Sword Art Online Alicization Running em Português – Underworld – Capítulo 3 – Parte 1

Arco: Alicization – Running

Capítulo 3 –

Torneio de Sword Arts de Zakkaria (8º mês do Calendário do Mundo Humano 378) – Parte 1

Sword Art Online Alicization - Running - Kirito
Ahh! Esses garotos tão estranhos…

Olhando do alto da viga para aqueles inocentes rostos adormecidos, um repentino pensamento passou pela mente do observador.

Os dois garotos que usavam o amontoado de palha seca do armazém como cama, dormiam profundamente. A aparência de um deles não era nada fora do comum, cabelos loiros e olhos verdes. Do mesmo tipo encontrado em todo o território de NNM, ou Norlangarth Northern Middle. Seu físico e altura também estavam dentro do padrão para sua idade.

Já o outro garoto, o que estava à esquerda com seus braços e pernas bem abertos, em uma posição bem… peculiar, tinha cabelos e olhos negros, o que era algo realmente raro. A probabilidade de ver alguém com essas características só era possível muito mais ao sul, nas áreas mais altas daquele mundo. Aqui no norte, era praticamente nula a chance de alguém dar à luz à uma criança com cabelos e olhos nesses tons. Era improvável, mas de fato, não era impossível. E se levar em consideração a taxa de aumento populacional do Império Humano, talvez esse tipo de dado já esteja ultrapassado e as chances tenham realmente aumentado.

O interessante era que os tipos físicos dos dois garotos adormecidos eram praticamente idênticos, como se fossem gêmeos.

Haviam se passado 163 dias desde o Mestre o enviara para observar essa dupla. Veio fazendo isso desde que chegou na capital de Centoria e de certa forma, tinha ficado um pouco decepcionado. Abstraindo suas aparências e formas de falar, não eram muito diferentes de outros garotos daquela região, porém, o observador achava que suas capacidades para evitar encrencas e ameaças ainda eram mais baixas do que os habitantes dali ou talvez eles tivessem o dom de procurá-las….

Recolheu esses dados pois já estava a praticamente meio ano seguindo esses dois sem ser detectado.

A temporadas das chuvas havia se passado e agora que o verão estava prestes a terminar, o observador começou a compreender um pouco do porquê que seu Mestre estava interessado neles.

A falta de cuidado com situações perigosas e desobediência às regras comuns eram simplesmente a mais pura demonstração de curiosidade e instinto investigativo. Além disso, a imaginação e agilidade do garoto de cabelos negros eram realmente impressionantes. Nunca tinha visto algo parecido, embora vivesse nesse mundo por mais de 200 anos.

Desde o momento em que começou a observá-los, houveram diversas vezes em que ele ficou preocupado de que aquele estranho garoto pudesse romper com o Índice de Tabus.

Mas pensando com mais calma agora… talvez esse não fosse o caso. É provável que ele não seja capaz de quebrar nenhuma regra. Muito embora, alguns de seus atos foram bem similares aos do Mestre. Talvez o meu senhor veja ele como um arqui-inimigo, alguém que tenha potencial para ultrapassar todos os limites desse mundo… Realmente não sabia o que pensar.

Nesse momento, o rapaz de cabelos negros começou a mover seus braços, fazendo com que a palha seca que atuava como um cobertor saísse de cima dele, fazendo com que a parte de cima de seu pijama levantasse, deixando parte de seu torso descoberto.

O verão já despedia e o vento noturno estava muito mais frio, ainda mais no norte de Norlangarth. Aquele velho armazém era praticamente todo aberto e se ele continuasse dormindo no monte de palha com parte de seu corpo descoberto, a possibilidade de que sua Vida diminuísse era muito alta. Sem contar que o dia seguinte, em 28 de agosto do 378º ano do Calendário do Mundo Humano, seria seu maior desafio e por isso deveria estar em plena forma.

Os dois conseguiram reunir dinheiro suficiente trabalhando nessa fazenda durante todo o verão e apesar desse observador querer lhes dizer para dormirem em uma pousada, a ordem era para não interagir diretamente com eles. O que acabava por deixá-lo muito preocupado em apenas assistir essa dupla dormindo praticamente ao relento nesse simples armazém.

Mas tem que ser assim…. Não posso evitar. Se interfiro diretamente, o Mestre jamais me perdoaria…, mas…

O observador permaneceu parado no alto da viga agitando sua mão direita. Murmurou um pequeno feitiço e das pontas de seus dedos saiu um raio de luz verde do tipo Elemental de Ar.

Cuidadosamente o observador levou o Elemental de Ar a ficar sobre o garoto descoberto uns 30 cens de altura e depois lentamente o baixou até liberar totalmente.

Uma pequena brisa foi criada, levantando a palha e cobrindo novamente as partes expostas do rapaz. Não era tão útil como um cobertor, mas deveria ser o suficiente para evitar os ventos gelados que sopravam pelas aberturas do armazém.

Então ele baixou sua mão e permaneceu olhando os garotos que nada percebiam a sua volta.

A vida estava permanentemente congelada nesse mundo e a roda mágica que ele chamava de Mestre havia tomado para si essa missão há quase 200 anos. Porém, o observador não se lembrava de alguma vez ter se interessado pelos objetos de suas investigações. Ele sempre pensou em si como sendo apenas uma função sem emoções. Seu corpo não era de humano… não uma unidade humana do Underworld

Essa unidade observadora tinha apenas essa função: observar, nunca interferir. Porém, nesse instante, quando pode prever que esse garoto pegaria um resfriado, justo antes da sua importante provação, não conseguiu apenas ignorar e ficar de espectador e sim fazer um feitiço para intervir. Correu um enorme risco fazendo isso, pois se o feitiço desse errado, sua longa jornada de observação teria acabado e seria jogado de volta nos confins daquela enorme biblioteca que tanto detestava…

Em outras palavras, era bem possível que sua missão em seguir viagem com esses dois terminasse abruptamente ali, por um erro primário desses.

Impossível! É completamente ilógico! É como se eu começasse a ser influenciado por essas ações irregulares desses dois.

Não posso mais pensar. Isso não faz parte da missão. Tudo que tenho que fazer é segui-los e observá-los, nada mais e nada menos. Tenho que me certificar que esses garotos, o de cabelos loiro, Eugeo e o de cabelos pretos, Kirito, cumpram com seus destinos.

Então encolheu seu corpo de aproximadamente 5 mil, ou 5 milímetros em unidade do mundo real, e saltou da viga. Não deveria perder Vida com um corpo tão pequeno e para isso, o observador não precisava usar nenhum tipo de feitiço. Aterrissou como uma folha de palha e silenciosamente movimentou suas finas pernas até sua posição normal, em meio aos cabelos negros do rapaz chamado Kirito.

Acomodou-se nos numerosos fios de cabelos que eram da mesma cor do seu corpo e por alguma razão ficou contente por ser tão pequeno.

A paz, a comodidade e segurança que sentia naquele local o deixava sempre com uma intensa emoção… não procurava entender o porquê, apenas aproveitava a situação.

Ahh! Esses garotos tão estranhos…

E logo após o observador ter esse pensamento, fechou seus olhos e adormeceu.

POIS É, O CAPÍTULO É BEM CURTINHO MESMO, SORRY! (CULPEM O SR. REKI).

NOS VEMOS NA PRÓXIMA SEMANA !!!

 

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Até!

Bônus:

Uma trilha calminha para embalar os sonhos de nossos amiguinhos. Ouçam At Nightfall e tenham um ótima noite. 😉

https://www.youtube.com/watch?v=WGKgAw_mNwY