Sword Art Online Alicization – Awakening – Capítulo 20 – Parte 1.1

Arco: Sword Art Online Alicization Underword – Awakening

Capítulo 20 – As batalhas de cada um (07 de julho / 8º dia do 11º mês do calendário do Mundo Humano do ano 380)
Sword Art Online Alicization Underworld - Awakening

Parte 1

05 horas.

Mais de 3.000 jogadores estavam reunidos no salão do grande domo da Árvore do Mundo que se encontrava no coração da cidade de Alne, o centro do mundo virtual de Alfheim Online.

Os cavaleiros alados que defendiam o portal no telhado do domo haviam sido removidos. Em seu lugar, agora as nove raças de fadas o utilizavam como espaço para reuniões, negociações e até mesmo para eventos.

Somente quatro jogadores estavam à frente a esses poucos três mil que haviam se reunido às pressas para aquela que seria uma longa e inconveniente assembleia.

O enorme Gnomo Agil, o samurai Salamander Klein, a domadora de feras Cait Sith Silica e a ferreira Leprechaun Lisbeth, todos companheiros do Espadachim Negro Kirito, que no momento se encontrava imerso em Underworld esperando um milagre para despertar.

Por volta das 04:20 hs, quando Klein e Lisbeth enviaram mensagens dentro do jogo para todos os amigos conectados em suas listas, só haviam três jogadores da classe Lord online.

Contudo, enquanto solicitavam para que eles atendessem seus pedidos, também imploraram para que esses chamassem seus subordinados recorrendo a um método de contato considerado tabu, ou seja, ligando diretamente para seus números telefônicos na vida real.

Como resultado, aquele foi o máximo de jogadores que conseguiram juntar em somente quarenta minutos.

Naquele espaço amplo e côncavo, aproximadamente 30% dos jogadores em pé ou flutuando estavam usando contas recentemente criadas só para aquela ocasião. Certamente não se tratavam de novatos nos VRMMOs. Eram de fato veteranos de outros jogos derivados do The Seed, imersos ali a pedidos de seus amigos que originalmente estavam em ALO.

Em resumo, as 3.000 pessoas no domo daquela magnífica árvore eram a elite das elites entre os jogadores de VRMMO e também, a última esperança de Yui, a inteligência top-down, de conseguir que formassem a força de proteção capaz de salvar o Exército de Defesa do Mundo Humano em Underworld.

As pessoas no local estavam completamente em silêncio enquanto a voz amplificada magicamente da ferreira Leprechaun Lisbeth continuava falando com emoção.

“…pessoal, o que estou dizendo aqui não é de maneira alguma uma mentira e muito menos uma brincadeira! De fato, há uma organização de pesquisas japonesa que vem usando nossos dados juntamente com o pacote de desenvolvimento The Seed para construir um mundo virtual chamado Underworld. E é verdade também que neste exato momento há milhares de jogadores estadunidenses que não sabem nada sobre isso prestes a massacrar todos seus residentes!”.

Lisbeth sentiu vergonha de seu próprio tom nacionalista, contudo, manteve a linha oratória quando lembrou que aquilo poderia ser seu único trunfo. Com essa ideia em mente, prosseguiu:

“Os residentes de Underworld não são simples NPCs, eles são inteligências artificiais verdadeiras, nascidas dos dados de incontáveis mundos VRMMO em que todos vocês vêm jogando até hoje. Eles têm emoções iguais às nossas e acima de tudo… ele tem almas reais! Por isso, pedimos por favor! Ajude-nos a protegê-los, empreste-nos a sua força! Precisamos que convertam os dados de seus personagens que estão usando atualmente para o servidor de Underworld!”.

Ao finalizar seus cinco minutos de discurso, Lisbeth estudou os rostos dos jogadores em silêncio.

Não existia outra palavra para definir a expressão na multidão de fadas que não fosse ‘perplexa’. Claro, não tinha como eles entenderem de imediato o que acabara de ouvir em tão pouco tempo. Até mesmo Lisbeth achou difícil de digerir aquelas informações quando Yui explicou sobre a estrutura de Underworld e toda a história em volta dos tais Fluctlights Artificiais que nele moravam.

Após instantes, uma elegante mão se ergueu entre os jogadores confusos.

A Sylph Lord Sakuya se aproximou com seu corpo esbelto coberto com uma túnica verde.

“Lisbeth! Não creio que você e seus amigos tenham feito tudo isso somente para nos pregar uma peça. Na verdade, acho que deva ser algo realmente grande, já que até mesmo Kirito parece estar tendo problemas, visto que não se conectou por dez dias ininterruptos, porém…”

A voz fluída e calma de Sakuya titubeou.

“…Sendo sincera, está sendo bastante difícil crer em tudo que nos disse até agora. Você está afirmando que existem I.A. com almas humanas reais e que uma milícia estadunidense está tentando… capturá-las…!? Se considerarmos isso como certo, bem… seria tão incrível quanto terrível… porém…

Para que possamos comprovar que o que disse é realmente verdade, implicaria ter que não somente ingressar nesse novo mundo como também converter nossas contas. Até esse ponto acho que todos aqui percebemos, contudo, mesmo que nos tenha apresentado tanta coisa, parece que não é apenas isso, certo?  Será que poderia nos explicar melhor quais são as reais consequências de fazermos uma imersão em Underworld? ”

Por fim, o momento crítico havia chegado.

Lisbeth respirou profundamente enquanto fechava momentaneamente os olhos.

Essa é a hora da verdade. Se falhar aqui, definitivamente ninguém irá nos ajudar.

Quanto abriu os olhos, procurou observar não somente Sakuya, mas todos os jogadores ali presentes.

Lisbeth então respondeu com firmeza:

“Então… Underworld realmente não funciona como um VRMMO normal. Há uma gama de implicações e problemas em seu ingresso.

O primeiro e mais impactante deles é que não existe nenhuma interface de usuário que se possa controlar dentro desse mundo. Ou seja, não é possível desconectar-se por conta própria…”

Os sussurros tornaram-se imediatamente uma onda de vozes furiosas, tomando conta de todo o domo.

Lisbeth, Silica, Agil e Klein juntamente com Yui em sua forma de Pixie sentada em seu ombro, permaneceram em total silêncio, perfilados e suportando todo o tipo de pergunta e xingamento que vinham aos borbotões diretamente para cima eles.

Essa era exatamente a reação que esperavam.

Os mais de três mil jogadores ali haviam gasto quantidades exorbitantes de tempo, dinheiro e esforço para melhorarem seus avatares. Com por exemplo os personagens do mundo em que estavam, ALO, onde seus habitantes passavam horas e mais horas cortando e dilacerando monstros após monstros que lhes geravam um mero ponto de experiência. Fazendo com que a prática de evolução fosse algo tremendamente aborrecida e enfadonha, comparada com tentar esvaziar um lago com um pequeno copo.

Como ficariam impassíveis quando alguém deliberadamente lhes dizia que a possibilidade de perder seus queridos personagens era altíssima? Como não se revoltar contra algo que poderia por a perder toda a síntese de seus esforços e espírito assim tão facilmente?

“Mas que merda é essa? Só pode estar de sacanagem!!”

Gritou um jogador que se aproximou correndo do meio da multidão em polvorosa apontando seu dedo indicador na direção de Lisbeth.

Era um Salamander vestindo uma armadura rubra completa, carregando um enorme machado de batalha em suas costas. Parecia ser um Avatar de nível Comandante, provavelmente acima dele estava apenas o Lord Mortimer e o General Eugene.

Removendo o visor do elmo e expondo seus olhos que ardiam como brasas cheios de ira, o guerreiro rugiu com a voz suficientemente alta para calar todos os demais em suas costas.

“Fizeram de tudo para nos reunir aqui só para pedir que entremos em um servidor desconhecido que poderá ferrar com nossos personagens! Sabe o quanto esse pedido é ridículo? O que vai acontecer com as pessoas que tiverem seus avatares destruídos? Como pensam em compensar por isso? Por acaso é algum tipo de estratégia para reduzir os guerreiros de minha raça?”

“…Gh…!!!”

Lisbeth esticou rapidamente seu braço na tentativa de frear um enraivecido Klein que estava prestes a saltar em cima do guerreiro Salamander. Após lograr êxito, juntou forças que achava que não tinha e falou com o máximo de calma que conseguiu em sua voz:

“Sentimos muito, porém, não temos meio de compensá-los. Sei muito bem o quão importantes são seus personagens. E é exatamente por saber disse que peço que nos ajudem…

Salvem nossos amigos em Underworld! Eles estão arriscando suas próprias vidas para se defenderem do ataque dos jogadores dos Estados Unidos.”

Embora não estivesse gritando, a voz de Lisbeth ecoou alto e claro por todo o domo. O Salamander pareceu conter sua ira por algum momento, porém, após um breve instante, recomeçou suas reclamações inflamadas outra vez.

“Os tais ‘amigos’ que você diz são os sobreviventes de SAO, não é? Aqueles que andam por aí com ar arrogante estampado no rosto, como que estivessem dizendo: ‘-Olhem só! Sou especial, melhor do que vocês!!’. Eu sei tudo sobre o tal grupo original de SAO, sei que vocês nos menosprezam!! ”.

Agora foi a vez de Lisbeth ficar estarrecida.

Nunca havia tido tais pensamentos ou as atitudes que o guerreiro Salamander acabara de acusar-lhe. Porém, pensando bem… não podia negar com toda a certeza que talvez aquele pensamento não fosse plausível para alguém que tivesse sobrevivido naquele ambiente mortal.

E avaliando seu comportamento, desde que voltou a se conectar, acabou por ficar no mesmo local onde tinha estado daquela vez, em um antigo vilarejo afastado dentro do Novo Aincrad, e quase nunca falava com alguém que não fosse seus companheiros sobreviventes.

Enquanto pensava sobre aquilo, o Salamander continuou furiosamente, como que tivesse ganhado força ao ver a leve hesitação no rosto de Lisbeth.

“E quem se importa com essa coisa de inteligência artificial ou segredos nacionais? Não estamos nem aí para essas porcarias! Não venha trazer essas merdas do mundo real para dentro de um VRMMO! Quer mexer com isso? Que vá sozinha!!

Afinal, não é a grande e maravilhosa sobrevivente?”

“É isso mesmo!! Se fode aí!!”

Muitos gritavam.

“Vá logo de uma vez!”

“Que perda de tempo!!”

Não consegui…

Minhas palavras não os alcançaram…!

Lisbeth não conseguia conter as lágrimas que começaram a fluir de seus olhos enquanto procurava algum alento nos membros nativos e mais poderosos daquele mundo de ALO, os quais conhecia muito bem, a Sylph Lord Sakuya, o Salamander General Eugene e a Cait Sith Lord Alicia Rue.

Mas embora seus olhares tivessem se encontrado, os mesmos permaneceram em silêncio.

Apenas manteram a intensa pressão em seus rostos enquanto observavam implacavelmente Lisbeth. Era como se estivessem dizendo ‘-Mostre sua determinação para nós!’.

A garota suspirou profundamente outra vez enquanto fechava os olhos. Pensou em Asuna, que deveria estar lutando desesperadamente naquele exato momento; Em Kirito, que estava ferido e totalmente indefeso; Em Leafa e Sinon, que foram na frente e estavam prestes a imergir em Underworld.

Com meu nível atual, mesmo fazendo a conversão de conta, não conseguirei lutar como Asuna e os outros, mas mesmo assim… deve haver algo que possa fazer para ajudar. E é aqui que será meu campo de batalha!

Criando coragem, abriu seus olhos enquanto secava as lágrimas.

E agora, olhando firmemente para frente, Lisbeth iniciou mais uma vez seu discurso.

“…Sim, trouxe assuntos do mundo real para cá! E é como tantos vivem dizendo… todos aqueles que vieram de SAO acabam por não discernir facilmente a fronteira do mundo real com o virtual.

Contudo, estou completamente segura em dizer de que jamais pensamos na gente como heróis ou superiores.”

E segurando gentilmente a mão de Silica, que estava ao seu lado soluçando baixinho, ela continuou em um tom cada vez mais potente:

“Ela e eu atualmente frequentamos uma escola especial para os sobreviventes.

Não tivemos nenhum tipo de processo seletivo, não tivemos nenhuma escolha, pois nossas escolas anteriores nos expulsaram depois de seis meses de nossa ausência.

Todos os estudantes da chamada ‘Escola dos Sobreviventes’ tem que participar de extenuantes sessões de terapia todos os meses sem poder faltar um dia sequer. Eles nos monitoram incessantemente, analisando nossas ondas cerebrais com o AmusPhere enquanto nos crivam de perguntas constrangedoras como: ‘-Você sabe o que é a realidade?’ ou ‘-Sente vontade de cortar as outras pessoas?’. Além disso, muitos são forçados a tomar fortes medicamentos com efeitos colaterais terríveis. Para o governo, somos o equivalente a um exército de criminosos e assassinos em potencial que necessitam de supervisão constante.”

Em algum momento durante o discurso, as ondas furiosas das vozes foram se acalmando até um silêncio pesado se apoderar do domo. Até mesmo o Salamander prestava atenção em cada uma das palavras ditas com seus olhos arregalados de surpresa.

Lisbeth não tinha ideia até onde iria sua linha de diálogo. Estava somente convertendo seu desespero e emoções suprimidas em palavras.

“Contudo… sendo honesta, os antigos jogadores de SAO não são os únicos que tem esse tipo de tratamento. Caso não saibam, todos os que jogam VRMMOs são vistos dessa forma, em maior ou menor grau.

Aos seus olhos, somos uma carga muito pesada no seio da sociedade, sem contribuirmos com nada. Somos vistos como escapistas, covardes que fogem das responsabilidades…

De todas as formas, eles tentam nos forçar, recrutando-nos para servirmos de alguma maneira a sociedade! ”.

Nesse instante, Lisbeth conseguia sentir nitidamente a ansiedade que surgia em todos os jogadores ali presentes. A tensão ficou tão grande que, comparando aquilo com um balão, um simples roçar da ponta de uma agulha, o faria explodir imediatamente.

A garota então apoiou sua mão esquerda ao peito e seguiu falando:

“Mas eu sei! Acredito que esta é a realidade! É tanto a minha quanto a de vocês!!”

Seus braços se ergueram, abrindo-os amplamente, como se estivesse abraçando todo Alfheim.

“Este mundo e todos os demais mundos virtuais conectados a ele, obviamente não são lugares imaginários aos quais escapamos! Para mim, aqui existem vidas reais, amigos reais, risos, lágrimas, encontros e despedidas reais…! Essa é a REALIDADE!

Eu acredito nisso! E vocês? Acham que estou errada?

É por acreditar nesse e nos outros mundos que nos esforçamos tanto, não é? Do contrário, se encararmos isso aqui como sendo somente um jogo, um mundo virtual ordinário que por ventura será abandonado… me digam… em um cenário desses, onde estaria a sua realidade…? Qual é o mundo que vocês vivem?”.

Incapaz de contê-las por mais tempo, Lisbeth deu vazão as lágrimas, deixando-as percorrerem livremente por seu rosto. Porém, ainda tinha mais para falar. E secando novamente sua face, forçou sua voz a sair potente.

“…Os numerosos mundos que todos aqui ajudaram a criar, eles vieram dessa Árvore Mundial. Foi através de seu desenvolvimento que eles cresceram. E agora, a flor chamada Underworld finalmente floresceu e é por isso que quero protegê-la! É por isso que vim aqui pedir ajuda… por favor… nos empreste suas forças!!”

Lisbeth flutuou se aproximando mais do teto do domo.

Em sua visão borrada pelas lágrimas, faíscas multicoloridas e brilhos indistintos explodiram vindo de milhares de asas de fadas batendo em revoada.

***

Uma luz brilhante e prateada percorreu o ar, formando um arco magnífico no amanhecer.

Um segundo depois, com um estalo seco, uma das enormes e grossas cordas fora partida, dançando no vazio como uma serpente negra.

Ao mesmo tempo, dezenas de soldados inimigos sustentados pela corda foram lançados no vale sem fim, berrando de maneira desesperada.

As Twin Edged Wings, o instrumento divino que fizera o corte, fez uma grande curva e regressou às mãos do Integrity Knight Renri Synthesis Twenty Seven.

Embora Renri tivesse cortado cinco das dez cordas colocadas pelo exército do Dark Territory para poderem cruzar o vale, o rapaz não demonstrava nenhum sinal de orgulho ou satisfação. Mais do que isso, parecia que a cada golpe que dava, aumentava seu tormento por executar a terrível ordem de partir os apoios vitais dos soldados inimigos, que estavam sacrificando tudo ao tentar fazer a travessia.

O mesmo poderia ser dito para Asuna, que estava logo atrás de Renri, segurando as rédeas sobre o lombo de um cavalo branco.

Quando Asuna, Renri, a Integrity Knight Alice Synthesis Thirty, a Integrity Knight Sheeta Syntesis Twelve e o Knight Commander Bercouli Synthesis One chegaram cavalgando, centenas de inimigos que já haviam passado para o outro lado começaram a empreitada insólita de tentar proteger seus companheiros de caírem das cordas restantes.

Contudo, sem esforço algum, um grande número desses foram assassinados pelos três principais cavaleiros sagrados: Bercouli, Sheeta e Alice. Uma dupla ainda tentou flanquear Renri pelo lado, o que forçou Asuna a sacar sua própria espada.

No mundo virtual Underworld, baseado no pacote de programas The Seed, as habilidades com espada e montar a cavalo de SAO ainda eram úteis.

E não somente isso, Asuna estava usando a super conta da Deusa da Criação Stacia, cujos parâmetros estavam todos praticamente no máximo, contando ainda no seu inventário com a Radiant Light Sword, que estava acima de qualquer instrumento divino dos Integrity Knights. Por essa razão, até mesmo a Linear, uma habilidade básica de espada do antigo SAO, podia facilmente perfurar a grossa armadura de um Dark Knight ou a estrutura musculosa de um integrante da guilda dos Lutadores.

Embora fosse um mundo virtual, o sangue que espirrava das feridas, seus gritos de agonia enquanto perdia suas vidas eram demasiadamente reais.

As pessoas de Underworld, sendo elas provenientes do Mundo Humano ou do Dark Territory, possuíam o mesmo tipo de alma do que a de Asuna, não importando se eram nomeadas como artificiais, eram todos Fluctlights.

Dado a isso, qualquer ser que se apresentasse como seu oponente era inquestionavelmente uma pessoa real que podiam ser morta por um simples golpe dotado de valores numéricos e especificações de armas desenvolvidas para jogos.
Essa terrível verdade gerava uma dor praticamente intolerável, assim como um sentimento angustiante crescente no coração de Asuna.

E o mais desesperador era o fato de que mesmo presenciando suas trágicas determinações, estava claro que tanto os Dark Knights quanto os Lutadores não estavam batalhando seguindo suas próprias decisões e convicções.

Esses ditos Fluctlights Artificiais do Dark Territory possuíam uma característica que os deixavam completamente incapazes de desobedecer às ordens de um ser superior em força.

Dessa forma, sob o comando do Deus da Escuridão, Vector, um jogador do mundo real que estava usando também uma super conta igual à Asuna, ordenou que eles continuassem atacando sem importar as consequências, mesmo que aquilo levasse todos inevitavelmente a uma morte cruel e sem sentido.

Em outras palavras, todos ali não eram nada mais do que vítimas, arrastadas para uma batalha que não lhes pertencia, uma guerra sangrenta entre o mundo real e a tecnologia.

Contudo, Asuna fez todo um esforço para dispersar aqueles pensamentos.

Agora, sua maior prioridade era proteger a Sacerdotisa da Luz Alice, que era o verdadeiro objetivo de Vector e acima de tudo… Kirito, que estava descansando no acampamento mais afastado.

Ela havia escutado que a única fonte humana restante do exército do Dark Territory eram esses Lutadores e os Dark Knights. Que se eles pudessem se aproveitar dessa operação desastrosa de cruzar o vale e erodir com a força principal opositora, Vector certamente ficaria sem recursos.

“Muito bem, vamos para a sexta corda, movam-se!”

A voz firme e vigorosa de Bercouli soou pelo local, interrompendo a linha de pensamento de Asuna. Somente depois que Alice, Sheeta e Renri responderam que ela despertou e os seguiu.

E no momento em que todos haviam montado em seus cavalos e se preparavam para irem mais para o oeste, um estrondoso e agudo som de trombeta os atingiu, vindo de suas costas.

Ao olhar para trás, constataram que o som vinha das tropas de guarda que serviram como isca do Mundo Humano se aproximando desde o alto da colina, mais ou menos um kilol de distância, descendo em formação acelerada.

Tendo completado seus preparativos com apenas quinze minutos após os Integrity Knights terem feito o mesmo, já estavam se agrupando para ajudar na missão.

“E bem nessa hora que eles resolvem demonstrar pró-atividade… que grupo mais impaciente…”.

As palavras de Bercouli soaram um tanto amarguradas, porém, já que quase quinhentos Lutadores haviam cruzado com sucesso o cânion, não era de todo mal receber certo nível de auxílio.

Se aproveitando disso, para tornar a tarefa um tanto mais fácil, enquanto os guardas conseguissem conter o avanço do exército inimigo, eles cortariam as últimas cinco cordas.

Parece que iremos ganhar essa batalha, senhor Vector!”.

Asuna pensou.

Entretanto…

Frações de segundos depois, um fenômeno muito peculiar entrou em seu campo visual.

Contra a luz do sangrento nascer do sol, objetos misteriosos começaram a despencar da parte mais alta dos céus.

Linhas vermelhas… e não somente uma, mas dezenas… centenas!

Não! Milhares!!

As linhas pareciam consistir em pontos extremamente finos, praticamente todas unidas.

Apertando os olhos, percebeu que cada um daqueles pontos mostrava um número ou uma cadeia de letras do alfabeto inglês.

Esses misteriosos agrupamentos de linhas desceram silenciosamente do seu lado do vale, a apenas um ou dois quilômetros do campo de batalha.

Lentamente, não somente Asuna e sim todos os demais Integrity Knights, Dark Knights e Lutadores detiveram suas ações para observar aquele estranho evento.

Logo, a primeira linha vermelha que tocou aquele solo castigado se converteu em algo parecido com uma pequena fogueira com suas chamas crepitando…

Ficou daquela maneira por alguns poucos segundos até mudar e assumir… uma forma humana.

***

O que estava presenciando fez com que o Líder da Guilda dos Lutadores, Iskhan, esquecesse momentaneamente a ira que inundava seu corpo.

Mas o que é isso!?

No outro lado do grande cânion, os quinhentos soldados do Dark Territory que haviam cruzado pendurados às cordas estavam a ponto de enfrentarem sem medo os cinco Integrity Knights.

Ainda assim, seus movimentos haviam cessado de repente enquanto sua atenção se voltava para um ponto fora do campo de batalha.

O rosto de Iskhan, como que estivesse sendo atraído pela ação de seus companheiros, também girou para a direção em que todos olhavam.

Lá, ele viu algo que podia ser descrito como uma chuva torrencial vermelha, caindo a dois kilols do lado leste.

Com praticamente ausência de som, incontáveis linhas continuavam a cair dos céus, se expandindo ao tocar o chão e rapidamente tomando a forma humana.

Guerreiros apareceram diante deles, seus corpos completamente protegidos por armaduras rubras, equipados com espadas longas, machados de batalhas e lanças.

Ainda que a cor fosse diferente, as formas de suas vestimentas protetoras eram muito similares as da Ordem dos Dark Knights. Se fosse dar um palpite rápido, eles deveriam ser a força de apoio invocada divinamente pelo Imperador Vector.

Contudo, Iskhan começou a pressentir que aquilo podia não ser algo benéfico para eles, muito pelo contrário, a sensação que passavam era de algo terrível, até desesperador em certo sentido…

Aquela infantaria vermelha estava reunida sem nenhuma formação específica, nenhuma disciplina ou senso de ordem. Era completamente distinta dos seus similares negros, a Ordem dos Dark Knights que vivia sob as rígidas ordens do Dark General Shasta, que tinha sido morto.

Alguns casualmente conversavam em tom arrogante, outros sentavam ao solo, desembainhavam suas armas e movimentavam-nas ao esmo sem técnica alguma. Em resumo, uma balburdia.

Contudo, o que mais impressionava naquilo tudo… era seu número.

Assim que aquela estranha chuva cessou, a legião que apareceu no solo havia se incrementado absurdamente.

O líder guerreiro estimou rapidamente que superavam os dez… talvez até vinte ou trinta mil integrantes.

Se a Ordem dos Dark Knights tivessem aqueles equipamentos e recursos tão poderosos, eles tranquilamente abandonariam o acordo de paz do Conselho dos Dez Lordes há muito tempo, levantando-se em armas para tomar o controle de todo o Dark Territory sob o governo de Shasta.

Aquela cena também parecia impactar seus companheiros negros. Sussurros, gritos de surpresa e sinais de ansiedade começaram a surgir em meio à tropa dos Dark Knights.

Então… eles também não tinham conhecimento disso? Mas que merda está acontecendo!?

Diante disso, só podia realmente crer que aqueles soldados vermelhos deveriam ser a verdadeira Dark Legion que o Imperador, o Deus da Escuridão Vector, havia invocado das profundezas da escuridão.

Ao compreender isso, a confusão inicial de Iskhan se transformou em fúria.

Se ele sempre pode convocar um exército tão grande como aquele…

Porque diabos não fez isso antes? Porque deixou que os membros da Guilda dos Lutadores e dos Dark Knights perecessem de maneira tão inútil naquela operação desastrosa de cruzar o cânion? Por acaso só os mandou como isca para reunir o inimigo em um lugar só?

A mente de Iskhan parecia ferver.

E-Espere!… Mas e se isso tudo foi só para?

Poderia o Imperador ter dado aquela ordem de iniciar a operação suicida somente para ganhar tempo para dessa forma poder invocar seus próprios subordinados?

Não, é ainda pior…

Não apenas nessa ocasião, como em tudo que aconteceu desde o início dessa guerra após a queda do Grande Portal do Leste. Todo aquele desperdício de vidas dos membros do exército do Dark Territory estava muito além do normal.

Já tinham se ido os Goblins, os Gigantes, Ogros e até mesmo as usuárias de Dark Arts… todos aniquilados.

E mesmo diante de um panorama que qualquer um consideraria desvantajoso e preocupante, o Imperador Vector sequer pareceu se preocupar e muito menos lamentar suas mortes.

Em outras palavras, para o Imperador Vector, as cinquenta mil pessoas do Dark Territory não eram mais do que peões descartáveis em seu tabuleiro de terror desde o início.

Até aquele momento, Iskhan, o jovem líder da Guilda dos Lutadores, havia sido uma pessoa completamente desinteressada sobre qualquer outra coisa que não fosse enfrentar os oponentes com suas próprias forças para manter sua tribo sempre empolgada e segura.

Porém, nesse único segundo ao qual parou para pensar, sua linha de raciocínio teve pela primeira vez, um vislumbre do mundo de Underworld como um todo, contemplando tanto a situação do Dark Territory quanto a do Mundo Humano.

E esse tipo de coisa só o fez compreender uma perspectiva sem nenhuma resolução, acabando por cair em conflitos um atrás do outro.

O Imperador era o ser mais poderoso, disso não havia dúvidas. Ele deveria obedecê-lo de maneira incondicional.

Porém.

Porém…

“Gha…!!!”

Uma dor insuportável, como nunca sentira antes, perfurou seu olho direito.

Iskhan grunhiu enquanto cobria o lado dolorido de seu rosto com a mão e tropeçava até cair de joelhos.

Com extrema dificuldade, ainda conseguiu visualizar os trinta mil soldados vermelhos iniciando uma corrida desordenada, falando uma língua incompreensível.

E no local para onde corriam, aproximadamente mil soldados do Mundo Humano se aprontavam, colocando-se em formação juntamente com os Integrity Knights, preparando um contra-ataque.

E em meio a esse conflito iminente, como o recheio inusitado do que seria o mais sangrento dos sanduíches, mais ou menos cinco centenas de Lutadores e Dark Knights que ainda estavam em pé, se viam apavorados, totalmente perdidos sobre como agir para se defenderem das ofensivas de ambos os lados.

Iskhan tentando se recuperar, massageava o local da dor intensa e crescente. Mesmo depois de todo o sofrimento que experimentara desde o início da guerra, ele entendia o quanto havia subestimado a crueldade de Vector.

E no instante em que os poucos guerreiros do Dark Territory, os soldados do Mundo Humano e a Dark Legion se encontraram…

Um sem número de espadas, incontáveis machados de batalhas e lanças afiadas refletiram juntos a luz rubra do sol ao se erguerem.

Em seguida a isso, se ouviu gritos e urros sedentos de sangue da legião vermelha no momento em que atacavam sem piedade tanto os Lutadores quanto os Dark Knights, que em tese, deveriam ser seus aliados.

***

“Esses moleques… como?”

Era a primeira vez que Asuna escutava uma frase em tom de surpresa vir do Knight Commander Bercouli.

Embora não o conhecesse há tempos, sabia que não era um homem que se surpreendia facilmente, contudo…

Os trinta mil soldados que surgiram de repente… não, que logaram nesse campo de batalha, com toda a certeza foram convidados pelo Imperador Vector.

Mas de qual parte da Terra ele havia conseguido tantas pessoas online?

Será que conseguiu criar aqueles personagens automaticamente utilizando os comandos de sistema? Contudo, o console central ainda deveria estar bloqueado, sendo impossível realizar esse tipo de ação por falta de privilégios de Administrador.

Dessa forma, a única forma de introduzir novos lutadores era criar um personagem de maneira usual no mundo real e depois fazer o FullDive, exatamente como ela havia feito. Mas isso também era estranho, já que eles só dispunham de dois STLs.

Por alguns instantes a mente de Asuna afundou em caos…

Contudo, sua confusão foi destroçada pelos rugidos das tropas vermelhas que já estavam há cem metros dela.

CHARGE AHEAD!!

GIVE’EM HELL!!

Mas aquilo era…

Inglês!?”.

Asuna surpreendeu-se.

Todas essas pessoas são humanos do mundo real e a julgar pelo que ouço, são estadunidenses!

Mas por que…? Por que estão aqui? Esse deveria ser um lugar totalmente isolado de qualquer sistema do mundo de lá…

Não…

Não…!!!

Para todos aqueles que ingressaram ali utilizando o STL, Underworld era realmente um mundo diferenciado criado com a Mnemotecnia Visual, com um realismo equivalente ao do mundo real. Contudo, como boa parte de sua construção, este ambiente foi baseada no pacote de desenvolvimento de VRMMO, o The Seed, então, sua apresentação também poderia ser outra forma.

Resumindo, se alguém utilizasse um AmuSphere para acessá-lo através de um servidor comum, provavelmente o veria construído totalmente por polígonos, muito embora, este com uma capacidade superior a qualquer outro mundo já feito, já que o Ocean Turtle possuía uma banda absurdamente larga ao nível militar para suportar e transmitir um número colossal de dados, assim como um poder de processamento monstruoso.

Levando isso em conta, se alguém conseguisse desenvolver um programa cliente que tivesse os links de acesso apontados para o servidor central de Underworld, juntamente com a permissão de criação de contas, a distribuição em caráter mundial desse acesso no mundo real poderia ser realmente possível…

E isso com toda a certeza possibilitaria a invocação de uma exército de centenas de milhares de usuários.

Embora ter chegado a uma conclusão como essa fosse realmente assustador, o que mais surpreendia Asuna era a maneira como aqueles soldados vermelhos estavam agindo.

Sem nenhuma ressalva, começaram a atacar o que todos poderiam supor como sendo seus aliados, ou seja, os Dark Knights e os Lutadores. Eles não discerniam ninguém, qualquer um era um alvo em potencial.

Jogaram-se para cima deles como ondas furiosas de um mar revolto.

“O-O q-que estão …!?”

“N-Não são n-nossos… aliados!?”

Os cavaleiros gritaram desesperadamente enquanto tentavam em vão se defender daquela massiva ofensiva. Infelizmente para eles, o número entre os grupos estavam completamente desproporcionais, sem contar que tanto as armaduras quanto as armas da Dark Legion estavam em nível muitas vezes superiores às suas.

Espadas e escudos começaram a ser despedaçados um após o outro, sendo acompanhados de gritos de dor excruciante.  A bizarra cena acontecia em meio aos jorros de sangue fresco, tornando o território já escurecido e lúgubre ainda mais medonho e aterrorizante.

Hey dude!! Awesome!!

Bloody a lot!!! Yeah!!

Toda aquela violência realística, a sanguinolência e brutalidade parecia dar ainda mais entusiasmo e energia aos jogadores recém-logados.

Os estadunidenses estavam completamente ignorantes quanto à verdadeira natureza daquela batalha.

Toda aquela imensidade de detalhes, a liberdade de ação frenética parecia embriagá-los. Estavam dando vazão a todo sentimento tolhido pelas rígidas regras implantadas por seu país ao jogos daquele tipo.

Dessa forma, agiam sem nenhum pudor, pois acreditavam piamente que estavam somente aproveitando um teste beta de um possível novo jogo de VRMMO.

Devido a isso, seria injusto culpá-los por mover suas armas para matar todo mundo ao seu alcance. Para todos os efeitos, aqueles soldados não eram seres conscientes, não eram humanos reais. Tudo ali em suas concepções não passava de meros NPCs, ou seja, nada.

Com toda a certeza, nem todos ali poderiam ser classificados como genuinamente malignos, no mundo real eles não passavam de jogadores comuns de VRMMO que poderiam muito bem ser amigáveis, trabalhando em conjunto e se divertindo nos mesmos servidores.

Se houvesse tempo para informá-los da verdadeira natureza de Underworld e dos Fluctlights Artificiais, Asuna acreditava que a maioria largaria imediatamente suas armas e cessariam os ataques.

Porém, eles não tinham tal conhecimento naquele instante e nem tempo para ouvir.

Mesmo que Asuna avançasse no campo de batalha e tentasse explicar a situação em inglês, provavelmente todos pensariam que ela não passasse de um NPC pronunciando um texto pré-programado.

Talvez até pudesse piorar a situação se alguém resolvesse tumultuar mais e lhes dissesse algo como: ‘-Assassinar os inimigos gerará pontos que poderão ser trocados por objetos raros assim que a versão oficial for ao ar.’.

A situação era crítica.

Sem sombra de dúvidas, isso poderia acontecer com qualquer jogador no mundo, japoneses, americanos, russos ou qualquer outra nacionalidade.

Resumindo: tentar convencê-los verbalmente não era algo possível.

Era necessário encarar o fato inegável de que os jogadores norte americanos estavam assassinando não NPCs e sim Fluctlights Artificiais que possuíam almas reais.

Depois de dizimar os Dark Knights, provavelmente os habitantes do Mundo Humano seriam os próximos.

Dessa forma, era imperativo que eles fossem parados.

Não havendo opção, a única ação a ser tomada no momento é que ela tinha que lutar com todas suas forças.

Com essa resolução, Asuna empunhou sua rapieira na mão direita e começou a recitar de maneira acelerada um comando.

System Call!! Create Field Object”.

Um espectro de raios policromáticos se reuniu em volta de sua fina espada.

Na situação atual, ainda não podia criar outro cânion sem fundo como fizera antes na noite anterior, pois se fizesse isso, acabaria engolindo em seu caminho o exército do Mundo Humano.

Dessa forma, Asuna tratou de imaginar uma rocha gigantesca, tão afiada como uma lança e cortou o ar, fazendo o mesmo movimento ascendente com sua espada.

LAAA!!

Com o mesmo efeito sonoro que parecia ser característico de suas invocações, o espectro de raios disparou da ponta de sua lâmina diretamente para o chão, focando um local um pouco além de onde estavam o exército dos Estados Unidos e do Dark Territory lutando.

O solo diante dela de repente começou a sacudir violentamente enquanto um espinho rochoso gigantesco surgia de baixo para cima e um pouco inclinado, elevando-se para mais de trinta metros de altura.

As dezenas de soldados rubros que estavam sob o chão, no local da manifestação, foram jogados para o ar.

Quatro montanhas adicionais ao pico elevado explodiram para cima de maneira furiosa, remexendo o solo impiedosamente .

Gritando xingamentos em inglês, centenas de corpos com armaduras vermelhas se juntaram aos outros, arremessados para o ar há alturas gigantescas.

Uma boa parcela foi completamente atravessada pelas pontas afiadíssimas das imensas estalagmites, parando seus movimentos instantaneamente, enquanto os outros despencavam ao chão como bombas, se espatifando devido à queda absurdamente alta, tornando-se poças de carne e sangue.

Asuna não teve tempo de tentar imaginar como aquelas pessoas estavam se sentindo ao morrer se chocando violentamente ao chão ou sendo empaladas, pois sua mente experimentava uma dor lancinante que quase a fez cair de cima do cavalo.

Faíscas prateadas inundaram sua visão enquanto lutava para manter-se respirando. A dor que sentia no momento era ainda pior do que quando havia criado o cânion.

Sua mente estava processando enormes quantidades de dados geográficos. Um volume tão imenso e em um ritmo extremamente acelerado que parecia estar amaldiçoando sua própria alma…

Era como se seu Fluctlight estivesse sendo destroçado.

Não posso cair aqui, ainda não!

Sim, aquilo não era nada comparado ao que Kirito deve ter sentido. Não faria por menos.

Asuna agarrou-se a esse pensamento para manter-se lúcida e consciente enquanto cerrava os dentes e se ajeitava à sela do cavalo.

O furor inicial dos jogadores estadunidense pareceu diminuir. Porém, como as cinco montanhas formadas tinham apenas quinhentos metros de raio, eles não demorariam muito para transpô-las.

Devo criar um muro de pedra ao sul, para que o exército do Mundo Humano consiga recuar em segurança.

Asuna levantou sua mão direita um pouco trêmula e…

Seu punho foi envolvido fortemente por outra mão coberta por uma armadura a qual parecia refletir o brilho dourado do sol.

“…Alice…!?”

Conseguiu dizer o nome da garota com dificuldade na voz.

O lindo rosto da mulher cavaleiro estava com uma expressão resoluta enquanto sacudia negativamente a cabeça.

“Não precisa se esforçar tanto, Asuna. Deixe que os Integrity Knights assumam agora… descanse!”.

“M-Mas, essas pessoas são inimigos do Mundo Real… do meu mundo…!”

“…Isso não importa! Mesmo se tratando de dezenas de milhares de garotos sedentos por sangue sacudindo suas armas sinistras, ainda assim não são suficientes para nos assustar. ”

“Heh! Chegou a nossa hora de brincar! ”.

Falou Bercouli com um sorriso cinicamente despreocupado nos lábios.

Ainda que o tom de voz daqueles poderosos cavaleiros não demonstrassem, Asuna conseguiu detectar uma sensação terrivelmente trágica em cada um deles, muito mais acentuada do que antes.

O número de inimigos era tanto que juntos pareciam um tsunami vermelho, trinta vezes maior do que o exército do Mundo Humano.

Aquilo já não era algo que pudessem enfrentar somente com coragem. Porém, o Knight Commander ergueu sua espada longa com aparência surrada para cima o máximo que pode e gritou uma ordem extraordinariamente imperativa e possante.

“ESCUTEM!! TODAS AS UNIDADES ASSUMAM UMA FORMAÇÃO COMPACTA!! NÃO DEIXEM QUE O INIMIGO A ROMPA DE MANEIRA ALGUMA!!!”.

***

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OLÁ PESSOAS!

INICIANDO O PENÚLTIMO VOLUME DO ARCO ALICIZATION!! \o/ \o/ \o/

ENTÃO…. POR ONDE EU COMEÇO A CONTAR AS NOVIDADES?

BELEZA, QUEM ACOMPANHA O PAGE DO FACEBOOK JÁ SABE QUE POUCOS DIAS ATRÁS EU INFORMEI QUE ESTARIA CANCELANDO O PROJETO DE ADAPTAÇÃO DA LIGHT NOVEL DE SWORD ART ONLINE PARA O PORTUGUÊS PORQUE A PANINI LICENCIOU E COMEÇARÁ A VENDER O TÍTULO MUITO EM BREVE.

SE ESTOU FELIZ? É CLARO!!

SE ESTOU TRISTE? É CLARO!!

E É ISSO MINHA CARAS PESSOAS! O SITE PODE ESTAR COM SEUS DIAS CONTADOS.

PORÉM, CONTUDO, ENTRETANTO E TODA VIA, PARECE QUE SOMENTE O ARCO AINCRAD FOI ANUNCIADO, OU SEJA, AO MEU VER, A PANINI QUER SENTIR COMO SERÃO AS VENDAS PARA PENSAR EM TRAZER MAIS.

E É JUSTO POR CAUSA DESSE MEU PALPITE QUE RESOLVI CONTORNAR PROVISORIAMENTE A SITUAÇÃO DA SEGUINTE FORMA:

1º – OBVIAMENTE EU NÃO QUERO SER FOCO DE NENHUM PROCESSO, PORTANTO, CONFORME ELES FOREM LANÇANDO OS NÚMEROS DAS LN, IREI RETIRAR OS MESMOS DA PARTE DE DOWNLOADS E OS QUE NÃO LANÇAREM, PERMANECERÃO (talvez eu faça um jabá apontando para os originais e tal, mas isso ainda está só no terreno das ideias por enquanto).

2º – E SE TUDO MAIS FALHAR E EU FOR NOTIFICADO DE ALGUMA FORMA, BOM, AÍ SERÁ UM ADEUS DEFINITIVO, PROJETO ENCERRADO, SITE FECHADO E UM FORTÍSSIMO ABRAÇO!

 

MAS COMO PREVEJO QUE PODERÁ DEMORAR, MESMO QUE ELES FAÇAM TODOS OS 21 VOLUMES DE SAO, IREI CONTINUAR LANÇANDO OS CAPÍTULOS FINAIS DO ARCO ALICIZATION NORMALMENTE.

MAS QUE FIQUE BEM CLARO UMA COISA:

DE MANEIRA ALGUMA FAREI ALGO QUE INFRINJA DIREITOS, OU SEJA, NÃO LANÇAREI NADA PARALELAMENTE. QUERO MAIS É QUE AS VENDAS DE LN SEJAM ESTUPENDAS AQUI NO NOSSO BRASIL E QUE VENHAM CADA VEZ MAIS. COM ISSO EM MENTE, SE FOR CONTINUAR, ESTARIA PREJUDICANDO E CAINDO NA VALA COMUM DA PIRATARIA.

 

E ERA ISSO! POSSO DIZER QUE AGORA SERÁ UMA CORRIDA CONTRA O TEMPO, POIS MESMO QUE LANCEM, GOSTARIA DE PODER TER A HONRA, O PRIVILÉGIO E ENORME SATISFAÇÃO DE BATER NO PEITO E DIZER COM ORGULHO QUE FUI O PRIMEIRO, UM NERD TIOZÃO SOLITO (com o maravilhoso apoio de vocês, é claro!!), A TRAZER PARA NOSSO QUERIDO PORTUGUÊS O ARCO ALICIZATION ONDE TODOS OS DEMAIS COM UMA EQUIPE GIGANTE DESISTIRAM.

E ALÉM DE PROPORCIONAR ALEGRIA PARA TODOS OS FÃS, SERÁ ACIMA DE TUDO UMA REALIZAÇÃO PESSOAL.

MAS COMO O NEGÓCIO É SWORD ART ONLINE, QUE TAL FALARMOS UM POUCO DO QUE ACONTECEU NESSE INÍCIO DE VOLUME? BORA!!!

 

 

MAL CONSIGO MENSURAR O QUE UM AVANÇO TÃO PEQUENO (10%) EVOLUIU A HISTÓRIA.

TROUXE À RESPONSABILIDADE A GALERA DAS ANTIGAS, PUXANDO O FOCO PARA ESSE PESSOAL QUE FOI TÃO JOGADINHO PARA ESCANTEIO NESSE ARCO. LISBETH SUA LINDA! CONVERTO O QUE VOCÊ QUISER!!! CREIO QUE ASSIM COMO EU, IMAGINAMOS AQUELE DOMO ONDE O KIRITOSO E A LEAFOFA SAIRAM NA PORRADA PARA SALVAR A ASUNA EM ALO LOTADO DE UM MONTE DE ROSTO CONHECIDO EM PROL DE UM CAUSA TÃO NOBRE, PUXA VIDA!! HYPE LÁ NAS ALTURAS!!!

 

E SEM RESPIRAR SOMOS JOGADOS NA AÇÃO DESENFREADA DA CHEGADA DOS NORTE AMERICANOS.

ASUNA TENDO SEU MOMENTO DEUSA POSTO EM CHEQUE, MAS MOSTRANDO PARA QUE VEIO E TAMBÉM SOMOS APRESENTADO PARA AQUELAS NUANCES DELICIOSAS DAS PERSONAS DOS DITOS INIMIGOS, ONDE SUAS CONVICÇÕES COMEÇAM A SER COLOCADAS À PROVA. O ANIME NÃO PODE NOS PRIVAR DESSES MOMENTOS, PELAMORDADEUSAASUNA!!

E PARA FINALIZAR COM CHAVE DE OURO, O SEMPRE FODÁSTICO BERCULÃO DAS QUEBRADAS!! ‘-É HORA DE BRINCAR‘… QUE FDP!! ELE SABE QUE TEM MEU VOTO MAS INSISTE EM AFIRMAR O QUÃO PICA DAS GALÁXIAS É!! ESTÁ LÁ, FERRADO E PERMANECE RINDO NA CARA DO PERIGO. NÃO TEM NERF QUE ZOE COM O KDA DESSE CARA!! GG!

 

BUENO!! FICO POR AQUI E FORTE ABRAÇO, PESSOAS!!

 

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Dedicando essa música pela bravura de Lisbeth, beijão sua linda!