Sword Art Online Alicization – Exploding – Capítulo 18 – Parte 1.3

Arco: Sword Art Online Alicization Underword – Exploding

Capítulo 18

Sword Art Online Alicization Underworld - Exploding - Integrity Knights

Os ataques incessantes dos goblins das planícies só deixavam Deusobert cada vez mais impaciente.

Em combate um contra um não havia possibilidade alguma de que fosse vencido, seja por qual classe de soldado goblin. A montanha de cadáveres torrados pelas chamas de suas flechas era mais do que prova disso.

Contudo, sozinho não conseguia dar cabo de todas as tropas inimigas, que continuavam vindo como ondas enormes e furiosas ao mesmo tempo. De maneira que mesmo a contragosto, tinha que deixar boa parte dos inimigos para os guardas do Exército de Defesa cuidar.

Em termos de experiência individual, os soldados humanos superavam em muito às tropas inimigas. Suas técnicas com espada, polidas intensamente nesses últimos seis meses sob rigorosas orientações dos cavaleiros sagrados, eram muito mais rápidas, afiadas e precisas do que as dos goblins que confiavam apenas na força com que brandiam seus facões e machados.

Porém, embora uma vantagem à primeira vista, essa não era de fato uma diferença muito grande, não se comparada com um Integrity Knight enfrentando os goblins. E para se certificar que essa pseudo-vantagem fosse por terra, o inimigo tratou de compensar a falta de destreza com números.

A estratégia era simples, sufocar os combatentes humanos em quantidade para suprir a qualidade.

Deusobert desejava poder compartilhar com todos os guardas a gigantesca força que residia em seu corpo, contudo, não existia nenhum meio, nenhuma arte sagrada capaz de possibilitar isso.

Os guerreiros sob seu comando perdiam suas preciosas vidas um atrás do outro a cada onda de ataques goblin. Quando não caiam por golpes, desmoronavam por esgotamento. Deusobert sentia como se sua própria Vida fosse sugada a cada grito de agonia que seus companheiros de batalha emitiam.

Então, isso que é uma guerra verdadeira?

Era completamente diferente das antigas batalhas com o intuito de impedir que os intrusos pisassem no solo do Mundo Humano enquanto sobrevoava o local em seu dragão. Não se parecia em nada com os combates contra os Dark Knights.

O que se desenrolava diante de seus olhos era uma horrível luta de desgaste onde a cada momento ocorriam novas baixas.

O orgulho tão exaltado entre os Integrity Knights não tinha nenhuma serventia ou propósito nesse campo de morte.

Mas porquê? Porque não davam ordem de retirada?

Nessa altura, não conseguia saber quanto tempo já havia se passado desde que a chacina começara. Deusobert apenas cortava seus inimigos que avançavam com suas armas erguidas com sua espada longa ou atravessava-os com disparos à esmo de seu arco flamejante sempre que a oportunidade aparecia.

Acabando por se deixar levar pela ira no calor da batalha, falhou em notar os movimentos estranhos que parte da tropa inimiga executou.

O mais novo chefe dos goblins das planícies, Shibori, era explicitamente mais burro do que o dos goblins das montanhas, Kosogi.

Esse último estava prestes a se provar ser uma mente terrivelmente calculista e cautelosa.

Shibori via os Integrity Knights, os líderes das tropas inimigas, algo similar às bestas mágicas de seu território. Por isso, acabou os subestimando, pensando que mesmo que fossem fortes, eram somente iums brancos, que morreriam caso fossem encurralados.

Porém, para sua infelicidade, os cavaleiros sagrados eram muito mais problemáticos do que simples bestas mágicas. Derrubavam seus avanços sem problemas, não importando a quantidade que se lançava ao ataque. Como exemplo, dez de seus guerreiros sendo instantaneamente torrados por uma única flecha de fogo que se não os queimasse até a morte, arrancariam suas vidas de maneira contundente, já que todas acertavam diretamente seus corações ou cabeças.

Então, o que mais ele poderia fazer?

Depois de pensar um pouco, exercício esse quase tão doloroso quanto chutar uma pedra descalço, Shibori chegou à conclusão que não podia mais ir para cima de maneira cadenciada, que deveria fazer uma única e compacta onda de ataque.

Seguiria mandando os soldados à frente até que o cavaleiro inimigo acabasse ficando sem flechas e sem espaço para lutar, o afogaria em um mar de facões, unhas e dentes.

Dito isso, naturalmente os sodados enviados sem um plano concreto não estavam confiantes de que era só ‘chegar e matar’ o inimigo. Muitos dos que estavam nas linhas de frente tinham inteligências superiores ao do seu líder Shibori, de maneira que mesmo cumprindo a ordem idiota de atacar de peito aberto, tentavam a todo o custo uma maneira, uma artimanha de conseguir manterem-se vivos e lançando-se à ofensiva ao mesmo tempo.

Usavam os cadáveres de seus companheiros como escudo ou até mesmo esgueirando-se entre os feridos para atacar pela direita e esquerda enquanto protegiam suas vidas da resposta do inimigo.

Deusobert em seu estado normal com certeza notaria esse tipo de estratégia tão ingênua. Mas levado pelo turbilhão sangrento à sua volta, com gritos e mortes de seus companheiros, sua calma havia desaparecido sem que pudesse se dar conta. Além disso, os goblins estavam aos poucos ganhando vantagens de terreno, já que a noite começava a cair.

O inimigo estava demorando muito para morrer.

E quando Deusobert notou, sua reserva de flechas ao redor já tinha praticamente se esgotado.

“Bem, bem bem…, ao que parece, o desgraçado finalmente ficou sem suas malditas flechas.”

Shibori ria enquanto apoiava as costas de seus dois machados cada qual em um ombro.

O trágico cenário de incontáveis corpos de membros de sua raça pareceu não fazer pressão alguma em sua mente distorcida. Provavelmente resquícios da obstinada tenacidade herdada de seus ancestrais que viveram na Era de Ferro e Sangue, onde as atrocidades eram uma constante na vida de todos.

Aproximadamente um terço de seus aliados haviam perecido, contudo, ainda contava com mais ou menos três mil de seu efetivo. Se conseguisse carne e terra suficiente depois de invadir a morada dos iums brancos, facilmente poderia ampliar sua raça tanto quanto desejasse.

Porém, para isso deveria obter resultados significativos nesta batalha para poder expandir seu território. Portanto, acabar com o Integrity Knight de armadura vermelha era seu principal objetivo.

“Então, vamos lá seus malditos! Cerquem esse arqueiro e o faça cair de joelhos. Serei eu aquele que arrancará sua cabeça!”

Soldados musculosos e toscos avançaram lentamente formando uma barricada de proteção ao redor de Shibori.

“…Grande erro…”

Sussurrou Deusobert mais como um gemido do que como uma frase.

Finalmente notou o que era aquela movimentação estranha do inimigo, que a princípio, andavam erraticamente pelo campo de batalha, mesclando-se à penumbra, usando os corpos de seus companheiros como se fossem espantalhos.

Depois de eliminar aqueles que sustentavam os cadáveres como escudo, usando o que ainda restava de suas flechas para mirar em suas pernas ao invés do coração e cabeça, sua mão direita encontrou apenas o vazio ao procurar uma seta de aço na última aljava que estava carregada em suas costas.

Não tinha mais flechas, seu Conflagrant Flame Bow, um instrumento divino, não seria diferente de um arco composto comum. Ainda que pudesse produzir mais projéteis com elementos metálicos através das artes sagradas, essa técnica só teria efeito em um combate de um contra um, naquele cenário, não haveria tempo para a conjuração.

Sem levar em consideração que praticamente toda a energia espacial já deveria ter sido absorvida pela Integrity Knight que estava lá nos céus, transformando o campo de batalha uma atmosfera seca.

Apertando os dentes enquanto colocava o Conflagrant Flame Bow em seu ombro esquerdo, cruzando a corda no torso de sua armadura, Deusobert desembainhou a espada longa de sua cintura mais uma vez.

Foi nesse preciso momento que notou um grupo se aproximando rapidamente pela frente. Eram grandes demais para o padrão dos goblins comuns. Suas aparências também diferiam ligeiramente dos outros que esteve enfrentando até agora. Cobertos com armaduras feitas de placas metálicas dos pés à cabeça, com tiras grossas de couro enroscadas em braços musculosos. Levavam em suas mãos enormes machados, poderosos o bastante para ser possível cortar uma vaca ao meio sem muito esforço.

Deusobert também percebeu outro goblin que se aproximava junto dos outros sete. Uma figura que era maior inclusive que esses goblins super nutridos.

A julgar pelo brilho negro de sua polida armadura de ferro fundido, dos grandes machados sustentados um em cada mão e as plumas chamativas que decoravam sua cabeça, com toda certeza, era o líder daquele exército.

O brilho daqueles olhos avermelhados sob a volumosa testa do general goblin encontraram os olhos de Deusobert e o ar ao redor pareceu crepitar em um instante.

As espadas e facões que golpeavam-se entre si sem pausa nas linhas de frente foram gradualmente parando até cessar por total.

Tanto os guardas quanto os goblins afastaram-se sem dizerem uma palavra, apenas observando o início do confronto dos dois generais.

Deusobert, com sua mão esquerda, impediu o avanço de vários soldados aliados que se aproximavam ao mesmo tempo que brandia sua espada com a outra mão. Ao fazer isso, falou com a voz arranhada, porém, ainda muito penetrante.

“Ser maldito, você é um dos Dez Lordes do Dark Territory… o chefe dos goblins, não é?”

“Exatamente!”

O grande goblin respondeu mostrando seus dentes amarelados.

“Sou o líder dos goblins das planícies, o Grande Shibori!”

Deusobert acalmou sua respiração, que estava alterada pela longa e feroz batalha, enquanto fitava ameaçadoramente o general inimigo.

Se vencer esse general e os que estão à sua volta, os demais goblins perderão a vontade de lutar, mesmo que por um momento. Nesse instante, se tomarmos a iniciativa, iremos empurrá-los de volta para seu território, cumprindo nosso dever como vanguarda.”

Ainda que não pudesse usar seu arco.

Ainda que fosse oito contra um.

Agora, só tinha a vitória como conclusão aceitável.

Essa era a hora de mostrar a força dos Integrity Knights, fazer valer a lenda de que seu poder equivale ao de mil inimigos.

“Sou o Integrity Knight Deusobert Synthesi-…”

A frase foi interrompida com um grito de Shibori.

“Arrrgghhh! E o que me importa saber o nome da minha comida? Com ium não se fala, ium se come. Você é carne, um simples animal o qual arrancarei a cabeça!! Vamos malditos, acabem com ele!!!”

“UUUURAAAAAAAH!!!”

Os sete goblins de elite saltaram à frente com gritos brutais de guerra enquanto Deusobert apenas esperava sua aproximação.

A ideia de continuar essa estúpida batalha com seres que sequer tinham a honra de um espadachim, propondo um duelo justo era simplesmente…

“Ridícula!!”

Antes de escolher sua arma, seja ela um chicote, lança ou arco, um Integrity Knight é acima de tudo um perito na arte da esgrima.

De maneira que ninguém ali conseguiu perceber o movimento de Deusobert levantando a espada longa sobre sua cabeça e a fazendo descrever um arco descendente em direção ao chão.

O corte feito à uma velocidade divina desprendeu um raio de luz e com um único som, partiu em dois o grande machado que o primeiro goblin levantava.

Isso aconteceu instantes antes do soldado das forças escuras fosse cortado ao meio verticalmente até a altura do estômago, criando um jorro de sangue fresco que brotava de todas as partes.

Contudo, o cavaleiro sagrado não estava mais na frente quando o sangue espirrou.

Deusobert já tinha levado a cabo seu ataque seguinte, movendo-se momentos antes que o primeiro goblin notasse sua própria morte.

Não era uma técnica de espada consecutiva como as que Fanatio e os dois rebeldes que lutaram contra ele usavam. Era somente cortes simples advindo de um antigo estilo ao qual se baseavam em uma postura clássica tradicional de esgrima. Porém, a habilidade de Deusobert havia sido polida ao máximo durante tantos anos de sua existência, elevando seu nível perto de uma arte divina. Somente alguns Dark Knights do mais alto grau e poucos outros guerreiros conseguiriam talvez reagir diante esses golpes.

E como era de se esperar, o segundo goblin fora cortado pela esquerda quase ao mesmo tempo em que o primeiro, sendo morto instantaneamente como se sua grossa armadura não fosse nada quando atingida. Seu coração foi estraçalhado antes mesmo que pudesse começar a brandir o machado.

A absurda diferença de poder era evidente para qualquer um que estivesse observando.

Porém, os goblins de elite não se acovardaram. O chefe Shibori era o superior deles e no momento, era quem mais incutia medo e terror, fazendo-os nem pensar em tentar desobedecer a um comando.

Os dois que rodearam Deusobert pelos flancos, banhados de sangue de sua própria raça, atacaram vindo da esquerda e da direita.

O experiente cavaleiro não mostrou nenhum sinal de pânico e cortou o goblin da esquerda em um movimento ascendente, criando um arco luminoso que continuou até acertar o outro goblin da direita em um golpe vindo de cima para baixo.

O simples movimento havia dado cabo dos inimigos de ambos os lados em um nível realmente impressionante.

Faltavam três capangas mais o seu general, no total, quatro.

“Que tal virem todos de uma vez?”

Evitando os jorros de sangue na cor vermelha escura dando um pequeno salto para trás, Deusobert preparou seu próximo ataque.

O quinto inimigo ingenuamente o atacou pela esquerda procurando um ponto cego de sua visão periférica.

O guerreiro, sem olhar, fez seu movimento.

“NUN!!”

Cortou horizontalmente com a espada, traçando outro arco que terminou cravando-se no lado direito do inimigo.

Os olhos de Deusobert arregalaram-se nesse momento.

Um grande machado surgiu através do peito do goblin que tinha acabado de interceptar e sua lâmina estava vindo diretamente para a garganta do Integrity Knight.

Não havia tempo de esquivar e estava impossibilitado de bloquear com sua espada.

Percebendo isso em milésimos de segundos, levantou seu braço esquerdo e chocou-se contra a ponta do grande machado produzindo um clarão opaco.

Uma dor intensa e ao mesmo tempo adormecida se fez presente.

Mesmo tendo suportado o golpe com a proteção de sua armadura vermelha acobreada, o sangue escorreu através de sua carne quando seus ossos foram atingidos.

“Ku… oohh!!”

Gritando em uma mescla de dor e surpresa, Deusobert forçou a lâmina do inimigo a retroceder para a esquerda. Um som horrível percorreu todo seu corpo, informando-o que os ossos de seu braço esquerdo haviam sido completamente esmigalhados.

“É somente um braço!!”

Armando seu espírito, ignorou o dano e simplesmente avançou em linha reta. Apunhalou o quinto inimigo que havia se transformado em sacrifício na altura de seu estômago até atingir o sexto goblin que estava atrás.

Entretanto, foi um golpe superficial.

Percebendo isso, retirou rapidamente a espada e retrocedeu um instante para ganhar distância e desse modo liberar o ataque seguinte.

Deusobert levantou sua espada enquanto o suor em sua testa aumentava sem que se desse conta.

O quinto oponente desabou sem vida, desobstruindo a visão…

Nesse momento ele viu o sexto e o sétimo goblin jogando seus enormes machados longe e saltando rente ao chão com os braços esticados.

Em seu estilo, Deusobert não tinha nenhuma postura adequada para contra-atacar os inimigos na posição em que se encontravam.

Sendo acometido por uma indecisão momentânea, acabou preso pelas pernas pelos dois goblins que se lançaram ao ataque. Incapaz de usar sua força descomunal de maneira eficiente, Deusobert caiu para trás.

Com seus olhos arregalados viu Shibori, o general inimigo, saltando velozmente à frente a despeito de seu corpanzil brandindo seus dois machados com uma alegria brutal à mostra.

Não pode ser, acabar em um lugar assim? E para um goblin?

Logo eu, o Integrity Knight Deusobert ser vencido dessa forma? Isso é impossível…!

-Impossível-

Quanto maior a obstinação de um pensamento, maior o seu efeito. Contudo, algo assim pode se tornar tanto uma bênção quanto um veneno, dependendo do estado mental da pessoa.

Apesar de relativamente diferente do que aconteceu com Sigrosig, que caiu em um estado de loucura desenfreada, Deusobert acabou perdendo todos os movimentos corporais junto com sua mente que afundava em um mar de inércia e dormência.

O cavaleiro só conseguia observar enquanto as poderosas lâminas de metal se aproximavam.

E com tudo prestes a terminar, em meio ao torpor de sua consciência, ainda conseguiu ouvir…

Era um grito rouco, talvez pelo cansaço, mas indiscutivelmente valente.

“SENHOR CAVALEIRO!!!”

Um solitário guarda avançava sobre o general inimigo que ria de maneira diabólica. Era apenas um jovem que fazia a função de comandar os demais guardas de seu regimento. Esse rapaz, cujo nome sequer lembrava de tê-lo escutado, veio com a espada em riste, segurando-a com ambas as mãos executando um corte na diagonal descendente com toda sua força.

Em resposta, o general goblin balançou displicentemente o machado em sua mão esquerda como se espantasse uma mosca.

GAGIINNNN!!

Um som metálico estridente ressoou.

Embora parecesse raquítico em comparação ao físico avantajado do general inimigo, o comandante da guarda tinha uma ótima constituição e vestia uma pesada armadura completa sem parecer fazer muito esforço. Contudo, fora mandado para longe como um boneco de brinquedo, dando três voltas no ar antes de se estatelar no chão.

A força física do goblin supriu a falta de técnica, velocidade e equipamento do comandante com muita facilidade.

Os olhos do meio-humano estreitaram-se com um brilho rubro. Liberando toda sua aura assassina como a besta selvagem que era. Saltou e girou o machado em sua mão direita com intuito de pôr um fim à Vida do comandante da guarda que já havia se colocado em pé novamente.

Não! Isso não!

Eu, como um cavaleiro sagrado e um dos líderes desse exército não posso permitir mais baixas!

Esse pensamento funcionou como um gatilho mental para tirar Deusobert do estado de catatonia temporária como um relâmpago atingindo uma árvore.

Não tinha tempo de tentar se desvencilhar dos goblins que seguravam suas pernas e colocar-se de pé para ir ao resgate do comandante da guarda. Lançar sua espada que continuava em sua mão direita serviria apenas para atrasar a execução em alguns segundos.

Contudo, antes de decidir de fato o que deveria fazer, suas mãos e torso moveram-se de maneira automática, fazendo um movimento que jamais havia pensado em realizar.

Veloz como um raio, retirou sua arma principal de seu corpo e colocou a espada de sua mão direita em seu Conflagrant Flame Bow como se ela fosse uma flecha e esticou-o ao máximo em uma dolorosa posição horizontal.

A forte resistência que sentiu, provocou uma dor tão intensa que quase o fez desmaiar.

Entretanto, Deusobert não deteve seu movimento um instante sequer, apenas soltou um gemido profundo enquanto apertava os dentes e esticava mais ainda a corda de seu amado arco.

E dessa forma, seu corpo automaticamente achou uma postura ideal para o disparo e então gritou:

“EM CHAMAS!!”

O instrumento divino respondeu a vontade de seu mestre mesmo sem recitar uma arte.

A energia das chamas emitida em toda extensão do Conflagrant Flame Bow superou centenas de vezes as suas manifestações anteriores do Armament Full Control Art.

Mesmo que a espada colocada como uma flecha no arco não pudesse ser comparada a um instrumento divino, ainda assim era um objeto especialmente produzido pela Alto Ministro. E por isso, tinha uma prioridade de nível altíssima, completamente diferente de suas tradicionais flechas de aço que eram produzidas normalmente. A energia sagrada contida na lâmina alimentou a força das chamas exponencialmente.

A armadura completa de Deusobert, que se supunha ter uma resistência absoluta ao calor, adquiriu um tom vermelho incandescente.

Os dois goblins que estavam agarrados em suas pernas começaram a gritar de dor enquanto chamas explodiam pelos seus olhos e bocas antes que pudessem ter alguma reação.

O general inimigo, retrocedendo ao notar a anormalidade, arregalou os olhos de surpresa e direcionou o machado de sua mão direita para o cavaleiro, com o intuito de arremessá-lo.

Infelizmente para ele, fora um movimento muito lento.

“QUEIME ATÉ VIRAR CINZAS!!”

Deusobert gritou de maneira feroz enquanto liberava a corda de seu arco.

Disparada com um rugido ensurdecedor, a espada longa agitou suas asas flamejantes enquanto voava em linha reta. Parecia exatamente com a forma original do Conflagrant Flame Bow, uma fênix que viva nos extremos das montanhas do Império do Sul.

“Graaaarghh!!!”

O general goblin gritou de dor e agonia enquanto cruzava os dois machados em frente ao seu peito. A fênix envolvida em intensas chamas golpeou sem piedade o coração dele.

Os machados foram vaporizados instantaneamente sem oferecer nenhuma resistência.

E seu dono, Shibori, o chefe dos goblins das montanhas pulou todo o processo normal de combustão, transformando-se imediatamente em cinzas, desaparecendo no ar antes mesmo de seus restos tocarem o chão.

Tendo presenciado a horrível morte de seu general, os demais soldados goblins deram meia volta e começaram a fugir desesperadamente. Contudo, mais de trezentos desses guerreiros não conseguiram escapar do inferno que a fênix propagou em sua trajetória explosiva e calcinante, todos eles tiveram o mesmo destino de seu líder, virando cinzas e desaparecendo como se jamais estivessem pisado no solo de Underworld.

***

Havendo confirmado a superação da angustiante batalha dos primeiros esquadrões de Fanatio ao centro e Deusobert no flanco direito, sabia que aquilo seria apenas o começo.

Instruindo a segunda unidade na parte traseira, o comandante supremo do Exército de Defesa do Mundo Humano, Bercouli Synthesis One, sabia claramente, a comparar com o que o centro e a direita das linhas de frente haviam passado, que tipo de situação desesperadora se encontrava o pessoal sob o comando de Eldrie, no flanco esquerdo, que enfrentavam a densa cortina de fumaça.

Contudo, ele não podia arredar o pé de sua posição.

O motivo principal era a confiança que tinha em seus cavaleiros e guardas treinados por ele próprio. O segundo era que o Mundo Humano não dispunha de efetivo para enviar, não enquanto a força principal do Dark Territory não se mostrasse no campo de batalha.

Ele se referia a Ordem dos Dark Knights e a Guilda dos Guerreiros.

E por último, a razão de não poder se mexer era a possibilidade de sofrerem um ataque surpresa. Mesmo tendo o conhecimento de todas as rotas que o inimigo podia tomar para algo assim, uma em especial não deveria ser descartada.

Em outras palavras, de todos os caminhos terrestres que o Dark Territory podia utilizar, o mais problemático seria pelo ar. Culminando em uma batalha aérea.

Nesse mundo onde a arte de voar não existia, em específico deixando de lado o que estava registrado no Índice de Tabus, que somente a Alto Ministro, poderia utilizar tal recurso, manifestação que se perdera para sempre com sua morte, os poucos seres que poderiam fazer isso eram os cavaleiros dragões da Ordem dos Integrity Knights e da Ordem dos Dark Knights, dando a eles um potencial de guerra excepcional.

Singrando os céus livremente muito além do alcance das espadas, podiam arrasar infantarias com suas artes ofensivas em área assim como usar os disparos de seus próprios dragões.

Porém, na situação presente e devido ao seu valor bélico, não poderiam ser enviados para a batalha de maneira despreocupada. Caso o fizesse, o inimigo poderia derrubá-los com alguma arte de longo alcance ou uma flecha partindo do solo.

Se isso acontecesse, seria uma grande desvantagem na guerra.

Portanto, Bercouli tinha segurado todos os dragões voadores com exceção de Amayori, que estava com Alice, na retaguarda, confiando que o inimigo fizesse o mesmo.

Por isso que um ataque surpresa o preocupava, já que até o momento, não tinha visto um único dragão dos cavaleiros inimigos.

Além disso, as forças do Dark Territory possuíam um tipo de arma aérea a qual monopolizavam.

Eram monstros alados repugnantes chamados na língua sagrada de subordinates ou underlings. Criados a partir de argila e outros materiais pelos usuários de Dark Arts, sem inteligência, sendo capazes de apenas entenderem ordens básicas.

Na realidade, Bercouli não os vira pessoalmente, apenas ouviu relatos de Alice sobre esses seres e depois conduziu uma investigação para obter maiores informações em segredo.

Ao que parecia, até mesmo a Alto Ministro falhou em detectar e destruir essas criaturas da Igreja Axiom. Achava realmente uma pena que a imagem da pessoa que deveria ser a mais importante desse mundo só piorava conforme passava o tempo.

Mas esse não era nem o local e nem a hora apropriada para lamentar o que nunca foi.

Resumindo então, Bercouli considerava extremamente necessário preparar-se para receber um ataque surpresa desses subordinates pelo ar. E na situação atual, com seus dragões em um impasse sendo mantidos na retaguarda juntamente com os sacerdotes responsáveis pelas artes curativas, sua única opção era criar uma ampla zona de defesa aérea.

Sendo mais preciso, o instrumento divino que possuía, a Time Piercing Sword, era sua única alternativa.

Bercouli estava com sua mente totalmente concentrada enquanto permanecia em pé no meio da formação do segundo esquadrão com ambas as mãos no pomo de sua preciosa espada embainhada.

Podia sentir nitidamente as terríveis batalhas acontecendo com seus três Integrity Knights e seus guardas, porém, não podia dar nenhum passo.

A razão maior de tudo isso era que Bercouli já havia ativado o seu Armament Full Control Art de sua querida espada.

Um enorme relógio que fora instalado na Catedral Central em uma era passada e que informava todos os residentes de Centoria a passagem de tempo, seus ponteiros usados para identificar horas e minutos haviam sido utilizados para a forja de um instrumento divino, a Time Piercing Sword. O seu poder oculto era o de cortar o futuro.

Consistia em seu corte permanecer ‘ativo’ na trajetória que a espada tivesse percorrido e qualquer um que o tocasse, seria imediatamente atingido como se ele tivesse sido executado no devido instante. Uma técnica deveras simples, porém, excepcionalmente mortal.

Momentos antes do Grande Portal do Leste desabar, Bercouli montou no dragão Hoshigani e criou um gigantesco perímetro de corte com cem mels de largura, duzentos de comprimento e cento e cinquenta mels de altura a contar da frente do portal.

Balançou sua espada durante um bom tempo nos céus com movimentos sutis na vertical e na horizontal, de maneira que acabou criando uma espécie de rede invisível em pleno ar, uma cúpula insanamente afiada. O número total de cortes excedeu facilmente os trezentos.

Manter a Incarnation em tal escala durante tanto tempo era uma tarefa que nem mesmo Bercouli tinha feito… até agora. Para um ser que poderia ser considerado praticamente imortal, por ter vivido por mais de trezentos anos, era quase divertido pensar que ainda haviam coisas que ele não tivesse feito.

A técnica só era possível separando sua consciência de seu corpo material, concentrando-se totalmente sem ter interrupções.

Foi por essa única razão que havia deixado o comando do primeiro esquadrão nas mãos de Fanatio.

Vamos lá! Sejam rápidos e ataquem de uma vez…!

Esse era o desejo ardente que havia permanecido em Bercouli. Mesmo ele tendo alcançado os níveis mais altos de concentração, essa impaciência necessariamente desnecessária não o largava. Talvez fosse efeito do inacreditável esforço mental que o havia esgotado ou pela quantidade absurda de sua energia sagrada, mais da metade, que fora utilizada para a Time Piercing Sword continuar ativa.

O fato era que não podia desperdiçar um momento sequer com distrações ou o Armament Full Control Art seria desfeito, impossibilitando-o de contra-atacar de imediato. Se falhasse em aniquilar os subordinates e eles acabassem alcançando Alice enquanto ela estiver preparando a arte sagrada em escala massiva, todo o primeiro esquadrão estaria perdido, assim como o rumo da guerra.

Concentração máxima era sua última esperança.

Venham rápido seus desgraçados!!

***

Levando em conta Renri Synthesis Twenty-Seven, quem havia abandonado seu posto e estava com o estado mental em queda livre mergulhando em um mar de auto piedade, virando o mais inútil dentro os sete cavaleiros sagrados do alto escalão, Eldrie Synthesis Thirty-One também não estava se saindo muito bem no momento. Muito embora fosse mais experiente em batalhas reais do que seu companheiro acovardado, ele estava realmente em apuros.

A emoção que queimava em seu peito diferia da que Dakira dos Four Oscillation Baldes supria por Fanatio, ou seja, amor em sua forma mais tradicional.

O que ele sentia por sua mestra era algo mais, a vontade abnegada de doar-se inteiramente para Alice, seguindo-a para sempre. Porém, contrastando com isso, também tinha um forte desejo de colocá-la sob sua proteção, fazendo com que ela necessitasse dele. Resumindo, queria ser para ela o que ela é para ele hoje.

Alice foi reconhecida como o maior gênio em toda a história da Igreja Axiom desde o momento em que despertou como uma Integrity Knight. Ela possuía uma perícia impecável na esgrima e um talento monstruoso para as artes sagradas, sobrepujando inclusive os sacerdotes e anciões da Ordem.

Devido a isso, fora escolhida para ser a proprietária do instrumento divino mais antigo e provavelmente, mais poderoso de todo o mundo, cujo nome era sinônimo da vida eterna, a Fragrant Olive Sword, arma essa que havia recusado a ressoar com todos os outros cavaleiros. Seu poder era tal que podia receber e contra-atacar todas as técnicas do Knight Commander Bercouli.

Sua aparência, à primeira vista, poderia ser denotada como uma simples garotinha, entretanto, para os cavaleiros, Alice era como uma estrela solitária nos céus do Norte, longe do alcance de qualquer um deles. Diziam os rumores que ela seria a pessoa a suceder a Alto Ministro, a Administrator.

Como os outros, inicialmente Eldrie mantinha certa distância de Alice, fazendo até algum esforço para evitá-la.

Mesmo que suas recordações do Mundo Humano tivessem sido roubadas através do Synthesis Ritual, Eldrie outrora foi o filho mais velho de Eschdol Woolsburg, o maior comandante do Império de Norlangarth e um nobre de primeira classe. Além disso, no ano de 380, foi o primeiro espadachim representante do Norte a se tornar campeão do Torneio da Unidade dos Quatro Impérios. E mesmo tendo se tornado um Integrity Knight, seu enorme orgulho como um nobre permaneceu.

Com essa peculiar personalidade, o simples fato da existência de Alice como um cavaleiro sagrado em um patamar superior ao seu, sendo mais jovem do que ele, mulher e ainda por cima assumindo como principal discípula do Knight Commander Bercouli, certamente deveria lhe trazer apenas desgosto ao invés de afeto.

Contudo, tudo aconteceu em uma noite um tempo depois dele ter se tornado um cavaleiro.

Eldrie acabou presenciando um aspecto totalmente inesperado de Alice por acidente.

Em um canto isolado do jardim de rosas, enquanto estava realizando um treinamento secreto, ele a viu vestida apenas com uma simples camisola, ajoelhada sobre uma grossa lápide, soluçando.

O nome gravado em uma simples cruz de madeira fixado à pedra, era de um velho dragão voador cuja Vida tinha chegado ao fim poucos dias antes. Era a mãe de Amayori, o parceiro alado de Alice e de seu próprio dragão, Takiguri.

Embora muito valiosos por seu potencial de guerra, ainda não passavam de meros dragões. Não deveriam ser iguais às tantas outras criaturas desprezíveis? Qual a razão de tanto sofrimento?

Esses eram os pensamentos que inundavam a mente de Eldrie naquela hora.

Contudo, quando pensou em se aproximar para desdenhar, se deu conta de algo morno que brotava de seus próprios olhos.

Alice continuou chorando pela falecida mãe dragão. E ele não conseguia entender o que havia acontecido, como aquilo havia mexido tanto com ele ao ponto de fazê-lo cair em prantos.

Levou alguns instantes até dar-se conta. Nesse momento, Eldrie foi incapaz de se mover e nem de limpar suas lágrimas. Ele compreendeu com todo seu coração o que significava aquilo, entendeu que aquela figura tão fugaz e graciosa, era de fato, a verdadeira Alice Synthesis Thirty.

Desde aquele dia, a Integrity Knight tão inalcançável e poderosa Alice, parecia completamente diferente toda vez que a via através de seus olhos. Sua visão era como se ela fosse uma flor de cristal tão brilhante e lapidada, que sua beleza só se comparava a sua força, podendo ser capaz de aguentar o mais excruciante dos trabalhos com sua cabeça erguida sem pestanejar, porém, também podia se tornar a mais frágil das criaturas, um ser cheio de amor e compaixão pelo próximo, ao ponto de sofrer imensamente por qualquer vida perdida.

Eldrie queria protegê-la. Proteger aquela garota de qualquer tempestade ou vento frio.

Essa emoção, esse desejo se tornava mais forte a cada dia. Ainda assim, a vontade de torná-la sua protegida sempre acabava em frustração. O talento aterrador de Alice superava-o tanto nas artes sagradas quanto na espada.

A única possibilidade que restava, era fazer de Alice sua guia, servindo-a como seu discípulo.

Desde então Eldrie viveu mantendo vivo somente um desejo. Fazer com que sua mestra o reconhecesse como um espadachim verdadeiro e um homem.

Essa meta era muito difícil, talvez até impossível, já que a força de Alice, tida como a mulher cavaleiro gênio, estava em um nível equiparado com o guerreiro mais forte de todos, o Knight Commander, enquanto ele sofria a duras penas para apenas se manter como um guerreiro. Contudo, Eldrie não desistiu jamais, treinando desesperadamente dia após dia, noite após noite, com muita paciência para alcançar seus objetivos.

Ao mesmo tempo, fazia grandes esforços para conseguir o mínimo sorriso que fosse de sua mestra. Sempre tentava através de conversas cotidianas, a chamando para compartilhar alguma refeição. Por vezes sua maneira afetada de conversação, cheia de floreios, maneirismos normais dos nobres, acabava por quase provocar alguma emoção divertida em seu angélico rosto.

Sem perceber, ele tinha adquirido novamente boa parte de sua personalidade antiga.

E foi justamente quando achou que seus esforços estavam finalmente dando frutos, com sua habilidade com a espada em uma crescente e vez ou outra conseguindo pequenos sorrisos de Alice que aconteceu…

A Catedral Central fora acometida pelo maior incidente desde sua criação.

Inicialmente deveria ter sido uma simples tarefa. Certamente, o crime de assassinato realizado por espadachins em treinamento era horrível, mas ainda assim, acidentes envolvendo disputas ou derramamento de sangue devido a um acúmulo de vários fatores infelizes acabavam sempre ocorrendo, afinal, o mundo era vasto.

Realmente não pressentiu nenhum perigo ou sede de sangue vindos daqueles dois estudantes quando os viu chegando à prisão da Catedral. Pensou que não passavam de garotos ordinários da gente comum que já estavam completamente dominados e prontos para serem jugados.

Por isso, quando sua mestra Alice os trancou na cela subterrânea e ordenou que ele os vigiasse…

“-Fique de olho para qualquer tentativa de saída da prisão por essa noite!

…Eldrie ficou um pouco impressionado. Mas enfim, era apenas uma ordem normal. Dessa maneira, aceitou sem questionar pensando que manter a vigília no jardim das rosas durante a noite seria até algo agradável, um descanso à luz do luar.

Contudo…

Acabou realmente surpreso quando viu que os dois criminosos de fato escaparam pouco tempo antes de o dia raiar.

Admirado pela incrível perspicácia de Alice, Eldrie se interpôs entre os dois para cumprir com seu papel. Entretanto, ficou mais estupefato ainda quando acabou perdendo para eles. Não havia desculpas, tinha sido derrotado completamente.

Havia enfrentados os plebeus que usavam como arma apenas pedaços partidos de correntes. Venceram inclusive sua arte Recolletcion de seu instrumento divino, o Frost Scale Whip.

Não tinha outro remédio a não ser admitir sua derrota. Afinal, aquele dois derrotaram não somente ele, mas o cavaleiro do alto escalão Deusobert, a vice comandante  Fanatio, sua mestra Alice e até mesmo o comandante Bercouli, sem contar que também conseguiram o impossível, vencer a Alto Ministro, a Administrator.

Alice tinha afirmado na ocasião em que a encontrou naquela cabana de madeira aos arredores da insignificante aldeia no Norte, que um daqueles criminosos, ao qual nem sequer lembrava do nome até então, era o espadachim mais forte desse mundo, superior a todos os Integrity Knights.

De fato, não sentia nenhum pesar sobre sua derrota pelas mãos do jovem de cabelos negros no tocante à habilidade com a espada.

O que doía mesmo era outra coisa…

Aquele que havia libertado sua mestra, Alice, do jardim de gelo ao qual estava confinado seu coração, tinha sido esse mesmo jovem e não ele. O coração de Eldrie estremeceu ao dar-se conta disso.

Horas antes do Grande Portal do Leste cair, Alice havia conversado com ele com um sorriso extremamente gentil ao qual jamais vira no passado.

“-Só consegui chegar até aqui, seguindo por esse caminho tão sombrio, por sua causa. Muito obrigado por todo seu apoio, Eldrie.”

E no momento em que escutou essas palavras, lágrimas de gratidão escorreram pelo seu rosto juntamente com uma resolução. O campo de batalha, ao menos nesse lugar, queria demonstrar toda sua força, mostrar para Alice tudo que havia aprendido com ela, exibir o desenvolvimento que alcançou sob sua orientação.

Essa incrível determinação deu forças a Eldrie, potencializando sua Encarnation, mas também o fazendo cair em uma perigosa armadilha.

Caso o exército dos goblins das montanhas tivessem lutado da maneira usual, atacando o primeiro esquadrão no flanco esquerdo, o qual era liderado por Eldrie, ele não teria demonstrado menos ferocidade do que seu companheiro Deusobert no flanco direito, pois seu espírito estava no máximo.

Contudo, essa era uma situação totalmente atípica. Os goblins das montanhas vieram com uma estratégia totalmente inesperada que acabou anulando por completo as forças de defesa do lado esquerdo devido a espessa cortina de fumaça. Lançando mão desse estratagema, passaram pelo cavaleiro e sua companhia deslizando-se rente ao chão e indo diretamente atacar a retaguarda.

Havia sido vencido por aquelas criaturas desprezíveis. Quando achou que estava em sua melhor forma, acabou por mostrar a coisa mais vergonhosa de sua vida para a Alice que certamente o observava lá dos céus.

Essa frustração aliada com impaciência, roubou toda a capacidade de Eldrie de pensar com calma e lógica. Enquanto olhava ao redor de maneira desesperada, pensando de dar ordens para seus guardas para atacarem, se deu conta que por não conseguir ver um palmo além do seu nariz, um movimento como esse acabaria em ‘fogo amigo’.

O desespero só aumentou com essa constatação, pois não conseguia pensar em uma forma de dispersar aquele mundo de fumaça.

Tendo perdido sua calma e com uma agonia crescente no peito, Eldrie retirou seus longos cabelos púrpuras da frente dos olhos enquanto mordia os lábios até arrancar-lhes sangue.

Estava impotente, não havia salvo ninguém, não liderou nada e apenas mostrou fraqueza.

Falhou em tudo a que se propôs, dessa forma, ficou parado, imóvel sem saber o que fazer naquele mundo isolado olhando para o nada, para o vazio de sua alma despedaçada.

 

 

 

 

 

 


OLÁ PESSOAS!!

CÁ ESTOU COM A CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO.

MAS SEU SAFADO, PORQUE DEMOROU PRATICAMENTE 10 DIAS PARA VIR COM NOVIDADES?

POIS ENTÃO, VOU EXPLICAR ISSO TUDO LÁ NA PÁGINA DO FACEBOOK (o link vai logo abaixo perto do vídeo).

O QUE IMPORTA É QUE FINALMENTE A TRETA COMEÇOU.

E O QUE ROLOU AQUI?

 

—–

 

DE CARA VEMOS QUE OS INTEGRITY KNIGHTS DA SENHORA DONA PELADONA  ADMINISTRATOR NÃO SÃO TÃO INFALÍVEIS ASSIM. OS CARAS ESTÃO CHEIOS DE BUGS. BASTOU UMA ABORDAGEM DIFERENTE E PRONTO, CAOS INSERIDO COM SUCESSO.

UM CORRE PARA SE ESCONDER, OUTRO ATIRA ENLOUQUECIDAMENTE PARA TUDO QUANTO É LADO, UM FICA SE LAMENTANDO E SONHANDO ACORDADO ENQUANTO O BICHO PEGA E O FODÃO MESMO, O PICA DAS GALÁXIAS TEM QUE FICAR LÁ SE SEGURANDO.

QUERIA VER O BERCOULÃO SAIR DANDO UMA DE ZARAKI KEMPACHI NO MEIO DA GALERA E CORTANDO GERAL, MAS SE ACONTECESSE ISSO, TERÍAMOS AÍ UNS 2 OU 3 CAPÍTULOS… ENFIM…

DEU PELO MENOS PARA ENTENDER A MOTIVAÇÃO DE ALGUNS. NO CASO DO ELDRIE, SE TIRAR AQUELE MONTE DE FRUFRU NOBRE, O CARA TEM ALI UM BOM CORAÇÃO, MAS AINDA ASSIM QUERO QUE ELE SE FERRE LEGAL SÓ DE ZOAS HEHEHE.

PONTO ALTO PARA O CHURRASCO DE GOBLIN PROPORCIONADO PELO SENHOR DEUSO, FIQUEI ATÉ IMAGINANDO O SOM DA GALERINHA TORRANDO. (atento para o Ikki fazendo uma pontinha 😉 )

E ERAS ISSO, UMA GALERA JÁ MORREU E A BATALHA MESMO MAL COMEÇOU.

E AÍ? PARA OS QUE NÃO LERAM OS VOLUMES EM INGLÊS, EM QUEM VOCÊS APOSTAM?

COMENTEM!!

FORTE ABRAÇO E ATÉ O PRÓXIMO CAPÍTULO!

 

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Aahh! O cheiro de goblins torrados pela manhã! Bela maneira de iniciar um dia hehehe.

 

 

  • Cinthia Viviane Penteado do Na

    Que lindeza ter capitulo pra ler cedinho =D, parabéns por todo este maravilhoso trabalho e muito obrigada, agente que acompanha tanto por aqui e pelo face sabe o quanto de esforço e carinho você tem por este trabalho. =)

    Pooooxa ia ser interessante Bercouli dando uma de Zaraki, ia ser curto mesmo XD

    Esse Eldrie tem que tomar uns tapa pra acordar, fresquinho d+ (#prontofalei) ‘-‘

    Deusobert só falto fala “AVEEE FENIX”, mas que churrasquinho top heim (o “em chamas” me lembro o tocha humana do primeiro filme do quarteto fantastico, geeente….=P)

    Esperamos que no anime saia o mais similar possível, maaas… é complicado -.-‘

    • André Brandão

      Pois é, estou tentando ajustar meus horários um tanto complicado, mas sempre continuo a traduzir, mesmo levando mais tempo do que o normal 🙂
      A hora do Bercouli vai chegar, de todos ali, é o único que boto fé mesmo hehehe.
      O Eldrie é irritante, quero ver ele passando por uns maus bocados XD
      Quando estava fazendo a tradução da parte do Deuso tive a mesma constatação em relação ao Tocha Humana. Só espero que a animação não decepcione, pois fico imaginando cada cena e o quão foda ela pode ser. Espero que deem bastante grana para o estúdio investir nos animadores #rezandoaqui hehehe 😉

  • Mackel

    Mais q dlç de capitulo, demoro um pouco mas chegou isso é o q importa.

    Deusobert quase se deu mal, mas no final deu uma jesuis atirando a espada com arco vei que viage ksksksk.

    Agr falta o Eldrie o q sera q vai dá???

    • André Brandão

      O Senhor Deuso teve que dar seus pulinhos para continuar vivo hehehe. Bom, o Eldrie vai ter que fazer o mesmo 😀

  • Rian Moreira

    Fui tapeado duas vezes kd a Asuna q n aparece :/

    • André Brandão

      A Asuna só vai aparecer quando a tradução chegar perto dos 60% 🙂

      • Rian Moreira

        Tendi vlw

      • Gabriel

        Vai demorar um tempinho então :/

  • Bruno Bianchini Villalobos

    A cada postagem desse site, a ansiedade de ver Asuna em batalha só aumenta.

  • Jean Carlos Galarça Estevo

    pelo jeito desse cavaleiros aí parece que a humanidade já perdeu essa guerra… a única chance deles é a deusa Asuna entrando e o Kirihack recuperando a sua personalidade pra salvar todo mundo

  • Gabriel

    E o novo capítulo?

  • Pedro

    3 semanas ;(