Sword Art Online Alicization – Invading – Capítulo 17 – Parte 4

Arco: Sword Art Online Alicization – Invading

Capítulo 17

Sword Art Online Alicization Underworld - Viksul- Volume 15

Parte 4

Os dez lordes do conselho do Dark Territory, não tinham nenhuma semelhança entre si. Suas ideias, personalidades ou ambições que carregavam eram de fato distintas, entretanto, existia sim uma coisa a qual todos estavam perfeitamente sincronizados.

Era o entendimento da lei do mais forte poder reinar sobre todos.

Podia-se dizer que esse conceito estava esculpido em suas almas desde a infância, crescendo em um ambiente completamente hostil, tendo que sofrer treinamentos e torturas excruciantes para seguir vivendo e conseguir seus desejos, eliminando todos que interferissem no caminho. Sobrepujar tudo e a todos, estar no topo do mundo, nem que para isso fosse necessário sangrar quem estivesse mais próximo.

Lavar sangue com sangue.

Dessa forma…

Ninguém entre os nove lordes alinhado com Shasta estava genuinamente surpreso quando o Dark Knight Commander partiu para cima do imperador, desembainhando algo que parecia ser uma espada muito estranha enquanto emitia um urro selvagem muito além da capacidade de um ser humano, mesmo um que nasceu do lado escuro do mundo.

Porém, mesmo com isso em mente, vários ali concordavam que o que estava fazendo, era uma loucura completa, porém, mesmo os chefes dos orcs e dos ogros, cuja capacidades linguísticas e inteligência haviam se degenerado durante esses trezentos anos, mostravam uma incrível concentração e até algo semelhante à alegria enquanto esperavam para ver o quão forte era o imperador recém surgido.

O jovem líder dos pugilistas, também estava empolgado, torcendo secretamente para Shasta, impelindo seu companheiro de grupo a cortar o superior nesse incrível embate. Fazia isso por reconhecer um colega de batalhas querendo buscar níveis mais altos de habilidades.

De todos ali reunidos, dois sabiam antecipadamente que algo assim aconteceria.

Um deles era a líder da guilda dos usuários de Dark Arts, D.I.L., uma opositora declarada de Shasta. Ela uma vez tinha planejado o sequestro da amante do Dark General, portanto, conhecia o rosto de Lipia.

Embora tivesse esse conhecimento, o choque de ver a cabeça cortada daquela mulher conservada em um bloco de gelo não se fez menor. Para o comandante negro, o impacto deve ter sido centenas ou até milhares de vezes maior. Devido a isso, conseguiu prever que Shasta desembainharia sua espada tomado por ira. Embora o odiasse, sabia o quão terrível era aquele homem em combate, portanto, rapidamente começou a pensar em como não ser pega em meio a uma batalha com aquela pessoa em um estado de incontrolável raiva e ódio, saindo de seu raio de ação.

Considerou em fazer o imperador lhe dever um favor, disparando uma arte nas costas de Shasta. Tudo seria melhor se ele caísse diante do governante. E até mesmo na hipotética possibilidade de ganhar esse embate, certamente não sairia ileso, ficando provavelmente coberto de feridas, deixando o caminho aberto para ela espalhar sua influência negra ao tomar conta de todo o território escuro.

  1. sorria por dentro enquanto lambia os lábios de excitação.

Além dela, o segundo lorde a perceber a insurgência do general comandante também começou a agir, fazendo sua jogada.

***

‘Matar’… com essa única palavra em seu coração, Shasta levou a frente à sua preciosa espada sedenta de sangue.

Com a incarnation carregada em sua lâmina, em um grau que ultrapassava o nível de quando cruzou espada com o Integrity Knight Bercouli. Fez com que a intensidade de sua ira e dor fosse forte o suficiente para liberar instantaneamente o fenômeno de Full Control Art, que normalmente tomaria certo tempo para conjurar.

A espada que Shasta brandia era uma Tachi, de nome Vague Mist, que seu antigo dono chamava de Obrogasumi, pouco mais curvada e longa do que as espadas da parte orientais do Mundo Humano chamadas de Katanas. Era um objeto da classe dos instrumentos sagrados gerado pelo sistema do Underworld, que veio junto do pack de construção de VRMMO, mas que na história desse mundo, fora gerada há duzentos anos. Seu elemento era água e sua lâmina, respondendo a absurdamente sede de sangue de Shasta, havia perdido sua essência, se transformando em névoa, mas que ainda mantinha seu poder mortífero. Na verdade, o mesmo havia se multiplicado inacreditavelmente.

A característica especial da Oborogasumi em modo Full Control era englobar em um único ataque, todos os tipos de investidas de todas as classes de espadas, causando danos cortando, perfurando, rasgando, escavando, torcendo… enfim, todas as possível formas de golpear com uma espada.

Tudo que entrava em contato com a névoa que se expandia sem parar sofria dano, tendo sua Vida estraçalhada. Em outras palavras, não havia nenhum modo de defender que não fosse a evasão.

O imperador, Gabriel Miller, também desembainhou sua espada no momento em que Shasta havia partido em carga, com o intuito de repelir o golpe inimigo.

Se a situação continuasse assim, a lâmina de névoa de Shasta envolveria a espada de Gabriel e o alcançaria, triturando o corpo do imperador, fatiando-o e espicaçando-o até virar uma poça de sangue com pedaços de carne por todos os lados, dada era a sede concentrada de sangue contra ele.

Porém, aconteceu no momento em que aquele homem deu um passo à frente, em velocidade divina, preparando para liberar um violentíssimo corte, um dano de nível crítico.

O movimento de Shasta cessou como se tivesse sido congelado em plena ação.

Um só dardo havia se enterrado profundamente em uma insignificante junção do lado esquerdo da armadura do Dark General sem nenhum aviso.

Um movimento logo à suas costas mostrou um estranho homem, com roupas como um fantasma, usando uma túnica cinza escuro.

O líder da guilda dos assassinos, Fu Za.

Era apenas uma presença quase imperceptível, um homem que praticamente nunca se pronunciava, somente algumas palavras durante as reuniões do conselho dos dez lordes, sempre mantendo o máximo de discrição.

Contudo, dessa vez ele era o centro das atenções.

Fu Za anteviu a rebelião de Shasta unicamente por ser o ser mais covardes de todos ali, alguém que sempre agia na base da desconfiança, nunca baixando a guarda e sempre pronto para se mover ao menor dos movimentos das pessoas à volta.

A guilda dos assassinos era uma concentração de todos aqueles que diziam ser incapazes ou inúteis para combate físico ou mágico.

Um grupo feito para os que nasceram sem o benefício da força física, aptidão, valores ou qualquer outra classe de poder, que sobreviviam sendo explorados como escravos durante um longo período, contudo, refinaram ao máximo todo o tipo de técnicas traiçoeiras envolvendo venenos, se tornando uma existência repulsiva, inclusive no Dark Territory.

Os objetos venenosos como alguns insetos, serpentes e plantas em Underworld foram originalmente incluídos como parte integrante do experimento de carga final. Porém, sua efetividade era limitada, pois qualquer habitante com um pouco de conhecimento, poderia se curar sem problemas. De maneira que esse tipo de recurso nunca seria tão eficaz ao nível das artes ou manejo de espada.

Contudo, os integrantes da guilda dos assassinos foram muito além das melhores expectativas do RATH. Ao investir uma quantidade considerável de anos de estudos, eles criaram técnicas para concentrar e potencializar os venenos.

Suas bases, localizadas nos subterrâneos das favelas do povoado ao redor do castelo, tinham gigantescos reservatórios aos quais continham as mais variadas espécies de poções venenosas, sem contar nos criadouros lotados de serpentes reunidas de várias partes do mundo, todas juntas, canibalizando-se, gerando novas espécies com substâncias cada vez mais mortíferas… tudo isso em um ambiente controlado e cultivado por mais de cem anos.

Porém, a tão esperada fórmula do veneno mais poderoso, trouxe tragédia para dentro da guilda. Com ondas de assassinatos generalizados virando uma constante dentro do grupo.

Pois, ao contrário de movimentos realizados através de Dark Arts ou técnicas de espadas, o assassinato através de envenenamento, era terrivelmente difícil de se identificar o causador.

Naturalmente, quem liderava tal guilda jamais tinha uma vida muito longa, pois estava sempre à mercê de atos de covardia. Por esse motivo, quem possuísse essa posição de liderança, deveria estar preparado para qualquer tipo de movimentação fora do comum, ser atento o suficiente para prever e antever as ações de todos à volta. A expressão ‘olhos na nuca’ nunca foi tão acertada para esses casos. O líder deveria estar sempre pronto para sentir o menor desejo de assassinar e agir.

Desse modo, para Fu Za, a sede de sangue que Shasta emitiu no momento em que viu a cabeça de Lipia decapitada foi o gatilho que disparou seu sentido de autopreservação.

Sem contar que para o líder dos assassinos, o Dark General era o ser mais detestável de todos.

Era um obstáculo que insistia em lhe atrapalhar, frustrando diversos planos de matá-lo. Contudo, Fu Za tinha a certeza de que poderia fazê-lo. Mas se ficasse evidenciado que a morte do general se deu por conta de veneno, ele seria o principal suspeito e com isso toda a Ordem dos Dark Knights atacariam a guilda de assassinos sem piedade alguma, massacrando todos seus membros facilmente antes mesmo que Shasta desse seu último suspiro.

Em um combate frontal, jamais teria chance… até agora.

Só haveria uma oportunidade de cravar uma agulha com sua ponta cheia de veneno concentrado no corpo de seu inimigo e seria no instante que ele desembainhasse a espada para ir para cima do imperador. Nesse momento, ele não seria mais Shasta, o Dark General e membro dos dez lordes e sim apenas um traidor maldito.

Pensando nisso, Fu Za buscou em um bolso de sua túnica a ferramenta preferida, passada de líder para líder na guilda dos assassinos. Era conhecida como Lubellr Venonsteel, sendo manufaturada em forma de agulha extremante fina feita de um perigoso mineral que secretava um veneno paralisante e que podia armazenar em seu interior qualquer outro tipo de veneno.

E sem dúvida alguma, o que havia nela, era a quintessência mais poderosa de toda a guilda dos assassinos, seu veneno mais letal. Uma substância criada depois de macerar cinco mil sanguessugas de uma rara espécie chamada Jigsarvil, filtrando a massa produzida de maneira a concentrar todo seu sumo ao ponto de resultar em uma só gota desse terrível veneno.

Devido à imensa quantidade de animais que eram utilizadas para conseguir apenas uma gota, fora empregado muitos recursos e esforços com a finalidade de fazer as sanguessugas se reproduzirem em cativeiro, porém, todas as tentativas resultaram em fracasso total.

Fu Za não tinha como saber, porém, os animais que habitavam os campos de Underworld eram gerados pelo sistema baseados em valores específicos para cada área, assim, que tirando exceções como ovelhas ou gado, nenhum outro animal poderia ser reproduzido de maneira artificial.

Desse modo, não seria exagero dizer que a agulha venenosa que Fu Za lançou era o ápice da realização dos assassinos concentrado em um único ponto, isso valia tanto para a agulha quanto para o veneno que continha. Ao mesmo tempo em que era a cristalização de todo ódio dos oprimidos e fracos que viveram sendo explorados por mais de trezentos anos.

***

Shasta havia focado toda sua vontade exclusivamente na espada que sustentava e como resultado, não sentiu praticamente nenhuma dor da agulha venenosa que lhe apunhalou profundamente em seu corpo.

Entretanto, no instante em que tentou saltar em direção ao trono, sentiu um tremendo peso, como se seu corpo inteiro estivesse mergulhado em lama e isso o fez arregalar os olhos.

A força abandonou suas pernas quase fazendo-o cair de joelhos enquanto percebia o estranho objeto cravado no lado esquerdo de seu peito.

Veneno?

Dando-se conta disso, de imediato tratou de extrair a agulha antes que um gélido calafrio paralisasse sua mão esquerda.

Notou também que aquele objeto tão fino, que dificilmente parecia uma arma, desprendia uma brilhante luz verde. No mesmo instante soube que se tratava da maldita Lubellr Venonsteel. Com base nisso, tratou de recitar uma arte para neutralizar seu efeito.

Porém, todo seu corpo tremia conforme o calafrio aumentava, começando pelo seu lado esquerdo, se espalhando a uma velocidade assustadora, atingindo inclusive a sua boca.

Perdendo imediatamente a sensação de sua língua antes que pudesse dizer qualquer chamada do sistema, constatou que estava realmente em apuros.

Com sua mão esquerda adormecida, a agulha venenosa deslizou pelos dedos, fazendo um ruído metálico ao cair no mármore negro.

Por fim, seu braço direito, imóvel em meio ao movimento de sua espada, começou a descer de maneira relaxada, desfazendo o modo Full Control e voltando a ser apena uma lâmina cinza que acabou por chocar-se com sua ponta no solo.

A túnica escura entrou em sua visão enquanto ainda estava na estranha postura desfeita de ataque. Assim que surgiu, logo chocou o joelho em sua cabeça que estava abaixada.

Fu Za…

E pensar que eu seria pego por esse maldito.

“’-Que inútil ser insignificante’ é o que deve estar pensando, não é, Viksul?”

Sua irritante voz sussurrou enquanto abaixava-se.

Shasta franziu o rosto enquanto ainda podia mover os olhos para focar seu atacante.

Ninguém lhe deu o direito de falar comigo com tanta intimidade…

“Parece que está querendo dizer que nunca me deu o direito de falar com você com tanta intimidade, acertei? Entretanto, essa não é a primeira vez que lhe chamo de Viksul, sabia?”

O rosto do assassino, que se agachava para ficar na mesma altura de Shasta, aproximou-se de seus olhos. Porém, agora estava parcialmente descoberto do capuz, mostrando sua barba pontiaguda que estava até então, sempre oculta pela escuridão.

O queixo barbudo moveu-se um pouco vacilante e depois, uma voz rouca fluiu.

“Não se lembra… não é? Os rostos dos garotos que você derrubava tantas e tantas vezes na escola e muito menos em como eles lhe olhavam, cheios de rancor e humilhação… algo que você os fez levar por toda a vida.”

O que? Que diabos está falando? Escola…!?

Embora nascido em uma família de um simples cavaleiro, Shasta criou-se entre outros garotos também filhos de cavaleiros, onde pode colocar as mãos em uma espada desde muito cedo. Mesmo que não quisesse, assim era imposto, já que para sobreviver nesse mundo, deveria estar sempre pronto.

Desde que se lembra, sempre esteve treinando, na verdade, treinar suas habilidades era quase uma obsessão. Graças a isso, acabava inevitavelmente em primeiro lugar nos torneios, feitos esses que lhe rendeu uma promoção atrás da outra, até chegar ao posto da Ordem dos Dark Knight, onde era pupilo do último Knight Commander… isso era tudo de que lembrava, desde então, sua vida pareceu um borrão acelerado entre receber e cumprir missões, não lhe dando tempo para pensar muito em seu passado.

Não tinha como lembrar-se de coisas que fazia quando criança, no máximo, suas lembranças o levavam até visões de meninos balançando suas espadas de madeira… provavelmente datando de trinta anos atrás. Era esse tempo que Fu Za se referia?

“Ao contrário de você, eu nunca esqueci, nem um dia sequer. Porém, não tinha condições de fazer nada. Até o momento em que fui recolhido para trabalhar como escravo na guilda dos assassinos, que me encontraram jogado nos esgotos.

Acumulei conhecimento, cultivei muito tipos de novos venenos até finalmente subir de posição, virando líder da guilda. Perdi várias coisas no caminho… porém, tudo foi para conseguir minha vingança contra você, Viksul.”

O capuz caiu mais de seu rosto enquanto falava com aquela voz retorcida, revelando seu rosto completamente à Shasta.

Entretanto, ainda assim, não conseguia lembrar quem era aquele homem cheio de rancor. Melhor dizendo, Shasta mal conseguia lembrar dos rostos de seus colegas de classe, talvez nem dizendo seu nome o faria lembrar.

Depois de tudo, a face de Fu Za estava em um estado completamente deplorável, algo que assustaria até mesmo um orc para exemplificar o quão horrivelmente desfigurado estava. Provavelmente era umas das perdas as quais se referiu instantes atrás. Tudo aquilo era resultado de experiências em si mesmo de venenos.

Recolocando o capuz, seus olhos injetados brilharam na penumbra.

Desenvolvi esse veneno que injetei em você com o único intuito de matá-lo. Produzi gota por gota, levando um tempo inacreditavelmente longo só para chegar a esse momento. Consegui matar inclusive um grande dragão da terra que tinha uma Vida de mais de trezentos mil após somente uma hora de administração dessa substância.

Sua força e sua vida total não devem superar os três minutos agora…

É hora do meu pagamento… receberei a doce vingança por todo o ódio e humilhação pelo qual me fez passar.

Por ódio então?

Shasta desviou o olhar de Fu Za e observou a agulha de veneno caída no mármore negro aos seus pés.

Foi sucumbindo à ira e ódio que tentei cortar o imperador…”

Incapaz de manter uma postura ajoelhada, Shasta caiu no chão, batendo primeiro com o ombro esquerdo no piso frio.

Em meio a sua descolorida visão borrada, além da agulha venenosa…

Havia um cubo de gelo colocado em uma bandeja de prata.

***

Igualmente ao homem aos seus pés, ele, Fu Za, uma vez conhecido como Ferius Zargatis, arregalou os olhos saboreando completamente o momento que tanto ansiou.

Aquele que um dia foi o glorioso Dark General, Shasta, estava agora contorcendo-se, agarrado a sua própria incapacidade.

Era um estado magnífico, sua pele, agora transparecendo sua idade, tornando-se pálida, sepulcral, a vívida luz em seus olhos havia abandonado as órbitas, desvanecendo-se assim como sua respiração… enfraquecendo a cada instante.

Que forma miserável de morrer.

E a morte de Shasta era a comprovação máxima que as técnicas de assassinatos por veneno eram superiores ao manejo de espada ou das Dark Arts. Com uma simples apunhalada venenosa utilizando a Lubellr Venonsteel embebida em Jigsarvil foi capaz de colocar o poderoso inimigo em um estado de incapacidade, deixando-o impossibilitado de desembainhar a espada ou recitar alguma arte, ficando à beira da morte certa.

O Imperador Vector, no trono, também deve ter se dado conta do valor da guilda dos assassinos por meio desse ato. O dia em que um novo veneno mais mortal do que esse surgir e puder ser produzido em massa, será o dia em que não será mais necessário ler expressões e movimentos dos cavaleiros ou antecipar artes dos sacerdotes.

Nesse momento, voltaria a usar seu nome original que abandonou há tanto tempo, elevando o status da família Zargatis, os fazendo serem grandes e poderosos com ele sendo seu novo patriarca…

Tremendo de tanta excitação e prazer, Fu Za estava completamente alheio à espada de Shasta que havia girado para longe de seu raio de visão e já estava transformando-se novamente em névoa…

***

Lipia!

Antes de sua Vida se esgotar, Shasta gritou em seu coração pelo nome da única mulher que amou nesse mundo maldito.

Lipia deve ter decidido assassinar o imperador devido ao seu desejo de tornar concreta a nova era que Shasta havia lhe falado tantas vezes. Com o fim da guerra de trezentos anos, os órfãos poderiam conquistar o direito de viver em paz, sem ter medo de se tornarem escravos. Crescer em uma sociedade com uma nova lei justa… esse era seu pensamento quando tentou fazer tal ato.

Ei, Fu Za…

Você disse que eu te venci na escola, não é? Que fui incapaz de perceber e reparar toda a humilhação a que lhe fiz passar… certo?

Entretanto, se estava na escola, é porque teve pais que lhe proporcionaram isso, lhe dando no mínimo três refeições por dia, uma cama quente e um teto para que se abrigasse da chuva e do frio. Quantas jovens vidas você acha que tem esses mesmos privilégios nesse mundo? Quando muito tem trapos como vestimentas para cobrir seus corpos feridos e doentes aliados com a fome constante.

Lipia deu tudo de si, sua própria vida para reformar esse mundo. Isso não pode passar em vão.

Então, diante disso, não me venha com essa choradeira. Suas lamentações…”

“…NÃO FICARÃO NO MEU CAMINHO!!”

No momento em que esse terrível rugido saiu da garganta de Shasta, quem deveria estar completamente paralisado, algo semelhante a um tornado cinza, explodiu em um giro à uma velocidade absurda, elevando-se da mão direita do Dark Knight.

Era algo que inclusive os pouco Integrity Knight dominavam. O fenômeno de liberação de recordações dos instrumentos sagrados. O incomparável poder do Incarnation de Shasta reuniu todos os dados de Underworld e começou a sobrescreve-los no Main Visualizer carregado do sistema.

O tornado cinza violentamente desintegrava tudo que tocava, como a manifestação crua e brutal de um poder destrutivo além das expectativas de todos no local.

Engolido pelo vórtice, sem sequer ter tempo de tentar fugir, a grossa túnica negra de Fu Za foi destroçada como se fosse feita de fumaça com um ruído seco.

O esquálido homem de meia idade, surgiu, levantando suas mãos na tentativa de cobrir seu rosto desfigurado. Imediatamente após isso, seus braços foram arrancados e jogados para cima, se desfazendo em milhares de pedaços de carne, seguido do resto de seu corpo, se elevando no ar como se não pesasse nada e virando apenas um emaranhado disforme de carne, sangue e pedaços de ossos antes de desaparecer como poeira no vento.

***

A general das Dark Arts, D.I.L., tratou de saltar para trás o máximo que pode assim que seus instintos lhe avisaram do perigo e no momento em que fez isso, aquele misterioso tornado começou a girar em torno do Dark General às portas da morte.

Então, gerando elementos do tipo ar, saiu voando para trás a toda velocidade.

Sua premonição mostrou-se acertada. Entretanto, o que deveria ser motivo de orgulho, prever o ataque inimigo e conseguir evadir-se, acabou virando um horror no instante em que olhou para baixo e viu sua perna direita sumir em meio ao tornado.

Todo o corpo de D. era protegido com centenas de artes defensivas que permaneciam ativas mesmo quando estava dormindo ou tomando banho. Era um conjunto de barreiras que podiam repelir uma enorme gama de ataques, fossem projéteis, espadas, venenos e naturalmente, outras artes.

É claro, um ataque com todo o poder de qualquer um dos dez lordes tinha o mesmo nível de prioridade, provavelmente conseguiriam ultrapassar esse tipo de proteção, fazendo com que ela sofresse algum dano em sua pele.

Porém, jamais teria sua carne sendo arrancada com apenas um mero toque e disso ela tinha certeza.

Contudo…

Não importava o quanto negasse em sua mente, mas o tornado mortal tinha de fato arrancado sua perna direta sem dificuldades alguma e continuava seu avanço inexoravelmente a uma velocidade alarmante.

Estava sendo triturada viva.

Mesmo que um usuário de artes do calibre de D. pudesse restaurar um membro decepado, ainda assim ela necessitava ter Vida para fazê-lo.

“Eeekk… aaahh…!!!”

Um gemido estridente saiu da garganta de D.I.L.

Porém, sua voz acabou se perdendo em meio aos gritos dos chefes goblins.

O chefe da raça das montanhas, Hagashi e o chefe das planícies, Kubiri, que estavam alinhados à esquerda de D.I.L., lançaram-se em retirada com suas pernas atrofiadas, tentando fugir desesperadamente do tornado.

Entretanto, era impossível que conseguissem fugir de algo que havia pego inclusive a general D. que estava deslocando-se em máxima velocidade.

“Kuugyaaaa…!!!”

As pernas de Hagashi tropeçaram em si mesmas o mandando diretamente para o solo. Que, com sua mão esquerda desesperadamente estendida, agarrou o tornozelo de Kubiri como se ele fosse sua única tábua de salvação.

“Higyaaaaaaa!!! Solte-me!!! Me largue seu imprestáveeeelll…!!!”

Um som aquoso se fez ouvir.

Os dois que lideravam as raças dos goblins viraram poças de sangue em questão de segundos.

Som de algo sendo triturado.

A perna direita de D. saiu voando, virando em seguida uma pasta de carne solta no ar.

Sword Art Online Alicization Underworld - viksul D.I.L. - Volume 15

E diante dos olhos atônitos da líder da guilda dos usuários de Dark Arts, com seu rosto contorcido de dor, medo e desespero, ela percebeu o tornado que crescia exponencialmente de repente deter seu avanço.

O corpo caído de Shasta já não estava mais ali. A terrível tempestade em forma cilíndrica havia atingido o ápice de vinte mels tanto de altura quanto de diâmetro.

Os seis lordes que estavam em melhores posições para desviar daquilo, haviam corrido desesperados para a ala oeste do salão, atirando-se contra a parede, assim como seus demais seguidores que correram para a parte sul, se amontoando afim de escaparem ilesos do vórtice mortífero.

Ainda que sua mente estivesse mergulhada em caos e dor, D. ainda conseguiu entender do porquê da parada repentina da expansão do tornado.

E como que para respaldar sua suposição, a parte superior do tornado foi-se transformando gradualmente.

O que surgiu no topo daquele fenômeno foi o corpo de um homem, transmutado em névoa translúcida.

Ainda que fosse absurdamente enorme, era claramente uma cópia do corpo nu do Dark General Shasta.

***

O Imperador Vector, Gabriel Miller, sentiu uma emoção muito similar à surpresa quando olhou a forma gigante e imponente do tornado.

O cavaleiro à sua esquerda, desembainhando sua espada depois de ver a cabeça da assassina noturna, revelou-se ser algo além de suas expectativas.

De todo o modo, não tinha sido muito impactante que o líder da guilda dos assassinos tenha paralisado esse homem que tentava atacar Gabriel com um dardo envenenado.

Sua ideia era plantar a lealdade absoluta dentro das nove unidades sob seu comando acabando com o traidor com um único golpe, pensou que seria a melhor forma de solidificar a vontade de todos em lutar para proteger seu imperador. Tinha traçado esse curso de eventos em sua mente, porém…

Um tornado cinza escuro surgiu da unidade rebelde que estava caída sem nenhum aviso a envolvendo e se transformando nessa estranha forma.

De fato, aquilo parecia perigoso, já que em frações de segundos, engoliu o líder da guilda dos assassinos e os dois chefes goblins, os desintegrando com se não fossem nada. Foi um feito que deixou inclusive Gabriel sem falas.

As unidades líderes, ditas generais de suas raças, deveriam ter aproximadamente o mesmo status. Vendo dessa forma, uma luta entre eles não deveria ter um final tão imediato, se transformando em uma batalha prolongada, criando um ciclo quase interminável de reduzir e recuperar seus HPs.

Apesar disso, três dessas unidades desapareceram completamente em instantes. Será que existe alguma lógica atuando em Underworld que Critter desconheça?

Aconteceu no momento em que pensava isso. O gigante no tornado abriu sua boca e deixou sair um rugido que pareceu sacudir o mundo.

Incapazes de suportar a intensa pressão, muitos dos vitrais das janelas que adornavam a sala do trono foram completamente destruídos.

O gigante cerrou seu punho direito que era tão grande como o bloco de um motor e…

O direcionou para cima de Gabriel.

O líder supremo do Dark Territory tomou sua decisão no momento em que percebeu que enfrentar aquilo com uma espada seria inútil, onde o mais acertado seria esquivar-se.

Detectou então seu ajudante, Vassago, saltando agilmente do seu lado direito.

Vendo isso, contrariou toda a lógica, preferindo permanecer tranquilamente no trono esperando pelo impacto do grande punho cinza com um sorriso estranho nos lábios.

***

O tornado mortal criado pela força de vontade de Shasta à beira de sua extinção era um fenômeno que excedia o sistema de Underworld.

Mais do que simplesmente acabar com as Vidas de Fu Za e dos Goblins com um ataque baseado em redução de números, primeiro ele destruiu seus Fluctlights introduzindo a ‘imagem de morte’ diretamente em seus Lightcubes conforme esmagava a carne e evaporava o sangue.

Esse tipo de característica era muito importante, pois seu adversário, o Imperador Vector tinha uma quantidade de vida imensa.

A sede de sangue gerada pelo Fluctlight de Shasta percorreu as linhas de transmissões quânticas do STL, chegando até onde estava o corpo real de Gabriel…

O desejo concentrado e avassalador de matar do Dark General Shasta, um dos melhores espadachins de Underworld, conseguiu dar um golpe direto no núcleo do Fluctlight de Gabriel Miller, ou em outras palavras, em seu ego.

Nesse momento, a mente consciente de Shasta compreendeu com esse único golpe, que tinha conseguido acertar o Imperador.

Estava claro que seu corpo original já tinha chegado ao fim de sua Vida, que aquele seria seu derradeiro ataque.

Lamentava, porém, em não poder cumprir sua promessa de cruzar espadas novamente com o Integrity Knight Commander Bercouli. Entretanto, sabia que aquele homem entenderia o motivo pelo qual o Dark General usou até suas últimas forças para seguir suas esperanças e tentar se transformar no novo imperador.

Além de Fu Za, o líder da guilda dos assassinos, também tinha derrotado os dois chefes goblins, as criaturas que mais amavam a guerra dentre todos os outros lordes. Era de fato uma lástima não ter conseguido levar D.I.L. consigo, pois graças a suas habilidades com as Dark Arts, provavelmente conseguiria regenerar aquela perna perdida cedo ou tarde.

Se o líder da Ordem dos Dark Knight morrer levando o Imperador Vector junto para a cova, os lordes restantes definitivamente hesitarão em entrar em guerra com o Mundo Humano.

Se isso ocorrer, um cessar fogo com os humanos, que também perderam seu líder governante, era possível. Se pudesse trocar palavras ao invés de cruzar espadas… certamente haveria uma maneira de conseguir algum tipo de acordo benéfico para ambos os lados.

Ele rezou para que o desejo de Lipia, de viver em um mundo pacífico fosse concedido algum dia.

Juntando toda sua vontade, Shasta perfurou a testa do Imperador Vector, ao qual estava conectado através de sua alma.

Se conseguisse um golpe certeiro, no núcleo de seu ser, nem o Deus da escuridão poderá evitar que sua existência desapareça como Fu Za e os demais.

A vontade de Shasta bateu de frente com a alma do imperador com um estrondo abafado…

Nesse instante, experimentou o último choque de sua vida.

Nada.

Só havia uma densa escuridão que se propagava ao infinito naquela nuvem de luz que deveria ser a essência de sua consciência.

Porquê?

Mesmo Fu Za, que havia renunciado o mundo, tinha em sua alma, um apego ávido por sua vida.

Toda a vontade de Shasta foi absorvida pela escuridão acachapante existente dentro do imperador.

Aquilo foi lhe sugando tudo, o fazendo desaparecer de maneira inexorável, engolindo-o, vaporizando-o.

Essa pessoa… esse homem… desconhece o significado da vida…!?

Não conhecia o resplendor da vida, da alma das pessoas, do amor. Era esse o motivo de sua fome insaciável. Era por isso que buscava o que lhe faltava nas almas dos outros.

Uma espada forjada com o único desejo de matar jamais derrotaria esse homem, independentemente do quão forte fosse a vontade.

Depois de tudo, a alma desse ser estava viva, contudo, também estava morta.

Ele tinha que expor isso, contar para alguém…

Dizer para a pessoa que fosse lutar contra esse monstro no futuro que tipo de aberração era… porém…

Alguém… alguém…

Ali, a consciência de Shasta já estava presa em meio ao vazio, à beira de um abismo sem fundo e sem volta. O fim havia chegado e com ele, um gosto amargo…

…Não pode ser…

…Lipia…

A alma do Dark General Viksul Ur Shasta se desintegrou completamente após esses pensamentos finais.

***

No instante em que a aquela alma, com todo resplendor radiante o trespassou, Gabriel Miller sentiu mais prazer e deleite do que temor.

A alma do Dark Knight estava cheia de emoções mais distintas e ricas do que as da assassina que havia devorado há dois dias. O amor por ela juntamente de outra coisa que não conseguia explicar o que era, mas tão forte que o fazia jamais desistir, sem contar da fonte de tudo, o intenso propósito de matar.

Amor e ódio. Que mundo mais intrigante e complexo! Essas emoções tão antagônicas andando juntas era realmente um tesouro dos deuses.

O que mais ele poderia absorver?

Gabriel estava quase que completamente alheio ao perigo ao qual sua vida fora exposta. Mesmo depois de confirmar que o ataque do Dark Knight tinha transformado três unidades importantes naquele mundo em amontoados de carne e sangue, ele desejou intensamente em devorar aquela alma, mesmo colocando-se em risco.

Se Gabriel tivesse sentido o menor sinal de medo daquele ataque, desejando sua própria sobrevivência, a intenção de matar de Shasta teria conseguido sobrescrever a informação de seu Fluctlight, destruindo tudo instantaneamente através da ligação de sua alma com o STL.

Porém, Gabriel Miller nunca se preocupou com sua vida. Para ele, todas as vidas eram simplesmente mecanismos automatizados como os dos insetos que massacrou aos milhões durante sua infância. Decifrar os segredos por trás da alma era o que alimentava o seu mecanismo quebrado e faminto. Saber tudo sobre a misteriosa nuvem resplandecente, isso era o que movia Gabriel, seu único e principal desejo.

Como tal, o sinal de destruição originado pelo Fluctlight de Shasta atravessou o imenso vazio do Fluctlight de Gabriel e se perdeu sem colidir com nada.

Se Gabriel entendeu ou não a lógica daquilo, pouco importava, pois, a única coisa que residia em seu interior era alimentar-se da alma do cavaleiro enquanto registrava tudo sobre ele em sua memória.

Entretanto, sabia que as coisas funcionavam mais ou menos assim:

Havia uma forma de atacar nesse mundo além das armas e feitiços, como um jogo de VRMMO normal. Contudo, essa forma não teria efeito em si.

Como nota mental, faria com que Critter investigasse a base por trás desse fenômeno que ali ocorreu.

Com isso em mente, Gabriel levantou-se lentamente de seu trono.

***

Os seis lordes ainda com vida, a líder da guilda dos usuários de Dark Arts, D.I.L., o líder dos pugilistas, Iskhan, o líder da guilda de assuntos econômicos, Lengyel, o chefe dos gigantes, Sigrosig, o líder dos orcs, Rilpirin e o cabeça chefe dos ogros, Fulgurr, que ainda mantinham suas costas coladas às paredes, caíram sentados no chão quando tudo passou. Enquanto um em específico estava em processo de cura de um membro decepado.

Contudo, todos com os olhos grudados em seu imperador.

Medo era tudo que tinham em seus corações.

O terrível ataque do Dark General Shasta convertendo três líderes em carne moída afogada em sangue em frações de segundos, assim como decepando a perna direita de D., era mais do que suficiente para colocá-lo entre os lordes mais poderosos de seu conselho. Porém, um ser assim fora vencido pelo imperador sem que este sofresse o mínimo dos danos.

O forte comanda.

Ficou claro para todos que o Imperador Vector era superior a todos os seis lordes restantes e suas centenas de facções comandadas por eles juntos.

Como se fosse um movimento combinado, ondas após onda, todas as criaturas presentes reverenciaram profundamente seu líder supremo, jurando obediência ao imperador, ao Deus da escuridão. O reconhecimento veio inclusive da Ordem dos Dark Knights em detrimento de seu comandante ter sido assassinado diante de seus olhos.

A voz do imperador ressoou calma.

“Aqueles que perderam seu general, deverão eleger como sucessor o que era até então, o segundo em comando. E como planejado, partiremos em marcha para a guerra em uma hora.”

Não houve palavras de ira ou reprovação a respeito da clara insurgência. Aquelas curtas e simples palavras pareceram invocar um feitiço de pavor sobre todos.

Havendo detido o sangramento de sua perna, D. elevou sua mão direita para o alto e gritou:

“Longa vida à Sua Majestade, o Imperador!!”

Depois de uma breve pausa…

Gritos e palavras se mesclaram em um único clamor, parecendo sacudir as estruturas do Palácio Obsidiana, do Dark Territory.

O chamado para a guerra embalou o início da marcha das tropas por todos os lados.

 

 

 

 

 

 

 

 

E É ISSO AÍ! MISSÃO CUMPRIDA.

DOIS POST EM UMA ÚNICA TACADA E COM UM ÓTIMO AVANÇO NA HISTÓRIA. DEPOIS DE MUITA ENROLAÇÃO, A GUERRA COMEÇA.

SENHOR DARK GENERAL INFELIZMENTE VIROU NADA, ASSIM COMO A POBRE LIPIA VIROU PICOLÉ 🙁

E O VECTOR CARIMBANDO SEU PASSAPORTE DE FDP DO MOMENTO!

 

OU SEJA, O MUNDO VAI PARA O CARALHO MESMO COM TODOS OS PERSONAGENS LEGAIS MORTOS OU INCAPACITADOS…

QUE FUTURO NEGRO TEREMOS PELA FRENTE…

 

ATÉ SEMANA QUE VEM MINHAS CARAS PESSOAS!

 

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Música pesada para um capítulo pesado.

  • Matheus Lara

    Valeu pelos capítulos, já baixei pra ir lendo aos poucos.
    E, não sei se é pedir demais, na imagem do mapa de Underworld teria uma com tradução daqueles nomes? Fico sempre curioso, inclusive o que diz pra baixo levando a escuridão.

    • André Brandão

      Opa! Cara, estou fazendo essas traduções aos poucos e colocarei no Pinterest e posteriormente na galeria aqui do site. Igual ao que fiz com o esquema do Ocean Turtle.
      Infelizmente fazer essas alterações me toma um tempo inacreditável que prefiro investir na tradução da história em si.
      Quanto ao que está no mapa, é somente os nomes dos lugares e tal. Fiz um exemplo rapidinho que você pode ver aqui:
      https://uploads.disquscdn.com/images/ba2edb6eb0938d08e9936721225b9d5047586e860f627a3ef3923aa2e5b89848.jpg

  • Bruno Bianchini Villalobos

    André, no 11º parágrafo, há um trecho assim: “Embora o odiasse, sabia o quão terrível era aquele homem em combate”, você não acha que esse “terrível” está querendo dizer que ele é um mau lutador ao invés de querer mostrar que ele é tão forte que chega a ser assustador? Ou talvez a minha interpretação está errada? Abraço.

    • Thiago Passos

      Vou responder por ele. Tipo, pode até ser que para alguém que acaba de ler o parágrafo sem antes ter lido o resto da história a afirmação seja válida, porém, para tu que já conheces o personagem, não acha que é mais lógico interpretar a frase pelo que você conhece do personagem? Bom, em resumo, eu creio que seja apenas interpretação e ponto de vista mesmo.

      • André Brandão

        Tks!

        • Thiago Passos

          No problem.

    • André Brandão

      É como o Thiago disse, o contexto já coloca o terrível com o sentido de incrivelmente forte. Masssss eu não sou o dono da verdade, sou apenas o cara que adapta hehehe. Obrigado pela crítica e um fortíssimo abraço! 😉