Sword Art Online Alicization – Exploding – Capítulo 19 – Parte 2 e 3

Arco: Sword Art Online Alicization Underword – Exploding
Capítulo 19

Sword Art Online Alicization Underworld - Exploding - Asuna e Kirito
Kirito….!! Está bem, está tudo bem!!

Parte 2

Isso, continue assim.

Venha direto para mim!

Vassago dizia mentalmente, aproveitando cada segundo de sua emboscada, como se estivesse degustando o mais delicioso dos doces.

Perfect hiding

Mesmo com uma armadura metálica, atrapalhando seu modo stealth, ainda assim, devido a sua cor e opacidade, conseguia se camuflar nas sombras dos arbustos.

A garota de cabelos castanhos continuava a seguir cautelosamente, olhando para todos os lados, inclusive, seus grandes olhos chegaram a passar sobre a vegetação onde Vassago se escondia e aparentemente nada notara.

Faltavam agora sete metros… cinco…

Está indo tudo tão bem que até dá para desconfiar, kukuku…

O pensamento divertido passou pelo cérebro de Vassago.

Então, quando chegou a meros três metros de seu predador, a garota girou repentinamente para sua direita e caminhou apressada até onde Vassago havia escondido os cadáveres dos guardas.

Ele gostaria que ela tivesse se aproximado mais, contudo, aquilo de fato não importava muito.

Em completo silêncio, Vassago deslizou pelas sombras e colocou-se no encalço da garota com sua mão estendida para agarrá-la e…

Silenciando-a imediatamente ao tapar sua boca, sua adaga fazia o serviço, cortando a jugular sem dar tempo para sequer de perceber o que tinha acontecido…

A imaginação do que faria ao alcançar a pequena e frágil presa fora tão real que Vassago custou a reagir quando a lâmina reluzente da espada surgindo diante de seus olhos.

“WOAH!!”

Enquanto tentava retroceder de maneira atrapalhada, a ponta da espada avançou e cortou ameaçadoramente entre o vão de sua máscara, alcançando o único lugar onde sua pele estava exposta, abrindo um leve corte no vão do pescoço e bochecha.

A garota, que não parecia ter notado sua presença, tinha desembainhado inacreditavelmente rápido sua espada, puxando-a de sua cintura no lado esquerdo sem se virar e golpeando de maneira circular para trás.

Aquilo tinha sido um contra-ataque impressionante. Se ele tivesse avançado um pouco mais rápido, sua garganta teria sido cortada imediatamente.

Virando-se, a garota empunhou adequadamente sua espada. Ele não pode ver nenhuma surpresa nos olhos que o encaravam, apenas hostilidade.

Vassago teve que admitir de maneira maliciosa que sua manobra ao tentar se esconder tinha sido muito ruim.

Fazendo um pequeno malabarismo com a adaga na mão direita, o assassino mostrou os dentes em um esgar e falou:

Hey, baby!

Imediatamente lembrou que não seria compreendido se usasse inglês, então, trocou para o japonês, o qual pronunciava praticamente como um nativo.

“Então, princesa, como me descobriu?”

A garota respondeu friamente enquanto mantinha sua espada empunhada em sua direção, completamente em alerta.

“Aprenda a não depender somente de seus olhos, use o corpo todo”, foi o que meu superior me ensinou.

“C-Como é que ééé?”

Vassago foi automaticamente tomado por uma sensação estranha de confusão e déjà vu. Aquelas palavras, tais como tinham sido ditas… ele já havia escutado antes…

Que diabos! Acho que… já ouvi isso… onde?

Contudo, não era hora para tentar lembrar-se de algo que poderia sequer ter importância, já que tinha ficado na mira da pessoa que deveria ser sua presa e também, que estava prestes a fazer algo inesperado.

A garota encheu os pulmões de ar e em seguida gritou com todas as forças:

“ATAQUE INIMIGO!! ATAQUE INIMIGOOOO!!!”

Vassago bufou incomodado e rapidamente sacou a pequena lâmina que estava presa em sua cintura no lado direito.

Merda, creio que a diversão terminou, hora de trabalhar sério!

Vassago levantou seu braço esquerdo fazendo um movimento exagerado, apontando para frente enquanto gritava:

“Muito bem cambada… ao trabalho!!!”

Desta vez, foram os olhos da garota que se arregalaram em surpresa genuína.

Os arbustos e moitas, situados há dezenas de metros atrás de Vassago, começaram a farfalhar de maneira ruidosa…

Zazaza…!!!

Um a um, várias silhuetas foram se erguendo, somando trinta componentes equipados com armaduras negras, todos membros da principal força do exército escuro, os Dark Knights.

Em resposta ao alerta da garota, uma segunda menina também saiu de dentro da carruagem, sendo acompanhada de aproximadamente dez guardas que automaticamente começaram a correr em direção ao alvoroço recém-formado, todos com expressões estupefatas.

***

“C-Como… o inimigo chegou pelas nossas costas!!?? E com um efetivo tão grande!!”

O Integrity Knight Renri se perguntou como forma de auto repreensão ao ouvir o inacreditável alerta vindo da retaguarda, no local onde estava a equipe de suprimentos.

Isso é ruim… muito ruim!!!

Se as carruagens fossem roubadas ou se a equipe de apoio fosse morta, todos do exército humano estariam perdidos. Além disso, tinham três pessoas sem recursos para uma batalha ali. Duas garotas em treinamento, quem tinha jurado protegê-las a custa de sua vida e também um simples jovem indefeso.

Tenho que enviar um pelotão de resgate… de cem, não, duzentos homens. Porém, se dividir o exército principal ainda mais, perderemos a batalha com os outros inimigos que estão vindo do norte. Já está quase impossível combater uma quantidade tão elevada deles, se reduzir ainda mais os nossos números…

Renri engolia em seco.

Não, talvez o plano de emboscada já tenha sido exposto. E se for assim, então tenho mais é que deslocar nosso efetivo para o sul imediatamente… ou será que devo bolar outra solução…?

Incapaz de decidir para chegar a uma conclusão adequada, Renri permaneceu imóvel. Então, uma voz muito grossa alcançou seus ouvidos.

“Quem diria! Nunca imaginei que eles fossem prever nosso avanço para o sul e que fizessem uma emboscada chegando aqui antes de nós.”

O Knight Commander Bercouli e Alice haviam regressado do topo da colina do norte que estava aproximadamente há um kilol de distância sem que notasse.

Renri os via como se a força daqueles dois estivesse em um patamar ao qual jamais conseguiria alcançar, contudo, já não conseguia perceber a tranquilidade usual em seus rostos, em especial em Alice.

Ao vê-la se portar de maneira inquieta, sentia que a qualquer momento ela dispararia para cima dos inimigos que estavam atacando a equipe de suprimentos mesmo sem um plano.

Olhando para o norte, entre os seus dois companheiros, a zona perto do sopé da cadeia de montanhas estava tomada por uma imensa nuvem de poeira, indicando o avanço implacável do exército inimigo.

O comandante fechou seus olhos por alguns instantes, só para em seguida abrir rapidamente, com um olhar afiado por entre a franja desgrenhada cinza azulada e decidir:

“Renri, diga para o pelotão principal retroceder. Princesa vá até a equipe de suprimentos imediatamente. Vou parar todos os inimigos que vierem do norte!”

“M-Mas… como vai detê-los…? Existem mais de cinco mil soldados lá, meu senhor! Não acabou de dizer que espadas não funcionam contra eles…?”

“Não se preocupe com isso, eu encontro uma maneira. Vá rápido!! Princes-…, não, Alice, foi você mesmo que propôs uma luta até as últimas consequências, permanecer combatendo até que o último guerreiro caia, não é? Não pense mais nisso e vá!”

Deixando essas palavras com ela, Bercouli virou-se para o norte.

Sua mão direita, rígida como um tronco nodoso de uma velha árvore, desembainhou lentamente a Time Piercing Sword que descansava em sua cintura.

Pelo fulgor quase incolor daquela gasta espada, podia-se ver claramente que não possuía muita Vida restante.

***

Faíscas foram lançadas três vezes, iluminando aquele local imerso em escuridão.

A garota de cabelos castanhos, que embora tivesse encontrando Vassago pela primeira vez, mal conseguiu esquivar de seus ataques.

Vassago, inclusive, teve que usar uma habilidade de combo. Por isso, quando a espada finalmente voou da mão da garota no final do terceiro ataque e foi cravar-se na árvore mais próxima, o assassino não conseguiu deixar de assobiar impressionado com a destreza da garota.

Mesmo sem armas, a menina cerrou os punhos, mas Vassago habilmente a fez cair ao chão com um golpe de perna.

Aterrissando violentamente sobre as costas, a pequena garota soltou um gemido de dor.

“RONYE…!!!”

Assim que gritou, a segunda garota da carruagem surgiu em auxílio da amiga, fazendo seus longos cabelos vermelhos voarem.

Segurando a adaga na mão direita, Vassago pressionou rapidamente a ponta contra a garganta da menina que, se supunha chamar-se Ronye para restringir o possível ataque e avanço da pequena ruiva.  Fazendo com que automaticamente suas parassem e começasse a tremer como que acometida por um frio intenso.

“Kuh…Kukuku!!”

Uma risadinha maliciosa filtrou-se por baixo da máscara.

Sim… é esse sentimento… isso mesmo!!

Mal se contendo, ficou observando a cena com um deleite insano e viciado.

Este é o prazer máximo que se ganha ao jogar com a vida e as relações das pessoas, deixá-las sob o fio da navalha, é delicioso. É por isso que não consigo deixar de ser um Player Kill.

“Não irei te matar… pelo menos se você ficar aí quietinha apenas olhando.”

Sussurrando para a garota ruiva, ele se agachou e se aconchegou mais para perto de Ronye, virando o rosto da garota para si.

Em suas costas, cerca de trinta soldados sedentos de sangue estavam se aproximando ordenadamente, passo a passo.

Lágrimas de medo e humilhação se acumularam dentro dos olhos de Ronye. Sua pouca determinação agora se afogava no mais profundo desespero e…

“…!?”

Repentinamente, os olhos de Ronye mudaram o foco do rosto de Vassago para algo no céu.

Alguma coisa brilhou, refletindo nos olhos úmidos da menina.

Luz?”.

Partículas puras de luz branca desciam lenta e gentilmente, tão suave quanto à neve.

Ao pressentir um estranho calafrio percorrendo a espinha, Vassago foi levantando lentamente sua cabeça.

O céu noturno era completamente negro, as estrelas que ali tinham refletiam um espectro avermelhado como pontos de sangue em um longo tecido negro.

Em meio a esse pano de fundo, formou-se uma pequena silhueta flutuante… contudo, sua presença e energia era ridiculamente enorme.

Uma pessoa… uma mulher!!!

Ela estava usando um peitoral resplandecente, emitindo um brilho perolado, com a proteção dos braços e pernas acompanhando o mesmo padrão em tons rosáceos.

Seu longo vestido era constituído de incontáveis peças bordadas e costuradas, cheio de anáguas ricamente adornadas, voando como se fossem asas.

O cabelo castanho era longo e esvoaçante, emitindo uma brisa extremamente refrescante naquela noite abafada…

“Deusa… Stacia!!!”

Ronye sussurrou.

Essas palavras não chegaram aos ouvidos de Vassago. Pois no instante em que visualizou o rosto da mulher que estava descendo dos céus, o assassino saltou imediatamente para trás como se uma força invisível o tivesse obrigado.

Liberta de Vassago, Ronye retrocedeu para junto de sua amiga, porém, sem desgrudar os olhos da mulher recém-chegada.

A silhueta flutuando estendeu seu braço direito.

Ela moveu gentilmente seus delicados dedos de um lado para o outro.

LAAAAH…………!!!!!

Foi como o coro de milhares de anjos, uma harmonia além de qualquer compreensão ou execução humana que pareceu sacudir o mundo.

A figura humana brilhava ao manipular algo gigantesco parecido com uma cortina dotada de um fulgor tão resplandecente quanto à aurora e direcionava sobre as costas de Vassago.

A terra tremeu com um som parecido com um grito.

Vassago deu a volta e viu que o terreno tinha se aberto em um vale impossível de ver o fundo bem no lugar onde instantes atrás estavam seus trinta subordinados.

Completamente apavorado com os olhos arregalados, fixou o céu de maneira temerosa.

A mulher, olhando para um lugar incerto, moveu sua mão direita suavemente em direção ao norte.

Novamente o coral angélico foi ouvido.

E uma aurora dezenas de vezes maior do que a primeira foi manifestada e despencou sobre a terra, criando algo jamais visto ou imaginado por qualquer ser naquele mundo.

Após o brilho ao longe se desvanecer, a mulher finalmente focou Vassago direta e seriamente.

O dedo indicador de sua mão direita fez o ar estalar.

LAAAHHH….!!!

Um fenômeno luminoso com todas as cores do arco-íris engoliu Vassago.

O solo sob seus pés sumiu.

Enquanto caia na escuridão infinita, Vassago ergueu suas mãos para cima, como se quisesse agarrar a silhueta da mulher.

“É sério isso?? Sério mesmo!!”

Uma voz vacilante esgueirou-se de sua boca.

Esse rosto!

Esse cabelo!

Essa aura!

“Você é a… Relâmpago Vermelho dos KoB!!???”

***

O Knight Commander Bercouli permaneceu imóvel enquanto segurava sua espada.

Diante dele, se abria um enorme abismo na terra, uma fenda com mais de cem mels de largura. Ele observava de um lado ao outro, tanto na esquerda quanto para a direita e não conseguia ver o final daquela fenda.

E mais incrível do que isso era a profundidade, totalmente incalculável, um breu que engolia tudo. Grandes porções de terra e rocha caiam e não apresentavam nenhum sinal de impacto. Era de fato um buraco negro sem fim.

Dezenas de segundos atrás, essa ferida enorme na terra não existia.

Havia descido dos céus, raios luminosos de aura tão pura, como se fosse uma cascata de energia cristalina, caindo em perfeita harmonia e quando tocaram o solo, imediatamente criou essa fratura.

Com mil… não, nem se fossem dez mil sacerdotes juntamente com a própria Alto Ministro, seriam capazes de fazer algo dessa proporção.

Esse é o poder um Deus, um ser de verdadeira onipotência. O que ocorreu aqui de fato fora um milagre.

Isso significa que além do Deus da Escuridão Vector, outra poderosa presença desceu ao mundo mortal…

Bercouli pensava à cerca do que tinha presenciado e das consequências do que aquilo significava com total respeito e temor, contudo, logo interrompeu o pensamento.

Do outro lado do abismo sem fim, os cinco mil Lutadores estavam parados, completamente atônitos.

Se um Deus estava determinado a ajudar o Mundo Humano, possuindo o direito de manipular livremente a vida e morte, poderia facilmente arrebentar o solo de baixo dos pés dos guerreiros, jogando eles no isolamento da escuridão profunda.

Aquela fissura, propositalmente, fora criada com uma margem de segurança, poupando a vida de todos os Lutadores.

Por isso, o comandante passou por um breve momento de hesitação, entendendo que talvez não devesse eliminá-los simplesmente, que talvez estivessem dentro de planos muito maiores que não compreendia no momento.

Em outras palavras, entendeu aquilo tudo como sendo a cláusula de um acordo divino de cessar fogo.

Parte 3

Rápido!

Mais rápido!

Tenho que chegar ao solo o quanto antes, ir até onde Kirito está!

Yuuki Asuna havia se conectado no Underworld com a Super Conta 01, Deusa da Criação Stacia.

E protegida pelo mecanismo que amortecia quedas no solo durante a primeira conexão, ela repetia o nome de seu amado incessantemente dentro de seu coração.

Quase uma hora havia se passado desde que um grupo armado desconhecido tinha se infiltrado na mega embarcação de pesquisa marinha, o Ocean Turtle.

“Eu irei!”

Declarou Asuna para Kikuoka Seijirou e os demais instantes antes de fazer o FullDive utilizando o Soul Translator número cinco.

Higa Takeru estabeleceu as coordenadas de inserção, as quais Kirito deveria se encontrar naquele momento.  Dessa forma, assim que aterrissasse, seu amado estaria a sua espera.

Com o desejo crescente e desesperado de reencontrá-lo, sentia também uma dor pulsante em sua mente. Contudo, aquilo não era importante agora, decidiu não dar bola.

Havia sido informada sobre os efeitos colaterais que poderiam ocorrer quando usasse a habilidade de alteração física ilimitada, técnica de autoridade administrativa da conta de Stacia. Os dados mnemotécnicos da zona em questão eram absurdamente grandes.

E enquanto essa imensa massa de informação era transmitida para Asuna no STL, sendo gravada em seu Main Visualizer, juntamente com o armazenamento de dados de todo Underworld, seu Fluctlight seria completamente sobrecarregado.

Como o engenheiro chefe do RATH, Higa havia lhe dito que esse tipo de prática deveria de ser evitado acima de tudo, pois sentiria uma dor terrível em sua cabeça, podendo causar até um problema neurológico em longo prazo.

Porém, sob os pés de Asuna, havia mil homens do Mundo Humano e uma verdadeira multidão de seres do Dark Territory que vinham tanto do norte quando do sul.

Tão logo deu-se conta disso, apesar de ser advertida, não poupou esforços para usar os comandos de modificação física do espaço.

Ela deteve o avanço do grupo do norte abrindo um vale enorme em seu caminho. Porém, para derrotar os trinta homens em torno do local onde deveria de estar Kirito, não teve outra opção a não ser apagar o solo debaixo deles.

Todos são seres humanos com almas reais. São I.A bottom-up verdadeiras, existências pelas quais Kirito lutou por anos nesse mundo para protegê-las.

Talvez essa dor aguda que sinto agora seja sua enorme vontade e ressentimento por quem acabe com eles, que esteja transbordando dos limites do STL.

Mesmo assim, Asuna fechou os olhos com força, respirou fundo e continuou com sua ação, se livrando de toda sensação que pudesse fazê-la vacilar.

Suas prioridades já haviam sido decididas anos atrás.

Por Kirito, Kirigaya Kazuto, ela cometeria qualquer pecado e aceitaria de bom grado qualquer castigo.

Depois de muito tempo, sua descida estava finalmente terminando, algo que lhe parecia uma eternidade.

Finalmente a ponta de suas botas branco perolado tocaram a terra negra.

Ela estava em uma zona arborizada com vegetação nodosa retorcida. Não havia luz da lua, somente o brilho opaco avermelhado das estrelas marcavam os céus.

Asuna ignorou totalmente a dor em sua cabeça e endireitou-se para analisar melhor a situação.

Ao lado de seus pés, um buraco incrivelmente escuro estava aberto, o local onde tinha jogado um homem parecido com os outros cavaleiros de armaduras do Dark Territory. Seria bastante perigoso deixá-lo livre, pois ainda não tinha tido tempo suficiente para se acostumar com seus poderes para ser capaz de manipulá-los de maneira segura.

Escutou imediatamente o relincho de um cavalo nas proximidades. Olhando para a direção do som, percebeu a presença de várias carruagens camufladas por entre os arbustos.

Onde… onde está Kirito?

E justo quando Asuna estava prestes a entrar em desespero e começar a gritar por seu nome, uma voz trêmula a chamou.

“S-Senhora… Stacia…!?”

Ela girou a cabeça e viu duas meninas apoiadas uma na outra, tentando manter-se em pé. Ambas usavam vestimentas parecidas com vestidos ou uniformes escolares femininos do Japão na cor cinza, embaixo de peças de proteção leves, como as típicas de armaduras medievais dos aprendizes.

Seus rostos eram um tanto estranhos. Não tinham traços japoneses, mas também não eram totalmente ocidentais. A pele das duas eram lisas e rosáceas, com a diferença de seus cabelos, sendo a da direita com longos e vermelhos, os quais seus olhos acompanhavam o tom com leve toque ocre, enquanto que a da esquerda predominavam os cabelos e olhos castanhos escuros.

Carregavam desgastadas espadas longas em suas cinturas.

A garota ruiva foi a primeira a começar a falar. Iniciou uma conversação de maneira bem pausada.

“Você… é um Deus…?”

Japonês perfeito, contudo, com uma leve entonação estrangeira.

Ao ouvir isso, Asuna sentiu a mente expandir ao vislumbrar o quanto a história de Underworld havia evoluído de maneira independente nesses mais de trezentos anos sem ter o mundo real como fator externo a influenciar.

Senhor Kikuoka e Senhor Higa, vejam o que vocês criaram!

Para o RATH, esse é somente uma simulação, mas esse mundo e as pessoas que vivem nele estão genuinamente vivos.

“Não… sinto muito… não sou um deus.”

Asuna respondeu enquanto sacudia gentilmente a cabeça.

A garota de cabelos castanhos apertou o braço de sua amiga com força enquanto sussurrava:

“Mas… mas…

Você acabou de fazer um milagre, salvando a minha e a vida de todos. Protegeu-nos desses terríveis soldados do Dark Territory… salvou os guardas, os sacerdotes… e também o senhor Kirito.”

Quando escutou aquele nome, Asuna chegou a perder o fôlego, sentindo uma pontada violenta em seu peito, fazendo o coração disparar.

Por um momento quase perdeu o equilíbrio, até finalmente conseguir colocar o que sentia em palavras, que saíram trêmulas de seus lábios.

“Eu… eu somente… vim aqui para encontrar uma pessoa. Kirito… por favor… digam-me onde ele está! Deixem-me vê-lo…! Onde posso encontrá-lo? Vocês podem me levar até onde está?”

Contendo suas lágrimas, Asuna suplicou.

As duas garotas ficaram completamente estupefatas ao ver a cena. Passaram alguns instantes até que trocaram olhares silenciosos e por fim assentiram.

“Tudo bem, venha por aqui!”

As duas espadachins com uniformes escolares e armaduras leves formaram um pequeno corredor enquanto mantinham o olhar sobre Asuna, que caminhou entre elas enquanto mostravam o caminho.

As amigas a levaram até a traseira de uma das carruagens. Uma grossa cortina servia tanto de teto quanto de porta, dando uma pseudoproteção do interior.

“O senhor Kirito está aqu-…!!”

Sem esperar a frase da garota ruiva terminar, Asuna escancarou as cortinas com ambas as mãos e saltou para dentro do veículo. Foi tão rápido que acabou tropeçando durante a ação.

Sacudindo, presa à estrutura do teto da carruagem, uma pequena lamparina jogava uma luz tênue sobre caixas, pilhas de madeira e alguns barris.

Sem dar importância para nada, Asuna deslizou por entre esses objetos, indo diretamente para o fundo da carruagem.

Repentinamente, um aroma nostálgico a alcançou, tão cálido quando o sol, tão refrescante quando uma brisa de verão que sopra nos bosques.

A luz prateada refletiu nos olhos de Asuna, os quais se ajustaram finalmente ao ambiente.

Estava diante de uma tosca cadeira de rodas feita de uma mescla de pedaços de madeira e metal.

E sobre a cadeira, uma figura vestida de negro, sentada de maneira desanimada, com seu corpo frouxo, quase como um boneco.

“GH…!!”

Assolada por um turbilhão de emoções, Asuna ficou sem palavras. Ainda que tivesse previsto uma gama imensa de cenários possíveis de como poderia encontrá-lo, nada a tinha preparado para aquilo. As palavras trancaram em teimavam em não deixar sua garganta.

Agora, deitado no STL número quatro do Ocean Turtle no mundo real, estava a pessoa que mais amava nesse mundo, em sua forma humana.

E ali, ferido e maltratado estava sua fragmentada alma, porém, certamente ainda seguia com vida.

Certo que quando Kirito me encontrou em coma aquela vez no Hospital de Tokorozawa, presa dentro de SAO, ele deve ter sofrido o mesmo tipo de dor. Contudo, sua determinação jamais se abalou.

Desta vez será meu turno. Definitivamente te salvarei sem me importar o que pode custar!

Respirando suavemente, deixando para trás qualquer sentimento ruim, Asuna sussurrou:

“…Kirito!”

Seu surrado corpo estava sem o braço direito, abraçado a duas espadas, uma negra e uma branca e que ao ouvir a voz de Asuna, o braço esquerdo começou a tremer.

Seu rosto fitava o nada direcionado baixo e seus olhos estavam vazios. Mas assim como o braço, ambos apresentaram pequenos espasmos.

“A-…ah…!”

Uma voz arranhada, rouca escapou de seus lábios ressecados e partidos.

“Ah….Aaaaa… Aahhh…!!…”

CLACK! CLACK! CLACK!!

A cadeira de rodas começou a sacudir. Seu braço esquerdo se endureceu e os tendões em seu pescoço ficaram aparentes.

Duas linhas de lágrimas surgiram em seu rosto inclinado, caindo nas bainhas das espadas que carregava.

“Kirito….!! Está bem, está tudo bem!!”

Asuna gritou enquanto se ajoelhava e gentilmente, porém, com vigor, abraçava seu amado.

De seus olhos, também sentiu um líquido quente brotando sem parar.

 

Ao encontrá-lo finalmente, a alma de Kirito irá se curar e sua consciência retornará…

Seria uma mentira se dissesse que não esperava que isso acontecesse.

Contudo, Asuna sabia que o dano infligido ao Fluctlight de Kirito era profundo. O núcleo de sua alma, sua autoimagem, tinha sido destruído.

Enquanto não o reconstruíssem de alguma forma, não importariam a qual estímulo ele fosse exposto, não poderia articular nenhum tipo de resposta adequada.

A voz de Higa veio à sua mente:

…- Parece que haviam várias pessoas o ajudando, que eram em sua totalidade, Fluctlights Artificiais, mas ao passo disso… eram todos seus amigos.

Muitos deles morreram nessa guerra que travou contra a igreja e como resultado, sofreu e se autocondenou de forma implacável e sistemática no momento em que abriu o console de comunicação.

Explicando de outra maneira, a cada passo que ele dava para tentar falar conosco, atacava e danificava seu próprio Fluctlight.

A desolação, remorso e desespero abriram um buraco sem fundo no coração de Kirito.

Porém, mesmo que esse buraco seja de um vazio infinito, irei preenchê-lo. Se não conseguir por minhas próprias forças, pegarei emprestado de todas as pessoas que conectaram seus corações contigo. Não existe nenhuma perda que não seja reparada com o amor.”

Sword Art Online Alicization Underworld - Exploding - Asuna e Kirito - Vol16

Asuna sentiu sua determinação aumentar, não deixaria que Kirito sentisse nenhuma tristeza novamente, definitivamente não permitiria.

Protegerei esse mundo que Kirito amou e viveu todos esses anos. O protegerei de seus invasores… e também do RATH!

Depois de abraçá-lo fortemente mais uma vez, colocou-se de pé.

Ao girar para trás com as lágrimas ainda rolando de seu rosto, sorriu para as duas garotas que a observavam.

“Muito obrigada. Vocês conseguiram proteger Kirito dando tudo de si, não é?”

A menina de cabelos castanhos assentiu de maneira muito polida e respondeu com a voz embargada de emoção.

“Me desculpe, mas… quem é você? Já que não é a Deusa Stacia… será que poderia nos dizer seu nome, por favor?”

“Me chamo Asuna. Sou uma humana como você e Kirito e venho do mundo exterior… com o mesmo propósito que ele.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OLÁ PESSOAS!

MAIS UM CAPÍTULO MAIS DO QUE ESPECIAL.

FIZ O QUE PUDE PARA TRAZER O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL POIS NEM EU AGUENTAVA MAIS ESPERAR A DONA ASUNA CHEGAR.

ENFIM, O QUE DEMOROU MAIS FOI FAZER A IMAGEM. TENHO UM BANCO CONSIDERÁVEL DE IMAGENS DA LN E ESSA DO CAPÍTULO EM ESPECIAL ESTAVA EM UM NÍVEL TENEBROSO.

PROCUREI COM O SENHOR RIKU SEMPAI, O RUSSO QUE SEMPRE ME SALVA E O DESGRAMADO NÃO TINHA FEITO, ENTÃO, COLOQUEI A MÃO NA MASSA. 

DESSA VEZ TENTEI USAR UMA PALETA DE CORES DIFERENTE (na verdade copiei a do Riku hehe), MAS ENTÃO, O CARA É MEGA FODA QUANDO O ASSUNTO É COLORIR, ENQUANTO EU APENAS FAÇO GAMBIARRA. EM TODO O CASO, TENTEI AQUI E ALI E SAIU O QUE VOCÊS ESTÃO VENDO, UM NADA COM QUALQUER COISA, MAS É O QUE A CASA OFERECE.

FALANDO EM IMAGEM, A GALERIA DO SITE ESTÁ DEPOIS DA ATRASADA, TENTAREI COLOCAR NO AR O QUANTO ANTES DURANTE MINHAS FÉRIAS, ASSIM COMO O GLOSSÁRIO QUE RECEBI UMA SUPER AJUDA E MESMO ASSIM NÃO ATUALIZEI.

MAS CHEGA DE PAPO, BORA COMENTAR O QUE ACONTECEU AQUI E NÃO FOI POUCA COISA.

 

 

E ENFIM CHEGA A HORA DA PELEIA. ME ADMIROU A DONA RONYE, TODA QUIETINHA E CONTIDA CONSEGUIR SEGURAR, MESMO POR POUCO TEMPO, UM PK FDP SEM TREMER OU SAIR CORRENDO. KIRITOSO TEM MAIS É QUE FICAR ORGULHOSO DE SUA APRENDIZ, EU ESTOU E VOCÊS?

O RENRI… BEM… PQP… DE ONDE SE ESPERA É QUE NÃO VEM NADA MESMO… PRÓÓÓXIMO!!

E MEU PERSONAGEM PREFERIDO NESSA PARTE, O KNIGHT COMMANDER BERCOULÃO “MOTHAFUCKA“. O CARA IA CAIR NA PORRADA COM A PRINCIPAL FORÇA DO DARK TERRITORY NA MAIOR, COMO QUEM DIZ, “PUTZ! VAI CHOVER…”, QUE HOMÃO DA PORRA. MESMO NÃO ACONTECENDO, ME EMPOLGUEI, PONTO PARA TIOZÃO.

E AÍ CHEGOU O MOMENTO EM QUE TODOS QUERIAM, DONA ASUNA STACIA DA SILVA DESCENDO DOS CÉUS TINGIDO DE RUBRO E MITANDO DE UMA MANEIRA INACREDITÁVEL.

EM SEGUNDOS COLOCOU UM IMPASSE NA GUERRA COM LITERALMENTE UM MOVER DE DEDOS.

MANIPULOU A FÍSICA DO MUNDO, ABRINDO UM ROMBO A LÁ GRAND-CANYON-ULTRA-BOMBADO-SEM-FUNDO AO NORTE E DANDO UMA DESCARGA VIRTUAL NO LIXO AO SUL, INCLUSIVE, LEVANDO O SENHOR VASSAGO NESSA.

ACHEI MUITO BOM O RECURSO LITERÁRIO PARA LIMITAR O USO DOS PODERES DA ASUNA, FAZER COM QUE ELA TENHA ACESSO A TODOS OS DADOS DO AMBIENTE, TANTO FÍSICO QUANTO TEMPORAL, PARA PODER MANIPULAR QUALQUER COISA, PORÉM, AO CUSTO DE UM QUASE AVC. SENHOR REKI, FICA AQUI MEU MUITO OBRIGADO!!

E DEPOIS DESSA MITAGEM SEM PRECEDENTES, FICAMOS APRESENTADO PARA NOVA FUNÇÃO DE TIEZÉ NA HISTÓRIA, SER A VOZ DE TIEZÉ. ELA NITIDAMENTE ESTAVA ALI SÓ PARA NÃO APOSENTAR A RUIVINHA (EU MATARIA ELA NA HISTÓRIA SEM PENSAR DUAS VEZES, EMBORA TENHA UMA QUEDA DO DÉCIMO QUINTO ANDAR POR RUIVAS) .

E FALANDO EM QUEDAS, FINALMENTE O HERÓI CAÍDO VOLTA PARA OS BRAÇOS DE SUA AMADA.

O CARA MESMO SENDO APALPADO DE TODAS AS FORMAS PELA DONA ‘LOIRALICE’, MAL SE MOVIA, MAS BASTOU UMA PALAVRA DA ASUNA E PRONTO, O KIRIDÃO SE ALTEROU, NÃO TEM PARA NINGUÉM, É AMOR, CASO ENCERRADO !!

CONTUDO, É AGORA QUE AS COISAS IRÃO SE COMPLICAR, MAS ISSO FICA PARA OUTRO CAPÍTULO QUE LOGO, LOGO TRAREI.

 

EM TEMPO:

NOVAMENTE SOBRE O ANIME, ESPERO MUITA CARGA EMOCIONAL DESSAS CENAS. AO COLORIR A IMAGEM NÃO CONSEGUIA DEIXAR DE PENSAR EM COMO SERÁ. ANSIOSIDADE MAIS DE 8 MIL.

FORTE ABRAÇO PESSOAS E DESCULPE O TEXTÃO, MAS NÃO TINHA OUTRA FORMA, FOI MUITO EMPOLGANTE!

 

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A musiquinha ainda é de fonte qualquer, mas achei muito boa e perfeita para o momento, empolgante, profunda e também com um toque de tristeza e ao mesmo tempo nostálgica, algo que combinou ao meu ver com o capítulo. Fiquem então com essa apresentação musical