.

O nascimento do Fluctlight que rompeu os limites do mundo, Alice, foi, sem dúvida alguma, algo relacionado com a presença e influência de Kazuto.

E depois de tudo, mesmo estando sob o pretexto de estar sendo feito por tratamento, o conectaram outra vez ao STL que acabou por causar um dano ainda mais severo ao seu Fluctlight natural. Tudo porque ele havia lutado ferozmente contra a organização que governava Underworld para proteger Alice, fazendo com que perdesse muitos de seus preciosos companheiros no processo.

É devido a todas essas coisas que, se existe uma possibilidade por mais remota que fosse de tratamento, tinha que correr o risco.

Se não o fizesse, jamais seria capaz de levantar a cabeça e seguir em frente novamente.

Higa cerrou os punhos e olhou para Kikuoka.

Foi nesse momento, que outra voz se fez ser ouvida na sala de controle secundária.

“Eh…! Eu também irei com o chefe Higa…”

Os olhos de todos apontaram para um único técnico do RATH.

Essa pessoa reuniu tanta coragem quanta foi possível, se levantou de maneira atrapalhada e continuou sua frase.

“Embora seja muito magro… gostaria ao menos de servir como escudo.

Sem contar que sou a pessoa responsável pela manutenção de todos aqueles cabos…”

Higa olhou fixamente o rosto do homem, cuja voz era quase inaudível.

Não era tão velho quanto aparentava, provavelmente na casa dos trinta e poucos anos. E depois de passar a bordo do Ocean Turtle durante vários meses, sua pele havia assumido um aspecto branco pálido.

Se sua memória não lhe falhava, lembrava que aquele homem havia deixado um importante cargo em uma grande empresa de desenvolvimento de jogos para trabalhar no RATH.

Mesmo que sua força de combate estivesse longe do ideal ao ser comparado com um soldado, ter um companheiro era bastante tranquilizador.

Com isso em mente, Higa colocou-se em pé imediatamente e foi até o homem.

“…Sendo sincero, realmente não sei a localização exata dos cabos. Agradecerei imensamente se puder contar com sua ajuda, senhor Yanai.”

 

Sword Art Online Alicization - Higa, Rinko, Ichiemon, Yanai

 

 

[1] Unmanned Aerial Vehicle ou Veículo Aéreo Não tripulado

 

 

 

 

 

 

 

OLÁ PESSOAS!

OUTRO CAPÍTULO MINÚSCULO, MAS SÓ DEIXANDO CLARO QUE A LN ESTÁ DE FATO DIVIDIDA ASSIM. O PRÓXIMO VAI SER NO TAMANHO NORMAL 🙂

FIZ A IMAGEM NO RAPIDÃO, MAS ACABEI NÃO GOSTANDO DELA NO FINAL.

OS PERSONAGENS ALI ESTÃO BEM GENÉRICOS, O HIGA E O ICHIEMON SÃO OS MELHORES.

BOM, FIM DE SEMANA COMEÇANDO E VOU DAR UMA DESCANSADA PARA VARIAR, ESPERO QUE TENHAM GOSTADO.

EEEEEEE VAMOS LÁ FALAR SOBRE O QUE ROLOU:

 

ENTÃO, O SENHOR REKI DEU UMA PARADA ESTRATÉGICA DO OLHO DO FURACÃO E NOS JOGA PARA O MUNDO REAL ONDE A GALERA FINALMENTE ESTÁ COM UM PLANO DE PARA FAZER NOSSO AMIGO KIRITÃO ACORDAR.

O LADO BOM É QUE VAI TER AÇÃO NESTE LADO TAMBÉM. ISSO É ALGO QUE MAL VEMOS EM SAO (tirando o filme ordinal scale), ONDE GERALMENTE NADA ACONTECE NO MUNDO REAL.

VAMOS VER O POSSÍVEL EMBATE E… E…

CARAMBA, EU REALMENTE NÃO QUERIA ENTRAR NESSE ASSUNTO, MAS NÃO TEM COMO FUGIR… ESTOU ME REFERINDO AO ANIME, ESSE MAL NECESSÁRIO QUE ESTRAGOU TODO O CLIMA E VOCÊS VÃO ENTENDER O QUE QUERO DIZER.

O CAPÍTULO 11 DO ANIME JÁ NOS ENTREGA BOA PARTE DO QUE OCORREU AQUI NO POST DE HOJE, O YANAI JÁ APARECEU E TAL.

ACHEI DEVERAS DESNECESSÁRIO TEREM DADO ESSE SALTO.

DE MANEIRA QUE AGORA FICO SEM TER MUITO O QUE COMENTAR OU FAZER O ‘SUSPENSE’ DE SEMPRE… MEIO QUE DEU UMA ESTRAGADA NA BRINCADEIRA.

ENFIM, QUERO VER O ICHIEMON E O HIGA DAREM ‘SEUS PULOS’ PARA ENGANAR O PESSOAL DO GABRIEL, CREIO QUE VAI SER BEM DIVERTIDO, UMA OUTRA MANEIRA DE PROSSEGUIR COM A HISTÓRIA, DIFERENTE DO QUE ESTAMOS ACOSTUMADO.

E AÍ? ANSIOSOS? COMENTEM E VAMOS CONVERSAR 🙂

 

ERA ISSO PESSOAS, ATÉ O PRÓXIMO CAPÍTULO.

 

IMPORTANTE:

AGRADEÇO IMENSAMENTE O APOIO DAS PESSOAS QUE DOARAM E/OU MANDARAM MENSAGENS DELICIOSAMENTE OTIMISTAS.

 

 

FORTE ABRAÇO!!

 

 

 

 

==== SETOR DA DOAÇÃO ====

Resolvi deixar o canto da doação, pois ainda tenho a hospedagem e tal.

Se alguém quiser dar uma força, ok, se não puder, ok também. Sem problemas minhas pessoas 🙂

 

Valeu pessoas e forte abraço!

 


 

Também estamos no Tumblr e no Pinterest

Estamos também traduzindo Sword Art Online Progressive, não deixem de ler.

Uma pequena coletânea para ouvir, bem calminha, bem de boa