Sword Art Online Alicization – Exploding – Capítulo 18 – Parte 3

Arco: Sword Art Online Alicization Underword – Exploding
Capítulo 18

Sword Art Online Alicization Underworld - Exploding - Alice

Parte 3

Na retaguarda do segundo batalhão do exército do Dark Territory, posicionado aproximadamente a quinhentos mels do vale onde continuavam as ferozes batalhas, uma mulher alta com um vestido revelador estava no segundo piso da carruagem de quatro rodas.

O veículo de guerra em forma de dragão da terra possuía um interior incrivelmente luxuoso e pertencia ao senhor da escuridão, o Imperador Vector.

A mulher era uma dos Dez Lordes do conselho, líder da guilda dos usuários de Dark Arts, D.I.L.

A feiticeira mensageira vestida de negro permanecia ao seu lado enquanto reportava a situação à sua mestra em voz baixa.

“O senhores Sigrosig, Shibori e Kosogi acabam de morrer em batalha.”

Os lábios de D. se curvaram em reprovação.

“Eeh! Mas que bando de inúteis… entretanto, creio que esse era o limite até onde suas pobres existências podiam chegar, aqueles estúpidos meio humanos.”

Passou a mão e olhou o colar sobre seus volumosos seios. Possuía doze pedras preciosas dispostas em um círculo prateado. Era um precioso instrumento divino que dizia tempo por meio de diferenciações em suas cores. A pedra das seis horas tinha um brilho alaranjado enquanto que a pedra correspondente das sete ainda permanecia escura. Em outras palavras, tinham se passado aproximadamente vinte minutos desde que a batalha começara.

“Conseguiu as localizações dos Integrity Knights?”

Perguntou sem tentar ocultar sua irritação enquanto a mensageira recitou uma curta arte e aguardou que as outras feiticeiras infiltradas em campo respondessem.

“Temos contato visual com três nas fileiras da frente e no segundo pelotão mais dois, mas ainda temos que confirmar esses últimos.”

“Somente cinco? Será que são somente esses…? Bem, de qualquer forma, devemos nos assegurar de matá-los…”

D. falou de maneira sussurrada mais para si do que para sua comandada enquanto demonstrava um comportamento irritadiço, totalmente fora daquela imagem que montou para o imperador.

Depois de pensar um pouco, deu sua breve ordem:

“Que seja, liberte os subordinates… Os comandos que devem usar são:…”

Estreitando os olhos, ela avaliou a distância até o Grande Portal que caíra e a frente de guerra pouco mais adiante antes de continuar a falar.

“…’Voar setecentos mels’, ‘Mergulhar dos céus’, ‘Aniquilar tudo’.”

“Mas com isso…, creio que vão acabar aniquilando também com a frente dos meio humanos…”

“Isso não me importa.”

Disse de maneira desinteressada.

A mensageira igualmente não demonstrou nenhuma emoção, apenas assentiu com a cabeça dizendo ‘-Entendido!’ e prosseguiu falando.

“Quantos devemos enviar? Temos no momento oitocentos incubados e prontos para o uso.”

“Humm… vejamos…”

D. pensou por um bom tempo.

Para ela, os subordinates, os quais necessitam de muitos recursos e tempo para serem produzidos, eram mais importantes do que os goblins se fosse comparar seu potencial bélico.

Embora quisesse agir com certa prudência até onde fosse possível, acreditava que o Imperador ficaria extremamente aborrecido com ela caso falhasse, afinal, fora ideia dela em aniquilar a força principal do inimigo por meio de uma leva de ataque físico seguido de uma onda de artes ofensivas.

Desse modo…

“Oitocentos, mande todos!”

Um sorriso cruel surgiu em seus lábios ao transmitir a ordem.

D. ocultava uma ambição. Assim que conseguisse essa vitória, obtendo a tal sacerdotisa da luz, tensionava em assumir a posição do Imperador, o Deus da Escuridão Vector, quando este fosse embora do mundo terreno. Seria a governante absoluta de todo Underworld.

Depois de tomar o trono para si, poderia criar dezenas de milhares de subordinates se assim desejasse.

Seu maior obstáculo, o Dark General Shasta, já havia morrido e os únicos com poderes suficientes para fazer frente a ela, se interessavam mais em dinheiro ou apenas no prazer de batalhar, como o caso dos membros da guilda dos lutadores, do que governar.

Podia sentir no ar o gosto doce de sua ambição se tornando cada vez mais concreto e iminente.

Ela iria subjugar todo o mundo, uma façanha que nem a Alto Ministro, a Administrator, metade divina e metade humana conseguiu. Colocaria as mãos na mítica arte da vida eterna que deveria estar dentro da fortaleza principal da Igreja Axiom, conforme suas informantes haviam dito.

Juventude perpétua e imortalidade. Beleza infinita e imutável.

Chegou a sentir uma onda de prazer percorrer suas costas enquanto sua língua tocava os lábios carnudos tingidos de azul.

Então, a ordem dada à mensageira logo se espalhou pelos membros da guilda dos usuários de Dark Arts que estavam nas linhas de frente.

Em questão de instantes, os golens negros, manifestações máximas dos poderes da escuridão, começaram seu voo como um único e massivo corpo.

Enquanto as luzes das tochas brilhavam sobre suas lustrosas peles, os oitocentos subordinates se elevaram aos céus exatamente como tinham sido ordenados.

***

Chegaram!

Um grande sorriso surgiu nos lábios do comandante Bercouli que havia estado parado quase como uma estátua desde o momento em que a batalha tinha começado.

Sentiu que muitos soldados voadores que alcançaram o perímetro do Armamento Full Control Art mantinham-se nos céus sob a grande porta caída.

Entretanto, não eram dragões voadores carregando Dark Knights em suas costas. Pareciam os tais subordinates, frios como lodo e carentes de almas, de que havia sido alertado.

Apesar de já estarem dentro de seu raio de ação, ainda era muito cedo para ativar sua arte. Queria atraí-los um pouco mais, até que as chances de escaparem se tornassem nulas, podendo dessa forma engolir a todos em seu espaço mortal.

Os sentidos brutalmente afiados de Bercouli também haviam captado as duras batalhas que Fanatio e Deusobert tinham travado, assim como o despertar de Renri, que tinha inicialmente fugido.

Com os três generais da vanguarda do exército invasor derrotados. Não se preocupou com a vantagem de terreno que tinha perdido na zona de batalha devido ao avanço inimigo.

Estava ciente de que o sétimo cavaleiro sagrado do alto escalão que está esperando nos céus estava frustrando toda a tentativa de ativação de artes de logo alcance, esgotando até a última gota de energia espacial do vale, dando condições do segundo batalhão do exército de defesa de enfrentar a força principal do inimigo, a Ordem dos Dark Knights e a Guilda dos Lutadores em parâmetros mais equilibrados.

Bercouli tinha previsto que seu papel nessa guerra se daria logo após esses eventos.

Infelizmente, ele não lutaria com seu principal rival de anos, o Dark General Shasta.

Já tinha sentido a ausência de sua força nas fileiras da unidade mais importante do inimigo. Seu imenso espírito lhe deu adeus há alguns dias, provavelmente travando sua última batalha. Esperava, no entanto, que o grande mestre espadachim tenha encontrado seu fim de maneira digna.

Como Integrity Knight mais antigo, tendo vivido praticamente mais anos do que podia se lembrar, Bercouli já não lamentava pelas criaturas que estavam limitadas pelo marcador de Vida. Seu desapego por esse status tinha atingido um nível praticamente nulo.

Contudo, a morte de Shasta, o qual esperava que fosse capaz de conseguir uma reconciliação entre o Dark Territory e o Mundo Humano sem derramamento de sangue, o deixou um tanto inquieto.

Levando em conta as coisas como estavam, só restava ter que cortar caminho e encontrar-se com quem tinha derrotado Shasta. Desse ser que ele apenas sentia a emissão de um estranho vazio gélido.

Encontraria o desconhecido comandante supremo inimigo, que liderava o ataque do exército do Dark Territory nesse momento, e de alguma maneira, acabaria com sua vida com as próprias mãos para vingar a morte de seu rival.

Ou talvez, seria nesse momento em que sua existência terminaria, o que chegasse primeiro. Foi o que Bercouli pensou.

Chegava a ser um pouco engraçado. Pois mesmo diante desse panorama, já não sentia nenhum apego a sua vida, igualmente com a vida de qualquer um.

Se o destino estiver lhe reservando a morte, que assim fosse, simples assim.

Nesse instante, o comandante lembrou-se daquela admirável incarnation liberada pelo Integrity Knight de baixo escalão que salvou Fanatio e sentiu um pouco de inveja.

O sentimento de preservação da vida de suas pessoa mais importante o imbuiu de um poder incrível em seus momentos finais.

Porém, naturalmente não era momento para pensar nisso, pois…

A área que havia delimitado nos céus finalmente tinha comportado até o último grupo de subordinates que continuavam avançando para seu interior prontos para iniciarem o seu ataque.

Os olhos de Bercouli finalmente se abriram enquanto agitava gentilmente sua amada Time Piercing Sword, que estava cravada no solo até este momento.

“Corte!”

Ele golpeou o vazio do ar com sua lâmina desembainhada dizendo essa simples palavra.

Após isso, incontáveis raios luminosos de luz branca se uniram enquanto traçavam uma malha tridimensional nos céus.

O que se seguiu foi uma enorme cacofonia bizarra de gritos e urros de agonia e na sequência, uma chuva negra de pedaços disformes desabando pesadamente como uma cascata horrenda sobre as cabeças dos meio humanos inimigos no campo de batalha.

O veneno contido no sangue das criaturas aladas conhecidas como subordinates foi o estopim para estimular o caos entre as forças da escuridão que haviam ficado sem seus generais.

***

Calafrios percorreram o corpo de D. enquanto escutava a voz sobressaltada de sua mensageira que não tinha demonstrado nenhuma emoção até o momento falando com suas companheiras através das artes de comunicação.

Seus temores se concretizaram segundos depois.

“Lamentavelmente, Sua Excelência… parece que todos os oitocentos subordinates que enviamos… foram completamente destruídos antes mesmo de iniciarem os ataques.”

“Com-…!!!???”

Engasgou.

O próximo som a ser ouvido foi o estilhaçar da taça de cristal ao colidir com o chão da carruagem.

“Como isso foi possível!? Nunca soube de nenhuma força, técnica ou arte do inimigo capaz de tal ato!”

Para começo de conversa, a ideia de ter oitocentos subordinates massacrados instantaneamente com uma arte era praticamente impossível. Pois partindo do princípio que os corpos das criaturas eram compostos basicamente de argila, sua resistência contra artes térmicas, como pirotecnia e criogenia era muito alta. Cortá-los com lâminas bem afiadas seria mais efetivo, contudo, as espadas das unidades de infantaria inimiga jamais poderiam alcançá-los nos céus.

“Eles liberaram seus dragões voadores?”

D. perguntou, colocando para fora toda fúria contida enquanto sua mensageira se encolhia para responder de cabeça baixa.

“Foi a primeira coisa que fizemos. Confirmamos que nenhum dragão voador deixou o solo.”

“Isso quer dizer que… esses malditos Integrity Knights usaram seu trunfo…? O Armament Full Control Art? Se foi isso, então…”

Apertou os dentes até rangerem e não completou a frase.

Como o Dark General Shasta, D. também vinha tentando recolher informações sobre esse tipo de artes que os Integrity Knight utilizavam. Contudo, faltavam muitos dados, já era quase impossível presenciá-las e continuar vivo.

E mesmo agora, com uma manifestação nessa escala… não tinha nada com que trabalhar.

Só o que podia cogitar é que se dava através da sinergia entre o instrumento divino e a força do próprio cavaleiro.

“Para usar suas armas dessa maneira, manifestando algo tão poderoso, com toda a certeza o preço cobrado é muito alto, provavelmente consumindo uma boa parcela de sua Vida. Acredito que uma utilização contínua deve…”

E no momento em que sussurrou isso, sua mente acelerou se enchendo de ideias.

Diversos reportes das linhas de frente começaram a chegar e a mensageira os filtrou e assim que tomou ciência de tudo, ergueu sua cabeça e comunicou algo para sua mestra com sua voz retomando a força usual.

“Sua Excelência, conseguimos rastrear a posição de todos os Integrity Knights em campo. Temos o total de cinco objetivos em vista.”

“Muito bem…”

Assentindo levemente com a cabeça, continuou pensativa.

O elemento mais incerto a se utilizar era enviar a segunda leva de combate, contando com a força física principal do exército escuro, isto é, a Ordem dos Dark Knights e a Guilda dos Lutadores com o intuito de debilitar ainda mais o Armament Full Control Art do inimigo.

A outra opção seria convocar seu trunfo, a Guilda dos Usuários de Dark Arts e acabar com tudo com um único golpe.

Para D., estar em alerta sempre fora sua principal marca. Gostava de elaborar cuidadosamente seus planos a fim de eliminar qualquer obstáculo que pudesse comprometer seus objetivos em execução.

Porém, a perda inesperada de seus oitocentos subordinates, dizimados em um único instante, instaurou inconscientemente um sentido de urgência e inquietude em seu coração.

Finalmente após mais alguns instantes de raciocínio, D. encheu outra taça de vinho e disse para si mesma mentalmente:

Está tudo bem, mesmo com esses contratempos, o plano original corre perfeitamente. Este é somente o primeiro passo para minha glória.

Erguendo a taça ao ar em um brinde com um parceiro inexistente, D.I.L. ordenou resoluta:

“Mova todos os esquadrões de arqueiros dos orcs e também a nossa guilda dos usuários de Dark Arts! Assim que chegarem na boca de entrada do vale, comecem a recitar de maneira conjunta a magia de área, Wide-area Incineration Projectiles!!”

***

“Kururururu…!”

O som gultural, porém, um tanto desolado foi produzido pela garganta do dragão voador Amayori. Talvez como forma de animar sua mestra.

A Integrity Knight Alice forçou-se a dar um sorriso suave enquanto sussurrava.

“Estou bem, não precisa se preocupar! ”

Contudo, ‘bem’ era justamente o que ela não estava. Sua visão estava turva e a respiração muito errática conforme a sensação congelante parecia tomar todo seu corpo começando por suas extremidades.

Não seria nada estranho que sua consciência acabasse falhando a qualquer momento.

Podia sentir os efeitos da enorme arte comprimida prestes a explodir. Desde o instante em que começou a proferir todas as linhas de comando, pareceu terem se passado anos.

Tinha alcançado rapidamente um nível de esgotamento jamais sentido antes desde que a batalha se iniciou.

Entretanto, essa sensação não se devia à preparação da arte em si. Na verdade, tinha a ver com a fonte da energia sagrada que alimentava o feitiço, ou seja, as incontáveis mortes que estavam ocorrendo.

Cavaleiros, guardas, sacerdotes, goblins, orcs e gigantes. O horror, a pena e o desespero que cada existência encontrava no momento em que desapareciam atormentavam a consciência de Alice ininterruptamente e de maneira implacável.

O seu eu, a Alice guerreira anterior, jamais tinha parado para pensar sobre a vida e a morte das pessoas que viviam no Mundo Humano e muito menos dos habitantes do Dark Territory.

Contudo, ela havia mudado completamente desde que deixou tudo para trás e fora viver em Rulid nesses últimos meses. Graças a isso, foi capaz de entender o quão preciosa cada existência era. Aprendeu o valor daquelas pessoas tão honestas e modestas que viviam naquele pequenino vilarejo.

Os reconheceu como algo digno de proteção. Porém, essa não era a razão que a levava pensar o mesmo das criaturas que habitavam o Dark Territory.

Na realidade, ela havia aniquilado o grupo de goblins e orcs que atacaram Rulid há meros dez dias atrás sem ao menos pestanejar.

As forças inimigas eram constituídas de existências totalmente desprovidas de piedade, não passavam de obstáculos a serem destruídos sem misericórdia.

Havia aceitado inclusive a terrível tarefa que Bercouli lhe repassou com esse pensamento, mas…

Como isso pode ser possível…!!??

As energias sagradas originadas das vidas dos soldados caídos de ambos os exércitos no campo de batalha abaixo de seus pés eram exatamente da mesma natureza. Tanto os do lado humano quanto dos meio humanos, eram indistinguivelmente iguais.

Assim que caíam, ficavam virtualmente impossível dizer quem era quem.

Ter que pensar sobre a razão daquilo jogou a mente de Alice em um grande caos.

O que aconteceria se os habitantes do Mundo Humano e dos monstros que viviam nas terras da escuridão possuíssem efetivamente o mesmo tipo de alma, que a única coisa a qual eram distintos era o fato de viverem separados cada um do lado oposto da cordilheira?

Se isso fosse verdade, porque motivo estavam lutando?

Kirito, gostaria que você estivesse aqui agora…”

Pensou que certamente ele teria encontrado outra maneira de encarar isso, pois sua mente sempre trabalhou de modo diferente dos demais.

Queria continuar a rever os seus sentimentos, porém, não podia perder o foco da arte nesse instante tão crucial.

Na reunião do conselho de guerra, pouco antes da batalha começar, Alice expressou suas dúvidas à vice comandante Fanatio se tinham realmente uma pessoa que seria responsável por executar uma arte em uma escala tão gigantesca na entrada do vale.

Eis que Fanatio a olhou diretamente e respondeu:

“-Sim, temos e é você. Alice Synthesis Thirty!

Talvez não tenha notado ainda, mas sua força atual já excede a de todos os Integrity Knights. Em seu estado… poderá usar o verdadeiro poder dos deuses, dividindo os céus e rompendo a terra.”

Naquela hora, achou que estavam exigindo demais de si. Mas ao mesmo tempo, sentiu que realmente deveria cumprir esse papel, mesmo que significasse sacrificar sua vida no processo.

Entendeu que essa era sua responsabilidade por ter apontado sua espada para a Alto Ministro, ato que alterou drasticamente a estrutura do regime da Igreja Axiom.

Nesse instante, Alice esvaziou sua mente, focando somente em reunir a energia sagrada liberada pelas incontáveis mortes lá embaixo e convertê-la em combustível para a arte.

Contudo, Alice sentiu seu coração ficar tenso e não tinha nada a ver com os gritos que vinham sem parar do vale.

Morrer.

Mortos.

Pais, irmãos, crianças…

…Rápido!

Alice sussurrou em seu coração.

Ela desejou que tudo terminasse o mais rápido possível e nem um segundo depois. Queria que chegasse logo ao fim dessa tragédia, fazendo com que as luzes que agora se apagam nesse horrível cenário, sejam superadas muitas vezes mais em números de novas vidas…

***

O caos ao que foram jogadas as forças dos exércitos de meio humanos da primeira unidade dos invasores, os goblins das montanhas, das planícies e os gigantes, os deixaram a ponto de iniciarem uma fuga desordenada como uma manada desesperada a procura de salvação.

Seus três líderes haviam caído mortos em batalha. Em outras palavras, os cavaleiros do exército humano eram claramente mais fortes do que qualquer iniciativa deles.

‘O forte governa’ – , essa era a única máxima gravada em suas almas. A lei suprema que morava no interior de cada um dos habitantes do Dark Territory.

Se esta guerra ficasse somente a cargo dos meio humanos, seus soldados já teriam se rendido no instante em que seus chefes caíram derrotados.

Contudo, o que impediu que isso acontecesse foi a incrível presença do deus da escuridão, o Imperador Vector, que havia surgido novamente naquela terra.

Era o ser mais forte que já conheceram, indiscutivelmente superior a todos os dez lordes. E mesmo não tendo conhecimento da força total de seus inimigos, os Integrity Knights, a sensação de poder que emanava daquela existência conhecida como deus, era quase inebriante.

Como que guiados, açoitados por um chicote invisível de um mestre autoritário, de alguma forma foram se acalmando e voltando ao ataque, mesmo que sem nenhum plano concreto.

Ficaram avançando a esmo, balançando suas armas como ondas raivosas sem foco para cima do exército de defesa.

Lançando mão dos preciosos minutos ganhos com aquele combate desesperado, a carta na manga do Dark Territory, sua força militar de ataque à distância, constituída por arqueiros da raça dos orgos e a guilda dos usuários de Dark Arts sob o comando de D., avançaram para a entrada do vale, próximo do local onde ficava o grande portal.

O plano era que a unidade dos orgros, com seus três mil arqueiros, apontassem suas enormes balestras no centro, enquanto que os feiticeiros, também somando três mil, entoassem suas artes ofensivas nos flancos e na retaguarda do pelotão.

Quem tinha assumido o comando geral dessa tarefa não fora o líder dos ogros, Fulgrr, e sim a assistente que servia como braço direito de D.I.L.

A mulher escutou atentamente as ordens que lhe foram entregue dos postos de suporte na retaguarda, assentiu para a mensageira e após girar para os soltados, gritou:

“Unidade dos ogros preparem suas balestras!

Unidade das Dark Arts, comecem os comandos para a Wide-area Incineration Projectiles!

Enquanto vocês, unidade de observação, comecem a entoar a arte de marcação das coordenadas para o lugar onde estão os Integrity Knights!”

As flechas incinerantes resultantes da arte ofensiva que estavam fazendo tinha sido uma criação de D.I.L. com poder total de aniquilação. Ela convertia toda a energia escura espacial que se criava nos campos de batalhas em elementos térmicos concentrados, conseguindo gerar projéteis passíveis de serem lançados, como no caso, combinados às flechas dos ogros.

Seu poder de explosão em área seria completamente utilizado para causar o dano, pois sendo colocados nas flechas dos ogros, nenhum recurso seria gasto para propiciar a viagem pelo ar como normalmente acontecia, sendo desnecessário transmutar a forma do ataque em pássaros ou até mesmo em flechas flamejantes.

Dado a isso, seu efeito ao explodir era algo que superava em muito quaisquer das expectativas relativas aos ataques térmicos normais.

Era a arte ofensiva mais poderosa da história. Sendo somente possível por causa da aparição do Imperador Vector, ausente desde a Era de Sangue e Ferro.

Além disso, D. havia preparado um cauteloso plano paralelo para utilizar suas feiticeiras mais talentosas com as artes de elementos aéreos para servirem de observadoras, ao mesmo tempo que criavam diversos ‘tuneis de vento’ para funcionar como combustível para o fogo das flechas que seriam concentradas sobre as forças principais do exército inimigo, ou em outras palavras, sobre as cabeças dos Integrity Knights.

Se todas as flechas fossem lançadas em um único ponto do solo, o poder do ataque seria escalado para uma prioridade extrema, que nem sequer a Alto Ministro, a Administrator poderia se proteger apropriadamente.

Estava sendo posto em prática uma situação que a pequena sábia Cardinal uma vez comentara, ‘a força de muitos derrotando a força de um’.

***

Amayori soltou outro grunhido.

Porém, dessa vez foi em um tom incomodado que começou baixo e terminou quase como um rugido.

Alice reuniu toda sua vontade para regressar à consciência que estava a ponto de se desfazer e olhou para o horizonte.

Chegaram!

Novas tropas se aproximavam em um avanço ritmado, com ímpeto muito maior do que as forças dos meio humanos que estiveram batalhando até o momento contra o exército de defesa.

Contudo, ela não conseguia ver nenhum brilho de armadura. Provavelmente era a unidade de ataque à distância, a Guilda dos Usuários de Dark Arts.

Eram o grupo ao qual deixava o comandante Bercouli mais preocupado, pois eles tinham poderes destrutivos suficientemente forte para conseguir eliminar o Exército de Defesa do Mundo Humano com somente um ataque.

Entretanto, o mesmo poderia se dizer da Integrity Knight Alice.

A mulher cavaleiro estava recitando os comandos de uma arte de grande escala.

Tal arte foi projetada com base nas informações da batalha entre a vice comandante Fanatio e Kirito, onde foi constatado uma nova maneira de criar um ataque poderoso e focado, que veio a ser chamado de Reflected Light Amplification Art.

Com a massa de energia sagrada originada das incontáveis vidas perdidas no conflito, reunidas em um único ponto, Alice alterou a propriedade dos elementos cristalinos e formou uma gigantesca bola de vidro que media três mels de diâmetro.

Após, criou uma grossa película de metal com elementos metálicos que mais tinham propriedades reflexivas e apoiou-a na esfera.

O resultado foi um espelho selado que foi alocado no espaço entre as asas de Amayori e suas costas, ela inseriu suas mãos na superfície lisa, extremamente curva e cristalina e as selou com mais elementos luminosos gerados pelo restante da energia constantemente sugada das almas ceifadas no vale abaixo.

Era a síntese da preservação elemental.

Uma técnica básica, porém, absoluta. Quaisquer usuários de artes de alta categoria baseavam suas manipulações com base nesse conceito, sempre fora dessa forma desde os tempos antigos.

Sem fixar constantemente a mente em tudo que é gerado, a enorme gama de elementos, como os térmicos, criogênicos e aéreos sairiam flutuando sem rumo, desvanecendo eventualmente no ar como ventos ora frio e ora quente quando estivessem fora do foco do conjurador.

Simultaneamente e normalmente, havia um limite para o número desses a serem mantidos sob controle e coesos em suas naturezas e estava diretamente ligado com as capacidades físicas do usuário, ou seja: a quantidade de dedos de suas mãos.

O Chefe Chudelkin usava sua constituição única para apoiar-se sobre sua cabeça e assim conseguir fazer uso da planta de seus pés e posteriormente suplantou esse limite de vinte para vinte e três, usando seus olhos e boca como terminações.

Indo mais além, a Alto Ministro, a Administrator, converteu seus cabelos em terminações disponíveis para manipulações dos elementos, podendo exceder facilmente o limite de cem manifestações elementais de diversas naturezas ao mesmo tempo.

Dito isso, Alice não conseguia emular nenhuma dessas técnicas. Para começo de conversa, mesmo se tivesse dez ou cem não bastariam para essa situação. As feiticeiras do Dark Territory, no momento as piores inimigas do Mundo Humano, podiam produzir mais de três mil. Sendo mais exato, na melhor e mais otimista das hipóteses, se utilizarem apenas uma mão, cinco elementos por vez, teria que lidar com quinze mil…

Pensando em uma maneira de burlar essa limitação, Alice chegou à conclusão que a resposta estava em produzi-los e não focar no controle de suas posições.

Partindo desse conceito, a primeira coisa que veio à mente foi gerá-los e depositá-los em um recipiente.

De fato, os elementos em sua natureza padrão são inofensivos, se anulando e desaparecendo ao entrarem em contato com outros materiais que os esfriem ou aqueçam, como no caso dos térmicos e criogênicos.

Para resolver essa questão, Alice levou em consideração o raciocínio que Kirito tinha utilizado quando refletiu a luz de ataque do instrumento divino de Fanatio, a Heaven Piercing Sword, criando um espelho com os elementos térmicos, criogênicos e cristalinos em sua batalha no quinquagésimo andar da Catedral Central.

Se a luz era devolvida imediatamente após tocar um espelho, ela só teria que produzir um completamente selado, em outras palavras, uma esfera.

Com isso, poderia gerar elementos luminosos em seu interior sem se preocupar segurá-los.

Teoricamente falando, podia manter um número infinito dessas luzes enquanto a vida do espelho durasse.

Uma resposta simples com um resultado devastador, o pensamento daquele rapaz estava em um nível apavorante.

***

As balestras esticadas ao limite pelos seus corpulentos arqueiros orgros rangiam enquanto eram apontadas para o céu.

Para acompanhar os disparos das flechas reluzentes prateadas, as três mil feiticeiras levantaram suas mãos enquanto recitavam a frase inicial do encantamento como se fosse uma única pessoa.

SYSTEM CALL!!

O vozerio constituído apenas por mulheres parecia mais um coral solene de mau agouro, um canto que conduz à morte.

Como que intoxicadas, ansiosas por se embebedarem com o imenso poder que estavam prestes a desencadear, recitaram a frase seguinte:

GENERATE TERMICAL ELEMENT!!

Débeis partículas vermelhas iluminaram a ponta de seus dedos finos como galhos desprovidos de folhas de uma árvore ressecada…

Contudo, quase ao mesmo tempo em que surgiram, se extinguiram no ar deixando para trás uma leve fumaça.

A comandante das feiticeiras, que detinha o maior controle das artes ofensivas, parecia não entender o que tinha acabado de acontecer. Seu assombro só não foi maior do que o que teve a seguir ao realizar uma segunda manipulação e nem a faísca avermelhada nas pontas de seus dedos conseguir gerar.

A surpresa foi geral.

Estupefatas, começaram a falar ao mesmo tempo sem saber direito como agir.

“Não podemos criar os elementos térmicos!”

“Não dá para iniciar os comandos da Wide-area Incineration Projectiles!”

Diziam as muitas vozes de suas subordinadas.

A comandante, tentando manter a calma, verificou rapidamente o terreno à volta em busca de alguma causa de pudesse explicar o fenômeno.

Eis que, instantes depois, uma de suas ajudantes próximas falou com a voz vacilante.

“C-Comandante… será que é porque não temos energia espacial suficiente…!?”

“Mas isso é impossível!!!”

Gritou a comandante em choque enquanto apontava para o campo de batalha em frente com a mão esquerda adornadas com vários braceletes e anéis.

“Não consegue escutar os gritos? Não vê que esses humanos e meio humanos estão morrendo como moscas? Onde acha que a energia dessas vidas deveriam estar!??”

Não houve resposta. Os arqueiros ogros, não compreendendo a demora da ativação da arte de ataque, se irritaram e afrouxaram a tensão de suas balestras, informando que não tinham o dia inteiro para ficar esperando por elas.

***

A hora havia chegado.

Alice fechou seus olhos por um momento e rezou.

Ela estava pronta para suportar sozinha o pecado por arrebatar tantas vidas pelo bem de algumas.

A enorme esfera prateada com o incrível diâmetro de três mels aumentou a potência de seu brilho ao máximo.

Retirando suas mãos de dentro do objeto, selou o caminho e desembainhou a espada.

“Floresçam minhas flores! Enhance Armament!!

Ao seu grito, dividiu a lâmina de seu instrumento divino, a Fragrant Olive Sword, em incontáveis orbes.

Após, instruiu sua companheira:

“Amayori, baixe sua cabeça!”

Seguindo a ordem, o dragão voador inclinou-se para frente. A esfera prateada rolou tranquilamente de suas costas, caindo pela ponta de sua cabeça e ganhando o ar.

Sendo cuidadosamente segura pelos orbes dourados de Alice, que a levou até certo ponto, diagonalmente direcionada para baixo.

“Alinhamento… pronto!”

Pegando uma boa parcela de ar, sussurrou:

Burst element!

Um comando extremamente curto e simples para uma arte que tinha um poder tão terrível.

A esfera tinha sido construída com um ponto de sua parede mais fino com um propósito…

Focando a magnífica luz e calor dos incontáveis elementos luminosos que ricocheteavam violentamente sem parar nesse determinado local, logo, a película prateada, o vidro que servia de invólucro, começou a ficar incandescente na parte mais frágil até que…

O mundo recebeu os elementos recém-libertos em forma de uma explosão crepitante.

Fanatio, que estava no solo, ficou estática ao olhar para o céu e ver aquilo que apesar de ser semelhante, era milhares de vezes mais poderoso do que o raio de luz que sua querida espada, a Heaven Piercing Sword, produzia quando ativada com o Armament Full Control Art.

Os guardas e os demais cavaleiros que estavam no campo de batalha simplesmente acreditaram que a massiva energia rasgando os céus só podia ser obra de Solus.

O pilar branco que abriu seu raio em aproximadamente cinco mels, caiu sobre a terra com uma velocidade impossível de calcular, diretamente sobre o campo onde estavam as forças dos meio humanos.

Ao tocar o solo, avançou de maneira tranquila, sem sinal de encontrar barreiras, criando uma enorme coluna de destruição.

Uma sinfonia estrondosa de milhares de sinos soou pelo vale, destroçando tudo que tocava. E juntamente com o som, as ondas de calor e luz que se expandiam, pulverizavam qualquer coisa em seu caminho, engolindo o campo de batalha.

O raio de luz deu lugar a um não menos destrutivo pilar de fogo que elevou-se até o topo da cordilheira, tingindo o céu noturno de um laranja incandescente.

Sword Art Online Alicization Underworld - Exploding - Alice - Vol 16

***

D. riu descontroladamente ao ver as absurdas explosões que soaram tão perto de si, crendo piamente que aquilo era resultado de sua estratégia.

Porém, a onda de calor que se manifestou logo após, atingindo sua carruagem de frente fez desaparecer o sorriso por completo.

O vento carbonizado que se seguiu lhe trouxe uma notícia macabra: os gritos de agonia das unidades de meio humanos e de suas feiticeiras as quais tinha cuidado pessoalmente enquanto pereciam.

Sua mensageira lhe reportou com a voz completamente rouca enquanto D. não conseguia proferir nenhuma palavra.

“Devido à falta desconhecida de… energia escura…, fomos in-.. capazes de ativar a… a… Wide-area Incineration Projectiles… Em seguida, recebemos o ataque em área… de algo que não pudemos identificar a origem… mas que com certeza partiu das forças… inimigas… Estima-se que eliminou noventa por cento das unidades dos meio h-humanos, setenta por cento dos arqueiros ogros e… e… também… quase quarenta por cento das nossas usuárias…”

“Falta desconhecida…!?”

A perplexidade de D. se dava com o motivo da não ativação de sua arte, desprezando tudo mais.

Continuou falando de maneira exasperada.

“Como desconhecida? Isso claramente foi resultado daquela maldita arte que provavelmente absorveu até a última gota de energia espacial do vale!!! Ainda assim… não consigo acreditar que uma algo em tal escala, impossível para mim, tenha sido lançado…!! A desgraçada da Alto Ministro deveria ser a única capaz de criar essa destruição!! Mas se ela já está morta, me diga, quem está por trás disso???”

Apesar da ordem, naturalmente, não obteve resposta.

A cabeça de D. parecia a ponto de explodir.

Como poderia encontrar uma forma de remediar a situação? Ou mais precisamente… como reportaria isso ao Imperador Vector?

Ela, que sempre se orgulhava de ser a pessoa com a mente mais brilhante de todos no Dark Territory, não conseguia fazer nada mais do que respirar de maneira desesperada.

***

Atingida pelo impacto do disparo daquela arte excepcionalmente grande e também por todas as tragédias que dela nasceu, Alice devolveu sua espada para bainha e caiu exaurida sobre as costas de Amayori.

O dragão voador aceitou gentilmente sua mestra antes de começar a traçar espirais descendentes em direção às linhas de frente do Exército de Defesa do Mundo Humano.

A primeira a se aproximar quando o dragão pousou foi a vice comandante Fanatio, estendendo seus braços e agarrando o corpo de Alice que desabava ao chão.

“Essa arte e esse controle da incarnation foram magníficos, Alice.”

Erguendo suas pálpebras com certo esforço diante da voz realmente emocionada de Fanatio, Alice viu o vale com sua superfície ainda ardendo, com as silhuetas dos poucos sobreviventes inimigos fugindo de pavor.

Entretanto, onde antes havia um mar de criaturas, agora nada mais existia. Nenhum cadáver podia ser avistado, somente um campo derretido. Provavelmente todos os atingidos tiveram seus corpos desintegrados pelo raio de luz e os que não foram, certamente carbonizaram com as explosões subsequentes.

Não podia se permitir sentir qualquer orgulho por aquela destruição inominável.

Ainda assim, ovações emergiram como ondas vindas dos guardas que estavam à volta no imediato instante em que ela tocou o chão. Eventualmente, os gritos se tornaram mais forte, se espalhando por todo o campo.

Enquanto escutava algo parecido com uma cantoria de agradecimentos aos Integrity Knights e a Igreja Axiom, Alice finalmente reuniu forças para inflar seus pulmões de ar ao mesmo tempo em que fazia menção de se levantar auxiliada por Fanatio.

A vice comandante lhe devolveu um sorriso cansado enquanto assentia com a cabeça.

“O inimigo está se retirando. Você nos guiou para a vitória.”

Alice respondeu a essas palavras também com um sorriso, para só então endurecer a expressão e falar.

“Minha senhora Fanatio, infelizmente essa guerra está longe do fim. Por favor, temos que evitar que a energia sagrada comece a se depositar novamente no vale dando a chance do inimigo responder com alguma arte. Vamos gastar o que resta desse poder espacial para curar os feridos.”

“Você está certa… eles ainda não mostraram sua principal força em campo, a Ordem dos Dark Knights e a Guilda dos Lutadores. Provavelmente estão ilesos e prontos para o revide.”

A linda comandante de cabelos escuros assentiu e levantou o tom de sua voz, que embora estivesse com um pouco de cansaço, fez de tudo para ocultar.

“Muito bem! Todos que puderem se mover, vão para a retaguarda no segundo pelotão e levem os feridos! Quem for da unidade de suporte, incluindo o pessoal da guarda com conhecimento em artes curativas, tratem dos feridos com tudo que tiverem. A ordem é: gastem tudo que ainda restar de energia espacial e acima de tudo…

NÃO PERCAM OS MOVIMENTOS DO INIMIGO DE VISTA!!”

Suas ordens estritas percorreram por todo o campo de batalha e assim que cessou, todo mundo começou a se mover rapidamente. Logo, a frase inicial para as artes curativas ribombou repetidas vezes por todos os lados.

“Tenho que reportar a situação até Sua Excelência, o Knight Commander. Posso lhe encarregar do posto e da proteção desse lugar?”

Alice concordou e Fanatio lhe mostrou outro sorriso antes de sair correndo.

Enquanto ela ia embora, a garota loira ficou novamente sozinha nas linhas de frente com sua fiel ajudante Amayori.

Assim que percebeu que estava só, a agora comandante interina deu vários passos para trás e foi dar uma coçadinha na barbicha de seu amado dragão enquanto sussurrava gentilmente.

“Você também fez um ótimo trabalho, Amayori. Deve ter sido muito difícil ter que ficar planando no mesmo lugar por tanto tempo. Lembre-se de repor as energias quando tudo acabar, alimente-se bastante e volte a ficar rechonchudinha como antes, certo?”

O dragão ronronou como um gatinho, bateu levemente suas asas e foi em direção ao alojamento onde estavam seus companheiros na retaguarda dos pelotões.

Por agora, a urgência seria curar os feridos, portanto, Alice tomou um fôlego e no momento que ia partir…

“Mestra!”

A voz um pouco tímida pertencia ao cavaleiro Eldrie.

Quando Alice se virou para saudar seu discípulo, encontrou-o com uma expressão terrível jamais vista, longe da sempre bem aprumada e elegante postura nobre.

A espada em sua mão direita e o chicote na esquerda estavam tingidos de uma viscosidade vermelha e negra. E não só suas armas, como todo o resto estava banhado em uma quantidade absurda de sangue.

Sua armadura antes prateada, seus cabelos púrpuras tão cuidados estavam completamente afogados em vísceras de suas vítimas.

Como a batalha tinha o levado a ficar naquela situação!?

“E… Eldrie…!? Está ferido!?”

Ela perguntou nervosamente enquanto o cavaleiro negou com a expressão totalmente vazia.

“Estou ileso, não sofri nenhum ferimento grave… mas ainda assim… creio que seria melhor que não estivesse…”

“Mas o que você está dizendo? Tem uma missão para cumprir e guardas para liderar, não deve desistir antes dessa batalha acabar…”

“Eu fracassei na minha missão…”

O jovem respondeu com a voz quase sumindo.

“…”

Alice não tinha como saber, porém, devido à tática de usar uma cortina de fumaça, Eldrie havia deixado que os goblins das montanhas atravessassem as linhas defensivas de seu flanco sem poder oferecer nenhuma resistência. Perdeu muito tempo com um esforço quase inútil, despejando um sem número de artes antes que finalmente pudesse guiar seu pelotão para seguir os goblins que haviam escapado para a retaguarda.

Porém, quando finalmente chegou, o líder dos goblins que se infiltraram, Kosogi, já tinha sido derrotado pelo Integrity Knight Renri, o mesmo que tinha sido categorizado como o cavaleiro fracassado, o pior guerreiro da Ordem.

Privado da oportunidade de recuperar sua honra, Eldrie perdeu sua habitual calma e foi de encontro dos outros goblins, massacrando até o último deles com toda a crueldade e ódio que tinha em seu corpo, matou inclusive aqueles que já não mais queriam lutar e só parou quando percebeu que o motivo maior era devido à imensa arte sagrada que sua mestra Alice tinha acabado de lançar sobre o inimigo…

“Eu traí suas expectativas… minha mestra Alice…”

Devolvendo o chicote de escamas para sua cintura, Eldrie cobriu o rosto com a mão esquerda.

“Como uma pessoa… tão idiota… patética… como essa, pode ser um cavaleiro sagrado…? Como um dia pode pensar que podia proteger sua mestra?”

O poder daquela arte estava comparado aos desastres naturais. Estavam muitos distantes… em todos os sentidos.

Ela nunca necessitou de proteção. Sua mestra, essa incrível mulher cavaleiro prodígio, jamais precisaria de um peso morto como ele. Não tinha o que oferecer, não se destacava em nada, fosse no manejo com a espada ou domínio das artes e muito menos com o Armament Full Control Art

Sua estupidez chegou ao pico no momento em que deixou os goblins o enganasse. Não tinha mais nada…

Sua inabilidade estava totalmente à mostra.

E pensar que um dia cogitou em obter o coração de sua mestra… que tipo de amor ele esperava conseguir? Tudo que tinha para ofertar era digno de pena… um insulto para ela para começo de conversa.

“Eu… não tenho direito de ser o seu discípulo, minha senhora Alice!”

Eldrie gritou em agonia.

“É claro que tem!… Sim, você tem todo o direito!!!”

Alice externou essas palavras sem nenhuma ressalva.

O que será que tinha acontecido com Eldrie? Mesmo que tenha ocorrido alguma confusão na defesa das linhas de frente, ainda assim, com certeza sua presença lá poupou muitas vítimas das garras do inimigo, não é!?

“Eldrie! Você é necessário para mim, assim como é necessário para o Exército de Defesa e para todas as pessoas do Mundo Humano. Porque se insulta desse jeito?”

Mesmo tendo perguntado com toda a gentileza e doçura, o desespero e desalento nos olhos de Eldrie continuou. As linhas de sangue de seus inimigos sobre seus olhos escorriam pelo rosto, como se suas lágrimas fossem da mesma natureza.

Com visível vergonha, o cavaleiro sussurrou:

“Necessário…? Você se refere ao meu poder ou…-?”

Não conseguiu terminar a frase.

Um enorme urro, um grunhido bizarro veio da entrada do vale fazendo o ar estremecer, assim como o peito de Alice e Eldrie ao virarem ao mesmo tempo para ver a origem.

“FGRRRRRRRRRRRR… !!!”

Um som gutural, similar a um monstro prestes a atacar.

Alice arregalou os olhos e focou na penumbra adiante, logo na divisa onde a grande porta havia desabado.

Haviam diversos pontos do vale iluminados pelas chamas abrasadoras, projetando silhuetas nos paredões de pedra, porém, uma sombra totalmente fora do comum e gigante surgiu.

Pelo padrão, era facilmente identificado como não humana.

Suas pernas se dobravam em um ângulo peculiar, suas costas eram estranhamente magra em determinada extremidade, contrastando com a musculatura protuberante da parte superior que se inclinava muito para frente.

A cabeça, não tinha outra definição a não ser… de um lobo.

Com toda a certeza, era o meio humano do Dark Territory da raça dos ogros.

Alice rapidamente levou a mão até a empunhadura de sua espada enquanto notava que o inimigo estava desarmado.

Sem contar que a metade esquerda de seu corpo bizarro estava completamente carbonizada, com uma fumaça espessa e avermelhada saindo dela.

Certamente tinha sofrido graves queimaduras do ataque de luz de momentos atrás. Ainda assim, porque não se retirou como seus poucos companheiros sobreviventes restantes?

Ela confirmou a situação em campo: os guardas ainda estavam na retaguarda, o que deixava Alice e Eldrie sozinhos.

A garota sem ter muito o que fazer, resolveu questionar o inimigo enquanto analisava atentamente suas ações.

“Não deve lhe restar muita Vida. Porque insiste em avançar mesmo estando desarmado?”

O meio humano respondeu com um grunhido meio inteligível.

“Grrrr… Eu sou… o líííderrrr dos orgros, Fulgrr…!!”

A maneira com que declarou seu nome fez sua língua vibrar estranhamente, prejudicando o entendimento da mulher cavaleiro se sua última palavra era de fato uma palavra ou apenas um rosnado.

Alice então colocou mais força na mão que apertava a empunhadura. Se ele era o líder dos ogros, então, certamente era um dos dez lordes do Dark Territory, um general das forças inimigas. Nesse caso, estaria vindo para cima com seu derradeiro ataque?

Contudo, surpreendentemente o ogro continuou falando.

“Te vi… vi essa… arte de luz… que lançou. Esse poderr… essa appparência… vozzê é ellla… a tal… Sacerrrrrdotisa da Luz. Grrrr… vozzzê… rrrggg… trazerrrr fim da guerra. Ogros, voltarrr prrradarias…. ”

“O q- que ele disse!?”

“Sacerdotisa da Luz? Fim da guerra…?”

Alice não conseguiu achar nenhum significado por trás daquilo, mas ainda assim sua intuição lhe dizia que aquela informação era importante. Portanto, deveria perguntar mais.

Quem era essa tal de sacerdotisa da luz? Onde essa resposta poderia a levar?

O ogro parou onde estava.

“Maldito…!! Não tem o direito de dirigir a palavra à ela, sua besta!!”

Eldrie gritou enquanto erguia sua espada ensanguentada e partia para atacar o líder inimigo.

Mesmo tendo executado o golpe em uma velocidade extrema, a lâmina não chegou a completar sua trajetória.

Alice praticamente se teleportou em frente ao inimigo, segurando a espada de Eldrie entre os dedos de sua mão direita, detendo o corte que havia sido realizado com toda a força do cavaleiro.

“M-Mestra…!??”

Enquanto o discípulo tentava articular as palavras, caindo sobre seus joelhos, a garota já havia lhe dado às costas.

Alice soltou a espada e se aproximou lentamente do ogro que tinha ficado completamente imóvel.

Um olhar mais atento mostrou que as feridas do meio humano não só eram graves, como também fatais. Ele estava carbonizado desde seu braço esquerdo até o peito, com o globo ocular do mesmo lado totalmente branco leitoso.

Mesmo que tenha constatado seu terrível estado, Alice tomou a precaução de se manter em um raio seguro de ação para continuar seu interrogatório.

“De fato, você está certo, sou a Sacerdotisa da Luz. Onde pensa que vai me levar? Quem está a minha procura?”

“Rrrrrr…!”

O olho intacto de Fulgrr pareceu brilhar. Sua saliva, mesclada com sangue, escorreu por sua língua estendida para fora da bocarra.

“Foi o… Imperadorrr… Vectorr… Ele aguarda a …. sacerdotisa. Qualquer desejo, concedido para quem… capturar… sacerdotisa. Ogros… rrregresssarr para casa… criar cavalos… aves… viverrr…. rrrr…”

Imperador Vector.

O nome do deus da escuridão mencionado nas lendas do Mundo Humano.

Esse mesmo ser realmente retornou ao Dark Territory? E o motivo de toda essa guerra é porque ele quer essa tal de Sacerdotisa da Luz?

Alice guardou mentalmente a informação obtida enquanto dirigia o olhar cheio de pena para o meio humano diante de si.

O fedor pútrido que normalmente se sentia dos goblins estava praticamente ausente naquele guerreiro com cabeça de lobo. Simplesmente o fizeram participar dessa guerra, obrigando-o a usar seu arco contra um inimigo que nem sequer era dele, sem mencionar que a maioria dos membros de sua raça pereceram sem ao menos dispararem uma única vez.

“Por acaso não guarda rancor de mim? Afinal, fui eu quem massacrou sua gente.”

Alice não conseguiu evitar a pergunta. Talvez o motivo de fazê-la fosse para de alguma forma receber algum tipo de punição, em detrimento dos agradecimentos que recebera momentos antes.

A resposta do ogro foi deveras simples.

“O forte precisa… suportar… sua própria forrrça. Eu também… carrego o farrrrdo de líderrr… en… tendo que o que deve ser… feito… será feito… Por isso… vou te… capturarrr…!!!”

E no mesmo instante em que terminou a frase.

“GRRRRRRROOOOOOOOOOOOOHHHHHH!!!!!”

Um rugido brutal explodiu da bocarra do ogro.

Seu musculoso braço direito foi em direção a Alice mais rápido do que os olhos podiam captar.

CLINK!

Um profundo e curto som veio da bainha da Fragrant Olive Sword.

Tendo realizado o saque de sua espada várias vezes mais rápido do que o movimento do ogro, Alice o cortou uma única vez e o som que se ouviu fora justamente quando a espada regressou à bainha.

A violenta investida do meio humano se deteve imediatamente.

Aos poucos, o enorme corpanzil afundou no chão chamuscado enquanto Alice retrocedia um passo. Uma linha reta luminosa surgiu no peito musculoso do guerreiro instantes antes de sua Vida chegar a zero.

A Integrity Knight esticou a mão direita até o cadáver do orgulhoso combatente e interceptou a energia sagrada que se desprendia dele, gerando diversos elementos aéreos.

“Que sua alma encontre descanso em sua amada pradaria…”

Alice agitou a mão e a luz esverdeada se elevou, indo em direção aos céus do oriente como um pequeno redemoinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OLÁ PESSOAS!

SAINDO DO FORNO MAIS UMA PARTE DESSE CAPÍTULO DILIÇA.

ATRASEI UM POUCO POIS NO FIM DE SEMANA EU ACABEI ESQUECENDO O QUE TINHA TRADUZIDO NO SERVIÇO E ONTEM ME EMPOLGUEI E TRADUZI O QUE SERIA UMA SEGUNDA PARTE. A BOA NOTÍCIA É QUE AGORA VOCÊS TEM UM MONTE DE COISAS PARA LER. NÃO SOU UM CARA BACANA?

É CLARO QUE SOU E SUPER MODESTO TAMBÉM HEHEHE!

E BORA PARA O QUE ACONTECEU AQUI:

VIMOS QUE DONA ALICE ESTÁ CAIDINHA MESMO PELO KIRITOSO, A CADA DOIS SUSPIROS, TRÊS SÃO POR CAUSA DELE… A TRETA VAI SER LINDA QUANDO A ASUNA VIER.

ELDRIE É ELEITO O NOVO CHILDREN CHORÃO DO ARCO, SÓ FALTA ENCHER A FRALDINHA PARA COMPETIR COM O MEU FILHO, QUE DOIDEIRA.

NOSSO BERCOULÃO FODAMENTE FEZ PICADINHO DE GOLEM ENQUANTO A DONA D.I.L., NÃO CONTENTE EM FAZER UMA CAGADA APENAS, ENFIOU O PÉ NA JACA COM VONTADE. RESULTADO? CONSEGUIU ARRANJAR UM PEQUENO PROBLEMA COM O SENHOR GABRIEL/VECTOR.

NESSA PARTE ONDE O BERCOULI DESTROÇA OS BICHOS NO CÉU, CRIANDO UMA CHUVA DE SANGUE, ME LEMBROU A TOMOE DE RUROUNI KENSHIN, QUANDO VIU NOSSO QUERIDO  HITOKIRI BATTOUSAI, DISSE AS SEGUINTES PALAVRAS: ‘VOCÊ É O HOMEM QUE FAZ CHOVER SANGUE’. NÃO SEI SE FOI UMA HOMENAGEM COMO NA PARTE QUE ELE FEZ COM YUYU HAKUSHÔ, MAS CURTI O NEGÓCIO DE QUALQUER JEITO.

SÓ QUE O KNIGHT COMMANDER ELEVOU ‘SÓ UM POQUINHO’ ESSA EXPRESSÃO… TRITURANDO 800 DE UMA VEZ HEHEHE, FIQUEI ORGULHOSO DESSE SAMURAI TRI CENTENÁRIO DE UNDERWORLD.

 

BUENO, ATÉ A PRÓXIMA.

FORTE ABRAÇO!

 

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Sou tiozão, então, vou de clássico que não tem erro.

  • Chico Palito

    Da quase pra sentir a asuna chegando

    • André Brandão

      Ali pelos 70% ela chega 😉

  • Jean Carlos Galarça Estevo

    O Eldrie já estava se fando de coitado antes, agora que a Alice segurou um golpe dele usando força total só com os dedos, ele vai perder toda a sanidade que lhe resta.

    • André Brandão

      Bem mimadinho né?
      Pegar o golpe dele com os dedos foi uma sacanagem inacreditável hahahahaha!

  • Cleverson

    Sabia que ia chega o momento da Alice mita nesse começo da guerra, muito boa tradução André parabéns.
    #VemAsuna

    • André Brandão

      Valeu!!
      #VemAsuna o/

  • Não tinha falado que a Alice era foda?

    Mini-spoiler inútil: a história vai ficar ainda melhor, não parem de ler e acompanhar hehe 😀

    • André Brandão

      Isso aí, não parem!! XD

  • Karina M

    Top, super top, muito Loko, cada vez que vc com sua modéstia (rsrsrs) posta para nós ‘reles mortais’ que não consegue nem ler o português direito (quem dirá o japonês) eu me arrepio com cada linha que leio, e ainda ouvindo a trilha sonora (classicacsempre é bom ,afinal tambem sou mais que tiazona, ja to acima do level 40) que vc compartilha, aí sim, não tem como não ficar mais do que agradecida e torcer pra que vc continue com tudo, com toda a saúde, disposição, ânimo, etc
    Então forte abraço, e estarei esperando mais dessa DELICIA light novel

    • André Brandão

      Pior que depois que leio o que escrevi dá uma vergonha violenta, fico mentalmente dizendo: ‘tinha que ter mudado aqui, ali poderia ser mais dramático, essa concordância está uma bosta, massacrei o português pela trocentésima vez, esqueci o arroz na panela e queimou, blá blá blá…’, mas uso aquela regrinha de ouro de fazer apenas uma revisão para não ficar alterando coisas ao infinito (e além).
      Entretanto, depois que posto, dá uma felicidade e também uma canseira.
      Deixo a trilha rolar por uns quantos minutos para relaxar…
      40tinha? Mais um pouco chego também (carinha e corpinho de 25 e joelhos de 80). Estou fechando o terceiro ano nessa quest, mesmo com a saúde me dando uma rasteira aqui e ali, pretendo continuar até quando o senhor Reki estiver disposto a lançar novels.
      Obrigado pelo incentivo e conto contigo para seguir acompanhando aqui!
      Forte abraço!

  • Emanuel Tavares

    800 não é para qualquer um não >_>

    • André Brandão

      Né?

  • Chico Palito

    Se levar em conta os dark knight nas costas dos golens ele fez picadinho de mais de 800

    • André Brandão

      Ele triturou só os subordinates, os Dark Knights ainda não deram as caras na batalha.

  • Bruno Bianchini Villalobos

    Até agora, essa foi a parte mais empolgante que você traduziu do volume 16. Agora fiquei empolgado para ver no anime esse trecho

    • André Brandão

      Sim, estava bem ‘morno’ até agora, mas vai esquentar.

  • Gabriel

    A minha parte favorita do volume já está chegando 😀 e não sei se importa muito, mas o volume 18 de SAO já está traduzido em espanhol, apesar de eu ainda estar na metade do 17 já que estou lendo Dungeon no Deai.

    • André Brandão

      Pois então, eu vi que estão ou que terminaram o volume 18 em inglês e espanhol, contudo, uso o que tenho em mídia física em japonês e esses primeiros citados como consulta e referência. Masssss, como sequer terminei o 16, vejo como ficará na hora em que começar a traduzir. Um forte abraço e obrigado pela dica!