Sword Art Online Alicization Rising em Português – Underworld – Capítulo 8 – Parte 1.1

 

Arco: Alicization – Rising

Capítulo 8 – Catedral Central (5º mês do calendário do Mundo Humano do ano 380)

Parte 1

Sword Art Online Alicization - Rising - Kirito e Eugeo - Vol.12
Viemos até aqui sem usar armadura, não é agora que iremoscomeçar

Enfim, chegamos até aqui.

O imenso salão tinha um pé direito absurdamente alto, centenas de colunas de mármore até onde a vista alcançava, o piso de pedra polida com mosaicos complexos feitos das mais variadas pedras preciosas.

Embora já imaginasse que o interior da Catedral Central da Igreja Axiom fosse incrível, nada o havia preparado para isso. Eugeo ficou realmente perplexo com tamanho luxo e imponência.

Até pouco mais de dois anos atrás, acreditava que sua vida era continuar cortando em vão com seu machado uma árvore impossível de se derrubar. Passando seus dias imersos nas recordações de sua amiga de infância, perdida no tempo, sem jamais ter o direto de casar e nem ter filhos, apenas esperando o momento de passar a tarefa sagrada para o lenhador seguinte quando sua vida estivesse prestes a terminar.

Porém, o estranho jovem de cabelos negros apareceu um dia e abriu à força a porta do pequeno mundo onde Eugeo estava aprisionado. Inclusive, foi capaz de cortar aquela imensa barreira que o impedia de prosseguir seu caminho até a capital, o Giga Cedro, com um método que ninguém, nas diversas gerações de lenhadores de Rulid, puderam sequer imaginar ser possível. E fez isso como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Esse estranho rapaz, seu melhor amigo, lhe deu os meios de sair da sua prisão em vida, para poder salvar Alice.

Seria uma mentira dizer que não tremeu diante dessa possibilidade. O primeiro pensamento de Eugeo foi o de fazer algo para sua família no momento em que o chefe da vila, Gasupht, disse-lhe que podia escolher a sua próxima tarefa sagrada durante o festival da aldeia.

Até então, Eugeo sempre cedia quase todo o dinheiro de seu salário que ganhava como lenhador do Giga Cedro, para sua família que por gerações, trabalhavam nos campos cultivando trigo. Porém, como o espaço para o plantio ali era reduzido, especialmente por causa da árvore, não conseguiam prosperar muito.

Seus pais e irmão não diziam isso abertamente, mas estava claro que dependiam imensamente do seu salário e também tinham em mente de que era uma obrigação de Eugeo sustentar a família.

O salário de lenhador obviamente não viria mais devido à queda do Giga Cedro. Mas, eram altas as chances de conseguir um tratamento preferencial caso solicitasse uma área maior de cultivo nas novas terras ao sul, caso resolvesse ajudar sua família no campo escolhendo uma tarefa sagrada com esse fim.

Por isso, ficou um pouco indeciso quando olhou para seus rostos, vendo uma mescla de ansiedade e esperança e infelizmente um pouco de… desprezo.

Mas se lembrou também do motivo pelo qual esteve esperando todos esses anos. Sua família, embora fosse humilde, podia muito bem viver sem a ajuda de seu salário, já a sua amiga, não tinha mais ninguém que pudesse salvá-la.

Ele também poderia pedir para se tornar um guarda da vila, teria um salário bom e poderia manejar uma espada, mas… não teria condições de deixar Rulid. A única opção era sair da vila, tornando-se independente.

Essa decisão selou de vez todos os desejos de sua família em ganhar mais dinheiro e terras, razão pela qual o forçou a sair às pressas dali no dia posterior a comemoração. Não aguentava os olhares de rancor de seus familiares, que haviam tomado aquela atitude como um ato de traição. Nenhum deles se despediram…

Houve outras oportunidades de recomeçar a vida mesmo após a partida de Rulid.

Na ocasião quando participou do torneio de espadachins em Zakkaria, ganhando o primeiro lugar juntamente com seu amigo Kirito, surgindo a chance de se unir ao corpo da guarda principal da cidade. Suportou o duro treinamento por meio ano, que por fim, rendeu em uma carta de recomendação do oficial da guarda para prestar exame para a academia de maestria com espada de Centoria do Norte.

Caso não aceitasse a proposta de ir para a academia, podia ficar em Zakkaria e subir rapidamente de patente, conseguindo uma vida e um salário estável que poderia enviar uma boa parte para sua família em Rulid, tudo isso graças as suas habilidades com a espada.

Mesmo assim, Eugeo educadamente negou o convite do oficial mais uma vez, aceitando apenas a recomendação.

Ele sempre quis ajudar sua família, mas também não podia deixar sua amiga perdida.

Enquanto seguia sua meta, durante o árduo caminho até a capital, manteve seus objetivos bem claros na mente.

Queria entrar na academia, ser escolhido com o espadachim representante da escola para ingressar no Torneio da Unidade dos Quatro Impérios, conseguir a vitória e com isso, se tornar um Integrity Knight, aumentando seus ganhos de maneira a poder sustentar todos de sua família com o maior luxo possível, retornando à Rulid com sua armadura prateada, montado em um dragão alado juntamente com Alice. Dessa forma, conseguiria que seus pais e irmãos finalmente tivessem orgulho dele.

Porém, ao desembainhar sua espada contra o espadachim de elite em treinamento, Raios Antinous e Wanbell Zizek, Eugeo tinha traído sua família pela terceira vez.

O que infelizmente, inviabilizo todas as possibilidades de se tornar um aristocrata e ter uma vida financeira estável… na verdade, nem tinha mais o direito de ser um mero plebeu, pois agora, tinha se tornado no maior criminoso desse mundo, um vilão que havia violado um dos principais tabus.

Até aquele momento, ele tinha se segurado para não dar vazão à sua raiva. Não queria cortar Raios e nem Wanbell, pois isso significaria perder tudo que tinha lutado para manter. Então, estava vacilante em suas ações.

Mas mesmo assim, ele sacou sua espada.

O fez para ajudar Tiezé e Ronye que estavam prestes a serem violentadas diante de seus olhos. O fez obedecendo seu desejo de justiça no qual sempre acreditou. Mas acima de tudo… estava liberando toda a sede de sangue que brotara em seu coração. Naquele momento ele desejou acabar com aqueles dois, sem deixar um rastro sequer, decidiu que aquela seria a sua verdade e se preparou para suportar as consequências de seus atos, não tinha mais volta.

Ali, renascia Eugeo.

Pois é, enfim chegamos até aqui.

Foi uma imensa viagem, desde sermos escolhidos entre os doze melhores espadachins de elite em treinamento na academia até pisar dentro da Igreja Axiom, o lugar mais sagrado de todos, como os piores inimigos do mundo.

Lutando e fugindo do Integrity Knight que usava um imenso arco, Eugeo conheceu uma garotinha que lhe mostrou um livro que continha toda a história do Mundo Humano, escrito anteriormente à Alto Ministro da Igreja Axiom.

Na segurança daquele lugar, a Grande Sala da Biblioteca, devorou palavra por palavra. Precisava saber mais sobre os inimigos que iria apontar sua espada.

Com a batalha contra a igreja e seus Integrity Knight, seus objetivos ficavam cada vez mais longe.

Vasculhou o livro a procura de uma informação que mostrasse se alguma vez houve uma disputa, seja dos impérios vizinhos ou mesmo internamente, contra a igreja e seus cavaleiros. Porém, não encontrou nada, nenhum dado que se referisse à alguém que tenha erguido sua espada contra a maior força do Mundo Humano.

Em outras palavras, sou o maior pecador nesses trezentos e oitenta anos de existência do mundo. Nunca existiu alguém como eu, desde que a deusa Stacia criou tudo.”

Esses foram os pensamento de Eugeo enquanto lia o livro. Se Kirito tivesse retornado com Cardinal um pouco mais tarde, provavelmente iriam encontrá-lo encolhido de medo em posição fetal.

Eugeo teve que se convencer que estava tudo bem e que tudo iria dar certo enquanto escutava a história da misteriosa Alto Ministro anterior junto com seu companheiro.

Ele não podia recuar e voltar a ser aquela pessoa cheia de medos agora. Tinha abandonado sua família no momento em atacou aqueles dois e fora preso aqui na igreja. O único caminho a seguir era para frente, não importa por quantos corpos ele tivesse que passar por cima. A partir de agora, sua alma seria manchada de sangue e não havia nada que pudesse mudar esse fato.

Focar nos objetivos.

Recuperar o fragmento de memória que havia sido roubado pelo atual ministro supremo da Igreja Axiom, devolver para a Integrity Knight Alice Synthesis Thirty e fazê-la voltar a ser Alice Schuberg.

Todavia, seu desejo de viver pacificamente com sua amiga, não seria mais possível. O único lugar que ele podia pensar em ir após tudo acabar, seria além da borda da cordilheira, dentro dos domínios do Dark Territory. Isso poderia lhe trazer calafrios antes, mas agora, já não soava tão terrível e sim aceitável.

Estava conformado com esse destino, desde que Alice pudesse viver feliz no lugar onde ela nasceu.

Enquanto Eugeo reforçava sua determinação, olhava as costas de Kirito, que se movia normalmente a sua frente.

“…Kirito, se eu disser que irei para o Dark Territory… você viria comigo?

Ao fazer essa pergunta silenciosa, Eugeo imaginou que tipo de resposta daria seu amigo. Era incrivelmente apavorante a ideia de seu caminho sem que Kirito estivesse ao seu lado. Os dois estavam na mesma situação, mas ele era muito dependente da presença daquele rapaz de cabelos negros.

E exatamente como Cardinal havia lhes dito, o corredor a frente era extremamente curto, acabando em um outro cômodo.

Caminhavam rápido, não demorando muito para chegar à uma grande sala retangular.

Na parede à direita estava uma escada que se alçava para cima e para baixo incrivelmente longa. O teto subia mais uns oito mels para cima.

Na parede oposta, tinha uma porta dupla com estátuas de bestas aladas em cada lado.

Kirito rapidamente se recostou no pilar ao centro da sala. Sem perder tempo, Eugeo fez o mesmo. Ficaram observando ao redor para ver se tinha algum movimento enquanto prendiam a respiração.

Se as palavras da pequena sábia estavam corretas, atrás da enorme porta dupla, estava o depósito que guardava os equipamentos que procuravam.

Apesar de ser um lugar importante, não havia uma viva alma além deles. Tudo era quieto como uma tumba. Somente a luz de Solus brilhava vindo do vão da escada.

“…Certo, não tem ninguém…”

Sussurrou para Kirito, que concordou com a cabeça com uma expressão um tanto decepcionada. Me perguntei se ele queria que alguém estivesse ali.

“Por ser um depósito de armas, achei que pelo menos haveriam guardas na porta, mas… se for pensar, estamos dentro da Igreja Axiom, um local sagrado, talvez só por esse fato, não seja preciso nenhum tipo de segurança, pois ninguém seria idiota o suficiente de tentar roubar algo aqui…”

“Mas eles sabem que estamos por aqui, não é? Não lhe parece que está calmo demais?”

“A bem da verdade, eles não têm porque se preocuparem. Não irão gastar energia procurando dois fugitivos como nós. Em outras palavras, sabem que uma hora ou outra irão nos achar. E quando isso acontecer, na pior das hipóteses, haverá um monte deles. Sem contar na imensa força que possuem e eles sabem disso.

É melhor aproveitar o tempo que temos para nos preparar o melhor que pudermos.”

Terminando de dizer isso, Kirito cruzou o salão, com Eugeo o seguindo na sequência.

As duas folhas da grande porta estavam entalhadas com imagens de dois deuses, Solus e Terraria, e nenhuma fechadura. Possuía uma imponência que passava a ideia de que ninguém poderia abrir sem importar o quanto tentassem.

Porém, depois que Kirito colocou sua orelha encostada nela, empurrou as duas folhas, que com quase nenhum esforço, se abriu prontamente. O que deixou Eugeo um pouco decepcionado.

A porta se abriu totalmente sem fazer um rangido sequer.

Um ar frio e pesado que foi expulso dali os atingiu imediatamente. Eugeo parou por um instante, sentindo um calafrio percorrer sua espinha, enquanto seu companheiro seguiu adiante sem hesitação alguma.

Assim que Eugeo o seguiu, a porta se fechou, jogando todo o lugar na mais completa escuridão.

System call…”

O início de arte sagrada saiu instintivamente da boca dos dois amigos, fazendo-os se olharem e rirem um pouco apesar da tensa situação.

Enquanto seguiu com os comandos de gerar elemento luminoso, Eugeo lembrou da vez em que esteve com Kirito na caverna ao norte de Rulid para buscar Selka. Naquela época, era bem difícil utilizar qualquer tipo de arte sagrada, mal conseguia iluminar a ponta de um gravetinho.

Os dois elementos puros e brancos que sairam da palma de sua mão, iluminou tudo na volta, dispersando também a nostalgia.

“Uau…!!!”

Kirito disse assombrado, enquanto Eugeo engolia em seco.

Eles imaginavam alguns baús ou estante com armas, mais ou menos parecido com o que era o depósito da academia, mas aquilo ali era ridículo. Tinha aproximadamente o tamanho da arena onde praticavam, incluindo as arquibancadas e tudo mais.

A luz que Eugeo produziu refletiu em todos os espectros luminosos quando passavam pelos objetos.

Milimetricamente alinhadas, haviam incontáveis armaduras, todas perfeitamente colocadas em seus suportes modelados com a forma de um corpo humano. Suas cores eram das mais variadas, desde as mais comuns e neutras como negras e brancas até outras cores mais chamativas e vivas, vermelho acobreadas, azuis prateadas, amarelas, douradas, laranjas…

Seus modelos eram os mais diversos, haviam as leves, com correntes trançadas em couro, até armaduras completas, pesadas, com largas chapas metálicas unidas sem um ponto vulnerável que pudesse deixar o corpo de seu cavaleiro exposto. Se fosse chutar um número, estariam em torno de quinhentas unidades.

As paredes eram repletas de outros objetos, em sua maioria armas dos mais variados tipos e tamanhos.

Olhando apenas as espadas, tinham as largas e pesadas, pequenas, com uma gama incrível de resistências, pesos, curvaturas e rigidez. Muito além disso, haviam também uma quantidade absurda de outros equipamentos de combate, desde machados, com cortes simples e duplos, lanças longas, finas e grossas, martelos de guerra, chicotes, maças, arcos simples e compostos, todos dispostos do chão ao teto. A quantidade era tal que Eugeo não conseguia mais se mover, apenas ficou parado boquiaberto.

“…Se a senhorita Sortiliena viesse aqui, provavelmente teria um ataque, hehehe.”

Kirito rompeu o silêncio.

“Sim… o mesmo aconteceria caso o senhor Gorgolosso viesse. Provavelmente pegaria aquela enorme espada longa ali e nunca mais a largaria.”

Eugeo deu um suspiro ao falar isso, dispersando um pouco a tensão que estava segurando até agora. Depois ficou observando aquela quantidade monstruosa de armas e armadura, balançando a cabeça algumas vezes.

“Não sei como direi isso, mas…? Será que a Igreja Axiom está pensando em formar um exército ou coisa assim? Creio que só com os Integrity Knight já existentes, ela já é poderosa o suficiente…”

“Hum… não, não acho que isso seja o suficiente se a luta for contra o exército do Dark Territory…”

A expressão de Kirito se endureceu imediatamente enquanto continuou a falar.

“Na verdade isso aqui reflete exatamente o contrário. Não é para criar um exército… mas para impedir o surgimento de um. Pelo que posso ver, todos os objetos aqui são muito poderosos, chuto que são todos da classe de instrumento sagrados.

A Alto Ministro, ou melhor dizendo, a Administrator, não deseja o surgimento de outra organização rival à Igreja Axiom, portanto, ela evita que esses objetos acabem em outras mãos, para assim, mitigar qualquer tentativa de levante contra ela…”

“Hã…? De onde você tirou uma ideia dessas? Não é possível que haja outra organização que se oponha à Igreja Axiom, mesmo que essa hipotética outra organização tenha equipamentos tão fortes…”

“E digo mais, dentre todos nesse mundo, a pessoa que menos tem fé na igreja, é provavelmente a própria Administrator.”

Eugeo não conseguiu entender de imediato o significado das sarcásticas palavras de Kirito. Porém, antes que começasse a pensar o que poderia dizer aquilo, seu amigo lhe deu uma palmada nas costas e disse:

“Vamos, não temos tempo. O objetivo aqui é recuperar nossas espadas.”

“A-Ah! Sim, mas vai ser complicado achar elas no meio disso tudo…”

A Blue Rose Sword e a espada negra estavam em suas respectivas bainhas de couro branco e negro, porém, haviam diversas espadas muito similares às características delas nesse salão imenso.

“…Bem… podemos até tentar usar aquela arte de localização do elemento umbra novamente, se bem que será difícil enxergar aqui nessa penumbra.”

Eugeo pensou em usar mais um elemento luminoso para ajudar a clarear o lugar e seguir para onde o elemento de escuridão iria, porém, nesse instante Kirito disse algo que o pegou de surpresa, tamanha certeza na voz.

“Mas não será necessário, afinal, elas estão aqui.”

Levantando sua mão direita, apontou para à esquerda da porta de entrada.

“Estavam ali o tempo todo.”

As espadas que Kirito estava apontando certamente eram as suas adoradas armas, sem dúvida nenhuma. Eugeo não sabia para quem olhar mais assombrado, se para as espadas ou seu amigo.

“Kirito, como fez isso sem sequer utilizar uma arte de localização…!?”

“Somente raciocinei um pouco. Afinal, essa sala está lotada, é bem plausível que os objetos mais novos sejam colocados mais próximo à entrada.”

Geralmente quando Kirito revelava seus planos, ele o fazia com um sorriso presunçoso, quase infantil em seu rosto, mas dessa vez, ele estava com uma expressão bem séria enquanto observava sua amada espada negra.

Se aproximou e sem vacilar, pegou a empunhadura com a mão direita.

Parou por alguns instantes e a tirou do suporte, trazendo-a para perto. Depois disso, pegou a Blue Rose Sword que estava ao lado com sua mão esquerda e a lançou para seu amigo.

Eugeo a pegou no susto, mas logo se acalmou ao sentir o peso familiar em seu pulso.

Apesar de ter passado pouco tempo longe de sua adorada espada, uma enorme sensação de alívio e nostalgia surpreendeu Eugeo, sentiu uma energia reconfortante passar através de seu corpo e da empunhadura, como se fizesse parte dele próprio.

 

A Blue Rose Sword sempre esteve ao seu lado desde a queda do Giga Cedro. Estava ali, ajudando no torneio de Zakkaria, nos exames de admissão da academia e também quando quebrou o Índice de Tabus, amputando o braço de Wanbell.

Se a Igreja Axiom, que sempre esteve recolhendo todos os tipos de armas poderosas durante todos esses anos, não encontraram a Blue Rose Sword, que estava dormindo tranquilamente na caverna do norte, poderia presumir que era realmente uma grande sorte ou quem sabe fora o destino que quisesse que ela a encontrasse.

Seguindo esse pensamento, acreditou que aquilo era um sinal para perseguir o caminho para salvar Alice sem dúvidas nenhuma.

“Chega de ficar só observando! Vamos embora, em breve ela será usada.”

Saindo de suas lembranças ao escutar a voz de Kirito mesclada com seu sorrisinho característico, viu seu amigo já amarrando a bainha de sua espada na cintura e se aprontando para a batalha.

Fez o mesmo com a Blue Rose enquanto sua atenção foi puxada para as armaduras na sua volta. As mais próximas, de aparências requintadas, tinham seus nomes gravados logo abaixo.

A primeira se chamava Senrai e a outra Shinzan Kacchu, se Eugeo soubesse, no mundo real o significado delas eram Armadura dos Mil Tronos e Armadura Retumbante da Montanha Kacchu respectivamente, correspondente à um set completo de armadura japonesa tradicional dos samurais.

Um pouco curioso, perguntou para Kirito:

“…E agora, Kirito? Quer pegar uma dessas armaduras também? É bem provável que encontremos algo que nos sirva aqui.”

“Hum… ‘naah’… chegamos até aqui sem usarmos armaduras, não é agora que iremos começar. Além do mais, teríamos que nos acostumar com seu peso e não temos tempo. Vamos só pegar essas roupas aqui.”

Ao observar o lugar onde seu companheiro havia apontado, viu uma grande variedades de roupas coloridas logo ao lado das armaduras. Olhou para seu próprio corpo e viu que a que estava usando, era agora um monte de farrapos que em nada lembrava o brilhante uniforme da academia, tudo resultado da luta contra o Integrity Knight Eldrie.

“Você está certo, mas é provável que elas também acabem em trapos cedo ou tarde.”

Os elementos luminosos que flutuavam acima de suas cabeças começaram a perder gradativamente o seu brilho.

Deixando de lado o desejo de pegar uma das armaduras, foi até a seção onde estavam as roupas e rapidamente pegou uma delas que aparentava ser mais resistente. Depois de escolher a que mais agradou, procurou também o seu conjunto, com a calça e sapatos.

Os dois amigos se vestiram rapidamente em silêncio.

Quando passou a mão através da manga, pode sentir toda a suavidade daquele estranho tecido de altíssima qualidade.

Além de sua resistência, procurou uma da cor azul marinho, bem similar ao uniforme da academia que estava usando. Ao se virar, viu que Kirito tivera a mesma ideia, pois suas vestimentas eram completamente negras.

“…Essas roupas definitivamente não são comuns, devem ter memórias para contar. Seria muito bom se elas pudessem deter também os ataques dos Integrity Knight.

“Acho que seria esperar muito.”

Depois de rirem um pouco, a expressão de Eugeo endureceu.

“Bom, acho que é isso, não é? Vamos?”

“Sim… vamos lá!”

As coisas havia sido fáceis até o momento, mas era melhor eles não se acostumarem, pois ao cruzarem por aquela porta, tudo mudaria. Não deveriam baixar a guarda nem por um instante.

Silenciosamente assentiram com a cabeça e começaram a caminhar juntos.

Eugeo pegou a folha da porta à direita e Kirito a esquerda.

Suavemente empurrando-as ao mesmo tempo, foi-se abrindo lentamente…

DO-KA-KA-KA!!

Um som com uma cadência altíssima atingiu e transpassou a porta.

Flechas de metal atravessaram a grossa superfície de cada uma das folhas.

A batalha começou…

Sword Art Online - Alicization - Volume 12 Rising

 

EITA!!!! NEM BEM COMEÇOU E ALGUÉM JÁ VAI VIRAR PENEIRA?? QUE SACANAGEM, OS NOVOS UNIFORMES ESTAVAM TÃO DIREITINHOS…

Sword Art Online – Alicization Rising

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