Sword Art Online Alicization – Invading – Capítulo 17 – Parte 6

Arco: Sword Art Online Alicization – Invading

Capítulo 17

Sword Art Online Alicization Underworld - Alice e Fanatio- Volume 15

Parte 6

Mesmo que os últimos raios de Solus já tivessem desaparecido ao longe no oeste, momentos atrás, os céus que competiam ao Dark Territory, parcialmente visíveis além da enorme porta de pedra, estavam tingidos de um denso tom vermelho sangue.

Como que querendo desafiar aquele cenário tão horrível, um enorme tecido branco fora estendido no meio do acampamento do Exército de Defesa do Mundo Humano para ser usado como campo de aterrissagem dos dragões voadores.

Sob a bandeira da Igreja Axiom, que tremulava no alto do mastro principal do local, estavam aproximadamente trinta pessoas com olhares sombrios juntamente com os demais generais do exército.

Alice ficou surpresa ao notar que os cavaleiros sagrados não estavam separados dos soldados como normalmente acontecia.

Os Integrity Knights estavam vestidos com suas armaduras prateadas brilhantes e os generais, usando armaduras feitas de aço, que embora fossem menos bem-acabadas em relação às primeiras, ainda assim possuíam um nível de prioridade extremamente alto. Todos, no momento, discutiam acaloradamente assuntos diversos enquanto erguiam seus copos de água Siral. A etiqueta e pompa que geralmente ocorria em uma reunião com essas pessoas, parecia ter sido completamente abandonada, virando uma algazarra, algo quase como uma confraternização bizarra.

“Nada mal para algo feito às pressas não acha, princesa?”

A voz soou baixa ao seu lado, fazendo Alice girar rapidamente.

Com ambas as mãos dentro da abertura de sua túnica surrada no estilo oriental, o Knight Commander Bercouli interrompia Alice de começar a fazer uma reverência ao continuar falando.

“Resolvemos dispensar todo o tipo de comunicação desnecessária, como falas exageradas e tal. E acho que deu certo, já que não existe nada no Índice de Tabus que diga que se devem tratar os cavaleiros sagrados com pompa e circunstância.”

“Eu, bem… sim, entendo… ainda que ache algo realmente incrível, permitindo deixar esse status de quase deidades para fazer uma aproximação mais humana… mas…”

Alice virou-se para o conselho de guerra outra vez.

“Onde estão os outros Integrity Knights? Só vejo uns dez por ali.”

“Infelizmente, esses são todos.”

“E… eeeh!!??”

Percebendo que havia levantado o tom de sua voz, colocou rapidamente sua mão sobre a boca. Ao que o comandante respondeu apenas franzindo o rosto.

“M-Mas… isso não pode estar certo. Junto comigo, deveríamos ser trinta em um na Ordem!”

Se referiu ao nome em língua sagrada do último Integrity Knight que ingressou, Eldrie, sendo o trigésimo primeiro guerreiro.

Bercouli suspirou em sinal de concordância e sussurrou de volta.

“Creio que já sabe a resposta, não é princesa? O maldito Chefe Chudelkin fez uma infinidade de experimentos que chamou de ‘reajustes’ em todos os cavaleiros aos quais considerou como ameaças em potenciais. Então, quando morreu, os sete guerreiros que estavam sob seu… ‘tratamento’ na câmara dos anciões, infelizmente não acordaram.”

“…!”

Sem saber o que dizer, apenas deixou seu mestre continuar.

Tirando os olhos de sua pupila, Bercouli olhou para algum lugar que ela não soube dizer qual era e seguiu falando com um tom de voz muito mais amargurada.

“Os únicos que sabiam as conjurações desse tal reajuste eram o Chudelkin e a Alto Ministro. Contudo, agora que ambos estão mortos, só nos resta estudar um modo de reverter essa arte estranha com a finalidade de despertá-los, porém, não temos tempo para isso.

Ao menos, havia um cavaleiro que estava apenas congelado e não tinha entrado para o reajuste, então, conseguimos acordá-lo, mas…

Sentindo que a resposta do Knight Commander estava ficando evasiva, Alice perguntou:

“E quem é esse guerreiro?”

“Bem… é Sheeta, a Silenciosa…”

“…!”

Ainda que nunca a tivesse conhecido pessoalmente, tinha ouvido várias coisas ao seu respeito. E se alguma das coisas que ouviu estavam certas, eram de fato, histórias perturbadoras.

Como que querendo mudar o rumo da conversa, Bercouli deu uma pequena tossida e seguiu com a explicação sobre o potencial bélico a que dispunham.

“Em outras palavras, isso significa que temos vinte e quatro Integrity Knights acordados nesse instante. Quatro deles estão na capital para gerir os assuntos da igreja e outros quatro ficaram guardando as fronteiras da cordilheira.

Subtraindo-os então, temos dezesseis para formar a linha absoluta de defesa… Com certeza, estou contando nós dois, princesa. ”

“Som-… Dezesseis…!?”

Conteve-se para não falar a palavra ‘somente’, a qual não iria agregar nada de bom à situação já desesperadora.

Sem mencionar, que depois de olhar atentamente para os guerreiros sagrados ali reunidos, viu que a metade dos quatorze Integrity Knights eram de baixa categoria, ou seja, não tinham privilégios suficientes para portar instrumentos sagrados e por consequência, não poderiam invocar o Full Control Art.

Eles eram cavaleiros completamente fiéis e competentes, capazes de massacrar centenas de goblins em uma luta com espadas, entretanto, não podia se esperar um grande poder explosivo que ajudasse a equilibrar a balança dessa horrível batalha.

Bercouli alterou o tom de voz enquanto Alice permanecia em silêncio.

“E sobre você cuidar do rapaz… é claro que aceito… porém, se faz necessário que lhe peça que ao menos o deixe seguro na retaguarda de nossas forças… será que você aceitaria essa proposta? ”

“Ah… sim, creio que… será o melhor.”

Alice respondeu com um sorriso um tanto sem graça ao ver aquele homem tão endurecido pelas batalhas, o Knight Commander, seu mestre, lhe pedir algo com tanto tato e ressalvas.

“Existem soldados que estão no pelotão de suporte que eram seus ajudantes aprendizes na academia de Centoria e estão dispostos a cuidar dele quando a luta começar.”

“É mesmo? Isso é muito bom. Mas e aí? O rapaz teve alguma reação quando reencontrou essas pessoas?”

O sorriso sumiu do rosto da garota enquanto sacudia lentamente a cabeça em sinal negativo.

Bercouli suspirou tristemente e continuou a falar em tom baixo.

“O que direi agora, quero que mantenha só entre nós, mas… acredito que esse jovem talvez seja a pessoa que irá decidir o destino dessa batalha…”

Assombrada, Alice ficou olhando para o rosto do Knight Commander sem ação, enquanto ele prosseguia.

“Pense nisso, muito embora ele tivesse ajuda de seu amigo e de você, princesa, só o fato de ter derrotado o Chefe Chudelkin e a Alto Ministro usando unicamente sua espada, é algo inacreditável, beirando ao milagre.

E digo mais, se fôssemos comparar nossas incarnations apenas, creio que eu perderia facilmente.”

“Isso não…”

Não que tivesse intenção de duvidar da força de Kirito, porém, o poder da incarnation de Bercouli, afiado por mais de duzentos anos, era o golpe mais próximo da perfeição que poderia imaginar. Enquanto que Kirito ainda era apenas um estudante.

Se desconsiderasse a parte física e levasse em conta apenas o poder da incarnation, o mais lógico era que o golpe de Bercouli fosse mais forte do que o do Kirito… não é?

Entretanto, seu mestre havia dito aquilo com muita convicção. E ele não era um homem de jogar palavras fora.

“Percebi esse fato quando tivemos um breve encontro com nossas incarnation. Esse garoto acumulou a verdadeira experiência de combate, inclusive, superando a minha.”

“Verdadeira experiência…? O que quer dizer com isso…!?”

“Exatamente o que parece. Batalhas com sua vida em jogo.”

Ela não podia acreditar nessa possibilidade. Os humanos que viviam ali estavam protegidos, melhor dizendo, restringidos pelo Índice de Tabus, a lei fundamental. E mesmo quando tinham que se enfrentar usando espadas de madeira, não poderiam de forma alguma baixar a vida do seu oponente, de maneira que poderiam passar a vida toda sem ao menos entrar em uma batalha real com espadas reais.

A única exceção eram os Integrity Knights. Esses, participavam de combates reais contra os goblins e os Dark Knights que por ventura tentavam atravessar a cordilheira.

E ainda assim, isso acontecia pouquíssimas vezes. Sem contar que com o enorme poder dos Integrity Knight, uma luta com sua vida em risco era algo praticamente impossível.

Considerando tudo isso, provavelmente Bercouli era o único ali que tinha a maior experiência em todo o território do Mundo Humano, já que veio lutando contra as forças da escuridão muito antes que a Ordem dos Integrity Knight atingisse o tamanho atual. De fato, quando se tornou um guerreiro sagrado, já era difícil de supor que tivesse alguma vez sofrido nas mãos dos Dark Knight, o único fato que poderia indicar algo assim, eram as imensas cicatrizes em seu corpo.

Será que mesmo com tudo isso, Kirito ainda tinha mais experiência e tempo em combate real do que Bercouli?

Se isso fosse verdade, essa experiência não pode ter sido adquirida nesse mundo.

“…!”

O ‘mundo exterior’… o lugar de onde ele veio.

Mas… esse lugar não deveria ser a terra dos deuses que criaram Underworld? Há combates reais lá? Contra quem Kirito lutou por sua vida…!?

Incapaz de chegar a uma conclusão satisfatória, Alice tomou sua decisão depois de breve hesitação.

Se fosse necessário, contaria tudo à Bercouli. Falaria sobre a existência do mundo exterior e sobre o World End Altar que ficava além do Grande Portal.

“….Meu senhor…

Durante a batalha contra a Alto Ministro eu….”

E no momento em que começaria a falar, tomando extremo cuidado com as palavras…

Uma voz aguda surgiu nas costas do Knight Commander.

“Chegou o momento, Sua Excelência!”

Quando se virou para ver quem era, ficou surpresa.

Um Integrity Knight inteiramente protegido com sua armadura púrpura claro, resplandecendo magnificamente mesmo à penumbra, com um florete prateado preso no lado esquerdo de sua cintura.

No momento em que viu aquele capacete, cobrindo todo o rosto, com asas semelhantes à uma ave de rapina, emoções surgiram em seu peito, a mais forte era… a de desgosto.

Para Alice, essa pessoa era quem tinha a pior afinidade nesse mundo. A Deputy Knight Commander, a segunda entre os cavaleiros, Fanatio Synthesis Two.

Fazendo um considerável esforço para não deixar transparecer sua má vontade, Alice colocou o punho direito contra o lado esquerdo de seu peito, com a outra mão sobre a empunhadura da espada e saudou a subcomandante de maneira respeitosa.

Encarando-a, Fanatio retribuiu o gesto, fazendo sua armadura tilintar. Porém, diferentemente de Alice que estava em posição rígida de sentido, ela estava com o peso de seu corpo jogado em sua perna direita, com o ombro esquerdo parcialmente abaixado, em outras palavras, em posição levemente relaxada.

Alice murmurou algo quase inaudível ao ver aquilo enquanto mantinha a cabeça abaixada.

Imaginou que Fanatio provavelmente pensava que conseguia esconder-se por trás de sua armadura e tom rígido. Entretanto, para alguém de mesmo gênero, era impossível não reparar em sua postura feminina e todos aqueles demais adornos florais.

Aquele comportamento era algo que Alice não conseguia entender, desde os tempos de treinamento na catedral.

A Deputy Knight Commander havia enfrentado os dois rebeldes no quinquagésimo andar da Igreja Axiom, ficando à beira da morte após sofrer inúmeras feridas por receber diretamente o Armament Full Control Art de Kirito. Porém, o garoto a salvou fazendo uma estranha arte curativa que a teletransportou para algum lugar misterioso. Tinha sido uma incrível habilidade até então jamais vista, pelo menos fora esse o relato que Alice obteve dos cavaleiros de baixa categoria que estavam presentes no momento.

Mesmo parecendo uma história fantástica, sabia que aquela ação era bem o estilo de Kirito.

Exceto o comandante Bercouli, o qual ela tratava de forma diferenciada, Fanatio ainda tinha seus quatro cavaleiros, subordinados de classe baixa que faziam tudo por ela, a idolatrando acima de qualquer coisa.

E mesmo seus queridos ajudantes sempre a obedecendo, você jamais os deixou aproximarem-se. Provavelmente nunca viram seu rosto, nunca receberam um sorriso de satisfação e aprovação. Você sempre se manteve protegida sob esse capacete dia após dia e…

Enquanto os pensamentos de Alice vagavam, percebeu Fanatio fazer um movimento que estava além de sua imaginação. A segunda em comando calmamente colocou ambas as mãos sobre as laterais de seu capacete e soltou seus engates fazendo dois sons de cliques, deixando-a completamente pasma.

Após isso, retirou a proteção despreocupadamente, deixando seus lustrosos cabelos escuros caírem sobre a armadura púrpura, resplandecendo sob a luz do ambiente.

A única vez que vira a pele desnuda de Fanatio, fora em ocasiões acidentais em que rapidamente cruzava com a mesma na sala grande de banho. Então, desde que a conhecera, essa foi a primeira vez que a via mostrar-se em público.

Observou os lindos traços de seu rosto, tão perfeitos e suaves que mal acreditava que vinha de uma guerreira, contudo, reparou que suas feições pareciam mais… cuidada e entendeu o porquê.

Cosméticos. Ela estava usando maquiagem. Seus lábios tinham uma fina, porém, bem delineada camada colorida.

Uma mulher tão linda… porque escondeu-se por tanto tempo…!?

Nesse instante, Fanatio mostrou um sorriso muito gentil, deixando Alice completamente boquiaberta.

“Nossa! Realmente faz tempo que não a vejo, Alice. Fico feliz que esteja tão bem!”

“…!!”

“…’-Realmente’, ‘-feliz’…!? Mas que!?

Alice levou uns três segundos antes de conseguir retribuir a saudação.

“Hã… é… sim, muito tempo. C-Como tem passado, senhora subcomandante? ”

“Por favor! Me chame apenas de Fanatio. Estou muito bem também.

Mas me diga, ouvi por aí que… você trouxe aquele garoto de cabelos negros contigo… isso é verdade?”

Alice ficou em alerta ao ouvir aquelas palavras tão casuais saindo da boca daquela pessoa, de modo que resolveu dobrar sua cautela.

Embora Kirito e Cardinal, a sábia, fossem os responsáveis por curar suas feridas, talvez ela desconhecesse esse fato. Não seria estranho que estivesse guardando algum ressentimento para com ele, já que fora derrotada sem conseguir completar sua missão.

“S… sim… é verdade.”

Para dobrar seu nível de assombro, Fanatio abriu um largo sorriso, mais brilhante e terno do que antes.

“Que bom! Será que você me levaria até onde ele está logo após essa reunião do conselho de guerra?”

“Posso perguntar o porquê, minha senhora… Fanatio?”

“Não há necessidade de ficar tão na defensiva assim. Não tenho nenhuma intenção de atacá-lo, ainda mais agora.”

Parecendo reprimir uma quase imperceptível amargura por baixo daquele sorrido radiante, Fanatio deu um breve suspiro.

“Na verdade, queria agradecê-lo. Mesmo sendo sua oponente e estando disposta a morrer no combate, foi ele que me curou daqueles ferimentos fatais.”

“Então, você sabe disso? Bom… contudo, creio que não aja necessidade de agradecer a Kirito. Pois a pessoa que realmente lhe curou, minha senhora, foi a Alto Ministro anterior, uma pessoa chamada Cardinal… que infelizmente morreu durante aquela batalha de meio ano atrás…”

Depois que Alice falou, recuperando um pouco de potência em sua voz, os olhos de Fanatio voltaram-se para os céus enquanto assentia com a cabeça.

“Sim… eu recordo vagamente. Foi a primeira vez que senti artes curativas como aquelas, eram cálidas, porém, muito poderosas. Entretanto, foi Kirito que me mandou até lá e além disso… o que desejo agradecer, diz respeito a um assunto bem diferente.”

“Um assunto diferente…?”

“Sim. Envolve a minha derrota total, entende?”

“Então, você ainda tem intenção de vingar-se de Kirito?”

Fanatio sacudiu a cabeça em negativo com uma expressão sincera, aproximando-se de Alice que deu um pequeno passo para trás.

“Refiro-me aos meus verdadeiros sentimentos. Depois de tudo, esse garoto foi o único homem que me enfrentou seriamente, inclusive depois de saber que eu era uma mulher. Isso nunca aconteceu em todos esses longos anos como uma Integrity Knight.”

“Hã…!? O que… quer dizer com… isso…?”

“Eu já lutei no passado sem o capacete, como você. Porém, notei que meus oponentes acabavam por… se intimidarem, enfraquecendo suas espadas contra mim. E isso acontecia tanto nos treinamentos quanto contra os Dark Knights, onde nossas lutas envolvia colocar a vida em risco. Acabavam por moderarem suas forças por causa de meu gênero… e isso para mim… sempre foi o pior tipo de humilhação… mais terrível do que ser derrotada e cair sem vida ao chão.”

Ao ouvir aquilo, Alice naturalmente achou que era algo normal, pois seu rosto era tão atrativamente belo, que pouquíssimos homens conseguiriam ficar impassíveis ao encará-lo.

Porém, no seu íntimo, até conseguia entender. Pois só depois de viver nos arredores de Rulid, percebeu o que as mulheres desse mundo tinham sim um ‘tratamento’ diferenciado. Quase nunca lhes eram atribuídas tarefas sagradas, ainda mais as que envolviam manejar uma espada. As exceções limitavam-se às filhas de famílias nobres ou senhores feudais, o qual a prática bélica poderia garantir a ascensão financeira aos seus parentes. Tirando isso, lhes eram limitadas as opções, sobrando praticamente apenas o casamento para procriar e cuidar das tarefas domésticas.

Talvez tenha sido essa longa tradição que tenha, mesmo de maneira irônica, impossibilitado os homens de lutarem contra alguém do sexo oposto. De fato, isso funcionava quase como uma regra do Índice de Tabus. O sentido de que as mulheres devem ser protegidas acima de tudo, fazem com que não consigam utilizar todos seus poderes e habilidades, ainda mais no caso de enfrentar alguém de aparência tão bela quando a de Fanatio.

Essa ‘regra’ também devia se aplicar aos Dark Knights e demais criaturas meio-humanas do Dark Territory, já que sempre buscavam casarem-se e gerarem filhos. Um único palpite era aqueles com aparência levemente humanoides, como orcs, ogros e goblins, talvez ignorasse a subcomandante como alguém do sexo feminino, já que suas companheiras deveriam passar uma atratividade bem diferente das de uma simples mulher humana.

Em todo o caso, mesmo Alice estando praticamente na mesma situação, nunca parou para reparar que seus oponentes masculinos ficavam intimidados em sua presença.

Imaginou que o motivo era porque estava tão envolvida e absorta ao que acontecia a sua volta que acabou não percebendo esse tipo de ligação das diferenças de gênero. E sempre esteve convencida que sua força poderia superar qualquer tipo de oponente.

Será que todos meus inimigos acabaram perdendo por eu ser uma… mulher?

Enquanto pensava nisso, Fanatio sussurrou:

“Ocultei meu rosto e voz e me foquei na prática de técnicas consecutivas com a espada com único e maior objetivo de me distanciar de meus inimigos. Porém, isso acabou virando uma prisão para mim… E foi justamente aquele garoto que não somente viu isso através de mim, como também usou tudo que tinha para me atingir. Me forçou ao limite e por fim… acabou superando-me. Fui derrotada completamente em todos os sentidos.

E quando a senhora Cardinal me salvou e recobrei a consciência, toda essa obseção sem sentido tinha se desvanecido…

Abrindo meus olhos e me mostrando que… só precisava ser forte o suficiente. Me tornar poderosa a tal modo a obrigar meus oponentes a não se segurarem contra mim. Por isso que não é estranho quando digo que gostaria de agradecer a esse homem, a pessoa que me devolveu o sentido de viver, me dando uma nova chance de ver a verdade e lutar por ela… Você entende?”

Depois de dizer isso com uma expressão séria, Fanatio quebrou o clima com um sorrisinho inesperadamente brincalhão.

“Além disso… estou até um pouco ofendida. Já que esse rapaz sequer demonstrou sentir alguma coisa por mim, afinal, até que sou uma mulher bonita, não acha? Por isso mesmo venho me cuidando bastante e apropriadamente para ver se consigo despertar a atenção dele de uma vez.”

“O-O q-qu-…!!?”

Alice nem consegui verbalizar o que acabara de ouvir.

O que aquilo tudo significava?

Se Kirito despertasse por um motivo desses, de que valeria todos seus esforços até agora? E mais… sequer conseguia dizer com certeza que essa seria uma possibilidade nula, já que a segunda em comando era de fato… linda.

No fundo de seu coração, jurou que se acordasse por isso, seu respeito por ele cairia a menos do que zero.

Sem fazer nenhuma questão de ocultar o vermelhidão crescente que aquela declaração havia lhe causado, Alice respondeu totalmente incomodada:

“Aprecio suas palavras, porém, ele está descansando na tenda no momento. Cuidarei para que seus pensamentos sejam transmitidos para eles, minha senhora Fanatio.”

“Oh! É mesmo… querida?”

Os olhos da vice comandante estreitaram-se.

“Então, tenho que requerer sua permissão para vê-lo? Se bem me lembro, nunca lhe neguei uma reunião com Sua Excelência, o Knight Commander, mesmo quando isso estava contra meus sentimentos pessoais.”

“Com respeito a isso, creio que você nunca teve poder para permitir ou não uma conversa com MEU mestre, minha senhora Fanatio. E agora que pensei, você não se sentia mal quando treinava com ele, afinal, ele também se segurava contra você, não é?”

“Sua Excelência não é como os outros. Pois ele é o cavaleiro mais forte desse mundo. É natural que se segure contra quem quer que seja, mesmo se for contra o Dark General

“É mesmo? Pois saiba que ele sempre se empenha muito quando pratica esgrima comigo.”

As duas mulheres riram com uma tensão crescente no ar.

Sword Art Online Alicization Underworld - Alice e Fanatio- Volume 15

“Sua Excelência, isso que ela disse é verdade? Ela só se comporta assim, pois você sempre a mima demais…!!”

Alice e Fanatio giraram para onde estava o Knight Commander e…

Não restava nem sinal de Bercouli ali.

O conselho de guerra iniciou a reunião às 18 horas em ponto com uma atmosfera relativamente tensa por causa do modo como a intermediadora, a Deputy Knight Commander Fanatio Synthesis Two, se dirigia ao reforço de batalha recém-chegado, a Integrity Knight Alice Synthesis Thirty.

Depois de uma breve apresentação, a guerreira dourada sentou-se em uma cadeira na primeira fila.

“Minha mestre Alice!”

Pegando o copo com água Siral de Eldrie, que estava sentado ao seu lado, ofereceu, a garota bebeu tudo em um único gole, suspirou fundo e depois não mais se moveu.

Um fato inegável era gritante.

Havia pouquíssimos Integrity Knights de alta categoria com instrumentos sagrados ali reunidos. Os únicos que conhecia de fato eram: a Time Piercing de seu mestre Bercouli, a Heaven Piercing Sword de Fanatio, Frost Scale Whip de Eldrie e o Conflagrant Flame Bow de Deusobert.

Além desses, tinha os praticamente desconhecidos para ela, Sheeta Synthesis Twelve, que tinha a alcunha ‘A silenciosa’ e Renri Synthesis Twenty Seven, um cavaleiro extremamente jovem que também tinham esses instrumentos poderosos, mas que efetivamente não sabia do que eram capazes, pois eram a primeira vez que os via pessoalmente.

Em resumo, esses formavam o pelotão de alto escalão dos Integrity Knight, juntamente com ela portando sua Fragrant Olive Sword.

Os noves restantes eram os cavaleiros sagrados ditos de baixa categoria, que não possuíam instrumentos sagrados. Nesse grupo encontravam-se os Four Oscilation Blade, sob o comando direto de Fanatio, as duas meninas aprendizes de guerreiras, que até Bercouli teve certa dificuldade em lidar, Linel Synthesis Twenty Eight e Fizel Synthesis Twenty Nine, que até agora tinham estado agindo de maneira obediente. Essas duas eram uma incógnita total, pois havia muitas ressalvas se era realmente seguro soltá-las no campo de batalha devido a predileção violenta que beirava à psicopatia.

Em todo o caso, esses meros dezesseis eram tudo o que a Ordem dos Integrity Knights podia dispor para formar a linha de defesa absoluta.

Por outro lado, tinha aproximadamente trinta comandantes do Exército de Defesa do Mundo Humano. E embora sua moral não estivesse baixa, a diferença entre suas forças em relação às dos cavaleiros sagrados era gritante já na primeira olhada. E essa comparação nem estava levando em conta os Integrity Knights do alto escalão como a Alice, pois só os abaixo desses já dariam conta tranquilamente de todos os comandantes e seus subordinados…

“Bom, consideramos inúmeros planos nesses últimos quatro meses…”

A voz de Fanatio fluiu enquanto Alice ainda estava medindo o potencial daquele exército.

“Então, para simplificar as coisas, de antemão digo que será praticamente impossível fazer com que o inimigo retroceda dada nossa força atual de combate, se tentarmos bater de frente com eles, certamente seremos derrotados, engolidos pelo seu enorme efetivo.”

Fanatio assinalou um ponto no mapa colocado à vista de todos do conselho com a ponta da bainha de sua espada.

“Como podem ver, não há nada mais do que pequenos arbustos e rochas em uma extensão de dez kilols à nossa volta desse lado da cordilheira. Se o inimigo nos encurralar, cercando-nos até aqui, serremos totalmente aniquilados.

Portanto, por causa do número elevado de cinquenta mil guerreiros das tropas inimigas, devemos estabelecer resistência nesse desfiladeiro que desemboca no grande portal, que funcionará como um gargalo com dimensões de aproximadamente cem por duzentos mels de amplitude e altitude.

Dividiremos nossos homens em blocos, focando exclusivamente em atraí-los para esse lugar para sistematicamente ir reduzindo seus números. Essa será a base de nossa estratégia. Alguém aqui se opõe ao plano? Esse é o momento para se manifestar! ”

Eldrie rapidamente ergueu a mão. Colocando-se de pé, com seus cabelos esvoaçantes, o jovem perguntou com sua habitual fala floreada.

“Se o exército inimigo fosse constituído somente por meros goblins e orcs, não precisaríamos dessa reunião, pois poderíamos acabar com não somente cinquenta, mas cem mil deles. Contudo, e esperando que seja de conhecimento de todos, a situação é bem diferente.

Há grupos realmente poderosos de ogros equipados com arcos longos e compostos, assim como os integrantes da guilda de Dark Arts.

Então, levando em conta isso, que medidas preventivas temos para rechaçar ataques de longas distâncias, disparados além do alcance de nossas infantarias?”

“Com relação a isso… talvez seja uma aposta arriscada…”

Os lábios de Fanatio retesaram-se por alguns instantes enquanto olhava para Alice, que escutou aquelas palavras sentindo uma pressão crescente surgir em seus ombros.

“Nenhuma luz chega no fundo do desfiladeiro, nem mesmo ao meio-dia e nenhuma planta cresce em seu solo. Em outras palavras, há poder sagrado disperso somente no ar. Se esgotarmos isso completamente antes que a batalha comece, o exército inimigo não será capaz de lançar nenhum tipo de arte.”

Os cavaleiros e seus comandantes agitaram-se ao ouvir a explicação de Fanatio.

“Naturalmente, o mesmo se aplica a nós. Porém, temos menos de cem usuários de artes sagradas. Em uma disputa entre esse tipo de técnica, com certeza o inimigo tem mais a perder do que nós.”

Isso certamente era uma verdade. Mas ainda assim havia dois problemas na estratégia de Fanatio.

Dessa vez, quem solicitou a palavra foi o arqueiro Deusobert que tomou a frente de um estupefato Eldrie.

O cavaleiro respondeu tranquilamente, movendo graciosamente seu corpanzil protegido completamente com uma armadura vermelha acobreada.

“Compreendo suas sábias palavras, minha senhora Deputy Commander Fanatio. Entretanto, as artes sagradas não são usadas somente para a ofensiva. Se o poder sagrado se esgotar, como faremos com o processo de curar os feridos?”

“Foi exatamente por isso que usei a palavra ‘aposta’ antes. Trouxemos para cá todos os melhores e mais poderosos catalisadores e medicamentos aos quais dispúnhamos da Catedral Central.

Então, mesmo nos restringindo do poder sagrado espacial, ainda conseguiremos utilizar as artes de cura com esses itens, que embora sejam inferiores às conjurações normais, será complementada com os remédios. Estimamos que esses suprimentos devam durar dois… não, três dias.”

Os gritos de surpresa se fizeram ouvir mais altos dos que os de antes. Os depósitos da Catedral Central eram conhecidos por terem uma segurança tão grande que seus mecanismos eram confundidos com artefatos oriundos de contos de fadas. Sempre ouviram que uma imensidade de tesouros entrava, mas essa provavelmente, era a primeira vez que ouviam que coisas sairíam de lá.

Essa revelação tinha deixado até mesmo o grande cavaleiro mudo com uma expressão tensa em seu rosto.

Esperando que Deusobert retornasse ao assento resmungando algo inaudível, Alice pôs-se de pé.

“Ainda temos outro problema, minha senhora Fanatio!”

Esquecendo completamente a discussão inusitada de antes, a garota lançou-se inteiramente na questão a resolver.

“Ainda que fale que as bênçãos de Solus e Terraria são mais fracas no desfiladeiro, o lugar não está realmente jogado na escuridão total e muito menos fora de contato com a terra. Creio que uma enorme quantidade de poder sagrado tenha se depositado vindo do ar naquele solo durante todos esses anos. O que você sugere usar para exaurir completamente a energia restante contida nesse lugar antes que a batalha se inicie?”

Mesmo que o abismo até a cordilheira fosse mais estreito do que os campos atrás do acampamento, ainda contava com uma amplitude de cem mels e distância de quase mil mels.

Drenar com o poder sagrado em uma área tão extensa em um instante iria requerer centenas de usuários, feiticeiros e sacerdotes lançando suas artes de alta prioridade simultaneamente. Contudo, como Fanatio mesmo havia admitido, o Exército de Defesa do Mundo Humano não dispunha desse efetivo.

A outra possibilidade seria acabar com o poder sagrado usando uma arte de larga escala que estivesse ao nível de um desastre natural. Porém, os únicos que tinham tal capacidade eram as falecidas Administrator e Cardinal.

Ao ouvir as palavras da garota, Fanatio sacudiu a cabeça energicamente enquanto observava Alice com seus olhos dourados.

“Essa é uma dúvida muito pertinente, entretanto, temos a pessoa certa que será capaz de fazer isso.”

“N-Nós temos…!?”

Alice olhou rapidamente para todos à sua volta enquanto perguntava.

O nome que saiu dos lábios da vice comandante a pegou totalmente de surpresa.

“Sim, temos e é você. Alice Synthesis Thirty!”

“O quêêê…!!??”

“Talvez não tenha notado ainda, mas sua força atual já excede a de todos os Integrity Knights. Em seu estado… poderá usar o verdadeiro poder dos deuses, dividindo os céus e rompendo a terra.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 


OLÁ PESSOAS!!

COMO ESTÃO? ESPERO QUE NÃO ME XINGANDO E TALS, MESMO PORQUE, NÃO ADIANTARÁ MUITO (hahahaha brincadeira).

COISAS ALÉM DE MINHA ALÇADA ANDAM ACONTECENDO E POR ISSO OS ATRASOS NAS TRADUÇÕES.

FINAL DO ANO E TODOS OS FINS DE SEMANA TEM ALGUMA COISA QUE ENVOLVE A FAMÍLIA.

ATÉ ANO PASSADO TINHA SIDO CALMO, PORÉM, NESSE TEM UM PEQUENO RAPAZ, O ÚNICO BEBÊ DE UMA FAMÍLIA ENOOOORRRRME (por parte de mãe) E CHEIO DE JOVENS DE 70, 80, 90 E SIM, 100 ANOS TAMBÉM.

FUI INCLUÍDO EM CÍRCULOS DE CONVERSA, COM PRESENÇA OBRIGATÓRIA EM FESTINHAS, CHÁS, CAFÉS E AQUELASVISITINHASCHATASDOCACETEQUECHEGAMSEMAVISAR…

AÍ JÁ VIU NÉ? QUEM PRECISA DE TEMPO?

BOM, PELO VISTO ISSO VAI DURAR BASTANTE, ENTÃO, AS ATUALIZAÇÕES SERÃO SEMANAIS MAS SEM UM DIA CERTO, PELO MENOS ATÉ AS FESTAS PASSAREM E O PESSOAL DEBANDAR PARA PRAIA.

MEU INTUITO ESSA SEMANA ERA TERMINAR O VOLUME 15, MAS VAI FALTAR UMA PEQUENÍSSIMA PARTE PARA DEPOIS, BORA ENTÃO PARA UM CAPÍTULO DUPLO, AO MENOS.

E SOBRE A HISTÓRIA…

O HARÉM DO KIRITO SÓ AUMENTA NÉ? AGORA ATÉ A FANATIO QUER UMA ‘KIRITADA’. FICO IMAGINANDO A CENA DESSES ATAQUES DE CIÚMES NO ANIME, VOU RIR MUITO. A ESCAPADA DO BERCOULI FOI 10/10, PERFEITA HAHAHAHA

O DEPARTAMENTO DE ‘VAI DAR MERDA’ NA MENTE DO COMANDANTE SE ERGUEU INTEIRO, FAZENDO UMA HOLA. AVISANDO PARA SAIR DO CAMINHO DAQUELAS DUAS.

E CÁ PARA NÓS, NÃO ACHAM QUE ESSA FRASE DA FANATIO FOI MEIO FORÇADA? QUE A LOIROSA PROVAVELMENTE É A MAIS FORTE DOS CAVALEIROS ALI, POSSIVELMENTE, MAS AO NÍVEL DE UM DEUS?… O QUE ACHAM?

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E TOCA PARA O PRÓXIMO POST!

FORTE ABRAÇO!

 

 

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Estamos também traduzindo Sword Art Online Progressive, não deixem de ler.

E bora musquinha de elevador para um capítulo bem nhé! Trecho retirado do jogo SAO Hollow Fragment. Embora creio que combinou com o clima atual da história.

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