Sword Art Online Alicization – Exploding – Capítulo 18 – Parte 1.2

Arco: Sword Art Online Alicization Underword – Exploding

Capítulo 18

Sword Art Online Alicization Underworld - Exploding

***

…Enfim, começou…

O Integrity Knight Renri Synthesis Twenty-Seven suspirou enquanto escutava o som contínuo das explosões ao longe.

Ele era um dos sete cavaleiros de alto nível que tinha o dever de defender o Mundo Humano. Em outras palavras, era possível dizer que sozinho ele constituía o poder bélico de um pequeno exército. No caso ali, era equivalente a boa parcela do efetivo de defesa que Bercouli havia reunido.

Porém, no momento ele estava escondido no canto de uma das tendas bem afastada, usada para armazenagem das provisões, agachado abraçando os próprios tornozelos ao invés de estar no flanco esquerdo do segundo esquadrão do exército de defesa.

Tinha fugido.

Tão logo se escondeu, a batalha começou. Ao ouvir cada explosão, fechava os olhos e enterrava suas orelhas entre os joelhos como se quisesse comprimir-se ao nível larval de algum inseto.

Um fracasso.

Assim fora julgado pela Alto Ministro, a Administrator. Tinha ciência de que não havia feito nenhuma obra importante desde que se tornara um cavaleiro, acabando por passar cinco anos em estado de crio-estase, petrificado na catedral de Centoria.

Apesar de vir por livre e espontânea vontade para esse campo de batalha, no fim, acabou perdendo mais uma vez para seus medos.

Embora suas memórias tenham sido apagadas, Renri foi uma vez chamado de gênio espadachim, sem nenhum rival para suas técnicas no longínquo Império de Southcroith no extremo sul do Mundo Humano.

Chegando a esse patamar, rumou até a capital quando tinha somente treze anos para participar do Torneio da Unidade dos Quatro Impérios, onde brilhantemente sagrou-se campeão, sendo agraciado no ano seguinte com a honraria de tornar-se um Integrity Knight, o posto de maior prestígio da Igreja Axiom.

Mesmo depois de ter suas memórias retiradas através do Synthesis Ritual, ao despertar como um guerreiro sagrado, manteve seu talento excepcional com a espada.

Todos seus atributos foram potencializados: força, velocidade e energia adicional em artes sagradas. Tudo isso lhe concedeu o direito de possuir um instrumento divino.

Contudo, os incríveis objetos guardados na Catedral Central não eram dados aos Integrity Knights somente devido à vontade da Administrator. De fato, eram os próprios objetos que escolhiam seus mestres. Geralmente ocorria uma espécie de ressonância entre a alma do cavaleiro e as memórias do instrumento divino.

Renri acabou sincronizando-se com um par de facas de arremesso chamado de Twins Edged Wings, que o que tinham de diminutas em relação a uma espada, tinham de assustadoramente rápidas e afiadas.

Porém, por algum motivo, ele nunca as havia invocado. Ninguém jamais testemunhou aquilo que era a prova cabal de ter se tornado um verdadeiro Integrity Knight do primeiro escalão, ou seja, o jovem não ativou o modo de Armament Full Control Art uma única vez sequer.

Isso foi motivo suficiente para que a Alto Ministro perdesse o interesse por Renri.

Nesse mesmo tempo, Alice Synthesis Thirty tinha acabado de ser recrutada para a Ordem dos guerreiros sagrados, fazendo com que sua existência fosse relegada ao esquecimento, bloqueando e obscurecendo todo seu enorme talento.

A comparação feita entre os dois indivíduos foi algo injusto. Todas as atenções voltaram-se para Alice, que galgou objetivos, atingindo quase que imediatamente a terceira posição mais importante dentro do grupo dos Integrity Knights por causa de seu estrondoso talento natural e força extrema que também lhe conferiu o direito de possuir um instrumento divino, porém, devido ao seu nível, acabou recebendo o mais antigo e poderoso artefato daquele mundo, a Fragrant Olive Sword.

Enquanto que Renri, mesmo tendo potencial suficiente para estar entre os melhores, foi qualificado como um fracasso, amargando um exílio por tempo indeterminado.

Quando foi petrificado, transformando-se em uma estátua através da arte Deep Freeze do Chefe Chudelkin, tudo que restou em sua mente foi uma terrível sensação de perda e frustração.

Faltava algo muito importante em si… era essa a grande questão que o impedia de usar as Twins Edged, mesmo que estivessem sincronizados.

Agora, Renri havia despertado mais uma vez em meio ao incidente mais importante desse mundo, uma rebelião que abalou os alicerces da Igreja Axiom. Com vários cavaleiros derrotados, até mesmo o comandante Bercouli e a grande e poderosa Alice.

Bercouli lhe dera mais uma oportunidade, descongelando-o por completo.

Porém, outra vez constatou que não conseguiria cumprir com seu dever. Chudelkin e a Administrator tinham sido destruídos antes que ele pudesse atuar como o protetor que fora designado e a Ordem dos Integrity Knight estava em total colapso.

Recebeu de Bercouli, que havia assumido o comando de tudo, a convocação para participar dessa inútil missão de tentar barrar a invasão em grande escala do Dark Territory. Se tivesse se mantido forte, estaria recebendo ordem da Alto Ministro e não de um general.

Contudo, quando pensou melhor, sentiu que os cavaleiros de alto nível como Fanatio, Deusobert e Alice, que se apresentaram para a guerra, pareciam muito mais confiantes e livres do que antes, mesmo tendo experimentado a derrota.

Dessa forma, achou que se os seguissem, poderia encontrar o que lhe faltava. A força necessária para invocar seu instrumento divino.

Agachado ali no escuro, Renri levantou-se timidamente. Bercouli havia colocado a enorme mão em seu ombro, dizendo uma simples frase: ‘-Conto com você!’.

E mesmo assim ele…

A pressão que sentia em sua primeira batalha campal, melhor dizendo, em sua primeira batalha real, era demais para ele aguentar.

A sede de sangue e o desejo pecaminoso e viciado das forças do Dark Territory, mesmo distante uns mil mels, pareciam querer engoli-lo, roubando-lhe o ar dos pulmões, a luz de seus olhos e a sensação de sua pele. Mas ao mesmo tempo, lhe perfuravam como aço incandescente, cremando seus órgãos internos.

“Vamos! Cabeça erguida! Volte ao seu posto! Se não lutar agora, serei um fracasso para sempre!!”

Repetia mentalmente para si em tom de repreensão.

Contudo, os fortíssimos tremores da batalha juntamente com gritos ferozes faziam forte oposição aos seus sentimentos de maneira implacável, o forçando a agachar-se novamente e abraçar suas pernas.

“…Começou mesmo…”

Sussurrou outra vez.

O par de facas em ambos os lados de sua cintura pareciam vibrar como se obedecessem a mãos trêmulas de um maestro invisível.

Não poderia voltar. Como iria encarar o comandante e os demais soldados que haviam confiado nele? Será que já havia morrido alguém?

“Nada irá mudar, mesmo se eu for para lá! Um Integrity Knight que não pode usar o Armament Full Control Art seria apenas um peso morto.”

Esses pensamentos soaram como uma desculpa reconfortante e vazia, tentando dar base para seu medo crescente enquanto agarrava mais forte seus tornozelos.

Foi então que uma suave voz alcançou seus ouvidos. Ela vinha da entrada da tenda que começava a sacudir sua grossa cortina.

“Tiezé, que tal aqui?”

Renri congelou de medo, algo que um guerreiro da mais alta patente jamais deveria sentir, ao se perguntar se estavam a sua procura. Então, ouviu outra voz que pareciam ser de duas jovens.

“Sim, acho que essa vai servir, Ronye. Vamos escondê-lo aqui e ficar vigiando a entrada.”

****

O chefe dos gigantes, Sigrosig, era um guerreiro lendário entre sua tribo. Possuía uma barba prateada e os cabelos desgrenhados de aspecto agressivo. Seu extremamente musculoso corpo era tão grande quando uma montanha, coberto de incontáveis e horríveis cicatrizes.

Eles, os gigantes, eram a síntese mais pura da interpretação da única lei do Dark Territory, ‘o forte comanda’. Até onde podiam recordar, sempre usaram qualquer método ao alcance para desafiar sua enorme força física. Todos os processos de sucessão dentro daquele grupo tinham relação com o poder de seus corpos e habilidades bélicas. Eram até mais rigorosos dos que os aplicados na Ordem dos Dark Knights.

Seu território ficava nos planaltos, na região oeste do Dark Territory. Lá, outrora era lar de uma grande variedade de bestas mágicas e incríveis criaturas de grande porte, porém, com a chegada da raça dos gigantes, em pouco tempo tudo foi dizimado. Fizeram isso devido aos seus terríveis rituais de provação de poder.

A pergunta a ser feita é: porque iam tão longe em busca de força?

A resposta era simples e ao mesmo tempo perturbadora. Caso não o fizessem, seus Fluctlights acabariam se autodestruindo.

As quatro raças meio humanas no território negro eram existências extremamente deformadas, pois eram protótipos de almas confinadas dentro de um invólucro de carne que não era humano.

Por causa disso, se fazia necessário uma grande força de vontade, um pensamento forte o suficiente que evitasse que suas mentes fossem fragmentadas e, por consequência, destruídas.

Com isso, desenvolveram alguns mecanismos para manterem-se coesos.

Por exemplo, os goblins acabavam se prendendo ao complexo de inferioridade em relação aos humanos, já que fisicamente eram mais fracos e baixos, direcionavam seu ódio e ressentimentos com a finalidade de tornarem-se mais fortes.

Os gigantes, ao contrário, freavam sua destruição mental agarrando-se na ideia de superioridade sobre todas as outras raças, em especial, a dos humanos.

Sempre mantiveram a crença de que jamais perderiam para um ser inferior como esse, ainda mais se fosse em combate um contra um. Essa ideia era o que cimentava sua mentalidade, uma regra auto imposta absoluta.

Exatamente para firmar esse tipo de pensamento que expunham seus corpos a todos os excruciantes ritos de passagem ainda no começo de sua juventude. Elevar cada vez mais o nível de sua superioridade física mesmo que isso significasse o declínio do número dos membros de sua raça.

Como tal…

Os mil guerreiros presentes nesse campo de batalha, ao contrário do que sua natureza aparentemente quieta demonstrava, estavam fervendo com uma imensa vontade de lutar. Para eles, nascidos após a antiga Era de Ferro e Sangue, essa seria a primeira guerra em grande escala que experimentavam.

O chefe da raça, Sigrosig, estava realmente focado.

Tinha plena confiança de que seriam eles que massacrariam o exército inimigo em apenas um assalto, colocando um ponto final nessa guerra.

Não deixariam que os fracotes que obedeciam às ordens do Imperador Vector, a Ordem dos Dark Knights e da guilda dos usuários de Dark Arts, ficassem com o direito de serem as forças principais do exército. Obteria a vitória sem a ajuda deles, matariam a todos.

Os gigantes seriam reconhecidos como a verdadeira raça superior.

No instante em que as ordens saíram daquela caveira de comunicação, transmitindo a voz de Vector os impelindo a avançar, Sigrosig sentiu um grande furor tomar conta de seu corpo, como se todas suas cicatrizes abrissem em brasa.

Imaginou que a força daquelas incontáveis criaturas mágicas as quais dizimou com suas próprias mãos estivesse fluindo para dentro de si.

“Esmaguem!!!”

Sua poderosa ordem consistia em uma só palavra.

Entretanto, isso era o suficiente. Girando o enorme martelo de guerra em sua mão direita, fazendo o chão tremer sob seus pés e ao lado de seus confiantes e valentes guerreiros, Sigrosig lançou-se ao ataque.

Os soldados do Mundo Humano estavam agrupados logo a frente, na divisa do vale recém-aberto.

Para os gigantes de três mels e meio de altura, eles eram nada mais do que goblins pouca coisa mais alta. As espadas que levavam eram como os dentes de leite de um Dragão Escama de Pedra bebê.

Os esmagaria, pisoteando até não sobrar nada. Se estivesse sendo monitorado, o circuito que mantinha o complexo de superioridade de Sigrosig estaria mostrando um violento aumento em vermelho brilhante, soltando faíscas.

A barba retangular do chefe dos gigantes se deformou conforme mostrava um sorriso brutalmente assassino.

E nesse momento…

Uma sensação estranha, mas não de toda desconhecida, percorreu de sua nuca até a base de sua coluna.

Frio. Intumescimento.

Algo semelhante a uma agulha de gelo atravessando-o.

Havia sentido uma sensação como essa há muito tempo atrás. No Fledgling Valley, lugar não muito longe de sua aldeia. Era sua primeira provação e sua missão era roubar ovos dos pássaros mordedores e sentiu algo assim naquele instante em que a mãe pássaro deu o mergulho…

Sigrosig continuou seu avanço pelo campo de batalha buscando a origem dessa sensação com seus olhos.

Nas linhas de frente humanas, bem no meio da passagem do vale, avistou uma pequena figura, uma diminuta mulher.

Seus cabelos longos combinando com um corpo muito esguio. Era uma fêmea… usando uma reluzente armadura prateada.

Uma mulher cavaleiro.

Há pouco tempo, tinha visto um daqueles cavaleiros dragões do Mundo Humano subindo para além da borda da montanha. Naquele momento, tinha planejado derrubá-lo quando fosse aterrissar, entretanto, após o guerreiro dar umas três voltas no céu, sumiu entre as nuvens e não mais retornou.

Acabar com um daquele grupo seria um belo prêmio.

A parte disso, voltou sua atenção para a mulher cavaleiro de olhos penetrantes e escuros.

Sigrosig sentia nitidamente o olhar da guerreira em si, mesmo há trezentos mels de distância.

O medo que normalmente era presente em seus oponentes, inexistia naquela pessoa.

No lugar, havia a frieza de um predador marcando sua presa como objetivo.

“Caçar… a mim!?”

Estava realmente tentando caçá-lo? Sigrosig, o maior dentre todos os líderes dos gigantes? O guerreiro mais poderoso das cinco raças do império escuro?

“Hgggh…!!”

Um grunhido estridente, incompatível com sua expressão sombria de instantes atrás, escapou de sua garganta.

A força deixou suas pernas e o grande martelo em sua mão direita ficou incrivelmente pesado.

A postura de Sigrosig foi completamente desmanchada, tropeçando de maneira desordenada.

E então…

“ZZUBAAA!!!”

Um raio de luz deslumbrante foi disparado da ponta da espada empunhada pela mulher cavaleiro. Era um zumbido diferente de qualquer som que já estivesse escutando até o momento.

Instantaneamente, foi apunhalado perto de seu ombro direito, atravessando parte do corpo do gigante sem nenhuma resistência.

Se Sigrosig não tivesse inesperadamente tropeçado enquanto estava perdido em pensamentos, a luz tinha acertado seu coração diretamente.

Mesmo com esse desvio, tudo que a luz tocou fora vaporizado. Queimando sua pele, atingindo parte do ombro, subindo em direção a cabeça, onde torrou boa porção de seus cabelos vermelhos e desalinhado e por fim, destruindo sua orelha direita que estava adornada com dentes de suas presas.

Sem encontrar barreiras, o raio prosseguiu sua trajetória, perfurando dois aliados de Sigrosig que corriam logo atrás, onde acabou se dissipando em pontos luminosos, deixando como rastro, grandes feridas fatais.

A consciência de Sigrosig nem registrou os gigantes que perderam todas suas Vidas, caindo como troncos de árvores em suas costas. Apenas sentia uma intensa dor no lado direito de sua cabeça, como se um grande inseto o tivesse picado. Provou dessa sensação até que tudo em sua mente fora preenchido com uma só emoção.

Terror.

O gigante seguia vergonhosamente sentado sobre seu traseiro, enquanto sua mandíbula tremia sem parar.

Tinha testemunhado um evento ímpar durante a rebelião de Shasta, o Dark General. Naquela ocasião, tudo que havia sentido fora surpresa, nenhum medo. Os únicos que Shasta havia matado, depois de ter se tornado um ciclone negro, foram um raquítico assassino e os inúteis goblins.

Mesmo admitindo o enorme poder do Imperador Vector, não teve problema algum, já que embora parecesse com um corpo humano, era de fato um deus extremamente antigo, uma existência fora dos padrões.

Então… como uma simples mulher conseguiu incutir tanto medo nele?

Não podia suportar a ideia de ter ficado paralisado de medo em frente à uma réles humana.

Mentira… tinha que ser uma mentira…

Mentira, mentira, mentira, mentira!

O gigante gemia enquanto uma fumaça espessa saía de seus cabelos cremados.

Impossível! Não podia estar assustado. A sensação era de fogos de artifícios brancos explodindo no lugar mais profundo de sua mente enquanto seu corpo reagia produzindo uma dor excruciante, que crescia proporcionalmente o aumento de sua preocupação.

Boca e língua começaram a se retorcer, como se estivesse tendo uma convulsão.

O que saía de sua garganta eram palavras que entrecortadas com estranhos ruídos.

“Mentiramentiraramentira, matar, mamatar, mentiramatarararara…”

Nesse momento, o centro do Fluctlight de Sigrosig, o lugar onde ficava a autoimagem de si mesmo, a parte que dizia que era o mais forte de todos, instalada no recôndito mais profundo de sua alma, seu próprio núcleo, encontrava-se com a situação de paralisia por medo. Um acúmulo de inconsistências induzidas por conflitos inevitáveis provocou um colapso nos circuitos de luzes quânticas em seu Lightcube.

Os olhos do gigante liberaram uma luz vermelha intensa.

“Raa, raa, ra -a——–!”

Enquanto os guerreiros da raça dos gigantes à volta olhavam tudo aquilo em estado de choque, Sigrosig levantou abruptamente.

Girou seu gigantesco martelo de guerra como se não pesasse nada e reiniciou seu ataque a uma velocidade ainda maior e com muito mais vigor do que antes.

Passou por cima de seus próprios companheiros como se eles não estivessem ali, pisoteando alguns e jogando outros para todas as direções.

Em questão de instantes, já havia alcançado a vanguarda dos goblins à frente do exército negro. Ruídos úmidos de coisas triturando se ouvia a cada passo que dava.

Seus pés não distinguiam solo de seres vivos. Apenas se impulsionava para frente sem parar.

O gigante já não possuía a capacidade cognitiva de perceber nada, sua mente havia se rompido por completo.

A única coisa que ainda restava era o incessante comando de matar a mulher cavaleiro, a derradeira ordem que flutuava e soava como uma sirene em seu núcleo.

 

***

 

No final, os chefes dos goblins das planícies e o dos gigantes acabaram por subestimar as existências conhecidas como os Integrity Knights.

Porém, o líder dos goblins das montanhas, Kosogi, que estava comandando o flanco direito da vanguarda do exército invasor, era diferente.

Havia pago um alto preço por estudar o enorme poder militar dos Integrity Knights não fazia muito.

A escavação da caverna, no extremo norte da cordilheira, durante a tentativa de invasão da aldeia de Rulid em uma ação conjunta de orcs e goblins, tinha sido obra de Kosogi.

Apesar ter ficado no Palácio Obsidiana na ocasião, tinha dado tropas para três de seus irmãos, instigado e manipulado os orcs para ajudar na estratégia de invasão.

Contudo, seu experimento acabou em tragédia. Os poucos soldados que conseguiram retornar com vida, estavam completamente destruídos mentalmente. Seus relatos eram incríveis, surpreendendo-o a respeito da força que os devastou por completo, assassinando seus irmãos como se não fossem nada.

Segundo os sobreviventes, o efetivo de mais de duzentos goblins e orcs foram obrigados a fugir por causa de uma única guerreira humana em seu dragão voador.

Embora fosse difícil de acreditar, Kosogi não era burro de ignorar aquela dura lição aprendida às custas de tantos sacrifícios preciosos. Decidiu não voltar a cometer outra estupidez daquelas. Jamais enfrentaria os Integrity Knights do Mundo Humano em um ataque frontal.

Infelizmente, a invasão que estava ocorrendo nesse instante não estava sob sua responsabilidade. Tinha sido uma ordem direta do Imperador Vector, algo que não poderia ignorar.

A líder dos usuários de Dark Arts, D.I.L., deve ter ciência do quão terríveis são esses guerreiros sagrados. Talvez esse tenha sido o exato motivo que a levou a criar uma estratégia como essa e a sugerir para o soberano. Usar o goblins, orcs e gigantes para criar desordem em batalhas corpo-a-corpo para que dessa forma consiga tempo suficiente para incinerar todos no vale recém-aberto, inclusive seus aliados.

Como o imperador aprovou o plano de D, eles só podiam obedecer. Kosogi quase fritou o cérebro nas últimas três noites pensando em uma forma de cumprir a ordem dada ao mesmo tempo que fosse possível escapar das garras da morte dos Integrity Knights e também dos usuários de Dark Arts.

Levando em conta o tempo escasso que tinha para criar algo mais elaborado, achou que o plano de contingência que conseguiu era até bem aceitável. Dito isso, colocou em prática assim que conseguiu os recursos.

Tudo dependeria dessas pequenas esferas cinzas que distribuiu aos seus subordinados.

No instante em que se lançou ao ataque após o imperador ter emitido a ordem, Kosogi localizou um dos Integrity Knight do alto escalão em meio à multidão. Ele estava usando uma brilhante armadura completa liderando sua gente logo mais à frente.

O cavaleiro avistado em questão não era a Alice Synthesis Thirty, a pessoa que destruiu o esquadrão de invasão à vila Rulid e sim seu discípulo, Eldrie Thirty-One. Contudo, Kosogi não tinha como saber disso pois mal conseguia distingui-los, para ele, eram todos demônios que mereciam uma morte horrível nas mãos de sua raça, os goblins.

“Muito bem… é agora!!”

Kosogi emitiu uma nova ordem no momento em que chegou a cinquenta metros do exército inimigo.

Ao finalizar sua pequena frase, esmagou a esfera que carregava na palma de sua mão esquerda.

Pequenas chamas surgiram na superfície da pequena bolinha que rachou com um som crepitante. É claro, aquele objeto não continha pólvora, já que em Underworld não existiam objetos desse nível, sua civilização não tinha alcançado esse patamar de conhecimento.

Não havia também nenhum tipo de elemento térmico gerado por artes dentro daquilo. O que havia de fato ali dentro, eram pequenos escaravelhos conhecidos como insetos de fogo, que viviam isolados no vulcão no extremo norte do Dark Territory, um lugar sagrado para todos os goblins das montanhas.

Eles costumam explodir em chamas sempre que são apertados, podendo causar uma séria ferida se isso fosse feito com a mão nua acidentalmente.

A esfera cinza que envolvia os insetos eram objetos da mesma região, sendo formadas por uma argila especial. Sua base era condensar a poeira do solo de lá em uma massa, deixando-a secar ao sol. Sua caraterística principal era gerar uma grande porção de fumaça assim que fosse quebrada, de maneira que era usada como sinal.

Então, através de técnicas de concentração de materiais semelhantes aos que os assassinos da guilda de assassinos faziam, Kosogi conseguiu amplificar o efeito de fumaça das esferas dezenas de vezes.

Como resultado…

As bolotas lançadas por Kosogi e seus subordinados se transformaram no que poderia ser descrito como as primeiras bombas de fumaça desse mundo. Incendiadas pelos insetos, as esferas produziam uma fumaça extremamente densa, que podia ocultar além da visão, o olfato de qualquer um.

O efeito no campo de batalha foi impressionante.

Engoliu a metade do vale em uma porção que se estendia do leste ao oeste.

Nem sequer os goblins com sua excelente visão noturna poderiam lutar normalmente dentro de uma fumaça daquelas.

Contudo, os planos de Kosogi não era vencer os inimigos aproveitando-se da cortina de fumaça.

Então, pouco antes de mergulhar no mar de fumaça à frente, gritou para seus subordinados o terceiro comando:

“Ouçam-me, seus malditos! Coooooorraaaaaammmm!!!”

Embainhando o facão em suas costas, colocou suas duas mãos no solo. Devido a pequena estatura, os goblins chegavam a altura dos joelhos de um humano ao posicionar-se de quatro patas.

A fumaça, por ser mais quente do que o ambiente, ficava mais concentrada poucos centímetros acima do solo, de maneira que possibilitava certa visão dos pés dos soldados metros à frente.

Os cinco mil soldados que constituíam o efetivo dos goblins das montanhas, juntamente com Kosogi, seu líder, ignoraram completamente Eldrie e seus guardas, aproveitando-se da visão privilegiada, passaram correndo direto pelo inimigo, dirigindo-se para uma região mais afastada do território oposto.

As ordens do imperador eram simples, avançar sobre o exército inimigo. Não especificava para qual direção. Kosogi montou um plano para passar pela principal força inimiga, ou seja, evitar todo e qualquer contato direto com os Integrity Knights nas linhas de frente, indo atacar a retaguarda, mais precisamente, as unidades de suporte adversárias.

Esgueirando-se para além das linhas de frente inimigas, conseguiriam evitar o ataque combinado que eventualmente os matariam dos usuários de Dark Arts e os orcs arqueiros.

A intenção era agora acabar com os Integrity Knights e seus guardas, atacando-os por trás, logo após as flechas e os encantamentos de fogo terem sido lançadas sobre eles, dando o golpe devastador final. Entretanto, caso não fosse possível, poderiam fugir e se espalharem pelo Mundo Humano.

Todas as chances estavam ao seu favor.

Dessa forma, sem nenhum derramamento inútil de sangue, conseguiram cruzar os cem metros que separavam os dois territórios, se dirigindo ao lado norte do vale.

O segundo esquadrão da guarda do exército de defesa do Mundo Humano, que estavam logo atrás do pelotão de Eldrie, finalmente notou a ausência do cavaleiro sagrado que deveria estar ali os liderando, em outras palavras, não sabiam onde estava o Integrity Knight de alto escalão, Renri Synthesis Twenty-Seven.

***

A primeira baixa do lado humano veio do guarda veterano que lutava ao lado de Deusobert no flanco direito do pelotão de frente.

Não foi capaz de deter com seu escudo um machado lançado em sua direção por um goblin.

Era um nobre de classe baixa que vinha comandando há muitos anos o pelotão de guarda imperial do Império do Oeste, Wesdarath. Apesar de certamente ter uma ótima esgrima, devido sua idade, não conseguiu evitar que um dos machados cravasse em seu pescoço envelhecido, causando uma ferida fatal que inevitavelmente drenou por completo sua Vida. Nem sequer as artes curativas executadas em ritmo acelerado pelo grupo dos sacerdotes que estavam dando suporte ao pelotão conseguiram impedir que o velho soldado viesse a morrer.

Deusobert, vendo a situação naquela hora, parou seu ataque imediatamente e realizou uma arte curativa extremamente potente no corpo do antigo guarda. Contudo, o velho tratou de negar com sua cabeça gritando veementemente enquanto podia e em meio a golfadas de sangue.

“Pare! Este é meu destino… está dentro de minha tarefa sagrada. Dar minha vida se possível em cumprimento ao dever… Não gaste sua preciosa energia com esse velho, senhor cavaleiro… Em troca disso, lhe confio meu dever… por favor… use o que restar de minha…-”

Momentos depois, o soldado faleceu, fazendo com que sua Vida se transformasse em recursos espaciais para ser usada nos encantamentos.

Deusobert mordeu seus lábios com força enquanto disparava contra o goblin que havia arremessado o machado que vitimou o guarda. Esticou seu arco de chamas ao máximo, com as labaredas potencializadas com a energia da vida do velho.

Enquanto isso, vários guardas do exército de defesa do Mundo Humano continuavam a cair em suas costas em uma velocidade brutal. Dezenas de meio-humanos também perdiam suas vidas do outro lado, obedecendo aquela terrível ordem de avançar sem parar até que não restasse nada.

Grande parte dos recursos espaciais que eram dispersados das vidas ceifadas no campo de batalha, flutuavam para algum lugar acima como pontos de luzes semelhantes a vagalumes.

E ao longe, nos céus sobre o vale.

Um solitário dragão voava em meio a penumbra das nuvens carregadas.

Sobrevoava em círculos enquanto a mulher cavaleiro que vestia uma esplendorosa armadura dourada permanecia em pé sobre suas costas, totalmente concentrada.

***

Sem tempo e nem espaço para se esconder.

Renri encurvou mais ainda suas costas na tentativa de mesclar-se com a escuridão em um dos cantos da tenda na esperança que sua silhueta não fosse notada ali.

O buraco redondo naquele lugar, que servia de janela, filtrou levemente ainda alguma luminosidade do sol sobre as duas garotas que acabavam de entrar. Em uma rápida olhada, era possível notar que a dupla não parecia ter mais do que dezesseis anos.

Uma delas tinha um cabelo de cor vermelha bem vívida, enquanto que a outra possuía cabelos castanho escuros. Usavam armaduras leves por cima de vestes cinzas que lembrava muito um uniforme escolar. Finas espadas retas estavam presas em suas cinturas.

De fato, não as reconhecia, mas era bem provável que pertencessem ao corpo da guarda constituído pelas pessoas comuns do Mundo Humano a julgar pelo nível de seus equipamentos.

Se fosse apenas isso, não causaria a estranheza da situação. Porém, algo na cena parecia totalmente fora de contexto. Era uma cadeira metálica que a garota de cabelos castanhos estava empurrando. Um jovem de cabelos negros estava sentado nessa cadeira com a cabeça levemente pendida para baixo, que agora percebia, tinha rodas no lugar de pés.

Os olhos de Renri, mesmo procurando permanecer ocultos, foram atraídos para o rosto do jovem.

Teria o quê? Vinte anos? Impossível dizer devido ao estado de seu corpo, extremamente magro e com o braço direito faltante na altura de seu ombro. À primeira vista, poderia considerá-lo mais fraco do que as duas meninas. Entretanto, Renri logo percebeu as duas espadas longas que eram sustentadas firmemente pelo braço esquerdo do rapaz e que geravam uma inacreditável pressão, mesmo estando cada qual em suas respectivas bainhas. Sem dúvida alguma, eram dois instrumentos divinos, possivelmente com níveis muito maiores do que as suas Twins Edged Wings.

Mas como aquilo poderia ser verdade? Mesmo ignorando as propriedades delas, ainda assim, requereria um nível de força física descomunal a altura dos Integrity Knights somente para mantê-las em seu colo e aquele rapaz estava claramente segurando-as com apenas um braço.

E o mais impressionante era o fato do rapaz manter um olhar perdido, uma expressão totalmente vazia, corroborando com a ideia de que dificilmente seria possuidor de tal força.

Enquanto sua mente mergulhava em pensamentos, Renri descuidou-se e acabou se deixando notar pelas duas meninas, que ao perceber sua presença, congelaram fixando olhares alarmados nele.

Mas tão logo isso aconteceu, a garota de cabelos vermelhos e longos reagiu quase que instintivamente, se movimentando para puxar a espada de sua cintura.

Porém, antes mesmo que ela completasse sua ação, Renri falou com uma voz rouca:

“Não sou seu inimigo… desculpem-me por assustá-las. Se importariam que eu me levante? Não se preocupem, farei isso com as mãos para cimas, vejam!”

“…Mostre-se!”

Assim que a garota respondeu, Renri levantou-se gentilmente. Deu um, dois, três passos em sua direção com as mãos erguidas. Quando a luminosidade da janela circular recaiu sobre sua armadura ricamente ornada, mostrando seu instrumento divino ao lado de sua cintura, as garotas prontamente engoliram em seco se endireitando em posição de sentido.

Então, rapidamente largando a empunhadura de suas espadas, as duas falaram juntas:

“…S-Sentimos muito, senhor cavaleiro!”

Renri imediatamente negou com a cabeça, interrompendo as duas que seguiam desculpando-se com os rostos pálidos.

“Não… foi tudo minha culpa, não tive a intenção de assustá-las. Além do mais… eu já não sou um… Integrity Knight…”

Ainda que a segunda parte da frase tenha sido dita como um sussurro, as garotas piscaram os olhos totalmente perplexas. Sua confusão não era infundada. Pois o manto que cobria suas costas e a cruz unida em uma elipse, o emblema da Igreja Axiom, que estava radiantemente brilhando em seu peito, servia como prova definitiva de seus status como um Integrity Knight.

Renri colocou sua mão direita sobre o emblema como se quisesse escondê-lo enquanto expunha a verdade em forma de palavras que saiam como brasa queimando sua boca e sua alma.

“O motivo pelo qual disse isso é que… poucos instantes atrás, abandonei meu posto e… fugi. A luta já começou nas linhas de frente. A unidade que estava sob meu comando provavelmente deve estar imersa no caos a essa hora. Com certeza, já deve ter tido muitas baixas… e mesmo sabendo disso tudo eu… eu não consegui me mover…

Dito isso, como posso ainda me considerar um cavaleiro?”

Mordeu os lábios com força enquanto olhava para frente.

E nos olhos totalmente arregalados da garota de cabelos vermelhos iguais as folhas de outono, viu seu reflexo olhando para si mesmo.

Cabelos acinzentados e um pouco desgrenhados pendendo para frente, bochechas avermelhadas e redondas, com olhos bem delineados quase femininos com longos cílios, carente de qualquer imponência e força digna de um cavaleiro.

Era um fracasso confinado eternamente em um corpo de menino de quinze anos.

E no momento em que desviou os olhos do reflexo que mostrava tudo aquilo que mais desprezava nele, a garota de cabelos vermelhos levou suas mãos à boca como se tivesse sido acometida por uma nova espécie de surpresa.

“…!?”

Renri franziu o rosto a respeito da reação da garota que rapidamente desviou seu olhar enquanto sacudia cabeça em sinal negativo.

“M-Me desculpe, não é nada…”

Entrando na frente de sua amiga, a garota de cabelos castanhos deu um passo à frente e apresentou-se com a voz baixa, porém, firme.

“Desculpe-nos por não nos apresentarmos antes. Pertencemos ao esquadrão de suporte, sou a aprendiz Ronye Arabel e esta é a aprendiz Tiezé Shtolienen. E este é… o espadachim de elite em treinamento, Kirito.”

“Kirito!”

Renri deixou escapar o nome sem dar-se conta tal era sua surpresa.

O conhecia, não é? Por acaso não era um dos dois rebeldes que invadiram a Catedral Central meio ano atrás? Exatamente com o intuito de capturá-lo que ele entrou no processo de descongelamento, mas que infelizmente não foi rápido o suficiente para conseguir agir.

Isso queria dizer que esse espadachim tão esquelético foi a pessoa que venceu a Alto Ministro, a Administrator? E o braço que lhe faltava era por causa desse embate?

Renri moveu seu pé para trás instintivamente, sentindo uma pressão que não podia aguentar, mesmo diante um jovem que estava aparentemente indefeso e carregando aquela expressão tão vazia.

Sem mostrar sinal que percebera o movimento de Renri, a garota que disse se chamar Ronye continuou a falar cheia de resolução.

“Bem… não estou em posição de dizer nada a respeito do que está acontecendo no fronte de batalha, senhor cavaleiro. Apesar de pertencermos ao Exército de Defesa, nós estamos aqui atrás… E além disso, esta é nossa atual missão. Recebemos a tarefa da senhora cavaleiro Alice de protegermos esse homem a qualquer-…”

Alice!? Alice Synthesis Thirty?

A jovem prodígio novamente entrando em sua vida. Com toda a certeza ela deveria estar preparando algum plano incrível, uma arte de larga escala para combater diretamente nas linhas de frente nesse instante.

Como se estivesse sendo acuado, Renri lutou para não demonstrar estar sendo abalado por uma angústia crescente que o enfraquecia ainda mais.

Enquanto isso, a aprendiz Arabel que seguia com seu relato, de repente parou o que dizia e perguntou em tom de urgência.

“S-Senhor cavaleiro, mesmo correndo o risco de estar passando dos limites…, mas… será que poderia nos ajudar? Para ser honesta, nós dificilmente poderíamos vencer um único goblin em uma luta real. Entretanto… devemos proteger o senhor Kirito, mantê-lo a salvo!”

Renri foi fisgado pela luz que irradiava dos olhos de Ronye.

Constatou que aquele brilho só era desenvolvido por aqueles que haviam aceitado uma missão com todo o coração, determinados a cumprir sua tarefa mesmo que significasse perder a própria vida.

“Onde eu deixei a minha luz? Como uma aprendiz que nem sequer se graduou a tem e eu não? Será que é exatamente isso que me falta desde o momento em que despertei como um Integrity Knight nesse mundo humano…?”

Renri escutou sua própria voz ressecada, quase irreconhecível sair de sua garganta.

“Creio que… se permanecer aqui, ficará tudo bem. Sua excelência, o Knight Commander Bercouli, é quem comanda o segundo pelotão do Exército de Defesa, se alguém realmente passar por sua guarda, então não teremos mais chance mesmo e o mundo estará perdido de qualquer maneira.  Se ele falhar, não importará para onde correr.

Dito isso, planejo ficar aqui até a batalha terminar. Não farei objeção se vocês quiserem ficar aqui ou ali no outro canto da tenda…”

Com suas palavras desaparecendo como se levadas pelo vento, terminando em um quase sussurro, Renri virou-se de costas e foi para o fundo da tenda onde sentou-se e permaneceu calado.

E esse era o cenário.

As nuvens de fumaça criadas por Kosogi, o chefe dos goblins das montanhas, deram a possibilidade de seu bando escapulir pelo flanco esquerdo das linhas de frente que estava sendo guarnecida pelo Integrity Knight Eldrie. Tomando vantagem dos densos vapores que aumentavam cada vez mais, uma verdadeira avalanche de goblins começaram a passar pelas defesas como água através de uma rede de pesca.

Nem Renri e nem as duas aprendizes tinham a possibilidade de saber que o objetivo do avanço das forças de Kosogi era justamente a aniquilação do pelotão de suporte que estava na retaguarda do Exército de Defesa do Mundo Humano.

***

A progressão da reação em cadeia que culminaria na destruição do conjunto quântico de luz que constituía a alma do líder dos gigantes, Sigrosig, avançava rapidamente.

Porém, como o colapso causava danos em determinadas áreas ao invés do todo, houve certo atraso antes que seu Fluctlight ruísse de vez. E isso gerou um estranho fenômeno como efeito colateral.

O enorme ódio e sede de sangue que Sigrosig sempre direcionava para os humanos foi liberado de uma só vez, transbordando de seu fragmentado Fluctlight até alcançar o Lightcube que armazenava a alma da vice comandante Fanatio através de seu Main Visualizer que controlava o Lightcube Cluster.

Sem ter consciência disso, ele acessou o controle de fenômenos relativos à imaginação. Em outras palavras, o poder conhecido como incarnation usado pelos Integrity Knights, que acabou paralisando os movimentos de Fanatio, mesmo devido a sua grande experiência em batalhas.

Avançando enlouquecidamente para a mulher cavaleiro com seu enorme corpanzil carregado de um vigor jamais visto, o líder Sigrosig girava o martelo em sua mão direita.

“Porque não consigo me mover!?”

Fanatio tentava desesperadamente achar um motivo pelo qual suas pernas negavam-se a lhe obedecer, contudo, ainda se deu conta que com seus braços acontecia o mesmo, nem fechar os punhos conseguia.

Por ser a vice comandante da Ordem dos Integrity Knights e também por seu longo histórico de batalhas, jamais ficaria paralisada de medo apenas com um simples olhar de ódio, mesmo que fosse de um dos líderes inimigo, já estava acostumada com esse tipo de coisa, tinha que ser algo diferente que estava agindo ali.

Dizia isso repetidas vezes em sua mente, mais ainda assim seu corpo não se movia, continuava congelada na posição de disparo com um dos joelhos apoiados no solo.

Em uma de suas simulações de combate que teve com o comandante Bercouli, ela teve dificuldades em ganhar terreno com sua espada, acabando por ficar encurralada. Porém, isso que acontecia agora era completamente diferente.

Daquela vez ficou paralisada devido à enorme presença de espírito, que apesar de forte, também era extremamente gentil. Aquele poder a envolveu completamente.

Mas agora era diferente, sentia dor. Era como se um enorme caixão feito de espinhos estivesse fechando sobre ela e cada espetada doesse mais do que a anterior, elevando o nível de agonia.

Sigrosig gritava de maneira estranha ao pisotear aqueles que deveriam ser seus aliados nessa guerra. Esmagava orcs e goblins sob seus poderosos pés como se não fossem nada mais do que grama alta.

A vice comandante avistou com terror uma quantidade bizarra de sangue e ossos explodindo a cada passada desenfreada. De maneira que agora estava a menos de quinze mels de si.

Normalmente, um duelo de um contra um não seria problema, porém…

Dentre todos os dez membros da horda escura, Fanatio apenas conhecia o poder do Dark General Shasta. Em um combate há muito tempo atrás, seu capacete fora destruído por ele no final de uma intensa batalha que durou aproximadamente meia hora, com tudo terminando com sua humilhação quando Shasta resolveu não mais atacá-la após ver seu rosto.

Contudo, ela nunca se sentiu de fato derrotada. Quando lutou dessa vez, estava sob uma estrita ordem de Bercouli de não usar o Armament Full Control Art em uma luta contra qualquer Dark Knight, pois isso poderia dar material para eles desenvolverem mais seus poderes.

De maneira que ela sempre se sentiu superior a todos seus inimigos. Nem naquele instante e nem agora, a simples ideia de congelar diante de um oponente com somente um olhar era completamente absurda.

Com isso em mente, Fanatio só podia supor que um fenômeno além de sua compreensão estava em andamento.

Em menos de dez segundo o gigante estaria sobre ela martelando-a sem piedade. Tinha que colocar-se de pé e corrigir sua postura para enfim poder lutar apropriadamente com sua espada.

Se conseguisse isso, poderia interceptá-lo com apenas um corte, já que sua amada Heaven Piercing Sword, um dos mais fortes instrumentos sagrados já construídos, jamais perderia para um martelo de guerra feito de ferro grosseiro.

Apesar de planejar isso, ainda não conseguia levantar. Grilhões invisíveis prendiam Fanatio enquanto o líder dos gigantes já chegava em seu raio de ação, mirando-a com um brilho vermelho explodindo em seus olhos.

“MATARHUMANOSOSOSOSOSS—”

Gritando de maneira grotesca, Sigrosig baixou seu martelo.

“Sua excelência!”

Fanatio disse mentalmente com sua boca imobilizada.

Dakira Synthesis Twenty-Two, uma mulher cavaleiro do baixo escalão, que jurou oferecer tudo que tinha a somente uma pessoa desde o momento em que despertara como uma Integrity Knight.

Diferente da maioria, não jurou nada para sua governante, a Alto Ministro ou para o líder de sua ordem, Bercouli.

Sua total devoção fora sempre para a vice comandante Fanatio e mais ninguém.

Dakira sempre se sentiu atraída por sua intensidade implacável e angústia peculiar que sempre procurava ocultar.

A emoção não tinha outro nome a não ser o chamado amor, segundo as regras do Mundo Humano.

Entretanto, ela havia selado todos seus sentimentos devido a uma série de razões, procurando servir como um membro sem rosto da unidade comandada diretamente por Fanatio, a Four Oscillation Blades. Pois somente em estar ao seu lado, já a fazia sentir-se como a mais feliz das pessoas, algo que jamais poderia imaginar em toda sua existência.

Porém, pensar que a Four Oscillation Blades era de alguma forma privilegiada entre a Ordem dos Integrity Knights do baixo escalão era um erro. Na verdade, Fanatio reuniu pessoalmente os guerreiros que tinham menos poderes, quem todos julgavam que era perigoso em mandá-los sozinhos para as linhas de frente e os treinou com técnicas combinadas para que elevassem seus níveis e assim aumentassem a taxa de sobrevivência em batalha, criando o que vários chamavam de o ‘pelotão das sobras’.

Os membros dessa unidade foram os quatro que tiveram as notas mais baixas na avaliação da Alto Ministro e do Chefe Elder. Fato que não era nenhuma injustiça, visto que os Oscillation Blades cometeram erros graves ao sofrerem terríveis feridas de dois espadachins estudantes oriundos das pessoas comuns na rebelião de seis meses atrás.

Contudo, para Dakira a pior das feridas foi acabar falhando em proteger sua amada Fanatio. Todo o tempo em que passou em recuperação, sua mente estava cheia de pensamentos que seria melhor ter morrido para não causar mais danos aquela pessoa.

Mas contrariando suas espectativas, Fanatio conversou com ela com muita doçura ao invés de dureza e repreensão quando suas feridas foram curadas.

Com a máscara de prata que nunca retirava em público removida, a mulher cavaleiro, sua vice comandante, mostrou um maravilhoso e aconchegante sorriso enquanto dava pequenas palmadinhas nos ombros de seus quatro comandados.

“- Eu também acabei sendo salva das garras da morte por aqueles dois rebeldes. Cavaleiros, não têm do que se envergonharem. Em todo o caso, foi uma ótima luta, nunca vi uma coordenação tão boa e sincronizada da Encircling Bladed Oscillation Dance.”

E foi nesse instante, enquanto lágrimas escorriam dentro de seu capacete fechado, que ela jurou mais uma vez.

Jamais permitiria que outro dano chegasse a sua vice comandante.

E este era justamente o ‘outro dano’.

Sem se preocupar em desobedecer a ordem de aguardar, Dakira saltou pelas fileiras no instante em que sentiu uma anormalidade nos movimentos de Fanatio.

Estava a mais ou menos vinte mels de distância da vice comandante, que estava ajoelhada enquanto o líder dos gigantes já estava executando seu movimento com o martelo.

Com a habilidade física de um cavaleiro do baixo escalão, não deveria ser capaz de cobrir essa distância a tempo. Porém, Dakira nem sequer pensou nisso, apenas desejou estar lá e correu como um raio de luz, se transformando em um borrão que se jogou na frente de Fanatio, interceptando o absurdamente pesado martelo de ferro com sua espada de duas mãos.

A terra sacudiu com o estrondoso impacto que além do tremor, criou faíscas vermelhas no ar.

Ainda que a espada de Dakira fosse afiada a um nível onde as armas dos guardas comuns jamais conseguiriam alcançar, ela não poderia se comparar com os instrumentos divinos dos cavaleiros do alto escalão em termos de prioridade.

Por outro lado, o martelo de ferro de Sigrosig estava com sua prioridade extremamente aumentada através do poder da incarnation e de sua terrível sede de sangue.

O choque levou menos de meio segundo, mas diversas rachaduras apareceram na lâmina da espada. Instantes depois, a arma se estilhaçou em incontáveis pontos de luz.

Dakira rapidamente largou a empunhadura e agarrou o enorme martelo que continuava em seu arco descendente com apenas as duas mãos.

Ruídos surdos ecoaram por todo seu corpo.

Os ossos de seus punhos, assim como os de seus braços, foram partidos em vários lugares.

A visão ficou turva devido a dor. Sangue fresco saía aos borbotões das juntas da armadura, manchando todo o capacete e jorrando no chão.

“KU..uu… OOO!!”

Com os dentes cerrados, Dakira converteu seu grito de dor em força para parar de vez o martelo, usando seu próprio corpo para contê-lo e a única coisa ainda inteira que poderia usar, era seu capacete.

A superfície de aço da máscara em forma de cruz foi destroçada sem oferecer resistência, com ruídos aterrorizantes sendo ouvido a seguir conforme seu pescoço se retorcia para trás, sendo acompanhado pelo deslocamento de sua coluna até que ambas as pernas dobrassem sobre o peso de seu próprio corpo adicionado ao golpe do martelo.

A dor cresceu como chamas e tudo se transformou em vermelho vivo.

Contudo, a mulher cavaleiro de baixo escalão, Dakira Synthesis Twenty-Two não caiu.

Fanatio estava logo atrás, não permitiria que essa maldita arma fosse usada contra ela.

“Dessa vez a protegerei!”

“…IAAAAAA!!!”

O grito de sua boca e garganta destroçada saiu completamente distorcido, como se a função de voz metálica do elmo ainda estivesse ativa, porém, era reflexo do nível do dano que recebera no rosto.

O sangue jorrava de todas as feridas abertas de Dakira se transformando em algo como chamas na cor branca azulada.

Juntando os braços esmagados, as chamas crepitaram e depois explodiram.

O martelo de ferro foi lançado para trás mais ou menos dez mels ao mesmo tempo que o corpo do gigante Sigrosig.

Dakira desabou lentamente enquanto sentia ao longe o impacto do inimigo caindo ao solo.

“…Dakira!!”

Um grito, quase um choro.

“Aah, esse som é a senhora Fanatio chamando pelo meu nome? Quantos anos fazem que não a ouço dizê-lo?”

Havendo perdido seu capacete, suas curtas tranças castanho claros e sua pele alva foram expostas enquanto tentava sorrir mesmo com seu rosto destruído, caindo estendida no colo da vice comandante.

Dakira nasceu e se criou em uma pequena vila próxima ao mar no Império do Sul, Southcroith. Seus pais eram pobres e sem sobrenome que viviam da pesca, porém, a garota tinha sido abençoada com a força de vários homens e pode ajudá-los muito no trabalho.

Infelizmente, a menina acabou cometendo algo considerado um tabu quando atingiu a idade de dezesseis anos. Tinha se apaixonado por sua melhor amiga, que era mais velha do que ela um ano.

É claro, nunca chegou a se confessar para ela pois isso era proibido.

Contudo, incapaz de aguentar seu sofrimento, em uma determinada noite, Dakira buscou ajuda e penitencia com a Deusa Stacia no altar da igreja de sua aldeia em forma de confissão.

E sem saber que esse altar estava conectado com o sistema automatizado da câmara dos anciões na Catedral Central, ela acabou sendo detectada e julgada como alguém que violara o Índice de Tabus e dessa forma, foi levada para a Igreja Axiom onde graças a sua grande força, foi convertida em um Integrity Knight com todas suas memórias roubadas.

Ainda que não conseguisse lembrar de seu nome, a garota que Dakira amou se parecia muito com a vice comandante Fanatio.

Finalmente em paz, milagrosamente Dakira, mesmo que turva ainda tinha uma visão parcial do maravilhoso rosto de Fanatio que estava muito perto do seu com lágrimas deslizando por suas bochechas.

“A vice comandante… está chorando por mim.”

Não podia pensar em nada que lhe deixasse mais feliz. Havia conseguido seu intento, se redimiu de toda a dor e culpa que lhe atormentava nos últimos meses. A morte vinha acelerada, mas isso não a preocupava, já estava satisfeita.

“Dakira… não morra! Não se preocupe, vou curá-la!!”

Uma voz distorcida chegou aos seus ouvidos danificados mais uma vez.

Dakira tentou levantar seu braço esquerdo juntando o que ainda restava de forças e conseguiu que parte de seus dedos tocasse o rosto de sua amada comandante, secando-lhe as lágrimas.

Dakira transformou o sentimento que sempre manteve oculto em seu peito em um sussurro:

“M-Minha senhora… Fanatio… sempre… te… ama… rei.”

Nesse momento, a Vida da Integrity Knight, Dakira Synthesis Twenty-Two chegou ao fim.

Seu dever e desejo foram cumpridos, desse modo, partiu sorrindo.

A primeira vítima fatal dos cavaleiros sagrados fechou os olhos para toda a eternidade.

“O que… o que foi que eu fiz!!??”

Fanatio gritou em sua mente enquanto abraçava com força o pequeno corpo coberto de feridas. Ao mesmo tempo, sua visão borrada pelas lágrimas viu Sigrosig, por puro reflexo, fazer um movimento para colocar-se novamente em pé enquanto os três membros restantes do Oscillation Blades corriam ferozmente em sua direção.

Dakira, Jeis, Hobren e Giro. Os tinha colocado diretamente sob sua tutela para treiná-los e protegê-los. Mesmo que os tratasse de maneira rígida, com muita disciplina, todos eram seus queridos irmãozinhos mais novos. Apesar disso, quem foi protegida tinha sido ela, as custas de uma de suas preciosas vidas.

“…IMPERDOÁVEL!!”

O desabafo de pura ira foi direcionado para Sigrosig assim como para ela própria.

Não permitiria mais nenhuma baixa. Protegeria esses três até o final, pelo bem e sacrifício de Dakira.

Essa resolução transformou-se no poder da incarnation do amor, irradiado da alma de Fanatio com mais intensidade do que a sede de sangue de Sigrosig que estava em plena ebulição.

Os espinhos que a prendiam e que pareciam serem feitos de gelo, evaporaram instantaneamente.

Colocando o cadáver de Dakira ao seu lado, Fanatio levantou a Heaven Piercing Sword com sua mão direita sem fazer ruído algum.

Diante dela estava a cena dos seus três companheiros, Jeis, Hobren e Giro, saltando com suas espadas por sobre o gigante que os repelia facilmente com um golpe de seu musculoso braço esquerdo.

A luz rubra dos olhos de Sigrosig pareciam a descrição das chamas do mundo demoníaco que fazia antagonismo ao mundo celestial e que ficavam nas entranhas da terra.

A situação era tão avassaladora que até os goblins e orcs que estavam ao redor pararam de atacar. Todos olhavam perplexos, aparentemente assustados com o que viam.

“MAT…MAAT… MMAAATTTTTT!!!”

Um rugido, gemido ou seja lá o que fosse que estava saindo da garganta do gigante que finalmente tinha se colocado de pé, fazia o ar vibrar. Contudo, isso já não mais afetava em nada Fanatio.

Suavemente, apontando com sua mão direita para os céus, a Heaven Piercing Sword foi coberta por uma luz branca produzindo um som límpido e ao mesmo tempo contundente.

O deslumbrante resplendor se elevava por mais de cinco mels de altura, permanecendo como uma gigantesca coluna iluminada.

“MAAAATAAAARRRRRRRHUUUMMMMAAAAANNNNOOOSSSSSSSSMAAARGH!!!”

Balançando o martelo com ambas as mãos, Sigrosig pulou em direção a Fanatio.

“…Transforme-se em pó!”

Fanatio apontou sua espada que havia se distendido várias vezes o seu tamanho e sua lâmina desprendeu uma linha branca que se chocou contra a superfície do martelo.

Um imenso som de ferro sendo partido ecoou pelo local quando a arma do gigante se desfez em duas partes. O ferro derretido explodia no ar em fagulhas incandescentes.

A agora enorme espada de luz encontrou enfim a cabeça de Sigrosig e deslizou até o solo sem tomar conhecimento que tinha alguma matéria ali. Atravessou tanto a arma quanto o gigante sem nenhum esforço.

O ser que dizia possuir o corpo mais forte do mundo, o lendário guerreiro entre os guerreiros, fora partido em dois em pleno ar durante sua investida. Tanto os demais gigantes como os guardas do Mundo Humano permaneceram estupefatos diante dessa cena.

Fanatio ergueu a espada de luz sobre sua cabeça retirando o resto de sangue da lâmina brilhante com certa satisfação.

“Primeiro esquadrão central a frente! Acabem com todos os inimigos!! AGORA!!!”

***
 

 

 

 

 

 


OLÁ PESSOAS!!

SIM, VOLTEI!!! SEJAM TODOS BEM-VINDOS AO ANO DE 2018.

 

RETORNANDO ÀS ATIVIDADES, TENTANDO ME RECOMPOR DA PARADINHA QUE SE PROLONGOU MAIS DO QUE PREVI, PORÉM, FOI EXTREMAMENTE NECESSÁRIA.

SEM MAIS DELONGAS, DOU INÍCIO A ÚLTIMA CORRIDA DO ARCO ALICIZATION QUE SÓ PARA NO GAME OVER. 

BORA LÁ ENTÃO:

 

A GUERRA COMEÇOU BEM A CONTENTO, PLANOS DENTRO DE PLANOS, REVIRAVOLTAS, MORTES INUTILMENTE ÚTEIS, UMA DILIÇA!!

DONA FANATIO COMPLETAMENTE VENDIDA NA LUTA, FOI TOTALMENTE REATIVA, LAMENTÁVEL, LAMENTÁVEL.

COITADA DA DAKIRA, SÓ QUERIA SER AMADA E DE QUEBRA DESCOBRIMOS QUE O ÍNDICE DE TABUS FOI ESCRITO POR UM HOMOFÓBICO FDP.

DEIXO BEM CLARO AQUI QUE SOU TOTALMENTE A FAVOR DAS SAPINHAS, ACHEI COMPLETAMENTE INJUSTO ELA NÃO TER DADO NEM AO MENOS UMA BITOQUINHA NA FANATIO.

MAS ENFIM, NÃO FOI DESSA VEZ E PROVAVELMENTE NÃO HAVERÁ OUTRA OPORTUNIDADE (bye-bye 22-chan \o/ ).

QUANTO AO SENHOR RENRI, ESSE É MULEQUE, TEM QUE TIRAR A ROUPA PRETA! QUE CARINHA BABAQUINHA, A CADEIRA DE RODAS DO KIRITO TEM MAIS FIBRA (mesmo sendo de metal hehe) DO QUE ELE.

E EM MEIO A TUDO ISSO, DONA ALICE LÁ, FARMANDO DE BOAS, TUDO ISSO PARA DEPOIS DAR KS NA GALERA! XD

 

 

 

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Estamos também traduzindo Sword Art Online Progressive, não deixem de ler.

 

Ao som dos tambores, a luta começa. (Deixo também a música In Your Past como dica para ler enquanto Dakira luta).

  • Rian Moreira

    Fui tapeado, eu achei q a Asuna ia aparecer agora (._. )

    • André Brandão

      Hahahaha 2538 pessoas enganadas! Extra! Extra! 😉

  • Jeferson José de Farias

    Rsrs acabou muito rápido haha, a vida é um pouco injusta todo o trabalho que o André tem para traduzir, e em meia hora acabou o gostinho de ler, mas tá valendo muito apena, fico imaginando, se eles manterem o nível do filme nessa terceira temporada, vai ser épica! Talvez melhor que a primeira!

    • André Brandão

      O trabalho é longo, mas já estou nessa faz alguns anos, então, me acostumei 😀
      Quanto a qualidade da animação, realmente espero algo bom.

  • Luiz Fernando Nobre Lauer

    Vc pretende traduzir sword art online alternative:gun gale online?

    • André Brandão

      Ainda sem previsão, mas nada é descartado.

      • Luiz Fernando Nobre Lauer

        Esta certo 😉

  • André Brandão

    Disponha 😉

  • Luiz Miguel YLOVEASUNA

    Minha Deusa ainda não apareceu que triste te aguardando Asuna.

    • André Brandão

      Vai demorar alguns capítulos ainda.

  • Emanuel Tavares

    alice ta preparando a genki-dama >_>

    • André Brandão

      Hahahahaha bora ajudar ela o/

  • ROBESVALDO ROBESVALDINHO

    Trabalho incrível, melhor tradução de LN que já ví! Parabéns André.

    • André Brandão

      Valeu, disponha! 😀

  • Jean Carlos Galarça Estevo

    to vendo que vai dar treta naquela cabana lá hein, um invalido, duas meninas fracas e um Knight medroso e invejoso. não tem como isso dar certo

    • André Brandão

      Hhahahahaha sim

  • Rian Moreira

    O proximo capitulo sai segunda ou terça?

    • André Brandão

      Meus horários estão bagunçados, estou bem errático quanto a isso. Estou apenas tentando um capítulo por semana, seja o dia que for. Sorry, um filho recém nascido pede muita atenção, porém, não vou parar de jeito nenhum.

      • Josue Santos

        rlx, familia tem que estar acima do trabalho ou hobby

        • André Brandão

          🙂

  • Josue Santos

    Valeu pelo cap.

    • André Brandão

      Disponha!

  • Jhonata Costa

    Eu to ansioso pakas para ver quando e como o Kirito vai despertar, e também como a Asuna vai aparecer <3 Aaaaaah que ansiedade