Sword Art Online Alicization Underworld em Português – Uniting Capítulo 13 – Parte 1.2

Arco: Sword Art Online Alicization Underword – Uniting

Capítulo 13

Sword Art Online Alicization Underworld - Kirito- Uniting - Vol. 14Parte 1

Eugeo e eu imediatamente saltamos para os lados. Porém, mais uma vez a mulher cavaleiro Alice não deu um passo sequer. Fixou o imenso objeto chegando cada vez mais rápido para esmagá-la, totalmente impassível.

“HA…AAAAHHH!!!”

Com seu maior grito de ataque desde que a vi em ação até agora, ela ergueu o punho direito com sua espada em riste.

A pequenas pétalas douradas que flutuavam a sua volta se reuniram como um enxame de abelhas feitas de metal, criando um cone gigante com mais ou menos três metros. E ao fazer essa formação, começaram a girar como uma absurdamente grande serra circular enquanto seguia em direção ao bloco de gelo.

Um estrondo muito forte seguido de um flash deslumbrante foi o resultado do encontro desses dois objetos em colisão, causando um tremor em toda a sala.

“Kuhnnuhoooooooohh… e-esmag-… esmaguem-ooooosssss!!!”

“Triturem tudo… minhas flores…!!!”

O belíssimo espetáculo da colisão daquelas duas técnicas estavam em pé de igualmente, porém, o modo com que seus usuários encaravam a situação eram completamente diferentes… fúria e desespero.

Quando duas habilidades com praticamente a mesma escala de poder se colidem, as prioridades de cada parte acaba atacando as fraquezas da outra, se forem equivalentes, o fator determinante de decisão da execução mais forte se dará àquele que mantiver maior força de vontade e maior potencial de imaginação.

O bloco de gelo azul e a espiral dourada se enfrentaram durante alguns segundos com um grande ponto brilhante incandescente no local onde se encontravam, entretanto, não demorou muito para que começassem a enfraquecerem. Com o cegante esplendor luminoso e o ruído ensurdecedor acabava por se fazer impossível saber quem havia superado quem, se o gelo havia criado um caminho por entre a torrente de lâminas afiadas ou se o cone de trituração dourada tinha rompido a estrutura congelada.

O resultado só se faria presente no momento em que um lado caísse… e então…

CRACK!!!

Um ruído enorme veio do bloco de gelo seguido de várias rachaduras surgindo de sua superfície

Instantes depois, a enorme porção giratória e congelada, suficientemente grande para esmagar algumas casas ao mesmo tempo, se fragmentou e explodiu em todas as direções.

O ar ao redor foi tomado por uma névoa branca instantaneamente e preenchido também com um…

“Khyaaaaaaaa!!!???”

…grito de pânico vindo do Chefe Elder Chudelkin.

Sua boca na posição invertida tremia, assim como todas as suas extremidades do redondo e mal enchido corpo.

“Não… não pode ser!! Isso é ridículo…. Como venceu a minha transcendentalmente bela e extraordinária arte, a qual a Sua Eminência me confiou com tanto amor e carinhoOOO…!!??”

O sorriso cheio de malícia e perversidade finalmente saiu de cena daqueles lábios grossos e venenosos. Entretanto, embora o golpe tenha sido evitado, Alice não saiu de toda ilesa.

As pequenas pétalas, que tinha formado um cone de destruição como uma perfuratriz, fizeram um grande rombo no meio do bloco de gelo, que ao se fragmentar, choveu sobre a mulher cavaleiro, a acertando em diversos pontos.

Conforme suas diminutas lâminas foram retornando ao seu estado natural, como a lâmina da espada, Alice com seu braço direito levantado, mal se sustentava em pé. Os sucessivos choques à queima-roupa dos pedaços de gelo em altíssima velocidade e rotação, foram como projeteis disparados de uma metralhadora perfurando sua armadura.

Em GGO o seu avatar provavelmente não sobreviveria.

“Alice…!”

Levando sua mão para trás, impedindo meu avanço em seu auxílio, Alice apontou sua querida espada para o distante Chudelkin.

“Chudelkin, suas técnicas desleais não são mais do que bolas de papel amassado jogadas no vento! São tão descartáveis como esse seu corpo ridículo.”

“O-O q-que…?”

Diante da ofensa disparada tão diretamente por Alice, Chudelkin não conseguiu revidar e muito menos encará-la de frente. Embora sua inimiga estivesse com uma aparência tão destruída, sua pressão era avassaladoramente afiada.

Com sua cabeça achatada ao limite, sustentando seu corpo, o suor escorria para seus olhos e boca como uma cascada nojenta.

Foi nesse momento que a Administrator, que havia estado apenas observando o combate no fundo da sala, finalmente falou, com a voz carregada de um resignado aborrecimento.

“…Aiai…! Realmente falando, você será sempre um idiota, não importa quantos anos se passem, não é, Chudelkin?”

Chudelkin imediatamente se encolheu.

Em contraste com seu redondo e incapaz ajudante, que se encolheu a quase o tamanho de uma criança, a Alto Ministro esticou-se em meio a uma grande espreguiçada em pleno ar, como se estivesse novamente sentada em seu sofá invisível.

Flutuando um pouco para frente, ainda sentada, cruzou suas lindas e torneadas pernas enquanto continuava falando.

“A Fragrant Olive Sword que possui Alice, tem uma prioridade física enorme, tanto que posso considerá-la como um objeto de primeira classe, inclusive entre todos os objetos divinos existentes. E sei que você também sabe disso, não é garotinha? Então me diga, mesmo sabendo disso, porque se dar ao trabalho de se machucar tanto tentando ir contra um ataque como aquele? Fui eu que o instruí, é claro que a técnica lhe traria dano.

Olhe o seu estado! Queria provar algo? Ou não sabia que dava para contra-atacar aquilo com uma arte sagrada? Isso é o básico do básico…”

“Hah… hohohohii…”

Com lágrimas caindo ao contrário do rosto de Chudelkin, sua voz surgia aguda no recinto. As grandes gotas de suor e lágrimas escorriam pela cara redonda e manchavam o tapete.

“Ohoooohh… s-seus ensinamentos não foram em vão! São na verdade uma inspiração, mesmo que tenha sido um desperdício tê-lo reservado tal conhecimento para mim, esse servo tão indigno! Porém, suas expectativas não serão em vão, Sua Eminência. Este Chudelkin irá se assegurar que sua bondade seja paga, matando eles com a técnica que você me ensinoooooooooooou!!”

Ao que parecia, só ouvir a voz da Administrator causava um efeito mais curativo do que qualquer coisa em Chudelkin. Toda aquela tremedeira e temor em seus olhos haviam desaparecido em um instante, dando lugar a um olhar cheio de confiança e ódio para com Alice, talvez querendo demonstrar a força de sua determinação.

“Número trintaaaaaaa!! Disseste que eu não passo de uma bola de papel amassada e sem nenhum poder, não é?”

“E vai querer negar isso?”

“Você verá! Você verá!! Você verááááááááá!!!!!!”

Duas chamas vermelhas apareceram nos olhos de Chudelkin, ao menos foi o que me pareceu daquela distância.

“Ainda tenho algo em que acreditar! Tenho amor!! Amor incondicional acima de toda falsidade, amor de Sua Eminência, nossa sagrada e maravilhosa Alto Ministrooooooooo!!!!”

Nunca pensei que ouviria essas palavras saindo dele. E mesmo tendo as ouvido, me parecia somente um quadro de comédia de quinta categoria daqueles que passam nos fins de semana em algum canal chato de TV. Porém, nesse mundo, qualquer forma de crença acaba por se tornar poderosa, portanto, creio que essas palavras na verdade tenham um teor mortal, mesmo saindo de alguém estranho como um palhaço quase pelado, virado de cabeça para baixo, apoiado em sua bizarra cabeça.

Chudelkin olhou para Alice com aquele olhar ardente enquanto estendia completamente suas pernas e direcionava as palavras para a Administrator em suas costas.

“S-Su-Sua Eminência, Alto Ministro!!”

“O que foi agora, Chudelkin?”

“Sua Eminência, seu humilde servo, o Chefe Elder Chudelkin, suplica para que você lhe conceda um pedido deveras insolente. Desde muito tempo sob seu fiel e incontestável comando, este servo irá colocar sua vida em risco para poder exterminar esses malditos rebeldes! Então, caso consiga, será que Sua Eminência… p-p-poderia pe-permitir que essas mãos e lábios entrem em contato com seu nobre ser… pa-passando o simples sonho de uma noite inteira ao seu lado? É tudo que lhe peço, na verdade, lhe rogo, por favoooooooorrrrr! ”

Isso sim que eu chamo de petição. Ainda mais feita diretamente para a toda poderosa e absoluta governante do Mundo Humano…

Embora o incontestável e estranho teor do pedido, tinha certeza de que esses gritos eram verdadeiramente seus sentimentos reais, suas emoções expressadas do mais profundo de seu coração e alma. Essas palavras vinham certamente do verdadeiro homem chamado Chudelkin, despidas de títulos, floreios e bajulação.

Ao escutarmos esse monólogo que beirava ao dramalhão mas que de certa forma até poderia quem sabe se encaixar na categoria heroica, dado a pessoa a quem estava sendo dirigida essas palavras, Eugeo, Alice e eu ficamos sem palavras.

Por outro lado, a Administrator que ouviu os desejos de Chudelkin, flutuando em seu sofá invisível, observava tudo com seus olhos prateados e sua boca se retorcendo como… se tivesse se segurando para não rir diante uma situação tremendamente engraçada.

Piada, zombaria, escárnio.

Foram as sombras completamente visíveis que incontrolavelmente a mulher dona do maior posto de comando desse mundo deixou escapar pela primeira vez em sua retina. Porém, a mão direita da Administrator cobriu imediatamente sua boca enquanto dizia em uma voz cheia de afeto, contrariando sua expressão.

“Certamente, Chudelkin!”

E algo assim foi sussurrado.

“Eu juro pela Deusa Stacia, a deusa da criação, que terá até o último pedacinho desse corpo por uma noite inteira caso consiga cumprir sua tarefa sagrada.”

Sabia que aquilo era uma mentira deslavada, tão perversa e cheia de malícia que não perdia em nada para tantas pessoas do mundo real, que faziam de tudo para submergir seus inimigos em mentiras e decepção.

Os humanos desse mundo, possivelmente por causa da arquitetura de seus Fluctlight Artificiais, eram incapazes de desobedecer as leis e regulamentações classificadas por quem está em uma posição superior. Essas leis incluem todos os locais, vilas, cidades ou qualquer outro lugar. E a lei fundamental dos impérios, acima inclusive do Índice de Tabus, estava um voto em nome dos deuses.

O número de leis a cumprir que cada cidadão precisava obedecer diminuía de acordo com sua posição na sociedade, quanto maior seu poder na estrutura governamental, menos obrigações teriam, porém, não havia ninguém que estivesse livre delas, incluindo os supervisores com as mais altas prioridades, Cardinal e a Administrator Quinella. O código de conduta passado por seus pais quando ainda viviam como simples humanos, como foi o caso de Cardinal, incapaz de largar uma xícara na mesa sem que tivesse um pires embaixo e da Administrator de tirar a vida diretamente de um ser humano.

Entretanto, meus olhos e ouvidos acabavam de demonstrar que uma das restrições que a Administrator não estava presa era a dos votos em nomes dos deuses. Em outras palavras, ela não possuía uma partícula de fé pelas três deusas, Stacia, a deusa da criação, Solus a deusa do Sol e Terraria, a deusa da Terra, que na crença geral daqui, foram as deidades que concederam a autoridade da Igreja Axiom.

E é claro, Chudelkin não tinha como distinguir as mentiras de sua mestra, ainda mais depois de um jura sagrada dessas.

Ao escutar as palavras de sua adorada Administrator enquanto continha o riso, grandes gotas de lágrimas transbordavam novamente dos olhos de Chudelkin.

“Oohhh… ohhh… seu humilde servo está agora… imerso na maior felicidade. Sou o ser mais afortunado do mundo… minha… minha vontade de lutar está cem vezes maior e meu espirito está elevado… não, se realmente tenho que colocar em palavras, seu servo agora está invencíveeeeeeeeeeeeeeeeeeeellll!!!!!”

Nesse instante as lágrimas evaporaram junto com seus gritos.

O brilho avermelhado em seus olhos se expandiu, envolvendo Chudelkin completamente, o transformando em uma bola que parecia pegar fogo.

Sys! Teeemmm! Caaaaaallll!!! Generateeeeeeeeethermaaaaaallllelemeeeee—nntttt!!!

Suas mãos e pés se moveram rapidamente através do ar e pontos de luz de um ardente vermelho, se formaram em seus membros e agora estavam estendidos completamente sustentados em todos seus dedos, das mãos e pés.

O fato de que este seria seu ataque final e provavelmente mais poderoso de Chudelkin era mais do que óbvio, inclusive para mim, que estava mais distante da batalha, atrás de Alice.

Tal como os elementos criogênicos de antes, o número gerado que brilhavam intensamente como rubis, somavam vinte.

Seus pés foram liberados da função de sustentar o corpo ao se equilibrar sobre a cabeça. Mas dizer que apenas isso seria o necessário para se gerar tantos elementos de uma só vez, era amadorismo. Aquela técnica, mesmo com uma aparência bizarra, era fruto de uma enorme quantidade de treinamento e prática.

Eu estava completamente concentrado em sua aparência e personalidade peculiares, entretanto, ele era de fato um formidável oponente ao qual não se podia menosprezar, ou então ficar esperando que efetuasse um arte primeiro para fazer o contra-ataque, como era a estratégia adotada nos embates com os Integrity Knight até agora.

Provavelmente ele era muito mais experiente do que os guerreiros sagrados, e quando digo isso, me refiro não um pouco de treinamento e dedicação e sim incontáveis anos a mais.

Talvez lendo meus temores ou ainda sob o efeito das palavras da Administrator, o fato é que fixou atentamente o olhar em nós, estreitando os finos olhos em um ar de triunfo para instantes depois arregalá-los ao máximo.

Suas pequenas pupilas emitiram uma luz avermelhada e meu receio se transformou em choque. Pensei que sua força de vontade havia se convertido em luzes e que estas se moviam de seus olhos e se espalhava por todo seu corpo, porém, logo me dei conta de que não era nada disso.

A luz que ardia em seus olhos eram também elementos térmicos. Esse cara podia inclusive usar seus globos oculares como terminais geradores de magia. Com isso, ele conseguia o vigésimo primeiro e segundo elementos.

Esse tipo irradiava emanações de acordo com a propriedade gerada antes mesmo de serem desprendidos. Não havia exceção, independentemente da potência, como ali no caso, os elementos térmicos, emanavam calor que era possível serem sentidos em todos os dedos, se os segurassem por tempo demais, podiam até mesmo ferir o usuário. Se os dedos já sentiam esse tipo de dano, não conseguia sequer imaginar o efeito sobre os próprios olhos.

Ainda mais na potência em que foram gerados.

Conforme imaginei, a pele ao redor dos olhos começou a ferver.

Porém, o Chefe Elder parecia completamente indiferente desse fato, suportando a dor e o calor como se eles não existissem.

Chudelkin sorriu alegremente, passando uma visão de alguém realmente maléfico com aquelas chamas saindo dos olhos agora enegrecidos pelas queimaduras, enquanto gritava:

“Contemplem, esta é minha maior e mais forte arte sagraadaaaaaaaaaaaaaaa….!! Vamos demônio!!! Incinere esses rebeldes, carbonize seus corpos até não restar nada além de cinzaaaaaaaaaaaaaaaaassssss!!!!!!”

Seus membros, que estavam separados, se moveram tão rápido que meus olhos não puderam acompanhar.

Em lugar de se transformar imediatamente, os vinte elementos se organizaram em cinco linhas horizontais no ar e voaram ferozmente entre Chudelkin e nós com uma velocidade incrível.

Suas trajetórias deixavam rastros incandescentes, reproduzindo… a forma de um gigantesco humano.

Eu observava tudo completamente estupefato.

Desenhou pernas curtas, uma gorda barriga que se inflava aos poucos e, curiosamente, longos braços.

Em sua cabeça tinha uma coroa com vários chifres saindo dela. Era um pouco maior que a estatura que Chudelkin atingiu quando perdeu todo o gás de seu corpo momentos atrás, era de fato, um palhaço gigante…

Reforçou meu desgosto por palhaços.

Os elementos de fogo, que criaram um brilhante palhaço com cinco metros de altura, circundaram a figura, traçando mais linhas verticais até tingirem o traje e desvanecerem.

Era repugnante ver a cara reproduzida de Chudelkin em um tamanho tão exagerado. E olhando para cima, sua expressão parecia várias vezes mais maliciosa, com uma língua feita inteiramente de chamas caindo para fora da boca, por entre um buraco que se formava no meio dos grossos lábios da boca.

E contrastando com o calor do gigante bufão, um frio gélido se filtrava por finos, porém, gigantescos olhos vermelhos.

Como se tivesse possuído pelo próprio espirito de Chudelkin, o palhaço avantajado nos observou fixamente com uma expressão assassina. Levantou seu pé direito, com os mesmos sapatos horríveis e pontiagudos de seu igual em miniatura e golpeou fortemente o solo um pouco mais à frente.

Um grande tremor acompanhado por chamas infernais que saíram do local por onde o pé do gigante passou se alastrando para o seu redor.

Eugeo e eu estávamos impressionados demais para fazer algo. Entretanto, Alice murmurou para nós, nos fazendo pegar nossas espadas, nos acordando do transe.

“Não fazia ideia que ele fosse capaz de criar uma arte desse nível…”

Suas palavras permaneciam calmas mesmo diante uma situação tão inusitada quanto essa, entretanto, tinha um quê de inquietação, algo que podia refletir o estado de seu coração.

“Não vou negar, creio que subestimei Chudelkin. Infelizmente, minhas flores não serão capazes de destruir esse gigante intangível de chamas. Mesmo que me concentre na defesa, é pouco provável que possa deter seus ataques por muito tempo…”

“Trocando em miúdos, só podemos atacar o gordo verdadeiro, não é…?”

Alice deu algumas instruções para enquanto falava com dureza.

“Exato. Farei de tudo para nos proteger por dez segundos. Kirito, Eugeo, derrotem Chudelkin com esse tempo. Ainda assim, não devem se aproximar tanto para lutar com suas espadas, pois a estimada Alto Ministro estará lá esperando por isso.”

“Dez…”

“…Segundos…”

Eugeo e eu resmungamos um após o outro enquanto trocávamos olhares.

Estava esperando sua postura fria como gelo como a de quando cruzamos as espadas no andar abaixo, porém, felizmente Eugeo parece ter recuperado suas antigas emoções novamente. Enquanto me alegrava com o fato, avaliei a situação tentando evitar que o medo e pânico ficasse estampado no rosto.

Se Alice estava disposta a lidar com o palhaço de fogo e me encarregar do ataque, ficaria muito agradecido em fazer isso. Essa na verdade sempre fora minha função enquanto limpava os andares dos inimigos no antigo Aincrad, além do mais, Chudelkin deveria estar completamente desprotegido enquanto controla o palhação.

Porém, estava ciente de que era improvável de que a Administrator ficasse parada só olhando enquanto avançássemos.

Assim, tínhamos que atacar Chudelkin sem nos aproximarmos dele, porém, como éramos espadachins, só tínhamos golpes a curta distância.

A solução seria usar artes sagradas como ele fez, mas… com o nosso nível, duvido muito que conseguíssemos penetrar a defesa de um usuários de alto nível como o Chefe Elder, quanto mais ultrapassá-la e causar um dano mortal.

A outra alternativa seria utilizar o movimento secreto que estou guardando, o Armament Full Control Art, porém, isso tem seus próprios problemas também.

Ativá-lo requer recitar uma quantidade enorme de comandos que Cardinal havia nos passado e fazer isso em dez segundos é impraticável.

Eugeo foi capaz de usar o dele sem recitar nenhum comando quando estava como Integrity Knight, mas agora, creio que não conseguirá mais fazer isso.

“…”

Como se estivesse rindo de minha incapacidade enquanto mordia os lábios pensando em uma solução, o palhação ardente balançou seu enorme corpo de um lado para o outro, começando seu avanço.

Seus movimentos não eram nada ágeis, porém, devido seu tamanho, isso pouco importava. Cada passo o colocava perigosamente perto demais de nós.

Foi quando ele estava suficientemente perto ao ponto de sentirmos a emanação de calor em nossa pele que Alice entrou em ação.

Levantou a Fragrant Olive Sword em sua mão direita acima da cabeça. Com seu braço esquerdo estendido para trás e suas pernas afastadas, uma em frente e a outra recuada tensionadas como a corda de um arco.

Um vendaval como um tornado se elevou de repente do pé da garota, sacudindo violentamente seu vestido e cabelos. O fio de sua espada se fragmentou em centenas de pétalas envolto em luz dourada e começaram a deslizar-se para o ar em linhas.

Spin Flowers!!!

Um grito que parecia impossível para alguém com uma constituição tão esbelta reverberou de forma poderosa pelo ar.

Ao mesmo tempo, as pétalas douradas giraram a uma velocidade extrema que parecia ter-se unido em uma massa única, crescendo e se transformando em um gigantesco tornado.

Se agruparam densamente e produziram um novo cone, parecido com o que havia rompido o bloco de gelo, mas dessa vez na posição invertida. Se ampliou como um túnel, diagonalmente apontado para o céu a partir da mão de Alice, com um diâmetro de aproximado de cinco metros na parte mais estreita.

A revolução de pétalas revolveu o ar ao redor, convertendo ele também um uma tormenta que soprava tudo sem uma forma definida, apenas arrasando qualquer coisa que tocasse.

Era tão forte que quase arrastou Eugeo e eu.

E na distância que nos separava, o palhaço incandescente com um ar maleficamente risonho deu um salto tão alto que quase alcançou o teto da gigantesca sala e então descendeu como se sugado pelo tornado de Alice.

Um estrondo similar ao de uma bomba em campos de mineração engoliu todos os outros sons da sala.

A tempestade em forma de tornado de Alice tinha se elevado instantaneamente em direção ao pé do palhaço que havia saltado. As lâminas das pétalas foram arrancando as chamas que formavam as linhas que davam os contornos do corpo flamejante a uma grande velocidade, dispersando-as como magníficos fogos de artifício, crepitando no ar.

Ainda assim, o palhaço manteve sua enorme estatura enquanto seguia sorrindo e pisoteando o tornado que o atacava sem parar. Os pés de Alice tremeram enquanto suportava carga do enorme ser de chamas sobre ela. Estava completamente imersa na batalha com um semblante sombrio de dor e determinação.

Incapazes de aguentar o calor gigantesco, as pétalas que entravam em contato com as chamas começaram a se tornar incandescentes ao ponto de derreter. Alice e a Fragrant Olive Sword estavam perdendo progressivamente suas vidas.

Nos restavam oito segundos.

Seria impossível derrotar Chudelkin com artes sagradas. Tampouco havia tempo suficiente para o Full Control Art. O único método que sobrava era a minha espada negra e as técnicas que eu sabia.

Durante os dois anos em que passei em Underworld, havia praticado incessantemente as habilidades com a espada que já sabia para poder ensinar Eugeo, chamando-as de Estilo Aincrad. E além disso, acabei me dando conta que essas técnicas ocasionalmente podiam exceder em muito os poderes de suas originais de SAO.

Depois de tudo, a maioria dos movimentos que resultavam na ativação das técnicas estavam determinados não pelos controles do sistema e sim pela força de vontade do usuário, ou seja, a força de sua própria imaginação.

A pequena aranha que havia me observador por tanto tempo, Charlote e a Integrity Knight Alice, haviam dito que essa força se chamava Incarnation, ou traduzindo, encarnação.

E desse modo, o poder e o alcance das habilidades que estavam estritamente presas pelas regras do sistema no antigo Aincrad, podiam ser amplificadas infinitamente através do poder de Incarnation… provavelmente.

E vendo dessa perspectiva, o medo, pânico e dúvidas seriam conceitos negativos que negariam e debilitariam as mesmas.

Dentro de mim, o desejo de me dissociar e esquecer de quem fui no antigos dias em SAO, do avatar nomeado de várias maneiras, mas em especial de duas delas, ‘O Espadachim Negro’ e ‘The Dual Blades’, havia arraigado suas grandes e profundas raízes em mim.

Mesmo eu, não podia proporcionar uma análise precisa do lugar onde se originara essa emoção. Creio que veio pela aversão da palavra ‘herói’ que aquela pessoa recebeu, sendo que não foi capaz de salvar todos aqueles que morreram injustamente. Pelo menos essa era a única explicação plausível que achava, mas que agora, vejo estar equivocada.

Ainda assim, posso dizer isso com certeza, por muito tempo o odiei.

O Espadachim Negro, definitivamente ele era parte de mim, algo que dei forma e que agora estava aqui, me concedendo força mesmo depois de tudo.

Sim, ‘Ele’ veio lutar também nesse mundo e além disso, está aqui agora mesmo e… não… o mais certo é dizer, ‘Eu’ estou aqui.

Sete segundos.

Sentindo em minhas bochechas o calor do gigante pisoteando o tornado de Alice, joguei meu corpo para a esquerda e baixei o centro de gravidade.

 

Levantando a espada negra até altura dos ombros, puxando-a bem para trás horizontalmente, coloquei minha mão esquerda na sua ponta como se estivesse simulando o engate de uma catapulta.

Essa habilidade era uma que nunca tinha usado até agora, nem mesmo para ensinar Eugeo.

E tinha uma razão…

Porque era o ataque que O Espadachim Negro mais usava. Sentia que seu uso era a própria prova de sua existência, de seu retorno, seu símbolo máximo, sua representação.

Podia ver o Chefe Elder Chudelkin, apoiado em sua cabeça, em um ponto a quinze metros em linha reta no final de minha ligeiramente translúcida espada negra.

Seus olhos, com os contornos enegrecidos, estavam fechados, porém, não tinha dúvida de que havia vinculado sua visão ao do palhaço gigante com algum tipo de técnica. Em outras palavras, ele já devia estar ciente de minhas ações.

Só tinha uma oportunidade para atacar e depois disso não poderia me defender ou evadir de um possível contra-ataque. Nesse sentido, a distância de quinze metros era insuportavelmente cruel. Chudelkin parecia capaz de realizar movimentos ágeis enquanto permanecia sobre sua cabeça, além do mais, já havia presenciado sua tenacidade se apresentar quando ele mais precisou.

Tudo que eu necessitava era um quarto de segundo, tinha que tirar sua atenção de mim por pelo menos um instante.

Seis segundos.

Sussurrei para meu companheiro com a máxima velocidade que consegui.

“Seu olhos.”

“Certo!”

O olhei devido a rápida resposta e vi uma flecha de gelo, brilhando azul, na mão direita de Eugeo, mesmo não fazendo ideia de quando foi que a havia feito.

Não era tão longa, porém, seu radiante resplendor servia como prova de sua alta prioridade.

Não me dei conta enquanto estive de pé ao seu lado, mas deve ter reunido os recursos do ar logo após o primeiro ataque de gelo de Chudelkin.

Cinco segundos.

As mãos de Eugeo se moveram como se fosse disparar de um arco invisível e a flecha se comportou como tal, deixando sair um flash azulado.

Discharge!!

A flecha de gelo saiu em disparada com esse curto comando, porém, não foi diretamente para Chudelkin.

A mão esquerda de Eugeo a dirigiu no ar primeiramente para o lado direito do palhaço, depois a girou até a esquerda, fazendo uma grande curva enquanto se elevava. A estrela azul que se transformou a flecha foi tingida de vermelho pelas chamas, que seguiam brilhando abrasadoramente em contraste.

Entretanto…, os olhos do palhaço não a acompanhou…

Quatro segundos.

No momento anterior da flecha atingir o teto da sala, Eugeo cerrou seu punho com firmeza Com isso, o objeto imediatamente desceu em uma linha reta muito mais veloz do que antes. Todavia, o objetivo da afiadíssima ponta, não era de fato o Chefe Elder Chudelkin.

Era a pessoa que estava jogada despreocupadamente em seu sofá invisível em pleno ar, afastada do combate ardente, a Alto Ministro, a Administrator.

Três segundos.

A mulher de cabelos prateados não mostrou nenhum sinal de pânico, mesmo enquanto observava a rápida descida da flecha de gelo convocada com todo o poder de Eugeo em sua direção.

Apenas dedicou uma olhadela aborrecida para o objeto enquanto franzia os lábios deixando sair um suspiro.

Isso foi o suficiente para romper a flecha a mais ou menos um metro dela.

Porém, o verdadeiro intento do ataque não era realmente a Administrator e sim o anormal apego que Chudelkin tinha por ela.

Pois no momento em que a flecha passava por trás dele, os verdadeiros olhos do palhaço se abriram em sua cabeça roliça no chão, enquanto a girava para trás sem mover a posição de suas mãos e pernas gritando.

“Sua Eminêniciaaaaaaaaaa, cuidadooooooooooooooooo!!!”

Dois segundos.

Meu corpo começou a se mover antes mesmo do grito de Chudelkin alcançar meus ouvidos.

Levei meu braço direito o máximo para trás enquanto mantinha a espada na altura do ombro. Detectando o pré-movimento, a espada emitiu uma luz tão vermelha como o sangue fresco.

O assistente do sistema começou a agir e mover meu corpo. Simultaneamente, golpeei o solo com os dois pés, abertos amplamente, um adiante e o outro atrás.

Trocando a aceleração para convertê-la em um giro, enviei meu ombro direito para trás. Alterando o giro novamente para a força linear, levei a espada para frente, a qual parecia haver se fundido com meu braço direito.

O som metálico semelhante com o de um motor de jato rompendo a barreira do som se soltou juntamente com um brilho vermelho muito mais forte e concentrado do que as chamas do palhaço gigante e a espada avançou para frente instantaneamente.

A espada reta de uma mão, técnica de golpe único, Vorpal Strike.

A razão do meu uso frequente dessa habilidade no antigo SAO era me permitir decidir uma batalha com apenas um simples golpe, pois devido ao seu longo alcance, superava em muito os golpes comuns de todas as espadas retas de uma mão.

O incrível efeito de luz avermelhada atravessava o ar a uma distância de duas espadas normais. Seu alcance máximo, sendo preparado e carregado totalmente, podia ultrapassar inclusive o range de uma lança.

Ainda assim, meu objetivo, o Chefe Elder Chudelkin, estava quinze metros. O Vorpal Strike comum de SAO nunca o alcançaria.

Tinha que aumentar o alcance dessa técnica que estou usando pela primeira vem em Underworld em cinco vezes através do poder da imaginação… da Incarnation.

Não será fácil.

Porém, nunca foi fácil!

Dessa forma, sabia que não era impossível, sim, eu SEI que não é!

A fé que guerreira Alice havia posto em mim as custas de sua própria vida e de sua amada arma nessa batalha. Eugeo, meu querido amigo, meu amado irmão, havia reunido toda sua vontade e sabedoria para efetuar aquele disparo usando as artes sagradas para me oferecer essa abertura para meu ataque.

Não tinha direito algum de chamar a mim mesmo de espadachim se não fosse capaz de me igualar às suas determinações.

Sim, pois antes de tudo, eu sou o espadachim, Kirito!

“Uuuuuoooooooooohhhhhhhhhhh!!!!!”

Deixei sair o maior grito que pude, do lugar mais profundo de meu ser, libertando aquela pessoa… não, libertando eu mesmo.

Uma luva negra sem dedos surgiu no meio do ar e cobriu minha mão direita. Seguindo a isso, couro também negro apareceu sobre minha rasgada manga e continou cobrindo tudo até meu ombro antes de se unir ao meu torso também recém-coberto. De imediato se tornou em um grande sobretudo preto com as costuras adornadas que se desenrolou violentamente.

A intensidade do efeito de luz que envolvia a espada aumentou até parecer que fosse explodir. Um resplendor vermelho tão profundo se estendeu para muito longe, anulando o brilho escarlate que saia da estrutura de chamas do palhaço gigante, tudo concentrado na ponta da espada.

“OOOOOOOHHHHHHH!!!!!”

Eliminei todas as limitações de meu corpo, a força sobrenatural de outrora se juntou enfim com a minha atual enquanto gritava selvagemente.

Eu tenho um segundo.

 

 

—-

OLÁ PESSOAS!!

KIRITÃO VOLTOOOOOUUUUU!!! ESTOU EMPOLGADAÇO!!!! (GRITE ISSO SE IMAGINANDO COM A VOZ DO CHUDELKIN… BI-ZA-RRO!!)

SIM, ESSE BOLOTA É UM SAFADINHO!! QUERIA DAR UNS PEGAS NA ADMINISTRATOR (QUEM NÃO GOSTARIA NÉ? SEMPRE TEM AQUELA ‘MARDITA’ QUE VOCÊ SABE QUE É UMA PILHA MUITO ERRADA MAS QUE VOCÊ ENCARAVA DE BOA [O INVERSO TAMBÉM É VERDADEIRO, UM CARA MUITO ERRADO E TAL], MESMO TE LEVANDO ATÉ A ALMA EM TROCA, A GENTE VAI)

ERRATA:

MAAAAS EM TODO O CASO, VENHO AQUI PARA DIZER QUE ERREI, ERREI FEIO, ERREI RUDE…

QUANDO COMECEI A TRADUZIR, COLOQUEI OS NOMES DOS DEUSES COMO DEIDADES MASCULINAS, PORÉM, NESSE CAPÍTULO, O ‘KIRIDÃO’ SE REFERE COMO TRÊS DEUSAS.

EM MINHA DEFESA EU DIGO QUE O SENHOR REKI TAMBÉM DEIXOU SAPORRA DÚBIA, POIS COMO VOU SABER QUE KAMI (QUE PODE SER ENTENDIDO COM SER COM PODERES ALÉM DO SER HUMANO) ERA NA VERDADE FEMININO, E QUE AGORA ELE SE REFERIU COMO MEGAMI.

MAS SEI QUE NÃO TEVE MUITA DIFERENÇA, E QUE ELE FEZ ISSO POIS ESTÁ RESERVANDO ESSAS TRETAS DAS DEUSAS PARA MAIS TARDE… ( ͡° ͜ʖ ͡°)

AH! E TAMBÉM QUANDO COMECEI A TRADUZIR, ESTAVA RECÉM LENDO O VOLUME 14, NÃO TINHA ME DADO POR CONTA, A FONTE ERA DE UM INGLÊS MUUUUUUITO RUIM.

ATÉ O PRÓXIMO CAPÍTULO, QUE VAI SER FODA!!

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Falando em tiros na dona Alice, alguém aí adoraria dar três tirinhos de aviso na coluna dela  🙂

12 comentários em “Sword Art Online Alicization Underworld em Português – Uniting Capítulo 13 – Parte 1.2

  1. JOSE VINICIUS BASTOS PEREIRA says:

    Eu sempre imaginei as deuses omo mulheres….. Seria estranho ter um homem com o nome de Terraria e Taciana principalmente…. Sollus passa….. Mas a pergunta…. Qualé a dos 3 tiros na coluna….. Conta ae hueheueheue…. Obrigado pelo cap

    • Pois então, eu achei também que tinha algumas deusas, só não achei que fossem todas naquela época (tirando o Vector).
      Ah! Os tiros? É que tem nesse capítulo a parte onde a Alice leva uma saraivada de “tiros” de fragmentos de gelo e a música que escolhi é o tema da Shinon, que provavelmente não vai curtir as atiradas da Alice para cima do Kiridão quando entrar em Underworld e aí né? Uns tirinhos na coluna vão bem, não acha? 😀

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