Sword Art Online Alicization Underworld em Português – Uniting Capítulo 13 – Parte 3.2

Arco: Sword Art Online Alicization Underword – Uniting

Capítulo 13

Sword Art Online Alicization Underworld - Administrator

Que tal quatro… contra trezentos?

Parte 3

Mesmo a mais simples arte curativa, a que necessitasse de menos comandos para ser ativada, seu efeito variaria absurdamente dependendo da maneira com que fosse recitada, ou seja, seu poder era diretamente proporcional com o nível de crença depositada nas palavras, pouco diferente das artes ofensivas.

A arte que Cardinal utilizou estava repleta de carinho e apreço verdadeiro, um sentimento tão reconfortante que derretia todo o tipo de dor. E era exatamente aí que residia a minha esperança de que o assunto sobre regressar Underworld para o completo nada que ela havia determinado, ainda estava em aberto. Entretanto, aquela não era hora de ficar tendo esse tipo de pensamento, primeiro teríamos que ganhar essa batalha.

Que recursos o Sword Golem possuía para conseguir se regenerar instantaneamente daquela forma? Antes de prosseguir com os ataques, tínhamos que descobrir quais eram.

Com seu corpo renovado, brilhando mais uma vez em dourado, a criatura feita de espadas começou seu avançou tranquilamente.

Cardinal apertou seu cajado, preparando-se para enfrentá-lo, porém, dessa vez ela não podia usar muitas artes de maneira preventiva como havia feito minutos atrás, pois o fator surpresa não mais existia e a Administrator certamente estaria esperando uma brecha para atacar no momento em que a pequena garota tentasse ativar algum comando.

Pensar.

Era tudo o que podíamos fazer agora.

A habilidade de regeneração do Sword Golem era provavelmente fruto de seu Release Recollection. Nesse caso, existia ‘algo’ que estava sendo utilizada nessas aproximadamente trinta espadas que compunham seu corpo, que possibilitava essa fantástica propriedade.

O que primeiro veio à minha mente foi a habilidade de regeneração de Vida da árvore gigante que serviu de matriz para minha espada negra, o Giga Cedro. Todavia, aquilo só era possível devido aos abundantes recursos naturais que ela possuía, como a luz do sol e a terra.

E até a poucos momento, a única fonte de luz dessa sala era a da lua. A qual duvidada muito que fora capaz de abastecer esse gigantesco constructo para que houvesse uma recuperação tão poderosa. Em outras palavras, o Sword Golem não tinha como origem um objeto natural como o Giga Cedro.

Assim, a única possibilidade restante que podia pensar, era que poderia ser algum tipo de criatura que tivesse a propriedade de regeneração acelerada sem a necessidade de recursos espaciais. Mas… ainda existiam seres assim?

Cardinal havia dito que os Named Monsters, que uma vez habitaram esse mundo, estavam completamente extintos. E que seus restos mortais, ossos, peles e outros, mesmo que tivessem altos níveis de prioridade, ainda assim não podiam ter um potencial tão absurdo quanto esse que presenciamos.

Creio que mesmo se juntassem dezenas de milhares de objetos desse tipo e os transmutassem em espadas, o resultado estaria muito longe de alcançar os dos instrumentos sagrados dos Integrity Knight.

Esse era o fator que demonstrava o quão baixa eram as Vidas desses monstros em relação às demais ferramentas. A prioridade e durabilidade até poderiam sem proporcionais, entretanto, criar trinta e poucas armas necessitariam de centenas de dezenas de milhares dessas incríveis criaturas…

Mas espere…

A Administrator disse algo estranho antes, não é?

“-Quatro contra… trezentos”.

As units usadas para criar essa aberração não eram mobile objects, como os animais eram classificados. E sim, human units, os seres humanos que viviam nesse mundo. Isso significaria que ela havia condensado trezentas pessoas. Um número tão elevado que provavelmente corresponderia a uma pequena aldeia. Tudo isso, somente para poder satisfazer sua sede de dominação.

Após fazer meu cérebro quase fritar de tanto pensar, estava convicto que essa era a resposta certa. Infelizmente, não era uma solução animadora, muito pelo contrário, ter esse conhecimento me trouxe um imenso terror. Instantaneamente minha pele se arrepiou, juntamente com uma sensação de eletricidade percorrendo a coluna.

As pessoas de Underworld não eram simples objetos móveis, constructos funcionais que se movimentavam. Elas possuíam Fluctlight, almas, iguais aos dos seres humanos do mundo real. E mesmo que fossem transformados em espadas, seus Fluctlight não cessariam suas atividades, pois ainda manteriam uma forma corpórea.

Em outras palavras, aqueles convertidos em espadas e que agora faziam parte do Sword Golem, possivelmente ainda mantinham suas consciências dentro desse corpo de metal, embora não tivessem mais a forma humanoide, com olhos, bocas e membros flexíveis.

Aparentemente, tendo chegado à mesma conclusão do que eu, a pequena Cardinal estremeceu levemente. Sua diminuta mão perdeu um pouco da coloração rosácea enquanto apertava ainda mais o cabo de seu cajado.

“Sua… abominação!!”

Deixou sair essas palavras entrecortadas com tanta fúria que não era mais possível reconhecer sua voz angelical.

“Você… o quão… o quão inumana pode se tornar!? Deveria guiá-los, protegê-los, amá-los!! Como pode criar essa aberração às custas das pessoas você deveria proteger acima de tudo??”

Gemidos surgiram ao meu lado esquerdo.

“Pessoas…? Como assim… pessoas!?”

Eugeo retrocedeu um passo, atordoado.

“Essa monstruosidade… foi feita de seres humanos…!!?”

Alice colocou a mão esquerda sobre o peito mais uma vez enquanto murmurava.

E um frio silencioso tomou conta da isolada sala.

Instantes depois, a Administrator respondeu com um grande sorriso como se estivesse degustando o sabor de nossos medos.

“Exatamente isso! Finalmente você se deu conta. Achei que iria morrer antes de descobrir… nossa minha irmã, você está ficando enferrujada.”

Com uma voz beirando a inocência e infantilidade, a governante absoluta bateu uma pequena palma.

“Estou deveras decepcionada com você, minha irmã. Mesmo depois de ficar me espionando naquele porão por duzentos anos, ainda não entendeu nada? Será que tenho que realmente explicar tudo? Quer que eu banque sua mãe e lhe conte tudo?”

“Cale-se!! Não quero nada vindo dessa sua personalidade depravada!”

“Se não quer isso, porque vem com esse discursinho cheio de palavras inúteis? Que história é essa de proteger e amar as pessoas? Porque alguém da minha posição teria que me importar com assuntos tão triviais quanto esses?”

Seu sorriso se manteve, entretanto, o ar na volta da Administrator pareceu estar tão denso e frio a ponto de congelar. As palavras fluíam como granizo saindo de seus lábios, escorrendo pelo afetado sorriso e atingindo nossos tímpanos violentamente.

“Eu sou a governante. Essas existências insignificantes só devem servir para meus propósitos, só devem se sujeitar a minha vontade. Humanos, espadas, nada importa desde que me sirvam.”

“Seu… monstro…!!”

A voz de Cardinal saiu arranhada.

Não consegui encontrar palavras para expressar tudo que estava sentindo.

O estado mental dessa mulher… não, dessa existência nomeada Administrator já havia extrapolado toda minha capacidade de entendimento. Fiel a sua nomenclatura e cargo, administradora de sistema, que reconhecia as massas que viviam no Mundo Humano como meros arquivos a serem manipulados, sobrescritos e deletados.

E aqui vai uma metáfora, se fizer uma analogia aos viciados em internet no mundo real, que descarregam uma gama sem tamanho de arquivos somente para a satisfação de ter determinado tipo de dado, como uma coleção virtual, ela estava fazendo basicamente o mesmo. Se preocupando minimamente ou somente com o conteúdo desses arquivos sem importar-se com os meios para consegui-los.

Durante a conversa na sala da Grande Biblioteca, Cardinal havia dito que os valores principais do sistema havia registrado na alma da Administrator o princípio de preservação total do mundo. Isso de fato era certo, entretanto, a questão tinha se tornado bem mais complexa.

Levando a pergunta, o Cardinal System da primeira geração, o programa de gestão sem alma, igual ao que regia o mundo de SAO, ele conseguia distinguir jogadores como humanos… como seres vivos e pensantes?

Agora vejo que a resposta era um grande não.

Não éramos nada mais do que dados a serem manipulados, ordenados e eliminados.

A menininha Quinella, a existência de uma era há muito passada, não havia cometido nenhum tipo de assassinato até agora.

Entretanto, para a atual toda poderosa Administrator, os seres que aqui habitavam, não eram seres humanos, portanto, passíveis de serem eliminados sem restrição alguma.

“Mas o que é isso? O que há com vocês? O gato comeu suas línguas?”

Olhando-nos de cima, a deusa inclinou adoravelmente sua cabeça.

“Não me venha dizer que está apavorada por eu ter transmutado essas simples trezentas unidades, minha queria irmã?”

“Essas… ‘simples’…!?”

A Alto Ministro respondeu afirmativamente a pergunta praticamente inaudível de Cardinal, balançando suavemente a cabeça.

“Sim, simplesmente, nada mais do que isso, irmãzinha. Pois para falar a verdade, quantos Fluctlight você acha que se perderam antes que eu pudesse completar esse boneco? Antes de qualquer coisa, isso aqui é um mero prototype. Gastei muitos recursos até conseguir estabilizá-lo. Entretanto, uma produção em massa dessa versão aperfeiçoada, para lidar com esse detestável experimento de carga, provavelmente consumiria a metade de minhas unidades…”

“A… metade…!!!”

“Exato. E pelos meus cálculos, tem aproximadamente oitenta mil unidades humanas viventes nesse momento no Mundo humano… Então… suponho que terei que usar quarenta mil dessas. Sim, acho que isso seria o suficiente para combater e repelir a invasão do Dark Territory. Não concorda?”

Depois de dizer essas terríveis palavras sem a mínima emoção, a Administrator moveu seus olhos prateados para a mulher cavaleiro ao meu lado esquerdo.

“Satisfeita agora, Alice? Seu precioso Mundo Humano será salvo. Vamos! Alegre-se!”

Alice não fez nada mais do que escutar as provocações em meio a risadas em total silêncio.

Vi sua mão tremendo enquanto agarrava a empunhadura da Fragrant Olive Sword, porém, não sabia se essa reação se devia a fúria ou ao medo.

Rapidamente, o que veio dela foi somente uma pergunta com o máximo de controle que conseguiu reunir.

“Estimada Alto Ministro… as palavras desses humanos já não podem mais ser alcançadas. Portanto, eu farei as perguntas diretamente a você no lugar deles, como uma usuária das artes sagradas. As trinta espadas que formaram esse… boneco… de quem eram exatamente?”

Algo veio até mim como um raio. Quem tinha levado a cabo o Release Recollection dessas trinta espadas que formavam o golem, segundo a contagem de Alice muito mais precisa do que a minha, tinha sido a própria Administrator. Assim, supus que ela era a de fato a dona delas, mesmo que estivesse indo contra a regra básica de posse de objetos desse mundo.

Entretanto, as palavras seguintes de Alice negaram totalmente essa possibilidade.

“Estimada alto Ministro, certamente você não pode ser a dona de todas elas. Mesmo que possa desobedecer a regra de ter apenas uma arma para controlar, não pode desobedecer a regra seguinte, liberar suas recordações. Pois essa técnica requer que a espada e seu dono estejam conectados por laços e sentimentos inquebráveis. Como já foi demonstrado com a minha Fragrant Olive e eu, os demais cavaleiros e seus instrumentos sagrados, Eugeo e Kirito com suas espadas. O dono tem que amar a sua arma e ter a reciprocidade desse amor. Estimada alto Ministro, se as origens dessas espadas que formaram esse monstro são as inocentes existências que você traiu… certamente elas não lhe amarão de volta.”

Alice declarou indignada enquanto sua voz ecoava na sala e o silêncio se instaurava novamente.

O que veio instantes depois foi a risada contida da Administrator.

“Ufufufu…. E eu me pergunto que tipo de chama alimenta essas suas vontades, jovens estúpidos. Que sentimentalism barato esse de vocês… Não passam de alimentos, frutos a serem colhidos por mim e devo confessar… estou ficando faminta.”

Seus grandes olhos especulares brilharam nas cores do arco-íris de excitação.

“Entretanto, ainda é cedo para isso, não chegou o momento ainda.

Alice, o que você quer dizer é que eu deva ser incapaz de utilizar a imagination necessária para overwrite essas espadas… é isso? Hum… direi que não está de toda equivocada. Meu domínio sobre a memória já não me dá mais a permissão para gravar todas essas espadas de alta prioridade de uma única vez, devido a minha priorização de espaço mental.”

Apontando gentilmente seu dedo, a Alto Ministro indicava no outro lado, o seu golem avançando pouco a pouco.

Pelo que pude entender, o Armament Full Control Art necessitava que o dono memorizasse a informação total de sua arma, tal como textura, aparência e peso, combinando isso com a ajuda dos comandos para produzir essa técnica capaz de transformar sua forma e poder com a força da imaginação.

Em outras palavras, a condição necessária para ativar a arte sagrada seria que o dono pudesse armazenar todas as informações de sua espada em sua própria mente.

Por exemplo, se eu quiser usar o Full Armament Control Art de minha espada negra, não haveria nenhuma diferença entre ‘A’, a informação da espada contida dentro do centro do Light Cube Cluster e o Main Visualizer e ‘B’, a informação da espada gravada em meu Fluctlight Natural. Isso me possibilita transformar a informação de ‘B’, em meu corpo, usando minha imaginação e sobrescrever ‘A’, que está no sistema. Que com certeza deveria se aplicar com outras coisas também. Essa lógica provavelmente foi a que foi utilizada quando meu corpo se transformou no meu antigo eu, minutos atrás.

Por outro lado, a capacidade de Light Cube da Administrator deveria de estar praticamente lotada, cheia de memórias de sua vida durante esses trezentos anos. Era impensável que ela fosse capaz de recordar de todos os mínimos detalhes dessas trinta espadas.

Alice deve ter se referido que para poder utilizar os Fluctlight como arma, a deusa deveria estar a par de tudo de seus donos, de suas crenças pessoais, personalidades… tudo. E somente atendendo esses requisitos que a arte poderia ser ativada de forma precisa no sistema.

Mas mesmo assim… ainda tinha o fator de que as espadas que constituíam o golem, os donos daquelas almas, cada um deveria de estar cheio de desejos ruins, vingativos, distorcidos… como ela fez essa arte? Armazenados em algum lugar externo? Mas onde? Essa sala estava completamente isolada do mundo exterior no sentido real da palavra. A técnica só deveria dar certo em tese, caso as essências das pessoas transmutadas em espadas ainda estivessem aqui nesse salão…

Tinha que ter um lugar de armazenagem…

“A resposta está bem diante de seus olhos.”

A Administrator respondeu automaticamente me olhando direto nos olhos.

“Eugeo, creio que já deve ter entendido também.”

“…!?”

Desolado, observei Eugeo no lado oposto de Alice. Meu companheiro de cabelos loiros estava olhando acima da Alto Ministro completamente congelado, como se até o sangue tivesse abandonado seu rosto. Suas pupilas não mostravam nenhuma expressão além de puro temor enquanto tremiam, olhando em direção ao teto.

Acompanhando seu movimento, também me virei para cima. Uma versão reduzida do mito de criação do mundo estava reproduzida no grande domo, com cristais incrustados em diversos pontos da obra brilhando gentilmente.

Havia visto aquilo quando subi aqui e tomei tanto a arte como os cristais como parte de uma vistosa obra de adorno, nada mais do que isso… pelo menos até agora.

Mais alguns segundos de silêncio se seguiu, até ser quebrado pela voz rouca de meu companheiro, saindo arranhada de sua garganta.

“Entendi… então é… isso…!?”

“Eugeo… o que descobriu!?”

Meu amigo virou-se lentamente para mim e murmurou com o rosto cheio de um medo muito real.

“Kirito… esses cristais no teto. Eles não são… somente para decorar. São definitivamente… as memórias, os fragmentos de memórias roubados dos Integrity Knight.”

 

E NÃO É QUE A PELADONA TEM BALA NA AGULHA? É COMO EU DISSE ANTES, ESSAS PELADAS AÍ ESTÃO SÓ PARA TE DEIXAR NA MÃO… (um dia me supero com esses trocadilhos… que meu filho nunca os leia…)

ATENÇÃO: QUEM QUISER O LINK DO FILME, ME PASSE O E-MAIL QUE ENVIAREI 🙂

Sword Art Online Alicization Underworld Uniting

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Trilha completa do filme para o deleite de vocês. Lista das canções e seus determinados tempos,  ali embaixo ó! (Que imagem linda essa da Asuna no splash… )

0:00:00 Smile for you

0:03:16 shooting stars

0:05:23 Story of the past

0:07:33 Night time

0:08:25 we are always together

0:08:54 In her room

0:11:17 I will be close to you

0:12:32 For your bravery

0:13:48 Father and daughter

0:15:11 A promise

 

EASTER EGG: Achou o capítulo de Sword Art Online Alicization Underworld  de hoje curto? Pois é, foi mesmo, mas estou preparando uma surpresinha legal para vocês e aí levou 30% do meu tempo +/- (um dia eu ainda aprendo a ficar parado huahuahua).

Ah! E tudo grátis, que fique bem claro 😉

E bora um lolzinho maroto! Fui!

 

20 comentários em “Sword Art Online Alicization Underworld em Português – Uniting Capítulo 13 – Parte 3.2

  1. Bruno says:

    André sempre para a tradução no cliffhanger hahahaha
    Cara, eu traduzi uma Material Edition de SAO que é canon, gostaria de saber se é possível lhe mandar para você ler e talvez postar até no site caso achar legal ou até mesmo para movimentar mais o site.

  2. Nanashi says:

    Ufa!!.. fazia tempo que não lia SAO, acho que desde o tempo de GGO, e cara, eu rushei as novels em dois dias(?). Mt obrigado pelo trabalho, é exelente. Eu também queria saber até onde tem a novel em inglês?
    Ah e eu gostaria do link do filme tbm..:P

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