Sword Art Online Alicization Dividing em Português – Underworld – Capítulo 9 – Parte 1.2

Arco: Alicization –Dividing

Capítulo 9

Sword Art Online - Alicization - Volume 13 - Subordinate

System Call! Generate metalic element!!

Olhei minha mão erguida para o alto com somente uma fina linha reta, fazendo o contorno de algo que havia imaginado. Os últimos resquícios da luz solar se desvaneciam no enorme paredão assim como o objeto mal formado se desfazia em uma nuvem de fumaça cinza. Tinha falhado em criar um objeto por falta de recursos de ambiente.

Suspirei enquanto Alice falava com uma voz desolada dois metros abaixo de mim.

“…A criação de todos esses ganchos devem ter drenado todos os recursos dessa zona… a partir de agora não temos mais nada o que fazer… Enfim, pelo menos subimos bastante, não é? Quantos mels você acha que foi?”

“Erm… bem, creio que alcançamos o octogésimo quinto andar.”

“…Estamos muito longe do nonagésimo quinto então…”

Fiquei olhando para o céu que já se transformava em púrpura até que…

“Bem… de uma maneira ou de outra estamos ferrados sim, pois vai ser muito perigoso continuarmos subindo com o cair da noite, porém… não podemos parar agora, temos que usar tudo ao nosso alcance para sairmos dessa.”

Para não acontecer o pior, deveríamos descansar o mais rápido possível durante a escalada, entretanto, não tínhamos mais como fazer nenhum gancho. Infelizmente teríamos que recorrer novamente às nossas pobres espadas como apoio. Só não sabia se elas iriam aguentar até o dia amanhecer.

A esperança era poder encontrar algo para enganchar a corrente, algo como alguma saliência.  Agucei meus olhos tentando achar algo na volta, desesperado olhando para todos os lados. E justo quando minha esperança estava falhando…

“…!!!”

Percebi algo que a princípio pareciam ser um pequeno amontoado de nuvens escuras daquele ângulo, mas que depois de um tempo vi que não se moviam. Eram silhuetas… que estavam há tão somente oito metros acima.

E quando fixei o olhar para aquelas estranhas formas, o último lampejo de luz solar que se filtrou por entre as nuvens, iluminou parcialmente o outro lado da torre, desaparecendo em seguida na lateral do paredão. Mas, esse breve instante foi o suficiente para revelar… rostos.

“Ei! Olhe ali!… Viu aquilo!?”

Gritei para Alice enquanto apontava. A garota rapidamente olhou para o local onde eu estava indicando e com seus olhos azuis semicerrados respondeu:

“Sim… parecem… umas estátuas… aquelas que ficam na lateral dos prédios… qual o nome mesmo? Que estranho, porque elas estão ali? Não deveriam estar mais próximo ao solo para serem admiradas?”

“Dane-se do porque elas estão ali, o que importa é que podemos usá-las para subir e descansar. Só temos que subir mais um pouco… creio que precisaria de mais… três ganchos…”

“Três?…Entendi…”

Alice ficou pensativa por um tempo e depois falou:

“Certo… Estava guardando isso para um momento de desespero… mas creio que ele chegou.”

Apoiou-se bem próxima à parede e com cuidado retirou a outra luva. Fiquei olhando por alguns instantes sua armadura desprendendo um leve brilho, dando um contorno quase fantasmagórico à proteção corporal em meio àquela penumbra para em seguida recitar um encantamento.

Uma pequena faísca eclodiu em pleno ar quando a frase final da arte sagrada foi proferida. Mas uma vez ela tinha usado a alteração de forma e estado em sua luva restante, só que dessa vez, no lugar da corrente que tinha feito antes, havia três ganchos dourados.

Provavelmente, sua autoridade em transmutar os elementos fosse muito maior que a sua arte de gerar elementos, pois mesmo com escassos recursos, ainda logrou êxito em sua tentativa. Creio que retirou alguma energia da armadura também.

“Use-os!”

Alice vacilantemente estendeu completamente seu braço direito, passando os ganchos para mim. Inclinei meu corpo para baixo para ajudar a percorrer os dois metros que nos separavam e segurei cuidadosamente as três ferramentas.

“Realmente isso ajudará. Muito obrigado!”

“Caso precise de mais… creio que ainda consigo fazer outros, porém…”

Alice apontou para a magnífica peça peitoral de sua armadura. A observei por breves instantes e neguei com a cabeça.

“Não… é melhor guardar essa alternativa por enquanto. Não sabemos pelo que mais vamos passar…”

Com um pouco de dificuldade me pus de pé, guardei dois dos ganchos em meu cinturão e agarrei com firmeza o terceiro.

“Hahh…!!!”

A garra dourada que conduzi com um grito, atravessou profundamente o vão dos blocos logo acima de minha cabeça. Se enterrando mais profundamente do que os elementos que eu havia gerado até agora. A maestria dessa garota com as artes sagradas era realmente assustadora.

Após fixar-se perfeitamente à parede, escalei o novo nível e refiz o movimento de içar cuidadosamente Alice.

Só tinha que repeti esse processo mais duas vezes.

Pouco a pouco fui conseguindo reconhecer os misteriosos objetos acima, mesmo com quase nenhuma luz.

Agora faltavam menos de quatro metros.

Como havia previsto, eram realmente estátuas de pedra. Estavam apoiadas em uma linha bem estreita de mármore, formando uma espécie de marquise que parecia rodear toda a extensão da torre como um fino cinturão. Tinha diversas dessas esculturas perfiladas com um grande espaço entre uma e outra.

Porém, diferente das pinturas e decorações internas da catedral, essas figuras não se tratavam de personificação dos deuses ou anjos.

Elas tinham a forma humanoide, mas sua postura, com as pernas arqueadas como de um animal quadrúpede agachados, com seus braços cruzados sobre os joelhos, não demonstrava nenhum sinal de amabilidade. Eram criaturas bem aterrorizantes para dizer a verdade. Absurdamente musculosas, com asas protuberantes e pontiagudas em suas costas e grandes garras afiadas como facas em suas extremidades.

Suas cabeças não poderiam ser descritas como nada mais do que grotescas. Ovaladas e com uma bocarra cheias de dentes, arqueadas circularmente em um sorriso mortal. Com a forma parecida de um inseto, cheia de espinhos, semelhante a um besouro talvez, com três pares de olhos na lateral.

“Mas… que formas bizarras são essas?”

Perguntei admirado.

“Hã…!? E-Eles devem ser do… Dark Territory…!”

Alice disse essas palavras um tanto quanto surpreendida. Percebi que essa era a primeira vez que via aquela expressão no seu rosto. E o motivo foi…

A estátua que estava logo acima de mim, agora tinha começado a mover incrivelmente sua grotesca cabeça, balançando de um lado para o outro, como se farejasse algo, com a boca circular se contorcendo, abrindo e fechando.

Aquilo não era a porcaria de estátua coisa nenhuma e muito menos aquele era um ponto de ornamento da igreja, na verdade era a sala de estar daquelas monstruosidades e provavelmente estavam querendo dois petiscos para aproveitar a vista.

Se fosse um VRMMO normal, como os muito aos quais joguei, essa com toda a certeza seria uma missão bônus, aquelas com cutscene onde não se pode pular.

Porém, se fosse o caso, o escritor era realmente um sádico desgraçado ou um novato muito burro. Como ele acharia que os jogadores poderiam lutar nessas condições? Estávamos nos apoiando torpemente sobre ganchos, agarrados nos vãos extremamente lisos da parede perpendicular, não sendo capazes de dar um passo sequer.

Era um evento impossível de se ganhar.

Fiquei com essa ideia maluca martelando na cabeça, mas tratei de eliminá-la, não era hora de ficar divagando, pois aquilo não era um jogo.

Não tinha esperança algum de que chegaria um ser salvador para nos ajudar. Com isso, só nos restava colocar os cérebros para funcionar e achar uma saída dali que não envolvesse ser estripado ou virar poeira lá no chão.

Alice e eu tínhamos que juntar as forças o mais rápido possível e para isso ela deveria superar o bloqueio dos seres desse mundo ou íamos morrer.

Assim que terminei de pensar isso, parece que a criatura ‘pegou a deixa’ e começou a mudar de posição, fazendo seu corpo todo vibrar. Sua estranha pele que era de um branco acinzentado como a parede, foi-se modificando até adquirir uma cor escura como carvão, com uma viscosidade nojenta.

‘BASAAAAH!’

Sem aviso, as asas negras se abriram totalmente, produzindo um ruído muito forte. No mesmo instante saquei a espada de minha cintura.

Fixei o olhar no monstro alado e chamei Alice abaixo de mim.

“Precisamos lutar aqui. Faça o que for necessário para não cair!”

Porém, não ouvi nenhuma resposta da Integrity Knight. Olhei para baixo e vi o rosto pálido de Alice, que continuava de pé, porém, imóvel. Não demonstrava nada além de assombro em seu semblante. Era como se estivesse dizendo ‘-Como isso é possível? Por quê?’. E foi exatamente isso que chegou bem fraco aos meus ouvidos enquanto sentia um tremor na corrente dourada que nos unia.

Mas que diabos! Porque essa Integrity Knight estava daquele jeito? Não era ela membro da ordem dos mais fortes guerreiros da Igreja Axiom? A mesma que queria me pulverizar e tudo mais? Qual era o motivo de tanto assombro?

Não me ocorria nada além de pensar que a Alto Ministro, a Administrator, a maluca neurótica que morava no alto dessa maldita torre estava bem empenhada no assunto segurança.

Mas isso nem era tão estranho a meu ver, afinal, ela só estava se precavendo para possíveis invasões pelo lado de fora da torre. É até bem compreensível dispor desse tipo de guardião.

Esses monstros, olhando agora com mais atenção, se pareciam muito com gárgulas, que surgiam com frequência em vários jogos aos quais joguei.

Enquanto perdia tempo pensando dessa forma, aquela coisa balançou a cabeça de um lado para o outro, como se estivesse acordando de um transe, agarrou a borda daquela pequena superfície onde estava agachada com as afiadíssimas garras e logo soltou um grande urro, arreganhando suas terríveis presas, disposta na boca circular.

Nesse instante, percebi que as gárgulas da esquerda e da direita também começaram a se mover, trocando de cor e se sacudindo.

Se essas criaturas estivessem em todos os quatro lados da enorme torre, provavelmente seu número ultrapassaria facilmente a casa das centenas. Essa Administrator pensava em tudo mesmo.

“Mas que maldita…!”

Depois de girar e me colocar na melhor posição que consegui, brandi a espada com as costas apoiadas na parede, porém, dessa forma meu equilíbrio estava seriamente prejudicado, porém, não tinha outra escolha.

Meu ponto de apoio não era mais do que uma simples protuberância de metal. Nunca estive lutando em uma situação dessas, nem mesmo nas batalhas frenéticas em SÃO, portanto, minha experiência em combates assim era nula.

E agora?

Pensei enquanto ouvia o rápido bater de asas. Olhei para cima e vi a primeira gárgula se preparando para se lançar aos céus, me encarando com aqueles olhos amarelos injetados.

Aquela monstruosidade era maior do que eu havia imaginado, tinha mais de dois metros sem levar em consideração sua cauda.

“BWAARHH!!!”

Me surpreendi com o estranho som que saiu da gárgula, parecia mais como de uma caldeira à vapor deixando escapar a pressão por uma válvula. Fiquei apreensivo se aquilo fosse sinal de que ele pudesse expelir algo. Porém, pelo visto era somente alguma espécie de grito de guerra. Se aquilo tivesse o potencial de atacar à distância também, além do óbvio dano corpo a corpo que aquelas garras e dentes podiam fazer, continuarmos vivos seria realmente uma missão impossível.

Mas ainda assim seria difícil batalhar, pois não sabia como a criatura atacaria. Fiquei atento aos movimentos de suas extremidades… de onde viria o ataque? Direita? Esquerda? De cima  ou-

“Uoooorg!”

O que veio a seguir desse grunhido foi um ataque inesperado, rápido como um chicote. Sua cauda avançou como a ponta afiada de uma espada em minha direção.

Preso naquela situação, totalmente sem equilíbrio, gritei forte enquanto movia a cabeça o mais depressa possível para o lado. A afiada cauda raspou superficialmente minha testa, porém, felizmente consegui evitar um dano direto.

Entretanto, com o equilíbrio comprometido, quase saí voando de cima do gancho na parede.

Custei a me equilibrar novamente, me agarrando desesperadamente à parede enquanto a gárgula já estava flutuando poucos metros acima de mim, com sua cola ameaçadoramente apontando para meu corpo.

Nova investida.

Equilibrando meu corpo como dava com a mão esquerda, fui evitando de alguma forma, as estocadas de sua cauda com a espada na mão direita. Infelizmente, usar minha arma como um escudo era tudo que conseguia fazer.

Antevendo que nossa sorte iria se acabar a qualquer momento, resolvi retirar a mão esquerda da parede e pegar uns dos ganchos de meu cinto. Fiz uma imagem mental de uma técnica de arremesso que usava em SAO e lancei objeto na direção do monstro.

Não havia colocado tanta força quanto gostaria, porém, ao que tudo indicava, o gancho que era originalmente a luva da armadura de Alice tinha uma prioridade bem elevada, pois se iluminou na hora em que foi arremessado criando um arco dourado na penumbra e se cravando profundamente no abdômen da criatura.

“BSSSSSH!!!”

A gárgula imediatamente após receber o impacto do gancho, vomitou uma enorme quantidade de sangue escuro que saiu aos jorros pela sua boca redonda. A gárgula então agitou vacilante suas asas e assumiu uma posição mais elevada em comparação a nós.

Mesmo tendo recebido uma quantidade razoável de dano, não foi o suficiente para derrubá-la. Pelo contrário, parece que a deixou com mais raiva ainda, um sentimento de emanava daqueles pares de olhos insetóides.

Mesmo tendo decidido a não dispersar a concentração, bem lá no fundo do cérebro fiquei me perguntando se foi algum programa de manipulação de sistema que criou um monstro tão grotesco como aquele. Será que ele também um Fluctlight Artificial como os demais seres desse mundo, que no caso veio do Dark Territory…?

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“BWAAAAARHH!!!”

Mais uma vez aquele estranho grito me trouxe de volta à ação. Duas outras criaturas se juntaram ao ataque, se lançando aos céus saindo da estreita marquise e ficaram voando em círculos como se tivessem procurando alguma brecha em minha defesa.

“Alice!!! Saque logo essa espada! Ele agora terá ajuda de dois amiguinhos!”

Olhei para baixo enquanto gritava e percebi que a mulher cavaleiro aparentemente tinha se recuperado daquela sua angústia de origem desconhecida e também não tinha se jogado de cima do gancho de apoio, o que por si só já era uma boa notícia.

Nesse instante, comecei a cogitar se iria realmente conseguiria subir os quatro metros que restavam até a marquise enquanto as gárgulas estavam nos estudando, porém, infelizmente só havia mais um único gancho em meu cinto.

E também, provavelmente a gárgula não voltaria aqui para gentilmente me devolver o outro gancho cravado em seu estômago e muito menos me deixaria atingi-la novamente.

Comecei a supor que os três monstros não estavam gritando apenas para me intimidar e sim que aquilo era algum tipo de comunicação entre eles. Que possivelmente estavam se reunindo para fazer uma única ofensiva, criando um plano.

Momentos depois os estranhos e estridentes gritos aumentaram de frequência.

Se fosse em direção à Alice, eu teria que partir a corrente que nos unia e saltar sobre os bichos. Então, pensando nisso, imediatamente procurei o objeto que nos ligava com a mão esquerda e ao fazer isso, me deu um estalo…

A corrente tinha aproximadamente cinco metros e o pequeno terraço ficava a apenas quatro…

“Alice!!! Alice…!!!”

Enquanto embainhava a espada, gritei com toda força de meus pulmões.

Senti o corpo dela tremer violentamente no mesmo momento em que seus grandes olhos azuis me localizaram.

“Segure-se o máximo que puder na corrente!!!!”

Provavelmente, captando o que eu estava prestes a fazer, a Integrity Knight só teve tempo de franzir a testa e arregalar os olhos em total descrença enquanto apertava fortemente o seu pedaço de corrente com as duas mãos. Aquele objeto realmente tinha se tornado a linha da vida…

Rapidamente estiquei a corrente. Seu corpo quase não tinha mais contato com o gancho na parede. A garota complemente aturdida com esse movimento, só conseguiu dizer com a voz rouca enquanto se agarrava.

“…V-Voce vai mesmo fazer iss-…!?”

“Se nós sobrevivermos, irei me desculpar o quanto quiser. Agora cale a boca ou vai morder a língua!!”

Enchendo o peito de ar, buscando todas as forças em minhas pernas e braços, balanceando o peso para os lados, puxei a poderosa Integrity Knight dourada rumo a uma subida à jato. E logo após, usando o efeito estilingue, me projetei também pela parede como o Kirito de outro mundo um dia já fez.

Seu longo e dourado cabelo, juntamente com seu vestido azul e branco voaram nos céus, fazendo uma trajetória em semicírculo.

“Kyaaaaaaaaa!!!!”

Devo dizer que aquilo foi um grito bem infantil, algo que jamais esperaria de um Integrity Knight quando Alice passou por mim e aterrissou quatro metros acima, ou melhor dizendo, quando a garotinha Alice se estatelou com seu traseiro no chão no pequeno piso acima.

Ainda me pareceu ter ouvido um gemido no mesmo tom juvenil quando atingiu o chão. Teria caçoado disso se tivesse tempo.

Meu corpo recebeu um ‘puxão’ extra quando Alice passou por mim, ajudando minha escalada. Se tivesse errado o cálculo e ela não tivesse caído onde deveria, a essas horas estaríamos rumo ao chão e a morte certa.

Porém, mesmo tendo conseguido lançá-la com perfeição e recebido a força para subir, se ela não tivesse me ajudado a continuar para cima depois de se colocar em segurança, eu iria cair e talvez levá-la comigo.

Felizmente, minhas esperanças nela foram renovadas. A cavaleiro estava de pé, com ambas as mãos na corrente, me içando facilmente.

Então, assim que cruzamos o olhar, recebi suas ‘boas vindas’…

“Seeeeu….!!!”

Ela puxou a corrente com todas as forças enquanto gritava cheia de ira.

Meu corpo recebeu toda a potência de seu puxão, me fazendo voar no ar como ela anteriormente tinha sido, me fazendo cair fortemente de costas sobre o mármore que servia de chão para as gárgulas. Tentei me ajustar enquanto a dor percorria o corpo, porém, fui levantado como se não tivesse peso algum pelas mãos de Alice.

“O que pensou que estava fazendo, seu… grande idiota!!!???”

“Era o único jeito e… bem, acho melhor discutirmos isso mais tarde, olhe lá! Eles estão vindo!!!”

Imediatamente saquei minha espada e apontei para as três gárgulas que já estavam descendo em uma formação que seria o início de um ataque.

Utilizando o escasso tempo que dispunha, olhei para o campo de batalha que tínhamos. Dei uma rápida olhada para a esquerda e direita.

O local onde conseguimos nos apoiar graças a uma acrobacia digna de circo, tinha mais ou menos um metro de espessura. Não tinha nenhum outro elemento decorativo, era somente uma pequena plataforma de mármore que circundava a lateral externa da torre.

Provavelmente aquilo só tinha um único propósito, servir de base para aqueles terríveis sentinelas alados petrificados.

Alice claramente não sabia da existência disso aqui, pois percebi pelo seu olhar que manteve por breves instantes a esperança de haver alguma janela ou porta naquele espaço. Porém, infelizmente nada havia ali.

Tudo que conseguíamos visualizar eram mais daquelas criaturas que ainda não tinham ganhado vida mais adiante, um pouco afastado de nós. Ainda não conseguia mensurar quantos haviam ali, entretanto, para nossa assim falada sorte, ‘só’ três desses bichos estavam ‘vivos’ e nos atacando.

Mas agora pelo menos não estava sozinho, pois Alice estava novamente de pé, com sua pose confiante enquanto desembainhava a Fragrant Olive Sword.

Mas em uma rápida análise, percebi que ainda restavam dúvidas em seus olhos, pois murmurou algo baixinho, mas o suficiente para chegar aos meus ouvidos.

“…Não restam dúvidas de que… mas porque eles estariam…?”

Percebi também que essas criaturas provavelmente deveriam ter algum tipo de experiências de lutas contra espadachins, pois nenhuma delas, que anteriormente estavam prontas para o ataque, se precipitou em nos atacar imediatamente, estavam realmente demonstrando cautela em suas ações de reconhecimento.

Mantive meu olhar nelas de qualquer modo e perguntei para Alice:

“Tem algo que está me incomodando. Você por acaso sabe algo sobre esses monstros?”

“…Sim, eu sei…”

Surpreendentemente ela me respondeu normal e afirmativo.

“São monstros feitos pelos sacerdotes usuários de magia negra do Dark Territory, a julgar por suas aparências. Eles são chamados de servos subordinados, ou em língua sagrada underling ou subordinate. ”

“Subordinados… entendo… realmente se for analisar apenas por suas aparências, essas criaturas podem muito bem ser do Dark Territory, porém… porque elas estariam aqui, perfiladas ao longo de toda a extensão da parede do local mais sagrado do Mundo Humano?”

“É exatamente isso que eu também estava me perguntando!”

Falando isso como se estivesse dito mais para si do que para mim, Alice mordeu mais uma vez os lábios.

“…Isso aqui é algo muito organizado, um plano bem montado está acontecendo. Pois me custa acreditar que essas coisas conseguiram vir até aqui, passando desapercebidas pelos olhares atentos dos Integrity Knight, cruzando a cordilheira e invadindo o território sagrado da capital… e se escondendo nessa altura da Catedral Central, sem que ninguém tenha se dado conta…

A única coisa que me ocorre é…”

“Que alguém com muita autoridade dentro da igreja os tenham colocado intencionalmente aqui…?”

Completei.

Alice franziu a testa, inconscientemente diante de minha pergunta, mas não fez nenhuma intenção de retrucar ou negar. Apenas fixou o olhar nas três gárgulas, os subordinados, que se mantinham voando em círculos logo acima de nós.

Aproveitando esse momento, perguntei:

“Diga-me, esses subordinados possuem algum nível de inteligência? Eles podem falar como os humanos?”

Alice virou para mim e sacudiu negativamente a cabeça.

“Isso sim seria algo impossível. Diferentemente dos goblins e orcs que vivem naquela terra maldita, essas criaturas não estão sequer vivos. São familiares sem almas criados a partir de terra e outros elementos coletados e moldados pelos sacerdotes do deus da destruição, Vector… eles apenas seguem algumas ordens simples de seus mestres e distribuem ódio e destruição. ”

“Certo, entendi…”

Ocultei um suspiro aliviado de Alice.

Com isso, estava satisfeito e sabia que não precisava mais ficar me contendo e prolongando aquela situação. Gostava de resolver as coisas rapidamente, porém, sempre fui contra toda e qualquer tipo de matança desenfreada, ainda mais aqui, contra existências que possuem o mesmo tipo de Fluctlight que os humanos do mundo real.

Os bebês que nascem nesse lugar são frutos de relações entre homem e mulher que se casaram com o reconhecimento da Igreja Axiom, através de um comando do sistema exclusivo para isso, pelo menos foi o que Cardinal me disse.

Provavelmente os que moram no Dark Territory não sejam exceção. Apenas que nesse caso, esses tais subordinates, foram criados através da magia ou artes negras e não são possuidores de Fluctlight, sendo resultados de uma cadeia de códigos, assim como os animais selvagens.

Olhando por essa perspectiva, a hostilidade que saiam daqueles olhos tinham a mesma assinatura digital das hordas de monstros que constantemente lutava em SAO. Só podiam fazer coisas simples como alternar entre vigilância e ataque e bater as asas ao mesmo tempo. Enquanto pensava isso eles se elevaram um pouco mais no ar.

E também, talvez aquilo que achei que podia ser uma espécie de comunicação, eram apenas comportamentos pré-programados de suas instruções principais.

Então, sem ter tempo para ficar cogitando o que mais eles poderiam fazer…

“Estão vindo!!”

Gritei e preparei minha espada, agora com uma base bem melhor do que antes. O que veio na frente era o mesmo que estava com um enorme ‘piercing’ em seu estômago, o gancho que havia lançado, talvez por sua programação estar em modo fúria total, sendo consumido pelo próprio ódio.

Porém, dessa vez ele alternou o ataque com suas garras ao invés da cauda. Como fazia tempo em que não lutava contra monstros, com constituições bem distintas dos humanos, provavelmente não conseguiria uma esgrima perfeita, tendo um pouco de dificuldades em sincronizar meus ataques.

Portanto, me concentrei em repelir suas garras com a espada e esperar uma abertura enquanto identificava pelo canto do olho a dupla que estava como apoio ir para cima de Alice na minha esquerda.

“Cuidado! Há dois deles!”

Apesar de minha advertência, feita com toda a sinceridade para a mulher cavaleiro, a voz que ouvi soou completamente indiferente.

“Com quem você acha que está falando?”

Com uma agilidade inacreditável, ela buscou em sua cintura no lado esquerdo a magnífica espada Fragrant Olive Sword.

Com um som pesado, tremendamente forte, o brilho dourado de sua lâmina explodiu na penumbra.

Um único e simples corte, sem nenhuma estratégia complexa, algo que eu chamaria de golpe básico no Estilo Aincrad, o Horizontal. Porém, sua velocidade e peso eram completamente diferente, me deixando impressionado.

A mesma força que havia me encurralado no octogésimo andar, com aquele raio de alcance beirando à onipresença, não possibilitando nenhuma evasão ou defesa. Um golpe que botava por terra qualquer crença e excelência que eu tinha sobre ganhar facilmente utilizando golpes consecutivos que vim durante anos aperfeiçoando nos VRMMOs.

Após o ataque de Alice, os quatro braços das duas criaturas foram perfeitamente pulverizados e mesmo depois que eles se distanciaram, tecnicamente ficando fora de alcance, seus torsos se separaram do resto do corpo sem fazer qualquer ruído.

Somente o sangue escuro jorrando aos borbotões pintavam parte daquele céu noturno. Naturalmente, nenhuma gota sequer respingou em Alice.

A Integrity Knight saiu de sua postura de ataque como se nada tivesse acontecido e voltou seu olhar para mim, que ainda estava em meio à uma batalha defensiva e falou em tom sarcástico:

“Então, senhor invasor, precisa de minha ajuda?”

“N-Não, estou tranquilo, obrigado!”

Depois de recusar a proposta, tinha que no mínimo dar uma reposta a altura. Então, me evadi dos ataques do subordinate que tentava me alcançar com seus braços, pernas, cauda e também com a boca até conseguir um ângulo aceitável e liberei minha habilidade consecutiva de ataque.

Sempre achei estranho que as mesmas habilidades com a espada de SAO existissem aqui em Underworld. Durante esses dois anos cogitei muitas coisas sobre isso, porém, ainda não havia conseguido uma resposta definitiva. O mais próximo que cheguei foi que algum engenheiro do RATH usou o framework do The Seed para ajudar a montar esse mundo virtual, mas pelo que analisei dele, não me lembro de ter carregado o sistema de habilidades com a espada em suas bibliotecas. Se isso fosse possível, teria conseguido usar essas técnicas quando estava em Gun Gale Online ao migrar minha conta já que aquele mundo usava a mesma base.

Também existia a possibilidade de que a sábia na sala da Grande Biblioteca, Cardinal, soubesse da verdade, mas tive certo receio de perguntar naquela ocasião.

Cardinal era consciente de que todos os habitantes de Underworld, incluindo ela própria, eram existências criadas únicas e exclusivamente para um experimento desenvolvido por uma poderosa corporação do mundo real, RATH e sentia uma profunda agonia por seu destino incerto.

Não quis fazer mais perguntas que envolvessem assuntos aos quais a fizesse ficar remoendo que seu mundo era apenas algo sem importância, um mundo fictício onde todos dançavam nas mãos invisíveis de seres inescrupulosos. E mesmo porque, com as coisas avançadas como estão, a razão da existência das habilidades de SAO se torna realmente irrelevante.

Devo aceitar que estão aqui por algum propósito e se isso me conceder potencial de combate, estarei mais do que feliz em usar.

A espada em minha mão direita estava brilhando em azul, indicava que poderia liberar uma das habilidades que mais gostava, um ataque com quatro golpes horizontais, o Horizontal Square.

“Uo…ryaaaa!!!”

Realizei o golpe com um grito tosco, que não estava de modo algum pretendendo rivalizar com o poderoso golpe de Alice, mas serviu para cortar os dois braços e cauda do subordinate, assim como partir seu torso ao meio sem dificuldades.

Executei o movimento com muito cuidado para não cair da estreita plataforma enquanto via os pedaços dos restos mortais do monstro despencando e se fundindo no mar de nuvens logo abaixo.

Se aqueles pedaços não desaparecessem antes de tocar o solo, podiam atingir algum sacerdote que estivesse desavisadamente passeando lá embaixo… ou… mesmo que isso não ocorresse, certamente haveria um grande alvoroço ao verem uma inacreditável chuva de pedaços de monstro…

“…Heh!?”

Alice fez um som meio cética, como quem dizia ‘-E não é que conseguiu mesmo?’, ou como um mentor que acabava de ver seu discípulo superar um desafio que para ela era facílimo.

De maneira natural, sacudi a espada negra para à esquerda e depois para a direita, finalizando o golpe e a embainhei novamente. Lá no fundo gostaria de colocá-la em minhas costas, porém, não havia encontrado nenhuma bainha com esse design em Underworld. Após terminar o movimento, me virei e olhei para a novamente imponente Integrity Knight que franzia o rosto.

“…O que foi?”

“Não, nada. Só que estava pensando que você utiliza habilidades muito estranhas. Seria uma bela atração se fizesse esses movimentos em apresentações. Temos aqui na cidade um festival de teatro muito bom nas festas de solstício de verão.”

“Hã… obrigado!?”

Depois de dar um sorrisinho irônico para a grande e ‘corajosa’ cavaleiro, fazendo questão de usar todo meu sarcasmo a cada palavra emitida, olhei bem nos olhos de Alice e perguntei algo que me ocorrera naquele instante.

“…Agora que disse isso, você alguma vez assistiu mesmo esse tal festival de verão? Se bem me lembro dessas festas, era um evento voltado apenas para as massas, com alguns pouquíssimos estudantes de classe nobre da academia circulando por eles, mas no geral é algo para as pessoas simples…”

Me lembrei que Sortiliena senpai tinha sido ajudante em algumas atrações desse evento. Ficava bem animada para participar a cada ano. Esses pensamentos nostálgicos encheram por alguns instantes minha mente, parecendo que tinha acontecido há séculos enquanto Alice me respondia parecendo ofendida.

“Não sei aonde você quer chegar com essa pergunta e também não me associe aos nobres de classe alta, estou em uma posição muito mais elevada. É claro que eu já… fui… e…”

As palavras desdenhosas da mulher cavaleiro foram gradativamente desacelerando até pararem abruptamente.

Ficou franzindo a testa e mordendo os lábios e baixando os olhos como se estivesse procurando algo. Levou sua mão esquerda, agora sem a luva de proteção, até o rosto e esfregou-o levemente.

Permaneceu em silêncio, balançando a cabeça diversas vezes, até que em dado momento, levantou o rosto e murmurou algo…

“Não… eu… eu não fui… talvez tenha ouvido de algum dos sacerdotes. Os Integrity Knight não podem se mesclar às pessoas desse mundo, somente quando estiverem em serviço, mas então…”

“…!”

Isso já era esperado. Os guerreiros sagrados acreditam piamente que suas existências são divinas, que foram convocados do Mundo celestial pela Administrator e receberam a tarefa de cuidar dos humanos, só que isso sempre foi a maior das mentiras.

A Alto Ministro, a grande enganadora das massas, tomou controle das pessoas mais poderosas que haviam aqui, controlando até os mais sábios com seu poder excepcional e os fazendo se ajoelharem perante a ordem maior do Mundo Humano, a Igreja Axiom, com seu ícone mais evidente, a Catedral Central. E para assegurar que seu reinado fosse ainda mais supremo, criou os seres mais fortes e os juntou como sendo seus braços e pernas. Criou aos Integrity Knight, seres humanos com as recordações seladas através do Ritual de Síntese.

Portanto, para manter seu plano perfeito, impôs que esses soldados jamais se envolvessem com as outras pessoas, pois seria terrível caso um desses guerreiros encontrasse por ventura algum familiar antigo.

O número identificador de Alice era o trinta, o que significava que ela era a mais recente dos Integrity Knight depois de Eldrie Synthesis Thity-One, que havia se convertido na primavera desse ano.

Ela provavelmente foi sintetizada mais ou menos um ano após ser levada de Rulid, oito anos atrás, de maneira que ela tinha um lapso em branco por mais de sete anos.

Como será que ela passou todos esses anos dia após dia nessa catedral…? Eu não tinha reposta para essa pergunta e também não sabia se ela tinha passado aprendendo todas essas artes sagradas estudando aqui ou se esteve congelada pela Administrator por todo o tempo. Porém, será que ela visitou o festival de verão de Centoria antes de se tornar um cavaleiro? Será que nossa conversação conseguiu acessar parte dessa memória selada?

Neste caso, se seguir fazendo perguntas sobre o festival, será que o Piety Module, que está suprimindo suas memórias, começará a sair como o de Eldrie?

Cogitando isso, abri a boca para falar, porém, logo desisti.

Cardinal havia me dito…

Que para regressar a cavaleiro Alice à Alice Schuberg, amiga de infância de Eugeo, apenas retirar o objeto de sua testa não seria suficiente. Pois o fragmento de memória mais importante de Alice tinha sido roubado pela Administrator. Portanto, se o Piety Module sair agora, ela se tornará uma boneca sem consciência, ficando completamente imóvel e inútil.

Preferi evitar isso na atual circunstância, pois não sabia quando seríamos atacados novamente.

Lembrei também que Alice não mostrou nenhum sinal de angústia ao ver o rosto de seu amigo Eugeo, com quem passou vários anos juntos em Rulid. Em outras palavras, isso demonstrou que o selo de suas recordações é extremamente forte. A possibilidade de retirar o módulo com o tema de um festival de verão era bem fraca, podendo fazer com que ela ficasse ainda mais na defensiva comigo.

Alice ficou me olhando com um pouco de suspeita enquanto pensava isso silenciosamente, mas logo mudou sua expressão, franzindo novamente o rosto como se tivesse notado algo diferente naquele instante.

“Sabia que o sangue dos subordinates podem lhe deixar doente? É melhor limpar isso de uma vez.”

“O quê?..Ah..!!”

Me dei conta de que estava com várias gostas de sangue do monstro que havia cortado, escorrendo pela minha bochecha esquerda quando Alice apontou. Imediatamente tentei limpar com a manga de minha camisa o que causou uma reprimenda tão rápida quanto.

“Está maluco!? Que coisa nojenta!!!”

Já fazia alguns anos que alguém não ficava com tanto nojo de mim… Alice ficou me olhando completamente estupefata.

“Como isso é tão fácil para os homens? Você são tão… tão…! Pelos deuses, vocês não podem carregar nem que seja um lenço não!? Limpar as coisas com a manga, que absurdo!”

Vasculhei os bolsos de minhas calças, no esquerdo não havia nada, enquanto que no direito tinha realmente algo, porém não era um lenço…

Como ela seguia me olhando daquele jeito, tratei de tentar lhe responder.

“E-Eu não tenho nad-…”

“…Argh!…Está bem… use isso!”

Alice me estendeu um lenço que estava em um dos bolsos de seu avental branco com uma cara aborrecida.

Me deu uma vontade louca de usar aquele avental imaculadamente branco e limpar meu rosto, igual ao que fazia quando estava no jardim de infância e era repreendido pelas cuidadoras por me sujar só para ver aquela expressão de superioridade sair de sua face.

Porém, aqui isso provavelmente acabaria em morte, no caso, a minha.

Meio a contragosto peguei o lenço milimetricamente dobrado, sem nenhum sinal de uso, agradeci com a cabeça e limpei minha bochecha, me culpando um pouco por sujar algo tão limpo.

“Muito… obrigado!”

Me contive para não dizer nenhuma gracinha enquanto estendia novamente o lenço para devolver.

Alice me encarou seriamente e disse somente uma linha:

“Lave-o e me devolva antes que eu te mate!”

O futuro parecia cada vez mais nebuloso. Como eu poderia convencer essa poderosa e irredutível Integrity Knight de evitar uma batalha depois que retornássemos para dentro da torre e nos reunirmos com Eugeo?

A imagem de meu amigo, que provavelmente estava subindo sozinho pelas escadas da grande torre à essa hora passou pela minha mente enquanto eu olhava ao redor e notava que a noite já havia descido seu véu sobre os céus completamente. As estrelas já podiam ser vistas brilhando lindamente sob nossas cabeças e a luz da lua já se mostrava em todo seus esplendor prateado, não sobrando muito recurso de ambiente para ser utilizado nas artes sagradas para criar novos ganchos e retomar a subida.

Então, coloquei o lenço de Alice em meu bolso direito e dei mais uma examinada na estreita plataforma de um lado ao outro.

Os subordinates mais afastados de nós continuavam petrificados e perfilados como estátuas comuns e provavelmente permaneceriam assim enquanto não chegássemos perto.  Pensei em esperar o amanhecer e atacá-los rapidamente para destruí-los, mas talvez não fosse o caso de correr tal risco.

Sem mais alternativas do que fazer, só podíamos sentar e esperar algumas horas até a noite ir embora.

Honestamente, considerei a ideia de sentar e descansar calmamente, porém, Alice poderia se ofender com algum movimento estranho meu e acabar pondo tudo a perder. A situação era realmente difícil de se lidar.

Contive um suspiro e comecei a pensar em como devia iniciar uma conversação com a Integrity Knight mais difícil de se lidar desse mundo e que se mantinha agora com o rosto virado de lado, evitando qualquer contato visual.

Vai ser uma longa noite.

LUTA PADRÃO COM SRTA. ALICE PAGANDO DE FODONA E KIRITO ‘KIRITANDO’… É… A SUBIDA SERÁ LONGA!!

Sword Art Online – Alicization Dividing

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