Sword Art Online Alicization – Awakening – Capítulo 20 – Parte 1.2

Arco: Sword Art Online Alicization Underword – Awakening

Capítulo 20

Sword Art Online Alicization Underworld - Awakening - Asuna e Iskhan

“Oh…. oohhh…!!”

O que saía da boca de Iskhan já não podia ser considerado uma linguagem humana.

“Oh…. OOOOHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!”

O sangue gotejava de seus punhos fechados, porém, o jovem Lutador rugia como uma besta selvagem. Parecia sequer ser capaz de sentir dor, era uma verdadeira máquina pronta para a guerra.

Seu braço direito, o segundo em comando, Dampe, era o único a conseguir se manter em pé ao seu lado. E ele também parecia compartilhar do mesmo estado mental de seu líder, Iskhan.

Ambos olhavam de maneira incrédula… para baixo.

Todos mortos. Todos destroçados.

Os guerreiros de sua tribo haviam perecido em meio a um turbilhão de caos. Ficaram pela primeira vez completamente indefesos diante da nuvem negras de espadas.

Seus corpos preparados para receber qualquer tipo de dano por lâminas, não conseguiram suportar tamanha pressão. O resultado foi a completa derrota, afogados no mar de sangue.

E infelizmente não parou por aí, pois os soldados que ainda estavam cruzando o vale nas cinco últimas cordas, não podiam parar o avanço, pois aquela tinha sido a ordem do Imperador: ‘-Chegar ao outro lado não importando o que houvesse.’. Diante tal decreto, não poderiam fazer nada a não ser obedecer seu mestre absoluto e continuar a travessia precária para cair dentro do campo de ação do exército vermelho e serem massacrados sem piedade.

Por quê?  Porque o Imperador ainda não deu a ordem de parar a travessia do vale ou mesmo emita uma que detenha que seu exército continue atacando seus aliados do Dark Territory!?

Os seus Lutadores, agora, não eram mais apenas um chamariz para reunir o inimigo em um único local, pareciam ter se transformados em uma espécie de sacrifício, um preço a ser pago pela invocação da Dark Legion…  Seria mesmo essa a cruel verdade?

“Devo… falar… com o imperador…”

Ele tinha que reportar aquilo para o Imperador e solicitar que ele parasse os ataques.

Com fúria e desespero, Iskhan deu um passo com certa dificuldade em direção onde a carruagem imperial estava. Nesse instante toda a metade de sua visão se tornou vermelha. E assim como sua vista ficou borrada, veio também uma dor agonizante sem precedentes situada no ponto mais profundo de seu olho direito.

Ao ver o que acontecia, seu assistente Dampe fez uma expressão assustada enquanto tentava balbuciar algo.

Antes que alguma coisa pudesse ser dita, os dois perceberam uma enorme silhueta negra criando um sombra sobre eles.

Por instinto eles souberam, era um dragão.

Montado no lombo da gigantesca criatura alada, uma figura com uma armadura em tons negros. Seus cabelos elegantemente penteados exibia um brilho dourado contrastando com uma enorme capa também escura que ressaltava ainda mais a palidez de sua pele.

Era o próprio Imperador Vector em pessoa.

“Ah… AH..!!!”

Como que tivesse ouvido o grito involuntário de Iskhan, o Imperador deu uma rápida olhada para o solo. De suas pupilas tão vazias quanto o vácuo, nenhuma emoção podia ser lida. Era como olhar a superfície congelada de um lago, onde não existia nenhum tipo de compaixão.

Embora a ausência de emoções estivesse presente, algo que faltava ali estava muito evidente: a total falta de interesse em seus soldados que continuavam a morrer em vão.

Tudo isso não durou mais do que algumas frações de segundos, pois logo Vector desviou o olhar de Iskhan, o dirigindo para a parte sul do vale.

Esse é… o deus… o governante…

Contudo, sendo realmente o gestor desse lugar, a existência mais poderosa daqui…

Ele deveria tomar a responsabilidade sob tudo o que acontece aos seus subordinados!!

Sua função primordial é liderar seus homens, governá-los, guiando sua nação para a prosperidade. Isso sempre foi o dever de um governante. Por qual razão alguém enviaria dezenas de milhares de vidas para o seu derradeiro fim, sem sentir nenhum remorso?

Esse imperador…” – Seu olho pulsou – “não está…” – pulsou mais ainda – “qualificado para…” – dor insuportável – “…governar…!!!!” .

“Uuoo… OOH…. OOOOOOOOHHHHHHHH!!!”

Iskhan levantou o punho direito para o ar, fazendo um ‘gancho’ com seu dedo indicador e…

Sem pestanejar, penetrou violentamente a fonte de calor e dor abrasadores que tentavam nublar seus pensamentos… seu olho direito.

C-Champion!! O que está fazendo!?”

O jovem Lutador barrou a aproximação de Dampe com sua mão esquerda enquanto cerrava os dentes sem grunhir, mas com visível sofrimento, arrancava seu globo ocular por sua própria vontade. A esfera branca emitiu um brilho estranho quando ele a colocou em sua palma que começou a se apagar conforme esta começou a se desfazer.

Mesmo com tudo isso, Iskhan não havia alcançado o ponto de completar a remoção total do Code 871 por sua força de vontade como Alice e Eugeo fizeram. Por essa razão, ainda não era capaz de tentar qualquer prática de traição direta contra o seu Imperador, assim como permanecia incapacitado de recusar as ordens do mesmo: ‘- Continue a cruzar o cânion’, ‘- Deverá cruzar o vale usando as cordas”’.

Porém, ele havia descoberto um método completamente inusitado para burlar as ordens de seu mestre. De fato, ele conseguiu ver uma brecha que tecnicamente, não seria uma traição propriamente dita.

Iskhan se endireitou e falou calmamente para Dampe que o observava boquiaberto.

“Ei! O Imperador não nos disse nada sobre esses soldados vermelhos, não é?”

“Hã?…Bem… não!”

“Então… se matarmos todos, não seria uma desobediência para com o Imperador… correto?”

“… Champion…!”

Iskhan olhou o apavorado Dampe com seu único olho restante e lhe ordenou:

“Escute-me bem! Assim que eu cruzar esse buracão, quero que todos nossos homens atravessem a ponte o mais rápido possível se agrupem para poderem trucidar esse exército vermelho. Portanto, devemos fazer de tudo para que consigamos nos manter inteiros!”

“Certo mas… o que quis dizer com ‘-assim que eu cruzar’ e ‘- ponte’? …Como você…?”

“Ah! Você sabe o que eu farei. Então, nesse instante estou lhe encarregando de cuidar de nossos homens.”

Dizendo essas palavras de maneira calma e calculista, Iskhan se voltou para o despenhadeiro.

De repente, chamas crepitantes cobriram todos seus pés.

Em seguida, o líder e rei dos Lutadores começou a correr lentamente em direção à beirada do cânion, deixando um rastro de pisadas ardentes e calcinantes no solo. Em frações de segundos, sua velocidade aumentou de maneira brutal, se transformando em um borrão incandescente, um projétil vivo.

Se não posso cruzar rapidamente usando essas malditas cordas, então é só pular sobre essa porcaria de buraco!

Gritando isso em sua mente, alçou seu pé esquerdo sobre o vazio do solo.

Saltar era uma habilidade muito importante no treinamento de qualquer Lutador.

Era uma prática que progredia desde maneira moderada, iniciando com o salto sobre montes de areia, até ao ponto extremo de colocar a própria vida em risco, pulando por cima de montanhas de lâminas ou tanques com óleo fervente, tudo com intuito de consolidar a confiança em seus saltos, em outras palavras, treinavam a Incarnation.

Eventualmente, a distância de salto de um bom guerreiro podia superar os vinte mels. E levando em conta a natureza terrestre desses seres, era o limite físico máximo de um corpo humano.

Contudo, a distância que Iskhan necessitava cruzar, era cinco vezes esse limite sobre um buraco sem fundo. O Lutador olhou fixamente para frente, seu coração pareceu parar enquanto saltava ao ar, com seus pés deixando um rastro intenso de fogo no percurso.

Dez mels, vinte mels, seu corpo seguia elevando-se.

Trinta mels, trinta e cinco… e uma enorme lufada de ar frio soprou vindo das profundezas do escuro vão, empurrando o Lutador como se ele tivesse ganho asas invisíveis, elevando-o mais e mais.

Quarenta mels.

Só um pouco mais, sua mente suplicava, necessitava elevar-se mais ainda… estava muito cedo para perder a potência de seu impulso inicial…

Com somente sua crença, continuou prosseguindo… até…

Pouco antes de alcançar o meio do percurso, o vento que inicialmente o ajudou, cessou de maneira abrupta. Assim que perdera a ajuda eólica, o corpo do Lutador parou de elevar-se, ou seja, o salto tinha atingido o ponto mais alto, começando a cair criando uma trajetória em arco.

O percurso estava chegando ao seu fim, mas ainda precisava de cinco mels para alcançar enfim a borda no outro extremo…

“UWWOOOOOOOOOHHHHH!!”

Iskhan gritou, vendo que faltava muito para cruzar.

Estirou sua mão direita o máximo que pode para frente na tentativa de agarrar algo, qualquer coisa. Contudo, não existia nada em que sua mão ou pé pudesse segurar, somente o vazio e ar frio o esperava entre seu corpo a porção de terra, com a enorme massa escura e sem fundo embaixo de seus pés.

E no momento em que estava prestes a despencar verticalmente…

“CHAMPIOOOOOOOOOOOOONNNN!!!”

O rugido tremendamente alto alcançou os ouvidos de Iskhan.

Ao virar sua cabeça…

Seu assistente, Dampe, havia agarrado uma rocha enorme com sua mão direita e estava a ponto de lançá-la.

O capitão Lutador compreendeu no exato instante o que seu leal subordinado planejava fazer. Contudo, lançar aquela pedra gigantesca àquela distância era definitivamente impossível para um ser humano…

“GOWAAAA!”

A mão que segurava a rocha de Dampe sem aviso prévio aumentou de tamanho, seus músculos, já protuberantes, se incharam absurdamente mais, fazendo as veias saltarem, era como se toda a potência de seu corpo fosse concentrada em um único ponto.

“OOOOOHHH!!!”

O gigante berrou outra vez, correndo para frente enquanto tensionava os músculos e tendões da mão, lançando a enorme pedra.

Enquanto o ar estremecia com força, a rocha disparou como se fosse lançada por um canhão. Ao fazer isso, a mão direita de Dampe explodiu, com sua carne, sangue e ossos espirrando em todas as direções.

Toda essa ação aconteceu em frações de segundos, com seu corpo ainda em arco descendente, porém, as imagens pareciam em câmera lenta, sendo gravadas no olho esquerdo de Iskhan. Ainda conseguiu perceber que seu ajudante e amigo ao jogar a rocha, colapsou ao chão, apertando seus dentes para suportar a dor explosiva. Tudo isso enquanto a pedra vinha como um meteoro em sua direção.

“… IAAAAAAAAHHHH!!!!”

O objeto, ao chegar em sua posição contrariando toda a lógica, foi usado de maneira peculiar.

Com um forte grito, Iskhan apoiou seu pé esquerdo na superfície da rocha.

“BAGAAAANNNN!!!”

A pedra explodiu com o impacto da sola do líder dos Lutadores, contudo, toda sua inércia fora transferida para o pequeno corpo de Iskhan, o impulsionando para cima novamente.

Os espadachins lutando do outro lado do vale estavam enfim ao seu alcance…

***

Fuck!!!

Asuna arrancou sua espada do corpo de um jogador dos Estados Unidos que xingava, fosse pela desconexão ou talvez pela possível dor excruciante.

Contudo, não poderia parar.

Apenas respirava fundo, embora com dificuldade, se ajeitava sobre a sela de seu cavalo e prosseguia para o próximo oponente.

Aquilo era diferente de quando esteve lutando contra as pessoas do Dark Territory, onde ela tinha que se segurar muito para não sucumbir a tensão mental de tirar a vida de uma pessoa real.

Anteriormente conhecida como ‘The Lightning/O Relâmpago’ e depois como ‘Berserk Healer/Curandeira Frenética’, finalmente pode ser capaz de fazer uso de seus combos com a espada. Sendo assim, o número de soldados vermelhos que caíam sob seus ataques era inacreditável, dez vezes mais do que qualquer um ali.

Porém, mesmo com essa esplêndida marca, ainda havia inimigos demais.

Não somente Asuna, os soldados do Exército de Defesa do Mundo Humano e os quatro Integrity Knights lutavam de maneira feroz, como deuses da morte.

Seus movimentos e coordenação acabaram proporcionando que conseguissem criar uma abertura sangrenta na direção sul. Lutavam com tamanha agressividade, empilhando montanhas de corpos enquanto tentavam avançar sem descanso em formação extremamente compacta.

Porém, em breve não iriam aguentar as ondas de ataques dos guerreiros vermelhos que pareciam não ter fim.

Embora sua atuação estivesse digna de elogios, mal aguentavam se manter naquele ritmo.

Contudo, puderam perceber que a montanha de corpos que dizimavam acabava por evaporar em algumas dezenas de segundos, sem deixar um rastro sequer. Sem ter muito que raciocinar, a única resposta que compreenderam é que estavam lutando contra uma legião fantasma, não com pessoas reais.

A situação se manteve estável por mais alguns instantes até que…

“… Ei!…. Não!!! AAAAHHHHHHH…!!!”

Um grito repentino explodiu perto do lugar onde Asuna estava, fazendo-a girar a cabeça rapidamente para sua origem.

Constatou imediatamente que um buraco tinha sido aberto na formação defensiva dos guardas e os estadunidenses estavam invadindo as linhas como óleo filtrando-se por rachaduras, lançando-se para cima de todos, gritando xingamentos, maldizendo os frágeis humanos que constituíam a força de defesa humana.

A guarda estava totalmente cercada pelos inimigos que, numericamente, os superavam e sem perder tempo, os chacinavam.

Carne, sangue, ossos, pedaços de armaduras, estilhaços diversos voavam pelos ares. Gritos de dor desesperada lentamente se tornando gemidos terminais.

Aquela imagem de morte extremamente realística parecia estimular ainda mais a sede de sangue dos soldados da Dark Legion, que em frenesi, se deliciavam com a agonia de suas presas, balançando suas armas com mais furor do que antes.

“Parem!!… PAAAAAREEEEEMMMM!!!!!!”

Suplicou Asuna.

Ela entendia a importância de criar uma rota de fuga daquela situação, mesmo que tivesse que ignorar os sacrifícios dos soldados das tropas de defesa, contudo… ela não conseguiu mais se controlar.

Com o impulso vindo de seu coração e alma, saltou do cavalo.

“EU MANDEI PARAR!!!!!!”

Correndo até a onda vermelha de morte completamente sozinha, seu grito explodiu de sua garganta com gosto de sangue.

Ela sabia que os jogadores estadunidenses estavam sendo apenas usados, porém, ainda assim, ela não podia suprimir sua ira ardente, não ficaria impassível, não mais….

“ZZUKUKUKUKU…..!!”

Sua mão direita brilhou como uma explosão enquanto a Radiant Light Sword atravessou os visores dos elmos vermelhos. Quatro pessoas feridas fatalmente soltaram suas espadas e desabaram ao chão gritando.

A julgar por suas reações, Asuna podia ver que apesar deles terem ingressado ali utilizando seus AmuSpheres, o sistema de absorção de dor estava ausente.

Na realidade, Asuna já havia percebido isso desde o início da batalha, por isso tratou de criar feridas fatais, nos pontos vitais, como o coração, assassinando instantaneamente a pessoa, a desconectando do jogo, contudo, dessa vez ela fez questão de jogar fora esse cuidado.

Deixou tudo para a prioridade extremamente alta de sua espada para atravessar a armadura dos inimigos, jogando-os para cima, ferindo-os de maneira atroz, como os partindo ao meio, extirpando os membros ou coisas do gênero.

Sua raiva estava no máximo.

Para os jogadores da América do Norte, os inimigos diante deles não passavam de polígonos e seu sangue feito de efeitos especiais gerados por um supercomputador. Porém, para Asuna, que havia feito a imersão com o STL, eles eram existências humanas reais, vivas, e seu sangue derramado era morno, exalando um odor nauseabundo de cobre.

Em algum momento após a investida, a piscina de sangue alcançou os pés de Asuna que devido a imensa quantidade e sua velocidade extrema, a fez escorregar e cair.

Aproveitando-se disso, os soldados rapidamente a cercaram e caíram por cima dela, enquanto a garota girava e rodopiava em manobras evasivas ao solo.

Die!!!”.

Um machado de batalha veio com tudo em trajetória descendente em sua direção, fazendo Asuna girar agilmente para a direita. Porém, antes de terminar seu movimento, a pesada lâmina baixou sobre seu braço esquerdo.

“GATSSS!!”

Com um ruído maciço, o braço esquerdo fora severamente cortado pela metade, voando pelo ar e deixando apenas o coto acima do cotovelo.

“…AAAAHHH…!!”

A dor indescritível tomou conta da mente de Asuna enquanto sua respiração pareceu congelar. Momentos depois, puxou seu braço ferido que jorrava sangue sem parar para junto de seu corpo.

E através da imagem borrada por suas lágrimas, viu em desespero que quatro ou cinco silhuetas também haviam erguido suas armas.

De repente… a cabeça de um homem que segurava um enorme machado pareceu explodir em uma chuva de sangue e carne.

Asuna logo escutou mais impactos fortíssimos, como uma metralhadora.

Cada vez que um impacto soava, o corpo de um guerreiro que tentava ceifar sua vida se despedaçava e desaparecia de sua vista.

E a palavra era de fato ‘despedaçar’…

Após a horrível cena, uma voz.

“Hmph… porque o corpo desses caras são tão macios?”

Asuna, suportando a agonia como podia, forçou seu corpo a levantar, enquanto a visão de um jovem de cabelos curtos, totalmente desgrenhados como chamas de uma fogueira, surgia em pé ao seu lado.

É alguém do Dark Territory”.

Asuna inspirou profundamente tentando esquecer sua dor por um momento.

A julgar pelo tom de sua pele, com a única peça de roupa cobrindo o corpo, definitivamente deveria ser um membro da tribo dos Lutadores com os quais havia lutado minutos atrás.

Sendo assim, porque alguém sob as ordens do Imperador Vector tinha acabado de atacar os soldados vermelhos que o mesmo mestre invocou?

E mais, era como se ele tivesse vindo unicamente em seu auxílio.

No mesmo instante, Asuna notou que o homem possuía apenas um olho, com uma ferida horrível onde deveria estar o globo ocular direito, ainda por cima, este apresentava um enorme rastro de sangre fresco escorrido em sua bochecha, quase como lágrimas.

Com seu olho restante, o jovem Lutador observou de relance os demais guerreiros estadunidenses que já estava se aproximando enquanto erguia o punho direito para cima.

Em instantes, o mesmo punho ficou coberto por grandes chamas, que faziam um som de rugido.

“Wa… RAAAAAAAAAHHHHHHH!!!”

Com um grito selvagem, o Lutador cravou o punho no solo.

“GUWA!!”

Do ponto onde bateu, uma onda de choque semicircular surgiu metros à frente como um muro de fogo, expulsando o ar e indo na direção dos soldados vermelhos.

Que força!”.

Asuna soltou um gemido baixinho ao sentir a vibração.

Imediatamente pensou que em seu estado atual, se lutasse contra essa pessoa, poderia realmente perder…

Ao terminar seu ataque, o Lutador silenciosamente juntou Asuna do chão de maneira inesperadamente fácil, agarrando-a por sua armadura com o braço esquerdo e olhando diretamente nos olhos disse:

“… Certo, vamos fazer um trato!”

Sword Art Online Alicization Underworld - Awakening - Asuna e Iskhan

Asuna não conseguiu compreender de imediato o que aquela voz amarga, mas visivelmente jovem, estava querendo dizer.

“Um… trato!?”

“Sim. Foi você que fez essas enormes lanças de rocha e esse cânion, não é? Então, quero que faça uma ponte para que possamos atravessar, não precisa ser ampla, apenas que dê para atravessar em segurança e de forma rápida. Assim, meus quatro mil guerreiros da Guilda dos Lutadores poderão lutar contra esses malditos vermelhos.”

Juntar forças com o Dark Territory?

Aquilo era mesmo possível? As pessoas do Dark Territory, não, de todas as pessoas desse mundo eram incapazes de desobedecer às ordens superiores por causa do Code 871.

Na noite anterior, Alice disse algo mais ou menos como: ‘-Para perder o selo do Code 871, o olho direito deve explodir por completo…’, entretanto, a ferida no rosto do rapaz não parecia produto de uma explosão, era mais como que tivesse sido arrancado à força… sendo assim, o que deveria fazer?

A dúvida de Asuna logo foi desfeita quando ouviu o som de uma batalha acontecendo em sua direita, com um impacto agudo do corte de lâmina, seguido de gritos e gemidos.

“Esse homem não parece estar mentindo.”

A voz era da única ali de pé e que tinha acabado de cortar de um só golpe, diversas cabeças dos soldados que mal tiveram tempo de erguerem suas espadas longas quando estavam se aproximando para uma investida.

Com suas vestimentas cinza escuro, com um corpo tão fino quanto o da lâmina de sua arma quase invisível naquele cenário, era a Integrity Knight conhecida como Sheeta Synthesis Twelve.

Captando a presença de Sheeta somente naquele instante, um sorriso arrogante, porém, de alguma forma quase encabulado, brotou nos lábios do jovem Lutador.

“Opa!” – Ele respondeu.

No instante em que viu aquele sorriso, Asuna tomou sua decisão.

“Certo, irei acreditar em você.

Provavelmente aquela seria a última vez em que seria capaz de usar a habilidade de manipulação espacial geográfica, portanto, era muito bom pensar que gastaria de uma forma mais produtiva, criando algo ao invés de destruir.

“…Entendo, pode deixar a criação da ponte comigo.”

Asuna moveu sua mão direita para longe da ferida do braço esquerdo e levantou sua rapieira no ar.

“LAAAA!!!”

O som cristalino como o de uma canção angelical se espalhou por todos os lados acompanhado do fenômeno multicolorido que surgiu de algum lugar nos céus sobre o enorme vão do cânion, derramando-se como uma cascata.

Logo após, o solo estremeceu fortemente.

Todos observaram atônitos quando duas colunas de pedra começaram a se erguer de repente de ambos os lados do cânion e foram subindo lentamente em trajetória inclinada em direção ao centro do buraco, se ampliando até finalmente se converterem em uma ponte de pedra forte o suficiente para possibilitar uma passagem.

“OOOOOHHHHHH!!!, AAAAAAAAAAHHHHHH!!!!”

Os rugidos ardentes dos quatro mil membros da Guilda dos Lutadores sobressaíram muito mais alto do que os sons da batalha até agora. Então, liderados por um enorme homem com um braço apenas, eles se juntaram para o acesso da ponte de pedra.

Uma dor de cabeça muito mais potente do que a dor de agonia da perda do braço a atacou instantaneamente. Asuna quase perdeu a consciência, tendo que se apoiar para evitar a queda.

Não conseguia mais avistar Alice que supunha estar guiando o exército do Mundo Humano ao abrir um caminho sangrento através das linhas inimigas ao sul.

Asuna só podia rezar para que ela estivesse a salvo… e que os Lutadores de fato lutassem ao seu lado como seu capitão prometera.

Kirito, vou confiar e seguir pelo mesmo caminho que trilhou, está bem?

Ao sussurrar de forma quase inaudível o nome de seu amado, a dor pareceu desvanecer e ir para longe, muito longe…

***
 

 

 

 

 

 

 

OLÁ PESSOAS!

CAPÍTULO RAPIDÃO, POST RAPIDÃO.

ESTOU PESTEADO, CHEIO DE ‘ITE’, RINITE, SINUSITE, BRONQUITE, FARINGITE (o pior é que é sério).

VIM AQUI PARA SOLTAR O CAPÍTULO PARA QUE TODOS POSSAM COMEÇAR BEM A SEMANA.

BORA VER O QUE DEU:

 

NÃO TENHO MUITO O QUE COMENTAR, A NÃO SER QUE O PAU COMEU!!

ACREDITO QUE NO ANIME ISSO VAI VIRAR UM DRAMALHÃO, O ISKHAN ARRANCANDO O OLHO, VENDO O VECTOR CAGANDO PARA ELES E TAL. MEU PALPITE É QUE VAI ROLAR UMA ENCHEÇÃO DE LINGUIÇA NISSO AÍ, PORÉM, AQUI NA NOSSA LN, FOI FRENÉTICO!

 

E A NOSSA DEUSA ASUNA? O QUE DIZER? QUE MULHER, QUE GUERREIRA!! SABIA QUE ELA NÃO IA AGUENTAR FICAR NAQUELA DE NÃO ABATER A GALERA VERMELHA FAZENDO ELES NÃO SOFREREM. TODO MUNDO AQUI QUE JOGA ONLINE ESTÁ MAIS DO QUE ESPERTO QUE AS VEZES (ou sempre), TEM AQUELES BICHOS TÓXICOS QUE MERECEM SER ABATIDOS DA PIOR FORMA POSSÍVEL.

E FOI ISSO QUE HOUVE, TOME UMA DORZINHA PARA LEVAR NA CONSCIÊNCIA MEU CARO RAGEZINHO, BATE DE FRENTE COM ASUNINHA FULL PUTAÇA, BATE!! GG!!

 

SEM MAIS, O PRÓXIMO CAPÍTULO PROMETE MUITO.

 

AH!!! SIM, A PARTICIPAÇÃO DA SHEETA FOI HILÁRIA! CHEGOU DE MANSINHO, PARTIU UMAS CABEÇAS E RESOLVEU O IMPASSE, HEHEHE QUE BELEZA! ESSE É O UNDERWORLD QUE EU QUERO!

 

FORTE ABRAÇO!

 

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Estamos também traduzindo Sword Art Online Progressive, não deixem de ler.

Mais uma trilha em homenagem, dessa vez para Asuna e sua rapieira frenética!!!