Sword Art Online Alicization – Awakening – Capítulo 20 – Parte 3

Arco: Sword Art Online Alicization Underword – Awakening

Capítulo 20

Sword Art Online Alicization Underworld - Awakening - Leafa e Rirupirin

Parte 3

No encalço do exército do Mundo Humano, liderado pelo Integrity Knight Renri, estava a segunda leva de jogadores estadunidenses sedentos por sangue.

Mais afastado ao norte, do lado sul do cânion sem fundo criado por Asuna, Iskhan e a Guilda dos Lutadores, juntamente com a Integrity Knight Sheeta, continuavam travando uma batalha desesperada com o resto da armada rubra que ainda contava com mais de dez mil integrantes.

E no ponto mais longínquo dessa luta…

No deserto logo após o local da queda do Grande Portal do Leste, com seu terreno banhado em sangue fresco, uma silhueta humanoide permanecia em pé, de maneira solitária.

Parado, com seu corpo protegido por uma grossa armadura de aço, embaixo de um manto de couro que sacudia ao vento, o ser parecia enraizado ao chão.

Suas orelhas finas tinha um aspecto um tanto quanto murcho, pendendo para cada lado de sua cabeça redonda, o que acentuava mais a visão do protuberante focinho.

Era o líder da tribo dos Orcs, Rirupirin.

Tinha ordenado que seus três mil membros sobreviventes esperassem mais afastado e havia caminhado para perto de onde a enorme estrutura de pedra ruíra.

Foi sozinho, dispensando sua guarda.

Não queria que nenhum de seus comandados o vissem naquela situação.

Rapidamente, depois de se certificar que ninguém estava por perto, começou a engatinhar pelo solo castigado à procura de algo.

Após de revirar camadas e mais camadas de terra e pó por um tempo que não conseguiu contar, Rirupirin, finalmente encontrou o que estava buscando: Um pingente entalhado em prata.

Colocou gentilmente o chamativo objeto que a princesa e guerreira orc Renju utilizava em sua orelha na palma da mão.

Aquilo tinha sido a única coisa que deixara para trás após ter se tornado um sacrifício vivo ao obedecer à ordem do Imperador.

Além disso, nada mais restara no chão desértico, nem mesmo um fragmento de armadura. Tudo desapareceu sem deixar rastros, nem sequer um sinal dos corpos destroçados de seus três mil orcs que morreram ao redor da princesa havia.

A maldita magia das feiticeiras escuras havia devorado-os completamente, transformando tudo em matéria escura.

Ao menos, a pessoa que havia incitado àquela cruel tortura junto ao Imperador, já não estava mais ali. D.I.L., a líder da Guilda dos Usuários de Dark Arts, tinha morrido depois de ser engolida pelo terrível contra-ataque da Sacerdotisa da Luz.

E sem aviso, o Imperador também se ausentara, saindo voado para o sul perseguindo a tal mulher sem dar nenhuma nova ordem para Rirupirin.

Agora, os três mil soldados orcs restantes não tinham como derrotar os soldados do Mundo Humano e os Integrity Knights que estavam protegendo a passagem do vale onde ficava o Grande Portal do Leste.

Significando que o desejo das cinco raças do Dark Territory de conquistar o Mundo Humano tinha sido completamente destroçado.

Eles sequer tiveram alguma chance.

E se esse sempre foi o resultado, então…

Por quê?

Porque sua amiga de infância, Renju, e seus três mil companheiros tiveram que se sacrificarem em uma batalha perdida? Qual foi a contribuição que suas mortes proporcionaram para os habitantes do Dark Territory?

Não havia resposta.

Contribuindo ainda mais para o aumento do seu complexo de inferioridade, o fato de que cinco mil membros de sua tribo tinham morrido em vão, só o deixava mais desesperado e angustiado.

Rirupirin abraçou o pingente, apertando o objeto contra o peito enquanto caia de joelhos.

Ficou ali, desolado e sem saber o que fazer enquanto era arrastado para um mar de tristeza inexorável que inundava seu coração. Lágrimas rolavam pelo seu focinho, acompanhando os solavancos dos soluços…

E nesse meio tempo…

Ouviu um estampido vindo de suas costas.

O chefe orc rapidamente colocou-se de pé enquanto girava a cabeça para a origem daquele inesperado som.

Sem compreender direito porque e nem como, seus olhos se arregalaram ao perceber que logo ali, uma mulher humana estava caída ao chão.

Com longos cabelos dourados e uma pele tão alva quanto a neve no topo da cordilheira, a estranha ao solo vestia trajes verdes como a relva, sendo protegida por uma armadura muito brilhante… sem dúvida alguma, não se tratava de uma habitante do Dark Territory

Sim… com toda a certeza, ela era alguém do Mundo Humano.

Contudo, no lugar de se apavorar com sua aparição repentina, ou se enfurecer ao ver um humano, o primeiro sentimento a tomar conta de Rirupirin, fora a vergonha…

Sentiu um receio imenso de que aquela jovem tão exuberante o visse.

Não me olhe!!

Gritou em seu coração.

Definitivamente, ela era a primeira ium fêmea que tinha visto de tão de perto.

Não havia ninguém em seu mundo que pudesse se comparar a ela. Era tão diferente das pálidas e raquíticas fêmeas humanas do Dark Territory, que por alguns instantes pensou que pudesse ser de uma espécie diferente.

Sua constituição, dos pés a cabeça, passava um ar tão frágil que tinha a impressão de que pudesse quebrar-se ao menor contato.

E embora com a pouca luz que se filtrava das nuvens, seus cabelos pareciam possuir brilho próprio, sendo superado apenas pela luminosidade de seus grandes olhos, os mesmos que agora o encaravam sem nenhuma ressalva, maravilhosamente esculpidos como um par de esmeraldas cristalinas.

Rirupirin repreendeu-se mentalmente por ter tais pensamentos sobre a rara beleza daquela raça frágil.

E mesmo com toda a contradição, o que falava mais alto era o fato de que pudesse perceber repulsa nos olhos daquela garota por vê-lo.

E então, sem sentir, gritou:

“Não…!! Não me olhe…!! Não me olhe!!!”

Ficou repetindo essas palavras enquanto bloqueava o rosto com o braço esquerdo e agarrava o punho de sua espada com a mão direita.

E no instante em que iria dizer que cortaria sua cabeça…

Ao tentar sacar a espada, Rirupirin sentiu como se o pingente dentro de sua mão esquerda perfurasse o ponto mais profundo de sua alma.

Uma sensação como se Renju o estivesse segurando, tentando deter seus movimentos.

Enquanto experimentava esse estranho fenômeno, uma voz suave chegou aos ouvidos:

“Hã… boa tarde… ou será que é bom dia?”

Levantando-se com agilidade e dando palmadinhas em suas roupas, a garota sorriu gentilmente.

Ainda escondido sob a sombra de seu punho, Rirupirin a olhou com surpresa enquanto piscava diversas vezes.

Não havia nenhum pingo de repulsa ou desprezo vindo dos olhos daquela garota e muito menos medo.

Para as crianças iums brancos, a simples menção do nome dos orcs do Dark Territory deveria ser algo insuportavelmente terrível, pois eram tidos como demônios devoradores de homens.

“Por… quê…?”

As palavras escapuliram da boca em tom alarmado, completamente incompatível com um dos Dez Lordes do Conselho do Dark Territory.

“Porque você não está fugindo? Porque não está gritando? Você é uma simples humana, não é? Porque está aí parada!?”

Foi a vez da garota se mostrar surpresa.

“Por quê?…Bem…”

Então, como se estivesse afirmando algo tão certo quanto respirar para os seres vivos, completou a frase com total naturalidade:

“…Pois você também é um humano, não é?”

Nesse momento, Rirupirin não conseguiu entender o porquê de sua espinha dorsal se estremecer.

Sem pensar em mais nada, agarrou a empunhadura da espada com força e tentando potencializar a voz para soar digna de um líder, o chefe de sua raça de meio humano, falou:

“Hu… humano!? Eu?”

Sem perceber, gaguejou.

“Q-Que idiotice é essa? Será que não está me vendo? Eu não sou um humano, sou um orc!! Sou o que muitos de vocês, iums, chamam de homem-porco!!”

“Hum… mesmo assim, não deixa de ser um humano.”

Colocando as mãos na fina cintura, a garota soava como uma mãe ensinando uma importante lição ao filho.

“Olhe só! Estamos conseguindo conversar entre nós, não é? Do que mais precisa para provar que é um ser humano?”

“O… que mais…?”

Rirupirin não encontrou argumentos. As palavras ditas de forma contundente por aquela garota de olhos verdes eram demasiadamente anormais para ele, o chefe orc que viveu uma vida inteira sob um fortíssimo complexo de inferioridade e ressentimento contra os seres humanos.

… Se pode falar, então é um humano?

Seria esse o único requisito para ser um humano? Goblins, ogros, gigantes e todos os demais podiam falar entre si. Contudo, as quatro raças, com a dele inclusa, sempre foram chamadas de ‘meio humanos’ desde o começo, sendo discriminadas e distintas pelos de fato, seres humanos do Dark Territory.

Rirupirin só conseguia manter-se respirando, embora com dificuldade, enquanto sua cabeça girava atônita.

Toda a relutância e sentimentos tinham sido destroçados ante a uma postura que parecia dizer ‘-Deixe isso para lá e vamos falar de coisas realmente importantes’.

Aquela garota sem fazer nenhum caso, tinha o desarmado completamente. Não parecendo estar incomodada ou assustada com o caos a sua volta.

Então, com uma curiosidade genuína, perguntou:

“…E aí? Poderia me dizer que lugar é esse…?”

***

Leafa/Kirigaya Suguha se deu conta que aparentemente havia surgido muito longe do lugar original de suas coordenadas.

Ficou observando em várias direções daquele local sinistro com os céus tingido de vermelho sangue sem ter ideia de onde estava.

Desde que havia escutado que a máquina que estava usando, a unidade seis do equipamento conhecido como STL, sequer tinha sido desembalada de sua caixa, seu sexto sentido lhe avisou que algo poderia dar errado.

Tinha o hábito de jamais competir com uma shinai recém-comprada, desse mesmo modo, nunca confiava em dispositivos eletrônicos recém-adquiridos e desembalados.

Pois sempre que isso ocorria, ela tinha uma chance para lá de anormal de que o hardware viesse com algum defeito.

Quando iniciou a sessão, juntamente com Sinon que usou a unidade um, sua imersão deveria ter sido para perto de onde estaria a Asuna, porém, não conseguia ver nenhuma de suas amigas por ali. O que corroborava com seus receios, que algo tinha dado errado e acabou sendo jogada em um lugar ermo, fazendo companhia com um ser humanoide e gordinho com carinha de porco que chamou a si mesmo de orc.

De acordo com o marcador colorido que só ficava visível poucos instantes após fazer a imersão, este orc em sua frente não pertencia ao seu atual inimigo, ou seja, aos jogadores de VRMMO dos Estados Unidos. Ele certamente era um Fluctlight Artificial que vivia em Underworld, a tal inteligência bottom-up que Yui havia descrito.

Depois de escutar a explicação de Yui sobre as pessoas desse mundo, Leafa estava determinada a não apontar sua espada contra eles, somente em casos em que isso fosse extremamente necessário.

Afinal, isso era mais do que óbvio. Pois como ela poderia matar esses humanos, independentemente de suas aparências, que seu amado irmão desejava proteger com todo seu coração?

Estava ciente que se um Fluctlight Artificial morresse ali, sua alma seria completamente destruída, incapaz de ser revivida.

Além disso…

Mesmo para Leafa, que estava completamente familiarizada com os gráficos de alto nível de ALO, a complexidade desse modelo de orc, que também era um molde existente no pacote de desenvolvimento do The Seed, era algo inacreditavelmente realístico.

As contrações durante a respiração, com o ar passando em suas grandes narinas rosadas, a textura de sua armadura metálica que envolvia a enorme figura, seu manto de couro sobre as costas e, sobretudo, os grandes olhos negros saltados, juntamente com uma riqueza impressionante de expressões, eram provas mais do que suficientes que ali residia uma verdadeira presença, uma alma humana genuína.

Ela havia perguntado ao orc, que por alguma razão que desconhecia, tentava ocultar seu rosto de modo tímido, onde é que estava, porém, ainda não tinha obtido uma resposta.

Desse modo, resolveu logo partir para a questão mais urgente. Então, sem delongas, perguntou:

***

“Bom… já que ainda não sei onde estou, que tal pelo menos me dizer o seu nome?”

Desconcertado, o líder orc respondeu de maneira automática a segunda pergunta da jovem ium branca. Provavelmente o fez pois de tudo que odiava em si, o nome era a única coisa que apreciava.

“Eu… me chamo, Rirupirin.”

Arrependeu-se no instante em que disse. Pois tinha feito a mesma coisa quando viajou pela primeira vez para a Cidade Imperial de Obsidia onde na época, tanto os cavaleiros humanos quantos os feiticeiros começaram a caçoar do nome Rirupirin.

Contudo, a garota apenas sorriu inocentemente, não demonstrando esconder nenhum tipo de emoção ruim. Apenas repetiu o nome mais devagar como se estivesse o memorizando.

“Rirupirin… que nome bonito. Então, eu me chamo Leafa, é um prazer conhecê-lo!”

E tão inacreditável quanto suas palavras, a garota fez algo impensável para ele, estendeu sua suave e delicada mão direita em sua direção.

Apertar as mãos… já tinha ouvido falar sobre esse hábito. De fato, até os orcs o faziam. Porém, nunca soube de um ium que quisesse apertar a mão com eles.

Mas que diabos há de errado com essa garota!? É algum tipo de armadilha? Magia? Ou quem sabe eu já tenha caído em um feitiço sem que tenha me dado conta…!

Olhando fixamente para a pequena mão estendida, Rirupirin só conseguia resmungar sem se mover.

A garota ficou olhando para ele por quase dez segundos, até que deixou a mão cair com ligeira decepção. Ao vê-la fazer isso, sentiu uma dor aguda no coração, porém, não sabia o motivo.

Se continuasse falando com ela… não, se apenas a observasse por mais tempo, não sabia em que estado mental seu cérebro acabaria caindo.

Ele já havia decidido que não a mataria, embora guardasse imenso rancor para com os humanos. Resolveu que ao invés disso, encontraria outra maneira que não fosse necessário o uso da força. Pensando nisso, falou:

“Você deve ser… uma guarda do Exército de Defesa do Mundo Humano, não é? Ou melhor, você é uma daqueles cavaleiros sagrados, certo? Não vejo escolha a não ser te levar presa. Conduzi-la até onde está o Imperador!”

Apesar de sua aparência jovem e frágil, a armadura que vestia, juntamente com a espada longa equipada em sua cintura no lado esquerdo, não pareciam ser algo que um simples soldado usaria. Com todos aqueles adornos e desenhos complexos, sem falar no incrível material metálico reluzente, provavelmente estavam em um grau muito mais elevado do que seu próprio armamento.

Contudo, mesmo ouvindo aquela frase vociferada em tom de ordem feita por Rirupirin, a garota não mostrou o menor traço de medo, muito pelo contrário, ao ouvir a sentença, parecia ponderar a situação de forma calma e racional.

Ficou dessa maneira por alguns segundos e depois de dar de ombros disse:

“Esse Imperador que mencionou é o Deus da Escuridão Vector, correto?”

“S-Sim…!”

“Então tudo bem, leve-me até ele, por favor!”

A estranha garota assentiu parecendo até estar contente enquanto juntava ambas as mãos e as estendia em claro sinal de rendição, parecendo o incentivar a amarrá-la.

Mas o que deu nessa criatura!? O que ela tem na cabeça!?

Sword Art Online Alicization Underworld - Awakening - Leafa e Rirupirin

Mesmo não descobrindo o que a garota estava pensando, Rirupirin pegou uma tira de couro de sua cintura e atou os pulsos da garota com certa brutalidade, porém, não muito apertada.

Depois de puxar o final da tira, apertando o nó feito, recordou que o Imperador já não estava mais na retaguarda do acampamento militar do Dark Territory.

Porém, se ficasse pensando em coisas complicadas, seu cérebro já confuso, fritaria.

Embora o Imperador não estivesse mais lá, ainda tinha aquele comandante Dark Knight novato com sua expressão desagradável ou alguém como o líder da Guilda dos Comerciantes, o tal Lengil, certamente um desses dois saberia o que fazer.

Então, no momento em que girava para começar a caminhar, tomando o devido cuidado para não arrastar sua prisioneira, pressentiu algo no ar.

De repente, uma neblina tão negra quanto espessa surgiu ao redor. Um fedor nauseabundo penetrou em seu nariz, fazendo seu aguçado olfato gritar.

Tudo a sua volta foi engolido por aquele fenômeno fazendo Rirupirin perder o senso de direção enquanto se colocava em estado extremo de alerta.

“AH…!?”

O curto grito de surpresa partiu da garota que se apresentou como Leafa.

Sacudindo a cabeça, Rirupirin finalmente conseguiu ver algo como um braço surgindo do meio da fumaça negra, agarrando e puxando para trás os cabelos amarrados da menina.

Então, instantes depois o dono daquela mão apareceu por completo.

A mulher que deveria estar morta, a Líder da Guilda dos Usuários de Dark Arts, D.I.L., surgiu em pé, com seus lábios curvados em um sorriso cruel e insano.

***

Porque não consigo alcançá-lo?

Bercouli, o líder dos Integrity Knights se sentia tão surpreso quanto desesperado.

Seus três dragões estavam em plena perseguição por mais de duas horas ininterruptas em sua máxima velocidade.

Já havia sobrevoado o pequeno bosque, onde o Exército de Defesa do Mundo Humano tinha acampado, passado por cima da enorme cratera, cruzado estranhas ruínas com estátuas gigantescas e finalmente ganho a região inexplorada mais ao sul do Dark Territory, contudo, a distância entre eles não tinha mostrado sinal de diminuir.

Depois de ter sequestrado sua amada aprendiz, a Integrity Knight Alice, o dragão do Imperador Vector seguiu de maneira constante, tornando-se apenas um pequeno ponto negro no longínquo horizonte.

Ambos, Vector e Alice estavam no mesmo dragão.

Em contrapartida, Bercouli alternava continuamente entre Hoshigami, Amayori e Takiguri, fazendo o máximo possível para minimizar a fadiga dos animais. Em teoria, já deveria de tê-lo alcançado.

Então porque não conseguia? Será o que Imperador era capaz de controlar livremente a Vida de seu dragão?

Impossível. Nem seque a Alto Ministro, a Administrator, detinha tal controle sobre a vida. Fazendo disso seu maior obstáculo.

Contudo, sabia que seu alvo não podia voar indefinidamente. Tinha que deixar seu dragão descansar ao menos algumas vezes antes de chegar ao destino final, o World End Altar, no extremo sul do Dark Territory.

Ao mesmo tempo, seus três dragões também tinham que recuperar as forças.

Estava em um impasse, pois mesmo com essa estratégia, a velocidade deles permanecia igual, fazendo com que nunca fosse possível diminuir e muito menos emparelhar com o Imperador.

Isso não pode ficar assim.

Bercouli não conseguia usar uma arte sagrada que pudesse alcançar até o horizonte. Então, para quebrar aquele impasse, o único jeito seria…

O Knight Commander acariciou gentilmente a empunhadura de sua espada no lado esquerdo da cintura.

Sentiu uma sensação de um frio sobrenatural no momento do toque, sabia que a Vida de sua companheira desgastada pelas eras estava longe de estar recuperada.

A enorme técnica, o Armament Full Control Art, que tinha usado no Grande Portal do Leste tinha cobrado seu preço.

Levando a situação atual em conta, a estratégia que estava prestes a usar, o ápice do poder de seu Instrumento Divino, a Time Piercing Sword, consumiria uma quantidade astronômica de Vida.

Sabia que só poderia usá-lo uma única vez. Então, o golpe deveria ser preciso, impecável, sem espaço para o menor dos erros.

A tarefa era tão difícil quanto passar um fio de linha em um buraco de agulha estando completamente vendado.

Bercouli suspirou enquanto afagava o pescoço de Takiguri e saltava para as costas de Hoshigami.

Embora não estivesse em poder das rédeas, conseguiu transmitir sua consciência para o companheiro voador ao qual esteve lutando lado a lado por algumas centenas de anos.

Instantaneamente, quando sentiu o comandante dos Integrity Knights em suas costas, o imponente dragão ajustou sua linha de voo, ficando na altura e ângulos ideais para que seu mestre pudesse executar o movimento perfeitamente.

Bercouli focou o minúsculo ponto negro no distante horizonte, tão ínfimo quanto um grão de areia.

Embora sua intenção fosse disparar diretamente contra o Imperador, naquela distância, era impossível discernir sua silhueta. O que aumentava o risco de errar seu ataque consideravelmente.

Ele tinha que calcular, prever seus movimentos, sentir o deslocamento, sua presença, concentrar toda a energia e mirar em uma das asas do dragão do soberano do Dark Territory.

Em pé, bem calçado nos estribos da sela de Hoshigami, Bercouli moveu lentamente a mão direita, sacando por fim a espada que fora forjada em sua totalidade com somente um tipo de material.

Brilhou toscamente ao sair de sua desgastada bainha de couro envelhecido.

Enquanto segurava a lâmina do lado direito de seu corpo, de seu fio, uma tênue luz começou a se manifestar.

O Recollection Release Art se ativou, pulando o estágio da Incarnation. Imediatamente a espada longa tremeluziu, produzindo uma espécie de vapor e foi traçando infinitas imagens residuais de si mesma conforme Hoshigami ia avançando.

O Knight Commander franzia a testa e retorcia sua boca, como se estivesse se desculpando com o destino do inocente dragão que tinha como alvo.

Então, estreitando seus olhos azuis acinzentados, Bercouli, o cavaleiro mais antigo do mundo, gritou de maneira contundente.

Time Piercing Sword, Arcane Slash!!

Com um movimento focado a uma velocidade sobrenatural, balançou a espada em um único corte descendente.

As incontáveis imagens residuais brilharam em azul ao longo da trajetória do golpe, desaparecendo uma a uma logo em seguida.

Na distância, quase que instantaneamente, a asa esquerda do dragão negro conduzido pelo Imperador Vector foi cortada silenciosamente desde sua raiz.

***

O aroma… Ah! O aroma… é tão doce essa fragrância de vida…

Juntando os cabelos da garota humana enquanto erguia todo seu corpo, os lábios de D.I.L. se moveram, deixando escapar uma voz arranhada.

Rirupirin só conseguia observar tudo aquilo em silêncio.

Embora a odiasse de todo seu coração, era inegável o fato de que ela era muito mais poderosa do que ele.

Sua pele escura, que fora uma vez tão brilhante e sedosa, exalando um cheiro adocicado, acompanhado de traços exóticos, agora se encontrava em um estado terrível.

Toda a extensão de seu corpo estava coberta de feridas horrendas pelas quais jorravam sangue e outros líquidos sem parar. Aquilo era o resultado de inúmeras lâminas que a atacaram diretamente.

A cada movimento de D., vários cortes se abriam mais e mais, com sangue escorrendo aos borbotões. Contudo, a fumaça negra que rodeava a líder das feiticeiras rapidamente se juntava ao redor do corte, e produzindo um fedor terrivelmente nauseante, acabava por deter o fluxo de sangue.

A fonte daquela neblina fétida provinha de uma pequena bolsa de couro que a mulher carregava em sua cintura.

Conforme se movimentava, era possível perceber pela abertura da bolsa algumas coisas nojentas parecida com insetos que desprendiam tal fumaça espessa.

Com toda a certeza, aquilo era algum tipo de Dark Art para evitar a queda vertiginosa de Vida.

Dando uma olhada para Rirupirin, que havia tampado seu nariz por causa do cheiro, os cantos da boca de D. se ergueram.

“É uma presa excelente. Tenho que te agradecer, porco. Então, como recompensa, vou te mostrar algo bem agradável…”

E segundos após dizer essas palavras…

D. deslizou seu dedo indicador direito pelo pescoço da garota, que fez uma expressão de dor ao ser puxada pelos cabelos mais para cima.

Com um ruído contínuo, a armadura de prata, sua camisa cor de oliva foram arrancadas de maneira bruta, caindo ao solo.

Quando se deu por si, a garota estava com todo seu torso nu, deixando exposta a pele alva para quem quisesse ver. Instintivamente, tentou curvar-se enquanto a feiticeira se deliciava de maneira sádica com a situação, arreganhando os dentes em um sorriso selvagem.

“Que tal? Creio que essa seja a primeira vez que vê o corpo nu de uma mulher humana, não é? Sei que pode ser demais para uma mente ridícula como a de um porco processar, mas espere! O melhor ainda está por vir…!!”

De repente, os cinco dedos da mão direita de D. começaram a se retorcer como que tivessem perdidos seus ossos.

De alguma forma, os dedos se transformaram em brilhantes vermes escorregadios. Em cada extremo, círculos concêntricos de bocas arreganhadas, com dentes em forma de serra se mostraram, se retorcendo de maneira ameaçadora.

“Veja…!!!”

Gritou D. e seus cinco dedos… ou melhor, cinco vermes se estenderam a um tamanho muitas vezes as de dedos normais humanos e envolveram toda a parte superior do corpo da garota.

Estes, não somente a impediam de se mover, como suas bocas foram adquirindo uma forma mais acentuada como flechas, apunhalando a delicada pele.

“AAH…!!!”

O sangue brotou de todas as direções da garota chamada Leafa. Enquanto gritava com seus olhos verdes arregalados, perdendo as orbitas, tentava em vão retirar os vermes de seu corpo, porém, estava aprisionada com suas mãos atadas pelo cinto de couro de Rirupirin.

O fluxo de sangue das cinco feridas parecera deter-se por um momento, porém, a realidade estava longe disso. Rirupirin se deu conta que os vermes que constituam a mão direita de D. estavam emitindo sons de ingestão líquida, em outras palavras, estavam bebendo o sangue de Leafa a uma velocidade incrível.

A feiticeira negra levantou a cabeça e começou a recitar um encantamento de maneira estridente.

System Call!! Transfer Human Unit Durability… Right to Self!!!

Um clarão de luz azul saiu das feridas da jovem. Logo, como se sincronizasse com o fluxo de sangue, D. começou a sugá-la, usando a mão como um aspirador de cinco pontas.

O tormento da garota se intensificou muito mais, fazendo seu esbelto corpo se arqueasse para trás como se estivesse prestes a partir-se ao meio.

“AHH…!!! O poder!!!… É inebriante…. doce… deliciosamente doce!!”

O grito estridente da menina perfurou os tímpanos de Rirupirin.

A dor aguda sacudiu o torpor momentâneo do chefe orc, que sem pensar, começou a gritar de maneira desordenada:

“M-Mas… o que está fazendo!? Essa garota é minha prisioneira!! Quero entregá-la diretamente ao Imperador!!!”

“Cale a boca, seu porco idiota!!”

D. gritou com arrogância enquanto olhava o orc com seus olhos injetados de sangue.

“Já esqueceu que o Imperador me deixou no comando? A minha vontade é a vontade de Vector!! As minhas ordens são as ordens de deus!!!”

Rirupirin não foi capaz de responder.

“- Mas essa investida já não fracassou? Já não perdemos!?”, era o que ele queria dizer, porém, o Imperador havia desaparecido do campo de batalha sem deixar nenhuma ordem. Atualmente, não havia ninguém que pudesse revogar aquele ponto de vista de D.I.L., não havia ninguém para lhe destituir da liderança.

Rirupirin, sem fala, ficou observando como a garota gritava até perder a própria voz, se tornando um lamento silencioso à medida que seus movimentos começavam a se debilitar. Por outro lado, as feridas de D. começaram a fechar, se curar de maneira acelerada.

“Uh…Guh…!!”

Ruídos de ranger os dentes saiam da mandíbula do líder orc.

Para Rirupirin, a garota, cuja Vida estava sendo absorvida, se sobrepunha com a silhueta espectral de sua princesa, de sua amiga que tinha morrido em sacrifício.

A luz desvanecia lentamente dos olhos de Leafa. Sua pele tornou-se mais pálida, quase acinzentada enquanto suas mãos caiam pesadamente. Contudo, os tentáculos sugadores de D. se tornavam mais e mais ávidos em sua alimentação. Com toda a certeza, queriam sorver até a última gota de sangue da garota.

Morrer… ela vai… morrer.

Essa estranha prisioneira… não, o primeiro ser humano que não teve medo dele.

E justo nesse momento…

Um fenômeno impensável, o melhor, um milagre, fizeram os olhos de Rirupirin se arregalarem involuntariamente.

O solo negro, o carvão vegetal que parecia ser a matéria da areia de todo o deserto do Dark Territory, sob os pés da garota, começou a se tornar verde.

Algo parecido com ervas, uma delicada, porém, inusitada vegetação naquele lugar, algo que quase nunca era visto em solo como este, com várias flores de diversas cores explodiram em plena florescência.

Imediatamente, a fragrância das flores foi levada pelo vento, parecendo fazer a luz avermelhada do sol rubro ficar na cor creme.

E tão rápido como surgiu, a cena convergiu para dentro do corpo da garota, que o absorveu automaticamente.

Sua pele descorada recuperou o vigor e a luz de seus olhos voltaram a brilhar mais do que antes.

À medida que a ilusão desaparecia, Rirupirin se deu conta de que a Vida da garota havia retornado ao seu estado original.

Um alívio inexplicável tomou conta de seu coração.

Porém, este breve momento logo foi despedaçado.

“Incrível!!!… Está… fluindo… transbordando!!”

D. falou com uma voz rasgada enquanto seu corpo demonstrava uma exuberância jamais vista, com todas suas feridas curadas.

Ela soltou o cabelo da garota enquanto transformava os dedos de sua outra mão em mais cinco vermes nojentos.

Com sons pegajosos, o novo quinteto de tentáculos perfuraram a pele da garota outra vez.

“…AAHH…!!!”

As gargalhadas de D. suplantaram os gritos de dor de Leafa.

“GYAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!! MINHA!!! TODA MINHA!!!”

***

Tenho que suportar isso”.

Sofrer uma dor excruciante a qual jamais sentira antes seja no mundo real ou em ALO, Leafa só podia repetir essa espécie de mantra mentalmente.

Antes de fazer a imersão, escutou a explicação sobre os poderes da Superconta 03, a Deusa da Terra, Terraria.

Unlimited Automatic Recovery. A absorção de energia de forma automática do espaço a sua volta para recuperar sua própria durabilidade ou a de qualquer objeto estático ou animado. De acordo com o homem chamado Higa, seu já vasto nível de Vida, juntamente com esse poder, fazia dela praticamente impossível de ser morta pela perda de HP.

Por isso, Leafa havia decidido correr o risco de ser capturada para desafiar o Deus da Escuridão Vector ao mesmo tempo em que decidira não usar sua espada contra um habitante de Underworld.

A mulher que estava a torturando era uma residente desse mundo, uma existência igual à de Rirupirin, um Fluctlight Artifical. Se ela a golpeasse com sua espada, a alma seria completamente destruída. Sem importar em como fosse ferida, Leafa não podia lutar contra ela, uma vez que não iria morrer de maneira alguma, pois seu poder não deixaria.

Contudo…

“AHHH!”

Deixando de lado a vergonha que sentia por ter tido suas roupas arrancadas, a dor causada por sua Vida sendo drenada era indescritível.

Aquilo era realmente uma sensação emulada? Era algo realmente à parte de seu corpo real?

***

“… Pare…”

Rirupirin foi incapaz de perceber de imediato que a palavra havia saído de sua própria boca.

Porém, logo em seguida, com toda a clareza, sua boca moveu-se outra vez, fazendo sua garganta vibrar.

“Pare!!”

Suas pupilas se contraíram ao receber o olhar desdenhoso de D..

Entretanto, suportando o frio que brotava em seu estômago, o líder dos orcs continuou:

“Sua Vida já não foi restaurada completamente? Portanto, não precisa de mais nada do corpo dessa ium. Devolva-a para mim!”

“O que pensa que está dizendo? Está realmente querendo me dar uma ordem…?”

De repente, os dez tentáculos começaram a se retorcer com mais intensidade, lacerando com brutalidade a carne da jovem enquanto se regozijava com a abundância de sangue.

A pele da líder dos usuários de Dark Arts não só havia retornado ao estado original, como agora parecia desprender uma aura mais poderosa.

E não somente isso, a Vida que lhe sobrava se transformava em partículas luminosas que se dissipavam no ar ao redor de seu corpo. Porém, D. não demonstrou nenhum sinal de que iria parar a tortura, envolvendo a garota que tinha a metade de seu tamanho ainda mais em seus tentáculos.

“Já tinha lhe dito antes, porco. Esta prisioneira agora é minha. Não importa a quantidade de Vida que absorva, o quanto continue abusando dela na sua frente ou até mesmo se eu a matá-la nesse instante, você não tem que se intrometer, não é mais assunto seu ou será que estou enganada?”

Ao terminar a frase, uma risada gorgolejante saiu de sua garganta.

“Kukukuku!”

Com os olhos cheios de malícia, prosseguiu.

“Porém, sim… você que a capturou… está certo. Então, se a quer tanto assim de volta… que tal tirar todas as suas roupas agora mesmo?

“O-O q-que disse…!?”

“Faz tempo que… sempre que te vejo usando roupas de humanos e uma armadura, me dá ânsia de vômito. Afinal, você é um porco, porque insiste e se vestir como um humano? O que há para cobrir? Desde quando um animal nojento que fuça o lixo tem pudores?

Então é isso mesmo que ouviu, tire toda sua roupa e fique de quatro, grunhindo e fuçando o chão para eu ver, se gostar… talvez eu até pense em devolver a grota.”

“GH!!”

De repente, uma parte do campo da visão direita se tornou vermelha. Ao mesmo tempo, uma dor aguda se instaurou, com se estivesse sendo apunhalado por uma agulha em brasas em seu olho direito.

“Você é um porco.”

“Você é um humano.”

As palavras de D.  e da garota chamada Leafa reverberaram ao mesmo tempo em sua mente.

Do que mais você precisa para provar que é um humano?

Não poderia permitir que essa garota fosse morta. Não, além disso, não queria que ela morresse. Então… então…

As mãos trêmulas de Rirupirin envolveram o botão de seu manto de couro e… o arrancou.

Depois disso, após a proteção de couro cair ao chão, levou a mão até a cinta que segurava sua armadura e começou a afrouxá-la.

Nisso, escutou uma voz muito fraca.

“…Não…!”

Ergueu a cabeça e seus olhos se encontraram com os de Leafa, que o observava suplicante.

O olhar choroso da garota como duas lindas esmeraldas, se movia de um lado para o outro.

“Estou bem… não precisa fazer… isto…”

Não conseguiu continuar falando, pois repentinamente D. lhe deu uma suave mordida na bochecha.

“Shhh! Se continuar a dizer coisas inúteis como essa, minha querida, irei morder e arrancar essa sua linda carinha. Estamos chegando na melhor parte, portanto, fique quietinha!

E você, porco, parou de tirar a roupa porquê? Ainda está excitado por ver uma humana nua?”

A mulher parecia possuída enquanto gargalhava sem parar.

“Kyahahahahahaha!!”

A mão do orc, que ainda segurava a cinta de couro da armadura, começou a tremer mais e mais.

Não prestava mais atenção na dor de seu olho direito. Depois de tudo, se fosse compará-la com a raiva e humilhação que transbordava de seu coração, a dor não significava nada.

“Eu…sou… eu…. eu… sou…”

De repente, algo brotou de seus dois olhos. As gotas que caiam do lado esquerdo de seu rosto eram cristalinas, porém, as que caiam do lado direito, eram grossas e de um vermelho intenso.

Sua mão direita soltou lentamente a tira de couro e se dirigiu para a empunhadura da espada na cintura.

“SOU UM HUMANO!!”

Enquanto gritava, uma agonia nunca antes sentida atacou seu olho e sua pupila se rompeu.

Mesmo através da visão reduzida à metade, Rirupirin encontrou com precisão a posição de D. que imediatamente cessou sua gargalhada sádica, permanecendo apenas com a boca escancarada de surpresa.

Com toda as suas forças, o líder orc direcionou a lâmina para as pernas de D., a qual não possuía nenhuma proteção e também sendo o local onde teria menos chance de acertar a garota refém.

Porém, como tinha perdido um olho, sua percepção estava ligeiramente distorcida, sem o sentido de profundidade.

Desse modo, a ponta da espada acabou somente arranhando a panturrilha direita de D., fazendo com que Rirupirin perdesse o equilíbrio e caísse ao chão sobre o ombro esquerdo.

Ao levantar a cabeça, viu que D. havia mudado a expressão. Tinha abandonado o escárnio para assumir um ódio implacável.

“Seu porco imundo… como se atreveu a me machucar..!?”

D. jogou o corpo da garota para suas costas enquanto levantava as mãos tentaculosas.

Sons viscosos e serpentários saíram das dez bocarras que antes eram as pontas de seus dedos, afinando-as como se fossem lâminas negras.

“Vou te estraçalhar, vai virar carne moída! Será o alimentos de meus vermes!!”

O líder orc, sem condições de reagir, apenas esperou o momento em que as lâminas malditas caíssem sobre si.

TCHAC!!

ZUM!!

Dois sons foram ouvidos praticamente ao mesmo tempo.

Os movimentos de D. deixaram Rirupirin congelado.

Contudo, o aturdido orc percebeu que ainda estava ileso e ao invés dele estar perfurado, eram os dois braços da feiticeira que estavam voando soltos no ar. De alguma maneira, eles haviam sido cortados na altura do ombro de D..

Instantes depois, as extensões da líder feiticeira, caíram no chão com um barulho surdo. Sua expressão estupefata só não foi maior do que a surpresa de descobrir quem havia lhe atingido.

Em meio à dor lancinante de seus ombros que jorravam sangue como duas cascatas, ela viu a radiante silhueta de Leafa que havia passado por ela e se encontrava próxima de Rirupirin.

O líder orc assistiu aquilo com uma mescla de incredulidade e admiração.

Em contraste com sua esbelta e frágil constituição, carecendo de músculos, que levava qualquer um crer ser impossível manejar uma espada longa como aquela, a garota a empunhava exuberantemente, embora permanecesse com as duas mãos atadas.

Contudo, era inegável que tinha sido essa mesma garota que cortara os dois braços de D. como se não fosse esforço algum.

Instantes depois, D. vociferou como um animal raivoso:

“Um ser humano cortando outro ser humano para… ajudar um maldito porco…!?”

A líder dos usuários de Dark Arts sacudiu a cabeça de um lado para o outro sem conseguir crer no que tinha acontecido.

Como resposta, Leafa apenas disse:

“Engana-se! Apenas cortei o mal para salvar uma pessoa.”

Ela então, rapidamente ergueu sua espada assumindo o jodan no kamae, a postura com a lâmina acima de sua cabeça.

“HYA-KA!”

A garota efetuou o golpe de cima para baixo com uma velocidade sobrenatural que percorreu uma distância incrivelmente longa.

Tão… graciosa!

Seus movimentos não tinham força desnecessária e, além disso, eram surpreendentemente precisos e rápidos, de fato, uma técnica suprema.

Mais uma vez, Rirupirin sentiu as lágrimas escorrerem, porém, agora eram de emoção.

Enquanto observava como D.I.L., a usuária de Dark Arts mais forte do Dark Territory, tida como a mais poderosa entre os Dez Lordes, era completamente cortada ao meio.

 

 

 

 

 

 

OLÁ PESSOAS!

POSTAGEM UM POUCO DIFERENTE.

PARA QUEM NÃO SABE, MEU PC QUEIMOU DE MANEIRA IRREVERSÍVEL, TENHO UM BELO E CARÍSSIMO PESO DE PAPEL.

COM MUITO ESFORÇO CONSEGUI SALVAR A TRADUÇÃO PARCIAL DESSE CAPÍTULO QUE TERMINO NESSE MOMENTO NA CASA DE UM AMIGO E APROVEITO PARA POSTAR.

NÃO FAÇO IDEIA DE COMO VOU PROSSEGUIR, TENTAREI DAR UM JEITO DE ARRUMAR ALGUMAS PEÇAS E TAL, MAS NÃO GARANTO MUITO.

INFELIZMENTE, ESSE GASTO A MAIS ME PEGOU EM UM MOMENTO BEM COMPLICADO, POIS ACABO DE SAIR DE UMA INTERNAÇÃO NO HOSPITAL, QUE ANTES TINHA ACABADO DE ENFRENTAR UMA DO MEU FILHO E POR FIM, ATÉ O GATO RESOLVEU DAR PROBLEMA.

RESUMÃO DA HISTÓRIA: ESTOU ZERADO, SEM GRANA ALGUMA, CHEIO DE DÍVIDAS COLANDO NO TETO, AS QUAIS NEM VENDENDO OS RINS CHEIO DE PEDRAS CONSEGUIRIA DINHEIRO PARA COBRIR TUDO QUE FALTA. POR ESSES INFELIZES MOTIVOS, NÃO POSSO SEQUER PENSAR EM COMPRAR UM PC NOVO POR AGORA.

E COM ISSO, A TRADUÇÃO FICARÁ DEVERAS PREJUDICADA.

TENTAREI DAR UM JEITO, ATÉ ME DERAM A SUGESTÃO DE ABRIR UM ESPAÇO DE DOAÇÕES NO SITE E NA PÁGINA DO FACEBOOK. TALVEZ ATÉ FAÇA, CONTUDO, AINDA ESTOU TENTANDO DIGERIR TODA ESSA ONDA DE MALUQUICE.

VAMOS VER O QUE FAREI…

BOM, ENQUANTO TENHO UM TEMPO AQUI NO PC EMPRESTADO, BORA CONVERSAR SOBRE COISAS MAIS TRANQUILAS, SOBRE O QUE ACONTECEU NO CAPÍTULO.

 

 

POIS ENTÃO, A TERCEIRA DEUSA SURGE, TERRARIA, MAIS CONHECIDA COMO LEAFA A SÓSIA HUMANA DA PRINCESA ORC/PORQUINHA.

NA ÉPOCA EM QUE COLORI A ILUSTRAÇÃO DA ORC, EU A FIZ PROPOSITALMENTE COM AS ROUPAS SEMELHANTES AS DA LEAFA POR CAUSA DESSE CAPÍTULO HEHEHE.

IMPRESSIONANTE COMO O AUTOR SEMPRE JOGA UNS BICHOS ESTRANHOS PARA A SUGUHA, TINHA O TONKICHI (não me lembro bem o nome do elefante/polvo voador) NO ARCO CURTINHO SOBRE A ESCALIBUR E AGORA ESSA SITUAÇÃO COM O RIRUPIRIN.

VEMOS TAMBÉM QUE O LÍDER DOS ORCS DEU UM PASSO IMPORTANTE RUMO A SE TORNAR UMA INTELIGÊNCIA VERDADEIRA COMO ALICE E EUGEO, REALMENTE INTERESSANTE.

ESSA CENA VAI COM TODA A CERTEZA SER CENSURADA NO ANIME, POIS DUVIDO QUE MOSTREM OS SEIOS DA LEAFA, COM TENTÁCULOS (japoneses e suas estranhesas com lolitas e tentáculos…) DA D.I.L.. CREIO QUE NO MÁXIMO VÃO BORRAR, DEIXAR ESTRATEGICAMENTE OS CABELOS OU OS PRÓPRIOS VERMES POR CIMA DAS AURÉOLAS, MAIS OU MENOS O QUE FARÃO COM A ADMINISTRATOR PELADONA.

E POR FIM, MAS NÃO MENOS IMPORTANTE, BERCOULÃO GASTANDO MAIS UMA DE SUAS CARTAS NA MANGA, UM GOLPE SUPER-ULTRA-BUSTER-POWER LONGO, QUE BICHO APELÃO!!!

MAS ACHEI LEGAL, POIS ELE É MUITO DESEQUILIBRADO COMO PERSONAGEM, ENTÃO, O AUTOR ESTÁ FAZENDO DE TUDO PARA DEBILITÁ-LO E DEIXÁ-LO NO NÍVEL DOS DEMAIS, PONTO PARA O SENHOR REKI.

MUITOS AUTORES SOFREM QUANDO FAZEM PERSONAGENS EXTREMAMENTE FORTES, PORQUE DEPOIS QUE OS CRIAM, NÃO SABEM O QUE FAZER COM ELES. AÍ LANÇAM MÃO DE NERFS IDIOTAS OU SIMPLESMENTE DEIXAM-OS DE FORA DA AÇÃO, O QUE CARATERIZA UM DESPERDÍCIO VIOLENTO DE PODERIO (vide aí: Ikki, Zaraki Kenpachi, Akuma…).

E VOU FICANDO POR AQUI.

USEM O ESPAÇO DE COMENTÁRIOS PARA ME DAR POSSÍVEIS SOLUÇÕES SOBRE O PROBLEMA.

VOCÊS ESTARIAM DISPOSTOS A DAR UMA FORÇA PARA O SITE? NÃO SE SINTAM INIBIDOS EM DIZER NÃO, AFINAL, SEMPRE FIZ AS COISAS AQUI POR MOTIVOS BEM PESSOAIS E TENTAREI CONTINUAR.

ERA ISSO, UM FORTE ABRAÇO E ATÉ UMA POSSÍVEL VOLTA.

 

 

==== EDIT ====

Em tempo pessoas!

Me convenceram e resolvi fazer uma parte de doações no site. Quem quiser (e puder), ajudar com qualquer valor é só clicar em um dos botões abaixo.

Em todo o caso, doando ou não, já deixo o meu sincero agradecimento.

Um fortíssimo abraço!


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Estamos também traduzindo Sword Art Online Progressive, não deixem de ler.

Hoje a música vai por conta do delete do PC, do capítulo, da minha conta bancária…