Sword Art Online Alicization – Invading – Capítulo 17 – Parte 2.1

Arco: Sword Art Online Alicization – Invading

Capítulo 17

Sword Art Online Alicization Underworld - Vector e Shasta- Volume 15
Quais são as reais intenções de Sua Majestade?

Parte 2

Depois de surgir na sala do trono como o Imperador Vector, Gabriel Miller contemplou os Fluctlights artificiais ajoelhando-se aos seus pés de maneira tão devota que ele quase sentiu alguma coisa em seu ser, algo que supostamente poderia ser classificado como uma espécie de emoção.

Eles eram informações quânticas de luz confinadas dentro de Lightcubes medindo apenas uma polegada. Mas também, eram humanos reais dotados de inteligência e alma nesse mundo. Entretanto, o que mais causava estranheza, era que a metade dos dez seres ali perfilados e ajoelhados à sua frente, eram monstros com aparências bizarras.

Os dez generais que chamavam a si mesmos de ‘Lordes’, os cavaleiros e os usuários de Dark Arts, junto com as tropas de cinquenta mil guerreiros localizados no lado de fora do palácio estavam todos à sua disposição, jurando lealdade incondicional.

Tudo que deveria fazer era manipulá-los apropriadamente para exterminarem as forças defensivas do Mundo Humano e obter Alice.

Porém, diferentemente das estratégias dos jogos em tempo real no mundo real, aqui, ele não conseguirá guiá-los com comandos de teclado e mouse. Teria que orientá-los e organizá-los com suas palavras e atitudes, seria um jogo muito interessante de influência.

Gabriel levantou-se do trono silenciosamente e olhou para o espelho na parede em suas costas depois de dar vários passos.

O reflexo mostrava uma visão dele mesmo, entretanto, achou que aparência era completamente de mau gosto.

Os traços faciais e o cabelo loiro quase branco eram tudo que havia restado do Gabriel do mundo real. Uma coroa de metal completamente negro com uma joia rubra incrustada bem no centro dela, adornava sua cabeça. Vestia uma espécie de toga feita de couro, tão negra quanto a noite, assim como a camisa similar à camurça por baixo dela e calças também feita da pele de algum animal.

E, além disso, suas costas estavam coberta por uma longa capa tingida de vermelho sangue.

Desviando o olhar para a direita, viu um cavaleiro próximo ao trono com os braços em suas costas com a mão esquerda segurando a direita fechada em punho, pernas um pouco afastada, em pose de descanso tipicamente militar.

Dentro daquela armadura completa, resplandecente como uma gema violeta, estava Vassago Cassals, o homem que o havia acompanhado quando se conectou nesse mundo.

 

Ainda que Gabriel tenha lhe dito para conter-se e não dizer nada desnecessário, era evidente a euforia crescente no peito de seu subordinado que ficava dando leves batidinhas no chão com as pontas dos pés enquanto mantinha uma expressão feroz no rosto.

Procurando não pensar muito nisso, voltou os olhos novamente para o espelho.

Sempre acostumado a trajes feitos sob medida e o uniforme militar que praticamente nunca tirava, sentia-se um pouco inquieto com aquela indumentária espalhafatosa. Porém, ali ele era um ser de Underworld, não era o mesmo Gabriel, o diretor da CYOP.

Ele era o Imperador que governava o gigantesco Dark Territory.

Era… um Deus.

Gabriel fechou os olhos, respirou fundo e depois expeliu todo o ar dos pulmões.

Ativou o gatilho mental em seu cérebro, trocando o papel que interpretara até agora, o de um comandante de operações táticas para o genial e cruel imperador.

Ao abrir os olhos, Gabriel não mais existia, quem estava ali era o deus da escuridão, Vector. Girando sua capa rubra em um único e fluído movimento, observou de maneira altiva os dez generais à distância. Ausente de toda sensação de humanidade em seu corpo, caminhou de maneira imponente pela sala.

Instintivamente, decidiu que até sua fala deveria se modificar para encaixar melhor no papel. Concluiu que um deus deveria falar de modo formal, como se estivesse vivendo em outro lapso temporal. Para isso, inspirou-se na era vitoriana do mundo real e por fim disse:

“Levantem vossas cabeças e digam-me seus nomes….! Tu começas!”

O homem de estatura e idade mediana, cuja cabeça estava praticamente tocando o solo enquanto se prostrava, levantou a parte superior de seu corpo com uma destreza inesperada e declarou seu nome em japonês fluído.

“S-Sim!!! Meu nome é  Lengyel Gira Skovo, sirvo como líder da guilda responsável pela economia!”

Ao terminar sua apresentação, fez outra reverência e voltou para sua pose prostrada enquanto uma massa gigantesca ao seu lado começou a se mover.

O meio-humano, com mais de doze pés de altura levantou-se. Sua massiva constituição estava envolta em correntes enroladas, brilhando com uma luz enegrecida, com somente uma pele de animal cobrindo a parte inferior de seu corpo, sacudiu e limpou seu nariz anormalmente grande se apresentou em tom tão grave que parecia o som de um grande instrumento de percussão.

“Líder da raça dos gigantes, Sigrosig!”

Enquanto Gabriel tentava aceitar que ‘aquela coisa’ monstruosa era de fato uma inteligência com alma humana, o terceiro membro dos generais falou com uma voz rouca, arranhando seus ouvidos.

“Líder da guilda dos assassinos… Fu Za…”

O general que falou, usava uma capa com capuz que cobria todo o rosto, sua presença era muito mais fraca se comparada ao senhor da raças dos gigantes, com sua constituição tão estranha que o tornava impossível saber seu gênero e idade.

Gabriel até pensou em ordenar para que mostrasse o rosto, porém, decidiu não fazê-lo, imaginando que para um assassino, ocultar o máximo de suas características deveria ser uma de suas obrigações. Com isso, voltou o olhar para o próximo.

Ao fazer isso, teve que conter-se para não franzir o rosto em repulsa.

Sentado no chão, estava a personificação, segundo ele, da palavra feio. Com suas pernas curtas demais para ajoelhar-se, sustentava uma barriga inchada e sebosa, adornada com coisas que pareciam crânios de pequenos animais, que também serviam de colar ao redor do pescoço afundado no meio de seus pontudos ombros.

A cabeça era um misto de porco e ser humano. O nariz plano com dois grandes sulcos formando as narinas em um focinho suíno, com a boca grotescamente semiaberta mostrando dentes desparelhos junto com duas presas.  Entretanto, o brilho em seus olhos ardia como os de um humano calculista, causando ainda mais dissonância entre as duas criaturas bases, o porco e o homem. De fato, havia inteligência por trás daquele ser, mesmo que continuasse a ser uma visão repulsiva.

“Chefe da raça dos orcs, Rilpirin!”

Depois de ouvir aquela voz horrível, Gabriel ficou na dúvida se aquilo era macho ou fêmea, porém, resolveu também deixar essa questão de lado. Um orc era uma unidade inferior, não havia propósito nenhum em mantê-los ativos depois de alcançar seu objetivo.

O seguinte a levantar a cabeça e fazer uma rápida reverência era provavelmente o mais jovem dentre todos. Seus cabelos eram vermelhos e ondulados, com a metade superior de seu corpo praticamente toda descoberta, excetuando por um simples cinturão de couro. Usava calças simples também feita de couro e sandálias sem adorno algum. A única coisa vistosa era as estruturas metálicas retangulares em seus punhos, semelhantes a luvas.

“Décimo campeão da guilda dos pugilistas, Iskhan!!”

Observando o jovem falando alto e assertivamente, Gabriel ficou levemente confuso com uma questão. Os pugilistas eram como… boxeadores, não é? Será que eles seriam soldados adequados para o tipo de batalha que estava por vir? Afinal, estariam todos com as mãos nuas. Que tipo de recursos teriam em um combate?

Enquanto pensava nisso, um forte grunhido foi ouvido.

A fonte do som veio de outro ser humanoide, com o físico absurdamente avantajado, o segundo maior depois do chefe dos gigantes. Sua pele era quase que totalmente envolvida por pelos, dando uma aparência lupina para a criatura. Seu focinho era alongado com fileiras de dentes protuberantes como serras e orelhas triangulares. Devido à longa língua e anatomia nada semelhante a um humano, era difícil compreender o que dizia.

“Líder… trii…bo… ogros… Ful..gurrrr..!!!”

Ainda tinha dúvidas se ele realmente tinha dito seu nome ou apenas rosnado, contudo, Gabriel assentiu levemente e olhou para o general seguinte.

Um grito estridentemente ensurdecedor tomou conta do local.

“Hagashi, jefe dos goblins das montanhas aos seus serviços!! Sua majestade, por favor conceda aos bravos guerreiros de nossa raça a honra de ser sua tropa pessoal!!”

Mais um tipo diferente de meio-humano, pequeno e com orelhas pontiagudas crescendo ao lado de uma cabeça calva. Sua altura era menor ainda do que a de um ser humano normal, portanto, menor do que todos que já haviam se apresentado até agora.

De acordo com que havia dito Critter antes de fazer a imersão, só havia uma lei no Dark Territory: ‘O mais forte prevalece!’. Nesse caso, que força permitia com que os goblins, com aparências tão frágeis em relação aos demais, permanecessem em pé de igualdade com as outras raças?

Ficou pensando como uma infantaria dessas pequenas criaturas enfrentaria uma horda de orcs. Em todo o caso, Gabriel ficou olhando o rosto do goblin da montanha com um leve interesse e acabou por fim compreendendo e respondendo sua dúvida enquanto fazia um pequeno ‘-Humm..!’.

Fome! Havia uma fome insaciável rodopiando como um redemoinho frenético de ganância dentro daqueles olhos redondos e brilhantes da pequena criatura.

Logo após o goblin terminar sua saudação, gritos similares vieram do outro ser de aparência similar que estava ajoelhado ao lado. Tudo neles era praticamente igual, exceto pelo tom de pele.

“Impossível!! Nós seremos dez vezes mais úteis comparados a eles, Sua Majestade!! Sou Kubiri, chefe dos goblins das planícies, humildemente aos seus serviços!”

“Mas que diabos vocês estão pensando que são? Suas malditas bestas idiotas!! Seus cérebro são tão áridos quanto suas terras!!”

“O mesmo serve para vocês, suas cabeças são tão duras quanto as pedras de seu lar!!”

No mesmo instante, as duas criaturas colaram os focinhos e quando iam prosseguir com a discussão…

Faíscas azuis crepitaram no meio dos dois, fazendo com que os chefes goblins saltassem assustados para trás grunhindo.

“Caso tenham esquecido, vocês estão diante de Sua Majestade, o Imperador!”

A pessoa falava com uma voz encantadoramente sedutora enquanto baixava a mão. Uma mulher muito jovem e sensual, vestida com roupas extremamente reveladoras. As faíscas voaram da ponta de seus dedos como raios, explodindo no meio dos dois goblins como pequenas granadas de mão, fazendo um barulho insuportável.

Se movendo de maneira esguia, dobrou a parte superior de seu lindo e voluptuoso corpo, exibindo boa parte de seus seios ao fazer uma grande e demorada reverência.

Vendo essa cena, até mesmo Gabriel conseguia entender o porquê de seu subordinado, Vassago, fazer um leve assobio à sua direita.

Sua pele bronzeada como café com leite reluzia lindamente com a luz avermelhada da sala. Coberta minimamente com vestes de couro negro, usava botas na altura das bem torneadas coxas, com salto alto muito fino como agulhas. Uma capa de pele negra que brilhava com uma matiz prateada formava um lindo e perigoso conjunto com seus cabelos loiros platinado que caia até a altura de sua fina cintura.

Usava sombra azulada em suas pálpebras, combinando com o também azul do batom sobre os lábios grossos e carnudos.

Os estreitos olhos pareciam duas joias brilhando em índigo quando começou sua apresentação.

“Sou a líder da guilda dos usuários de Dark Arts, me chamo D.I.L. Eu e os três mil feiticeiros sob meu comando, dedicamos nossos corpos e almas a você, Sua Majestade!”

Ainda que suas ações, corpo e voz fossem encantadores de fato, Gabriel apenas assentiu friamente, não sendo afetado por seus desejos sexuais latentes.

A bruxa fechou os olhos, possivelmente cogitando se deveria continuar a falar. Entretanto, aparentemente decidira apenas concluir sua apresentação com outra grande e silenciosa reverência, terminando seu movimento na posição ajoelhada inicial.

Gabriel achou que aquilo tinha sido uma ação sábia de sua parte, portanto, desviou o olhar e fixou no último general.

O homem que o reverenciava tranquilamente, estava na plenitude de sua vida, demonstrando estar em excelente forma e físico para os padrões de um humano.

A armadura negra como carvão que cobria todo seu corpo, brilhava lindamente exibindo um intrincado jogo de marcas esculpidas em sua superfície. Uma cicatriz superficial podia ser notada em seu rosto perto do nariz.

O homem deixou sua poderosa voz sair sem levantar a cabeça.

Dark Knight Commander, Viksul Ur Shasta. Antes que lhe dedique minha espada, Sua Majestade… tenho uma pergunta.”

O homem finalmente levantou o rosto e Gabriel viu uma severidade semelhante aos raros ‘verdadeiros soldados’ que poucas vezes pode encontrar no mundo real.

O Knight Shasta observou diretamente Gabriel com uma forte convicção nos olhos, um sentimento ausente nos nove generais anteriores e seguiu falando sem alterar o tom de sua voz.

“Quais são as reais intenções de Sua Majestade para fazê-lo retornar ao trono nesses tempos?”

Gabriel imediatamente entendeu.

Aquele realmente não era um simples programa rodando.

Considerando que qualquer vacilo em sua voz poderia por tudo a perder, Gabriel se manteve no papel do implacável Imperador, respondendo de maneira indiferente.

“Derramamento de sangue e terror. Incendiar tudo, provocar destruição, mortes agonizantes e é claro… gritos.”

As expressões de todos os generais ficaram imediatamente tensas enquanto a voz de Gabriel fluía pela sala, rígida e mecânica como aço.

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Observando os dez rostos, um de cada vez, Gabriel agitou sua capa de pele e moveu seu braço direito para os céus, em direção ao lado ocidental da sala.

Palavras cheias de um falso desejo de conquistas foram disparadas de sua boca quase que automaticamente.

“O Grande Portal que protege as terras além da montanha, erguido pelos outros deuses que me jogaram no Mundo Celestial vai cair em breve. Eu voltei… para exercer minha vontade, conhecida por todos nesse território!”

Ele havia recebido um reporte tão detalhado quanto possível de Critter sobre a proximidade do experimento de carga final. Sabia que aconteceria em mais ou menos uma semana no tempo de Undeworld. Com base nisso, seguiu com seu discurso em tom teatral.

“O Mundo Humano efetivamente nos pertencerá! Tudo será dos seres da escuridão assim que o Grande Portal não mais existir!

Tudo que eu quero é apenas um dos seres de lá! A sacerdotisa das deusas! Permitirei que massacre, saqueiem, destruam, consumam todos os humanos que lá vivem, contanto que cumpram minhas vontades!

O tempo de que os seres da escuridão vêm aguardando chegou… é a hora prometida!!”

O ar foi tomado pelo mais total silêncio…

Então…

Gritos e rugidos ferozes irromperam na sala do trono.

“GIIIII!!!!! MATEM TODOOOOOOSSSS!!!! IUMS BRANCOS!!!!! MATEM TODOOOSSS ARRRRGGGHHH!!!!!”

Foi o chefe dos orcs quem mais gritou enquanto batia seus pés retorcidos no chão, com seus grandes e esbugalhados olhos cheios de ódio e ganância.

Os chefes dos goblins o seguia com seus braços erguidos berrando em uníssono:

“Hoooooouuu!!! Guerra! Guerra!! Guerraaa!!!”

“Guerraaaaa!!!! ”

Os gritos de guerra se propagaram para os outros generais e oficiais que estavam atrás deles. Vozes alegres vinha por baixo das túnicas negras da guilda dos assassinos, assim como dos usuários de Dark Arts que batiam palmas criando pequenas faíscas azuis de seus dedos.

Dentro do gigantesco salão, o vozerio bestialmente primitivo em frenesi tomou conta de tudo.

Somente o guerreiro chamado Shasta permanecia ajoelhado em meio à comemoração.

Gabriel percebeu isso depois de um tempo, entretanto, não conseguia definir se aquela figura abaixada, imóvel como uma escultura, se continha conforme seu restrito código de conduta militar ou se por outra classe de sentimentos.

 

***

 

“Quem poderia imaginar que tinha tanto talento teatral, aniki!? Sabe que poderia muito bem ter virado um grande ator?”

Gabriel suspirou em resposta à Vassago que abria uma garrafa de vinho sorrindo abertamente.

“Apenas fiz o necessário para a situação. Seria interessante para o plano se conseguisse discursar de maneira similar, afinal, você está um degrau acima de todos eles.”

Arrancando a rolha da garrafa com o dedão, ficou observando o líquido escarlate antes de decidir se deveria beber enquanto estava em pleno dever.

Diferentemente dele, Vassago virou sua garrafa de maneira sedenta. A princípio, parece que ele já estava acostumado com esse tipo de coisa, não se incomodando em beber mesmo em missão. Bebia aquilo que deveria ser um vinho de altíssima qualidade como quem bebia uma cerveja barata em um bar qualquer. Pensou rapidamente que se fosse o mundo real, seria realmente um desperdício de algo precioso.

Vassago virou mais algumas vezes a garrafa, limpou a boca no braço e falou:

“Não me importo com conversinha fiada desde que eles me obedeçam, afinal, vou liderar o ataque. Já que tivemos essa rara oportunidade de submergirmos nessa absurdamente real VR, devemos aproveitar ao máximo… E falando nisso, mal consigo crer que esse vinho é apenas virtual… é incrível!”

“Nisso você está certo, porém, não deve se esquecer que caso se corte, vai sangrar. E também, não tem nenhum dispositivo que amorteça as sensações, portanto, será dolorosamente real.”

“Mas essa é que é a parte boa, não é?”

Dando de ombros para o sorridente Vassago, Gabriel devolveu a garrafa na mesa e levantou-se do sofá.

A residência do Imperador no último andar do Palácio Obsidiana era muito maior do que a sala executiva do quartel general da Glowgen e suas gigantescas janelas permitia uma magnífica vista noturna do povoado ao redor do castelo.

Ainda que as luzes e cores não chegassem aos pés se comparadas à San Diego, o fato de ser ambientada em um mundo de fantasia, compensava.

Os dez generais que se autointitulavam como lordes, haviam saído do palácio para prepararem-se para a guerra e as chamas das tropas de transporte levando os recursos armazenados eram ininterruptas andando pela rua principal, podendo ser confundidas à distância como uma enorme serpente de fogo.

O líder da guilda de economia juntamente com seus membros tinha ordenado que fossem utilizados todas as provisões e equipamentos armazenados no castelo, pois os soldados não deveriam sofrer com fome e nem frio.

Tirando os olhos das luzes, Gabriel caminhou pela sala e tocou um painel púrpura, o console do sistema instalado ali, com sua mão.

Percorrendo habilmente o menu, pressionou o botão para chamar os observadores externos. A frequência de aceleração temporal caiu imediatamente, trazendo a sensação de parada, com o ar se estagnando. Depois disso, o rápido discurso de Critter saiu através da janela virtual aberta.

“Comandante!? Acabamos de imergi-los e agora retornamos para sala de controle principal!”

“Aqui já é a primeira noite. Agora entendo como a aceleração temporal é estranha. Estamos procedendo conforme o planejado. A preparação das unidades irá se completar em um dia ou dois no máximo e começará a marcha até o Mundo Humano logo depois.”

“Perfeito! Confirmando então, assim que tiverem a Alice, levem-na até o console para prosseguirmos com o processo de extração para a sala de controle principal do Ocean Turtle. Dessa forma, o Lightcube de Alice será nosso. Dito isso, tenho um recado o qual peço para o senhor repassar para o idiota do Vassago também.”

A voz de Critter alcançou os ouvidos do mercenário como uma maldição enquanto esse franzia a testa.

“Atualmente não temos os direitos de administração, portanto, não poderemos reiniciar uma conta. Em outras palavras, nem você, comandante, nem Vassago poderão usar essas super contas outra vez caso venham a morrer aí. Provavelmente, será difícil até recomeçar como um usuário comum, entendido?”

“Aah… certo, entendido. Irei me conter até estar nas linhas de frente… E a Força de Autodefesa? Eles fizeram algum movimento?”

“Nada até agora. Sequer parecem terem notado as duas imersões.”

“Muito bem! Irei cortar as comunicações por hora. No próximo contato já quero estar com Alice em mãos.”

“Entendido! Boa caçada!”

A janela de comunicação foi encerrada e a frequência de aceleração voltou aumentar, gerando um pequeno desconforto nos dois homens.

Vassago ainda estava xingando enlouquecidamente Critter enquanto soltava as fivelas da armadura e a jogava no chão, ficando vestido apenas com uma camisa de linho e calças de couro.

“Ermm.. então, aniki? Se eu pedir para cairmos na noite e farrear um pouco em algum lugar daqui… suponho que a resposta seria um não… certo?”

“Aquiete-se por um momento. Te darei um noite inteira para aproveitar depois que essa operação for concluída, ok?”

“Certo, entendido. Sem mulheres e sem matança… né? Tudo bem, serei um bom menino por hora e vou dormir. Usarei aquele quarto ali, fui!”

Vassago desapareceu em um dos quartos ligados à sala do trono enquanto Gabriel deixava escapar um suspiro e removia a coroa em sua cabeça.

Deixando a exagerada indumentária, com capa, toga e os demais adereços sobre o sofá, jogou a espada por cima para se livrar daquele peso.

Nos jogos VR que jogou até agora, ao remover o equipamento, ele regressaria ao inventário imediatamente, porém, parecia que aqui nesse mundo não tinha essa característica tão conveniente. Cogitou que viver um mês nesse lugar o deixaria realmente em um estado de tédio monstruoso. Ainda bem que as preparações e partida se dariam em dois dias, depois disso, era só desconectar-se o mais rápido possível.

Assim como Vassago, decidiu deitar. Então, abriu outra porta da sala, desabotoando sua camisa enquanto seus olhos se acostumavam com a iluminação quase nula do novo cômodo.

Gabriel estreitou seu olhar ao perceber que ao lado da enorme cama, tinha uma pequena silhueta prostrada ao chão.

Lembrou que não tinha solicitado nada a nenhum dos servos desse palácio. Como poderia haver alguém que lhe desobedecesse? Quem iria contra as ordens de um deus?

Seja quem fosse, essa pessoa iria sofrer as consequências…

 

 

 

 

 

 

OPA!! SÃO PEDRO ESTÁ DE SACANAGEM!!

ELE NÃO CURTE SAO, NÃO É POSSÍVEL!

POIS É, MINHAS PESSOAS, OS MORADORES DE PORTO ALEGRE NO RIO GRANDE DO SUL SABEM A QUE ME REFIRO. UMA CHUVA ININTERRUPTA A SEMANA TODA, TEMPORAL, GRANIZO… O PACOTE COMPLETO E COM ISSO… SEM INTERNET, LUZ… UMA DILIÇA!

MAS AO MENOS HOJE, SÁBADO, NÃO CHOVEU AINDA E A LUZ E INTERNET VOLTARAM.

ENTÃO, BORA POSTAR O CAPÍTULO.

 

AQUI COMEÇAM A SE FORMAREM AS TRAMAS PALACIANAS, O CONSELHO DE UM REINO É SEMPRE ESSA MARAVILHA, TODOS SE ODIANDO E TRAMANDO CONTRA.

COMO ALGUÉM ALGUM DIA ACHOU QUE ISSO PODERIA DAR CERTO?

E NA MINHA OPINIÃO… O GABRIEL VÊ MUITA NOVELA MEXICANA. O CARA É CANASTRÃO DEMAIS, ENTRETANTO, É UM PSICOPATA DE PRIMEIRA (MAIS UM CHECKED NA HISTÓRIA PADRÃO DE REINOS).

SEM MAIS DELONGAS, NOS VEMOS SEMANA QUE VEM , QUE PELA PREVISÃO DO TEMPO, PROVAVELMENTE TEREMOS CATACLISMA APOCALÍPTICO SEGUIDO DE FIM DO MUNDO COM LEVES TOQUES DE CHUVA DE METEORITOS, OU SEJA, TUDO TRANQUILO.

 

ATÉ MAIS!

 

OBS.: A IMAGEM FOI FEITA ÀS PRESSAS ANTES QUE A BATERIA DO NOTE ACABASSE, SORRY!

OBS2.: MEU FILHO ACABA DE DIZER SUA PRIMEIRA PALAVRA “BABACA!”… QUE ORGULHO (#sqn)

Sword Art Online Alicization Underworld Invading

 

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